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De funcionais a sabores regionais: tendências no segmento de sorvetes

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Monica Pieratti, da Tetra Pak, lista algumas das principais tendências que moldarão a indústria nos próximos anos. Confira!

Com a proximidade do verão, fabricantes de sorvetes se preparam para a demanda da alta temporada. Mais recentemente, o sorvete virou uma indulgência permitida e bem-vinda em momentos de relaxamento e alívio do estresse. Isso porque a indústria passou a introduzir inovações que aproximaram o produto das novas demandas do consumidor.

A seguir, listo algumas das principais tendências que moldarão a indústria nos próximos anos:

Sorvetes funcionais

Hoje, está em alta tudo o que seja relacionado a saúde e bem-estar. Em 2019 – ou seja, antes da pandemia – pesquisa da Euromonitor International já indicava que nos cinco anos anteriores o consumo de bebidas saudáveis havia crescido 12,3% ao ano. Na categoria estavam desde produtos à base vegetal até formulações livres de açúcar e aditivos.

Essa é uma realidade que aos poucos está sendo introduzida na categoria de sorvetes. Pesquisa recente da Mintel indica que a maioria das pessoas já experimentou e consumiria de novo ou então demonstra interesse em experimentar sorvetes de baixo teor calórico (26% e 48%), com alto teor de proteína (26% e 51%), feito com ingredientes orgânicos (15% e 50%), com probióticos (13% e 48%) e à base vegetal (11% e 46%).

O que os números revelam é que principalmente após o estresse causado pela pandemia, o consumidor entendeu que indulgências são permitidas e bem-vindas, mas que elas devem trazer consigo aspectos funcionais que somem à saúde do indivíduo.

Sorvetes vegetais

Em outros casos, não se trata unicamente de uma preocupação com a saúde e o bem-estar, ainda que ela continue presente, mas também uma questão de valores. É o que ocorre com consumidores veganos e vegetarianos – estes últimos, pessoas que apesar de ingerirem leite e seus derivados, podem tender a alimentos e bebidas à base vegetal quando esta opção está disponível.

Em 2018, levantamento realizado pelo IBOPE indicou que 14% da população brasileira se define como vegana ou vegetariana. Apesar do número ser baixo proporcionalmente, em termos reais falamos de um mercado potencial de quase 30 milhões de pessoas. 

Em complemento a este grupo, há também outros dois perfis de consumidores: as pessoas intolerantes à lactose e outras proteínas do leite animal e os flexitarianos – pessoas que preferem reduzir o consumo de proteína de origem animal e em seu lugar priorizam opções vegetais.

Foco na experiência

Por outro lado, há os consumidores que não necessariamente buscam formulações específicas, mas que priorizam uma experiência diferenciada. São aqueles que valorizam a mistura do sorvete com outros ingredientes. Neste caso, grandes inclusões em sorvetes de palito têm se mostrado um caminho interessante para explorar. De frutas a pedaços de biscoitos, são inúmeras as opções de recheio capazes de saciar o gosto por novidades.

Contudo, é preciso atenção. O conteúdo da inclusão e a distribuição de partículas determinam a qualidade do produto, que também precisa ter textura, formato e aparência perfeita, o que demanda tecnologia de ponta em toda a linha de processamento e alta precisão do equipamento de extrusão.

Sabores regionais

Na linha de experimentação, também há oportunidades para os sabores regionais. Principalmente nos grandes centros urbanos, há uma maior abertura para o consumo de sabores que trazem um pouquinho de cada estado ou região brasileira. Um exemplo clássico é o açaí, fruto típico da região Norte e que já caiu no gosto de milhares de brasileiros. 

Mas há outras opções de frutas e sabores, alguns inclusive exóticos, que também podem ser explorados, como a macadâmia, cupuaçu, lichia, graviola, dentre tantos outros. Neste caso, são opções que se encaixam perfeitamente em nosso clima tropical e que adicionam uma pitada a mais de refrescância ao sorvete. 

O importante é levar para o consumidor opções que se adequem a uma alimentação que priorize saúde e bem-estar e valores pessoais, junto a alternativas que abram espaço para experiências novas e marcantes. Há uma série de oportunidades na categoria de sorvetes prontas para serem aproveitadas. E na grande maioria delas, tudo depende de pequenas adaptações em linhas de processamento pré-existentes.

*Monica Pieratti é diretora de portfólio para a área de Processamento da Tetra Pak, sendo responsável por toda a região Américas. Formada em Marketing pela Universidade Luterana da Califórnia, a executiva acumula experiência no desenvolvimento de estratégias de negócios em diferentes mercados, inclusive tendo liderado o desenvolvimento de portfólio de produtos para a Tetra Pak globalmente.

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