Desde a Primeira Revolução Industrial, a tecnologia acompanha e impulsiona a evolução dos sistemas produtivos.

No setor de alimentos, à medida que novas tecnologias surgem, transformam a forma como produzimos, distribuímos e consumimos.

É nesse cenário que surgem as foodtechs: startups e empresas que unem inovação tecnológica ao universo da alimentação para solucionar desafios como eficiência produtiva, segurança dos alimentos, sustentabilidade, redução de desperdícios e personalização do consumo.

A seguir, entenda como as foodtechs estão cada vez mais centradas no planejamento estratégico e conheça alguns exemplos inovadores. 

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Tendências de foodtech na indústria alimentícia

As tendências de foodtech estão acelerando a modernização do setor alimentício com novas estratégias.

Da automação com IA às proteínas alternativas, passando pela digitalização da cadeia de suprimentos, embalagens inteligentes e personalização nutricional. 

1. Automação e inteligência artificial 

A automação e a inteligência artificial aplicada à indústria alimentícia são vetores-chave.

Ferramentas de previsão de demanda, detecção de falhas em linha de produção, robótica em cozinhas industriais e análise de dados em tempo real promovem ganhos operacionais expressivos. 

Como mostra estudo técnico da Global Agriculture, a IA aplicada ao alimento permite “precisão, eficiência e escala inéditas” no setor.

Ou seja, para quem atua na indústria, incorporar automação e IA significa reduzir custos, melhorar qualidade e atender ao consumidor exigente da era digital.

2. Proteínas alternativas e fermentação de precisão

Dentro das tendências, destacam-se as proteínas alternativas e a fermentação de precisão.

Startups e grandes grupos estão desenvolvendo ingredientes sustentáveis, usando microrganismos e plataformas de IA para fabricar proteínas de alta funcionalidade. 

Esse tipo de inovação impacta tanto o cardápio como a cadeia de suprimentos, abrindo espaço para alimentos plant-based, cultivo celular e ingredientes bioativos.

sta foto tem um tema científico e futurista, representando a área de alimentos plant-based (à base de plantas) ou carne cultivada em laboratório.

3. Cadeia de suprimentos digital e rastreabilidade

A digitalização da cadeia agroalimentar é outra das grandes frentes das tendências de foodtech na indústria alimentícia. 

Sistemas com blockchain, sensores IoT e monitoramento em tempo real promovem rastreabilidade e transparência alimentar, fatores exigidos tanto por consumidores quanto por regulamentações.

Essa transformação permite às empresas reforçar o valor da marca e criar confiança entre os consumidores.

Esta foto retrata o uso de tecnologia para análise e gestão em um ambiente industrial ou logístico.
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4. Embalagem inteligente, economia circular e sustentabilidade

As estratégias de embalagem inteligente, além da economia circular, são componentes essenciais para as indústrias.

Embalagens ativas que monitoram frescor, materiais compostáveis ou reutilizáveis e processos de upcycling de resíduos alimentares entram no radar.

Essa combinação de tecnologia e sustentabilidade reforça a diferenciação e permite explorar novos modelos de negócio.

5. Personalização de alimentos com foodtech

Finalmente, a personalização de alimentos. Com dados de perfil, comportamento e metabolismo, empresas podem desenvolver alimentos adaptados a indivíduos ou grupos de consumidores. 

Durante a FiSA 2025, Cynthia Andrade, da NotCo, explicou que a empresa busca aplicar IA em dietas específicas, com base em dados genéticos, por exemplo.

Para isso, é fundamental contar com um banco de dados robusto e prompts bem estruturados, que permitam análises eficazes dos ingredientes e seus efeitos no organismo.

Investimento e uso de IA nas foodtechs do Brasil 

No Brasil, dados do Food Connection apontam que 29,17% das indústrias de alimentos já incorporaram a inteligência artificial ou robótica em seus processos. 

Segundo estudo lançado pela Liga Ventures em parceria com o Bioma Foodhub, as foodtechs captaram 877 milhões de reais em investimentos em 2024, distribuídos em 24 transações – um indicador da consolidação do setor em soluções para novos alimentos e bebidas, gestão de pedidos, logística e resíduos.

O estudo também destaca que 60 startups já utilizam IA em aplicações como otimização da cadeia de suprimentos e personalização de produtos.

Para as empresas que desejam inovar, acompanhar essas tendências significa identificar oportunidades reais na cadeia de suprimentos, na logística e no desenvolvimento de novos produtos.

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Exemplos de foodtechs nacionais inovadoras

  • Typcal: utilizando a fermentação de micélios, a empresa paulista cria ingredientes para carnes vegetais com textura e sabor semelhantes aos produtos tradicionais.

  • Food To Save: a empresa curitibana conecta restaurantes e supermercados com excedente de alimentos aos consumidores, promovendo consumo consciente e reduzindo desperdício.

  • Beleaf: a empresa paulista utiliza ingredientes que seriam descartados para criar produtos como snacks saudáveis e massas frescas, contribuindo para a sustentabilidade alimentar.

  • Gran Moar: a empresa porto-alegrense – que participou da FiSA 2025 – transforma o grão residual da produção de cerveja em farinha nutritiva para consumo humano, aproveitando subprodutos da indústria.

As tendências de foodtech na indústria alimentícia desenham um cenário de inovação, eficiência e sustentabilidade. Quem já se prepara para 2026 estará melhor posicionado para liderar esse movimento.