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Aumento da produtividade passa por sintonia entre novas tecnologias e colaboradores, dizem executivos

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Como os gigantes da indústria alimentícia têm trabalhado na redução de custos e na busca por novas tecnologias e mão de obra especializada.

Os problemas de produtividade também atingem os gigantes da indústria alimentícia. Empresas como Nestlé e Heineken têm trabalhado nos últimos anos na redução de custos dentro de suas plantas e na tentativa de encontrar a sintonia fina entre novas tecnologias e colaboradores especializados para atender as demandas e criar ou surfar novas culturas de consumo.

Na Heineken, foi preciso uma redução da capacidade produtiva antes do avanço da empresa no mercado. Para criar novos produtos, mais premium, a empresa teve que adaptar sua produção, o que reduziu os resultados num primeiro momento. “Uma cerveja economy é mais fácil de fazer, e para criar as linhas premium, tivemos que reduzir a capacidade produtiva”, diz Saulo Miguel, diretor regional da Heineken.

Miguel afirma que seria impossível a mudança no mercado cervejeiro sem uma reinvenção das operações. “E, para propor novos produtos, você acaba roubando capacidade produtiva, não tem jeito”, reforça. No final, o resultado apareceu. “Nos últimos 10 anos, a Heineken propôs a reinvenção do mercado cervejeiro e foi responsável por puxar o (consumo do) puro malte, por exemplo”, diz o executivo.

Essa reestruturação passa necessariamente pelas habilidades do time de colaboradores escalado para modernizar a produção e levar a empresa para uma nova etapa. A montagem da equipe é o primeiro passo, e precisa contar com a sensibilidade dos gestores para que as novas tecnologias sejam operadas de maneira eficiente pelos técnicos.

“Para falar de processos... É muito fácil passar a exigir um monte de processos se não é você que está na ponta, na frente da máquina, com um monte de papel na mão para agradar o auditor”, alerta o diretor da Heineken, que destaca a necessidade de a empresa levar em conta a operacionalidade das soluções quando investir em novas tecnologias.  

Na Nestlé, os investimentos voltados ao aumento da produtividade são focados no conceito de tecnologia by design, ou seja, soluções customizadas para o dia a dia da operação, afirma Danilo de Faria, líder global de Digitalização Industrial da empresa.Não adianta colocar tecnologia onde a condição básica não existe”, diz o executivo. “Estamos sempre buscando novas tecnologias e processos para aumentar a produtividade. Mas é preciso estar atento a não fazer investimento pelo investimento, precisa haver estratégia.”

Para Faria, é preciso que a empresa esteja empregando de maneira eficiente as bases do TPM (Total Productive Maintenace), sistema produtivo que prevê a eliminação de perdas ao longo de toda a linha. “A gente sabe que, para se fazer digital, precisa ter um nível de TPM bem implementado. As coisas andam casadas”, ressalta.

Desafios dos pequenos e médios

Alexandre Gurgel, engenheiro de automação da Bosch, que desenvolve maquinário para a indústria alimentícia, diz que no setor é comum haver perdas por conta da produção em larga escala, aumentando a possibilidade de prejuízos quando o processo ainda não está totalmente maduro, o que pode ser fatal para um pequeno player.

“As empresas produzem muito, mas não conseguem dar vazão a essa produção e acabam perdendo muita matéria prima. Matéria prima é custo e quando o custo aumenta, a margem de lucro das empresas diminui”, diz Gurgel.

Ele ressalta também a dificuldade, principalmente de pequenos e médios, de produzir com equipamentos de gerações diferentes, alguns mais velhos e outros top de linha. “Essa é a realidade no Brasil, encontrar gerações novas e antigas de equipamentos convivendo em uma planta”, afirma.

Essa condição pode ser um problema para a produtividade, principalmente por conta da falta de previsibilidade, mas com o acompanhamento certo e o investimento gradual em novas tecnologias é possível avançar a um patamar de estabilidade. “Tecnologia, conhecimento e principalmente, o envolvimento do cliente, são pontos chaves para esses processos darem certo”, conclui Gurgel.

As melhores soluções para a indústria de alimentos, bebidas, proteínas e embalagens podem ser encontradas na Fispal Tecnologia e TecnoCarne, que acontece até 24 de junho, no Expo São Paulo. Os mais de 350 expositores também estão na Plataforma Digital Fispal Tec, um espaço virtual de negócios e conhecimento que conecta as melhores empresas a um público qualificado nos 365 dias do ano. Faça aqui seu cadastro único e tenha acesso ao evento e à plataforma digital.

 

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Serviço:

Fispal Tecnologia e TecnoCarne

Data: 21 a 24 de junho de 2022

Horários: Terça a quinta-feira: 13h às 20h. Sexta-feira: 13h às 18h

Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center

Mais informações, credenciamento e inscrição: clique aqui.

 

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