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Automatizar não significa deixar de valorizar colaboradores

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No setor de processamento de proteína animal, o Brasil está entre os países com maior avanço em processos industriais e sanitários, o que exige mão de obra qualificada.

A automatização dos sistemas de produção de proteína animal foi acelerada desde o surgimento dos primeiros casos de covid-19 entre trabalhadores de frigoríficos, no início de 2020. A perspectiva para o futuro era que a automatização ia fazer parte dos sistemas de produção de forma gradual, mas a crise enfrentada pelo setor mostrou que o investimento em inovação é, para muitos, a única saída para continuar produzindo.

Neste cenário, houve a necessidade de as empresas de proteína animal no Brasil e no mundo mudassem os modos de operação interna para se adaptar à nova realidade produtiva. A convivência entre máquinas e funcionários cresce a cada dia.

Em qualquer ambiente, a automatização de processos se refere ao uso de equipamentos, robôs e sistemas na execução de tarefas repetitivas e operacionais. Assim, em um conceito semelhante, Andrea Mesquita, fundadora do Território da Carne e especialista na área, explica que automatizar significa auxiliar o trabalho humano em processos repetitivos.

“Diferente da automação, na automatização não há inteligência na execução para auxílio na tomada de decisão. Para entender melhor a diferença, vale comparar um ventilador – processo automatizado para gerar vento – com um ar-condicionado – sistema de automação que mantém o ambiente climatizado, conforme condições pré-definidas”, explica Andrea.

Dito isso, é inegável que o setor de proteína animal no Brasil tem evoluído na busca por tecnologias que permitam a automatização e mesmo a automação dos processos. No que se refere ao processamento na indústria frigorífica, o Brasil está entre os países com um dos maiores avanços em termos de processos industriais e sanitários.

“As linhas contínuas, orientadas por scanner de carcaças, controle de temperatura à distância das salas de manipulação e câmaras de armazenamento, trilhos automatizados, pistões, roletes, esteiras e embaladoras automáticas já são realidade em muitos frigoríficos e entrepostos nacionais, servindo como referência a outros players globais”, indica Andrea.

Valorização da mão de obra qualificada

Um grande receio da sociedade é que as máquinas vão substituir trabalhadores. Mas, no caso do setor frigorífico, Andrea Mesquita tem certeza de que o cenário é totalmente o contrário.

“O desafio da implementação da automatização é entender o investimento que será necessário em qualificação dos colaboradores. Afinal, eles serão mais exigidos intelectualmente, uma vez que máquinas poderão desempenhar - de forma muito mais precisa - aquelas atividades repetitivas”, indica Andrea.

Dessa forma, o grande desafio, seja dentro ou fora do setor, será o de implementar automatização e ao mesmo tempo substituir a forma de contratação da força de trabalho, passando a buscar e formar cada vez mais profissionais com caráter, fornecendo treinamentos contínuos em diferentes habilidades, como rapidamente resolver problemas, por exemplo.

Ou seja, nesta era 4.0, muitas posições de trabalho até poderão ser substituídas por máquinas, mas muitas outras serão criadas para que as atividades sejam concluídas. “E quer forma melhor de valorizar seu colaborador do que contribuir para que seja um ser humano melhor para sua empresa e para o mundo através de qualificações e treinamentos?”, indaga a especialista do Território da Carne.

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