O mercado pecuário brasileiro enfrenta uma forte restrição na oferta de animais prontos para abate e bezerros. O problema também é enfrentado pelo mercado global, especialmente nos Estados Unidos, União Europeia e países asiáticos, segundo Luc Vian, gerente de Inteligência de Mercado da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que participou do painel “Tendências e Perspectivas de Mercado” durante a  Arena de Conteúdo TecnoCarne.

Uma situação que abre oportunidades para a proteína animal brasileira. “O país vai manter a liderança isolada como o principal exportador de carne bovina do mundo, pois os EUA têm hoje o menor rebanho dos últimos 60 anos, enquanto a União Europeia está com menos cabeças de gado para abate em 30 anos”, explica Vian.

Já Gabriel Morelli Ribeiro, gerente de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal – ABPA, lembrou que os mercados para os suínos e aves também estão favoráveis. “Os nossos concorrentes estão com problemas sanitários com a peste suína, por exemplo. E mercados consumidores sofrem com isso, representando oportunidades para o Brasil.”

Enquanto isso, de acordo com Andrea Mesquita, idealizadora do Território da Carne, os varejistas brasileiros se ressentem do apoio dos frigoríficos. “Enquanto há um esforço para conquistar e manter as vendas no exterior, essas empresas não têm projetos para auxiliar o nosso mercado varejista que precisa investir na imagem do setor. É preciso que haja uma atenção especial para essas empresas que sofrem para sobreviver.”