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Futuro sustentável e as tendências para o setor de alimentação fora do lar - Parte I

Article-Futuro sustentável e as tendências para o setor de alimentação fora do lar - Parte I

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Alimentação saudável, redução de desperdício e ingredientes sazonais: como desenvolver um cardápio sustentável que atenda a necessidade dos consumidores e do planeta; saiba mais neste artigo de Raoni Saade

*Raoni Saade, FCSI, CFSP

À medida que avançamos em direção a um futuro mais consciente e responsável, o setor de Alimentação Fora do Lar (AFL) está testemunhando o crescimento significativo na adoção de práticas sustentáveis.

Neste artigo, exploraremos algumas das tendências emergentes em sustentabilidade que estão moldando o futuro no food service e contribuindo para a construção de um mundo mais verde e equilibrado.

Na primeira parte, veremos como os ingredientes escolhidos, a forma como são comprados e preparados, fazem parte desse equilíbrio entre consumo e sustentabilidade.

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Alimentos à base de plantas e dietas sustentáveis

As tendências em alimentos à base de plantas e dietas sustentáveis estão em constante evolução, impulsionadas por uma maior conscientização sobre a saúde, o meio ambiente e o bem-estar. Várias tendências recentes estão moldando esse cenário de maneiras interessantes e impactantes:

Inovação em substitutos de carne: Empresas estão investindo significativamente em alternativas de carne à base de plantas que imitam o sabor, textura e até mesmo o aspecto de produtos de origem animal. Além das tradicionais opções de hambúrgueres e salsichas à base de vegetais, há um aumento na diversidade de produtos, incluindo peixes à base de plantas, frango e até mesmo bifes que se assemelham cada vez mais à carne tradicional.

Enfoque em proteínas vegetais: A busca por fontes alternativas de proteína está levando ao destaque de alimentos como leguminosas (feijões, lentilhas, grão-de-bico), quinoa, tofu, tempeh e seitam. Esses alimentos não apenas oferecem proteína, mas também são ricos em nutrientes e versáteis para diversas receitas.

Alimentos fermentados e probióticos: Produtos fermentados à base de plantas, como kimchi, kombucha, kefir de água e iogurtes vegetais, estão ganhando popularidade devido aos seus benefícios para a saúde intestinal. Eles não apenas diversificam a oferta de alimentos à base de plantas, mas contribuem para a saúde digestiva.

Essas tendências refletem uma mudança gradual e positiva em direção a uma alimentação mais consciente e sustentável. À medida que a conscientização sobre os benefícios pessoais e ambientais das dietas à base de plantas cresce, é provável que mais inovações e mudanças ocorram para atender às demandas e preferências dos consumidores modernos.

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Redução de Desperdício de Alimentos

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A conscientização sobre o desperdício de alimentos está levando empresas de AFL a adotarem estratégias inovadoras para reduzir as sobras. De programas de doação de alimentos a iniciativas de compostagem, o setor está se tornando mais comprometido em minimizar o desperdício.

A redução do desperdício de alimentos é um tema crucial que tem ganhado destaque nos últimos anos, impulsionado pela preocupação crescente com a sustentabilidade, segurança alimentar e impacto ambiental. Novas tendências e abordagens estão emergindo para enfrentar esse desafio global:

Reutilização de alimentos: Uma tendência crescente é o ressurgimento de métodos antigos de preservação de alimentos, como fermentação, conservas e desidratação. Essas técnicas não só prolongam a vida útil dos alimentos, mas também agregam sabor e valor nutricional.

Upcycling de alimentos: Empresas e chefs estão encontrando maneiras criativas de usar partes de alimentos que tradicionalmente seriam descartadas, como cascas, talos e folhas. Isso resulta em produtos alimentares inovadores, como farinhas feitas de cascas de frutas ou sopas de vegetais feitas com partes normalmente desperdiçadas.

Economia circular na indústria alimentícia: Empresas estão adotando uma abordagem de economia circular, buscando reduzir o desperdício em todas as etapas da cadeia alimentar, desde a produção até o consumidor final. Isso inclui embalagens sustentáveis, logística mais eficiente e estratégias para aproveitar ao máximo os recursos.

Apps e plataformas digitais: A tecnologia está desempenhando um papel fundamental na redução do desperdício de alimentos. Aplicativos e plataformas conectam consumidores a estabelecimentos comerciais, permitindo que comprem excedentes de alimentos a preços reduzidos, evitando que esses itens sejam descartados.

Movimento de zero desperdício: Há um crescente movimento de zero desperdício, no qual os consumidores estão se comprometendo a reduzir ao máximo o desperdício em suas casas. Isso envolve práticas como compostagem, planejamento de refeições para usar todos os ingredientes e armazenamento adequado para prolongar a vida útil dos alimentos.

Iniciativas governamentais e políticas: Governos e instituições estão implementando políticas para enfrentar o desperdício de alimentos, incentivando práticas sustentáveis na produção, distribuição e consumo. Isso inclui regulamentações para doações de alimentos não vendidos e programas de conscientização pública.

Essas tendências refletem uma mudança significativa na mentalidade em relação ao desperdício de alimentos, destacando a importância de aproveitar ao máximo os recursos disponíveis. À medida que a conscientização cresce e novas soluções são desenvolvidas, espera-se que o desperdício de alimentos diminua, contribuindo para um sistema alimentar mais sustentável e eficiente.

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Compras Locais e Sazonais

A preferência por ingredientes locais e sazonais está ganhando força. Estabelecimentos de AFL estão estabelecendo parcerias com agricultores locais, promovendo ingredientes frescos, apoiando a economia local e reduzindo a pegada de carbono. Comprar local e sazonalmente está se tornando uma tendência significativa em direção a um estilo de vida mais sustentável. Essa abordagem não apenas beneficia os consumidores, mas também tem um impacto positivo no meio ambiente e na economia local. Aqui estão algumas das novas tendências nesse cenário:

Apoio a produtores locais: Há um aumento no apoio aos produtores locais, impulsionado pela valorização de alimentos frescos e de alta qualidade. Os consumidores estão buscando feiras de agricultores, mercados locais e fazendas comunitárias para adquirir alimentos frescos, muitas vezes cultivados organicamente e com menor pegada de carbono devido à menor distância de transporte.

Assinaturas de alimentos locais: Uma tendência emergente são as assinaturas de alimentos locais, onde os consumidores se inscrevem para receber regularmente cestas ou caixas de produtos frescos da estação diretamente dos produtores locais. Isso promove uma conexão mais direta entre os consumidores e os agricultores, além de garantir alimentos frescos e sazonais em casa.

Restaurantes com foco em ingredientes locais: Restaurantes estão cada vez mais priorizando ingredientes locais e sazonais em seus cardápios. Eles colaboram com produtores locais para oferecer pratos frescos e saudáveis, destacando a qualidade e origem dos alimentos.

Conscientização sobre sazonalidade: Os consumidores estão se tornando mais conscientes em relação à sazonalidade dos alimentos, compreendendo que determinados produtos têm épocas específicas de colheita e estão optando por consumi-los durante esses períodos. Isso não apenas oferece alimentos mais frescos e saborosos, mas também reduz a necessidade de técnicas de preservação ou transporte de longa distância.

Redução da pegada de carbono: Comprar alimentos locais e sazonais reduz a pegada de carbono associada ao transporte de alimentos. Isso contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, já que os alimentos percorrem distâncias menores até chegar aos consumidores.

Educação e conscientização: Existe um esforço crescente para educar os consumidores sobre os benefícios de comprar local e sazonal. Isso inclui campanhas de conscientização, programas educativos e iniciativas que destacam os impactos positivos dessa prática tanto para a comunidade quanto para o meio ambiente.

Essas tendências refletem uma mudança na mentalidade dos consumidores em direção a um consumo mais consciente e sustentável. Comprar local e sazonalmente não apenas promove a saúde e o bem-estar, mas também contribui para a preservação do meio ambiente e o fortalecimento das comunidades locais.

 

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