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Comida congelada: conheça mais sobre as soluções e empresas desse mercado

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O serviço de entrega de refeições congeladas e saudáveis cresceu com a pandemia, e veio para ficar

A normalização do home office trouxe novas necessidades para o consumidor, entre elas, a de adequar sua rotina de alimentação ao trabalho em domicílio. Com a mudança, as pessoas passaram a ter a possibilidade de se alimentar melhor, mas cozinhar durante, antes ou depois do expediente continua sendo um desafio.

Diante dessa nova realidade, o consumo de refeições caseiras congeladas, que podem ser estocadas para a semana ou até para o mês, passou a ser uma alternativa não só para uma alimentação mais saudável, mas também para redução de custos.

O gasto médio que o trabalhador brasileiro teve para comer fora de casa em julho de 2022 foi de R$ 40,64, segundo dados da ABBT (Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador). Esse custo cresceu 17,4% em relação ao pré-pandemia, acima da inflação geral. 

Como solução, empresas têm se dedicado a oferecer ao público refeições congeladas a custo menor, e que prometem manter a qualidade de uma comida caseira, ainda que submetida aos processos de ultracongelamento.

Até 40% mais barato que comer fora

Além dos serviços comuns de entrega de comida congelada, já há serviços de assinatura, que prometem facilitar o acesso a esse tipo de solução e baratear ainda mais o preço.  

É o caso da Pratí, foodtech do Grupo Sapore, que entrega os kits congelados no dia e quantidade definidos pelo cliente a um preço que pode ser até 40% menor que ao que as pessoas gastam em média quando optam por outros serviços de entrega ou comer fora de casa, diz a empresa.

A Pratí atende nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas e arredores e atende via WhatsApp, redes sociais e e-commerce. O assinante pode escolher receber as refeições semanalmente (7 ou 14 refeições), quinzenalmente (10, 14 ou 28 refeições) ou mensal (10, 15, 20, 30 ou 60 refeições).

“Observamos que muitos de nossos clientes pediam com uma certa frequência e observamos, então, que poderíamos fazer algo para facilitar ainda mais a vida: a oferta do serviço via planos de entrega”, explica Fábio Canina, CEO da Pratí.

Além da entrega de refeições no prazo e quantidade especificados pelo cliente, a Pratí coloca à disposição uma equipe especializada para ajudar o consumidor a fazer um planejamento alimentar completo.

“O cliente conversa com nossa equipe especializada e diz qual o objetivo, se é emagrecer, fazer outro tipo de dieta ou simplesmente comer de maneira saudável. Depois, ele recebe um cardápio adequado às suas necessidades e preferências”, complementa o executivo.

Tendência acelerada pela pandemia

Ainda antes da pandemia, o mercado de marmitas congeladas já apontava crescimento. Em 2019, um estudo realizado pelo Sebrae-SP junto a 400 empresários do segmento de alimentação fora do lar apontou que 47% pretendiam implementar novos serviços, e entre as soluções mais indicadas estava a oferta de marmita congelada.

Em 2022, essa realidade se consolidou definitivamente. A pesquisa O Futuro do Food Service, realizada pela Fispal Food Service e FGV Jr. em julho de 2021 com 800 consumidores do Brasil inteiro, apontou que 41,6% das pessoas aumentaram o consumo de marmitas, congeladas ou feitas na hora, durante a pandemia.

Os números mostram ainda que o preço foi principal motivo para a aquisição das marmitas para 57% dos adeptos desse tipo de solução. Rapidez na preparação vem sem seguida, com 47%. E, em terceiro lugar, a falta de tempo para cozinhar, para 37%.

As pessoas que passaram a consumir mais marmitas, a maioria concordou totalmente (40%) e parcialmente (42%) que continuariam consumindo mesmo após o término da pandemia.

“Notamos que, na atualidade, o consumidor está buscando refeições mais saudáveis e saborosas, com grãos, legumes, pouco sal e temperos caseiros simples, como alho e cebola”, afirma Andrea Di Cunto, proprietária da Biscottini & Co.

Comida congelada e saudável

Durante a pandemia, a empresa de comidas congeladas LivUp viu os números de pedidos e seu faturamento disparar. Em 2020, durante o ano da pandemia, a empresa faturou R$ 100 milhões, segundo a revista Exame.  

A empresa, que oferece tanto itens para preparação quanto refeições congeladas prontas a partir de R$ 20, avalia que “ainda há muitos mitos sobre a comida congelada” entre os consumidores, que podem enxergar nesse tipo de refeição algo pouco saudável e de menor qualidade.

“Isso acontece porque pizzas, batatas pré-fritas, lasanhas e pães de queijos foram os primeiros a tomarem conta das gôndolas dos supermercados (entre os alimentos congelados)”, diz a startup em seu site.

Porém, a empresa avalia que essa época de associação dos congelados a alimentos de baixa valor nutricional acabou. “A boa notícia é que já podemos contar com alternativas mais saudáveis, saborosas e tão práticas quanto: são as comidas congeladas saudáveis. Elaboradas a partir de vegetais frescos, grãos integrais e proteínas de boa qualidade”, afirma.

Os resultados da LivUp apontam que o público entendeu essa nova fase dos alimentos congelados e tem contado com as empresas do segmento para melhorar a alimentação, e gastando menos, mesmo diante do tempo exíguo que as pessoas têm para se dedicar ao preparo dos pratos.

A LivUp está presente em cerca de 50 cidades brasileiras e com mais de uma dezena de centros de distribuição de alimentos espalhados pelo país que atendem pedidos recebidos por aplicativo e site.

O crescimento durante a pandemia atraiu investidores e, em 2021, a empresa recebeu aporte de R$ 180 milhões para ampliar sua operação.

Depois disso, viabilizou sua expansão para o ambiente físico, passando a vender suas comidas congeladas saudáveis em unidades da rede de supermercados Saint Marché para atender também aqueles consumidores que procuram nos supermercados as opções cada vez mais cobiçadas de comidas congeladas prontas para consumo e saudáveis.

 

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