Por Luciana Mendes*

Seja na indústria de alimentos e bebidas ou em outros segmentos corporativos, o sonho de muitos profissionais é construir uma carreira pautada por aprendizados e evolução de cargos até chegar a uma cadeira de liderança. Ao mesmo tempo, posições como esta podem representar, para alguns, um desafio muito grande, acompanhado de medos e insegurança.

Mas, por experiência própria, desenvolver estruturas internas para a formação de lideranças como parte de uma estratégia maior, traz resultados relevantes para o negócio. Em dinâmicas tão competitivas quanto à do nosso mercado, os investimentos em liderança e competências técnicas, desde a fase de recrutamento até a aposentadoria, podem ser o diferencial. Por várias razões.

Leia mais: Pesquisas de clima: por que elas são importantes para a indústria?: Formar lideranças na indústria: por que isso importa?

Programas de formação de lideranças

Incentivar atitudes de liderança aliadas a dinamismo e produtividade para todos os níveis hierárquicos devem reger iniciativas de RH para que os colaboradores entendam o que é esperado deles e para que o time de recursos humanos forneça ferramentas para seu desenvolvimento. Um cuidado que vai muito além da relação empresa e funcionário.

Dessa forma, programas específicos de formação de lideranças são muito relevantes, pois permitem que profissionais em posições estratégicas desenvolvam competências que vão além do conhecimento técnico, como empatia, resolução de conflitos, resiliência, visão estratégica, além de capacidade de tomada de decisão aliada aos objetivos do negócio. Dar suporte para uma gestão humanizada, que junto aos resultados, métricas e ações considera as pessoas e suas características individuais e coletivas, é uma ferramenta poderosa para aumentar engajamento, produtividade e retenção de talentos.

Desenvolvimento de talentos

Com base nisso, ao longo dos últimos anos, implementamos na Tetra Pak programas estruturados para o desenvolvimento de talentos, em um processo que passa pelas fases de planejamento, avaliação e calibração.

As duas primeiras fases do desenvolvimento de talentos levam em consideração prioridades de performance do colaborador, seus objetivos individuais e comportamentos esperados relacionados a produtividade, dinamismo e capacidade. Também são discutidos planos de carreira e oportunidades de desenvolvimento, com sessões de avaliações periódicas que servirão de guia para o gerenciamento da carreira de cada colaborador.

Na terceira fase, de calibração, o time de RH, em conjunto com a liderança, revisa o mapeamento de performance e potencial dos seus respectivos times com base no histórico de cada um, suas principais habilidades e ambições profissionais. Assim, a empresa identifica quais as ferramentas, treinamentos e programas que os colaboradores precisam para seguir com seu desenvolvimento olhando para a formação de futuros talentos e líderes, bem como o plano de sucessão de posições-chave.

Esse processo de desenvolvimento de pessoas leva em consideração, ainda, a atuação global da companhia, com programas que integram profissionais de diferentes países, de diferentes regiões, contribuindo para a consolidação de um grupo multifuncional com diversidade cultural, de área de atuação, formação profissional e especialidades.

Vale destacar também os programas de mentoria: de um lado, os mentorados se desenvolvem e constroem uma relação de confiança com alguém experiente e neutro em relação ao seu cargo; de outro, os mentores ampliam sua visão, fortalecem suas habilidades de liderança e se tornam profissionais ainda mais abertos ao diálogo e à evolução contínua.

Garantir que todos os colaboradores saibam que há espaço para crescer, se desenvolver e construir uma trajetória significativa é investir na longevidade do negócio. No nosso caso, proteger os alimentos, as pessoas e o planeta é a promessa de marca que conduz nosso propósito. Na Tetra Pak, acreditamos no potencial de cada pessoa. Nosso compromisso é garantir que todos os colaboradores saibam que há espaço para crescer, se desenvolver e construir uma trajetória significativa aqui dentro — e nós incentivamos ativamente esse movimento.

*Luciana Mendes é diretora de Recursos Humanos para as Américas da Tetra Pak