A gestão sustentável em frigoríficos passou a ser uma exigência do mercado. O setor enfrenta pressões crescentes: aumento dos custos operacionais, regulação ambiental rigorosa, metas de descarbonização, demandas de grandes compradores e expectativas de consumidores que valorizam práticas ESG na indústria de carnes.
Dentro desse cenário, o consumo de água e energia tem papel central. Refrigeração, congelamento, higienização e processos térmicos representam grande parte dos custos, e são também os principais pontos de impacto ambiental nos frigoríficos.
Aplicar práticas estruturadas de gestão sustentável em frigoríficos reduz gastos, torna a operação mais eficiente e reforça a competitividade.
A seguir, saiba como avançar em eficiência energética, inovação sustentável, economia circular em frigoríficos e tecnologias que reduzem o impacto ambiental.
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Reduzir o consumo de água e energia é um dos passos mais importantes para tornar o frigorífico mais eficiente e sustentável. A seguir, confira as práticas que mais ajudam nesse avanço.
1. Realizar auditorias energéticas periódicas
A primeira etapa da eficiência energética em frigoríficos é entender como a energia está sendo consumida. As auditorias permitem mapear os maiores focos de gasto, como refrigeração, congelamento, iluminação, motores e compressores.
Auditorias frequentes ajudam a estabelecer metas realistas de desempenho, como kWh por tonelada processada, e facilitam o controle de impacto ambiental ao longo do ano.
Esse processo também abre espaço para ações rápidas que reduzem desperdícios.
2. Substituir equipamentos obsoletos por tecnologias sustentáveis
A inovação verde no setor de carnes depende da atualização de equipamentos, um movimento essencial para quem busca operar frigoríficos sustentáveis.
Freezers e câmaras frias de alta eficiência reduzem significativamente o consumo. Portas rápidas conservam ambientes refrigerados. Sistemas de recuperação de calor aproveitam o calor gerado por compressores e processos térmicos para pré-aquecimento de água, diminuindo custos e emissões.
A iluminação LED completa o pacote ao oferecer maior durabilidade, menor consumo e manutenção reduzida.

3. Automatizar e monitorar processos energéticos
A automação industrial fortalece a sustentabilidade em frigoríficos ao garantir decisões rápidas e baseadas em dados. Sensores inteligentes controlam iluminação, refrigeração e motores elétricos.
Os sistemas de gestão energética (EnPIs) registram o consumo em tempo real e identificam variações anormais.
Softwares integrados apontam desperdícios e sugerem ajustes automáticos, permitindo uso mais consciente de energia e recursos naturais.

4. Mapear todos os fluxos de uso de água
O mapeamento hídrico mostra com clareza onde a água é usada e onde está sendo desperdiçada. Lavagem, resfriamento, caldeiras e tratamento de efluentes são os pontos mais críticos.
Com indicadores de litros por tonelada processada, os gestores conseguem acompanhar variações, identificar gargalos e aplicar estratégias de controle de impacto ambiental.
5. Implementar sistemas de recirculação e reutilização de água
A reutilização de água é uma das práticas sustentáveis mais importantes para reduzir o impacto ambiental em frigoríficos.
Sistemas de recirculação tratam e reaproveitam a água em diferentes etapas, diminuindo a demanda por captação e aliviando a pressão sobre recursos naturais.
O treinamento das equipes garante o uso racional da água e evita desperdícios no dia a dia da planta.

Frigoríficos que reduziram consumo de energia e água
Diversas empresas do setor já mostram que a gestão sustentável gera resultados reais.
Uma solução de IoT voltada para refrigeração industrial da Squair, por exemplo, reduziu o consumo energético de plantas frigoríficas ao automatizar o controle de compressores e monitorar variáveis críticas em tempo real. Sistemas inteligentes ajudam a manter temperaturas ideais sem sobrecarregar os equipamentos.
Grandes empresas como JBS, Marfrig e Aurora Alimentos também implementaram práticas robustas de eficiência energética e redução de consumo hídrico.
Essas iniciativas incluem recuperação de calor, uso de energias renováveis e otimização do processo de higienização, reforçando a importância das práticas ESG na indústria de carnes.
Ao aplicar práticas de eficiência energética, inovação verde e economia circular, os frigoríficos tornam-se mais competitivos, atendem às regulamentações e contribuem para a redução de emissões de carbono no setor.
A sustentabilidade em frigoríficos não é apenas “boa para o planeta”. É um diferencial comercial e operacional para quem quer crescer, abrir novos mercados e se preparar para o futuro da indústria de carnes.