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Proteínas vegetais e animais: complementares na dieta do consumidor

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O plant-based está em ascensão, estimulando empresas a investirem em proteínas vegetais e animais de forma complementar e não excludente. Saiba mais!

Nos últimos anos, o mercado de carne vegetal, componente do plant-based, tem rapidamente crescido em todo o mundo, estimulando que muitas empresas desenvolvam produtos com essa abordagem. Mas, a grande maioria delas ainda acredita que proteínas vegetais e animais vão conviver juntas.

Assim, para abocanhar essa fatia do público que está em franca ascensão, foodtechs e gigantes da indústria alimentícia travam uma disputa acirrada. Tal fato faz com que muitas empresas especializadas em proteínas animais – que tem um mercado consumidor muito grande – tenham que investir em versões e produtos com carne vegetal.

Porém, é preciso que haja sintonia para que as produções de proteínas vegetais e animais convivam dentro de uma mesma companhia sem que uma comprometa a outra.

Para entender mais sobre esse tema, conversamos com John Pinto, CEO da PlantPlus Foods. Ele nos ajuda a entender mais sobre esse cenário e falar como uma mesma companhia pode produzir proteínas vegetais e animais com o mesmo padrão de qualidade.

Plant based: mercado em franca ascensão

O mercado de plant-based (à base de plantas, na tradução literal) vem crescendo de forma bastante rápida nos últimos anos, em média 17% na América do Norte e 15%, na América do Sul e segundo previsões da PlantPlus Foods esse segmento deve atingir o valor de 10,7 bilhões de dólares até 2030.

Segundo John Pinto este cenário é puxado, sobretudo, pela dieta flexitariana, que diversifica o consumo de proteína animal e vegetal. 

Esse estilo de vida já faz parte de 52% da população brasileira, sendo que 39% das pessoas consultadas consomem produtos à base de plantas pelo menos três vezes por semana, segundo o Good Food Institute”, observa.

O executivo explica que esse movimento traz luz para uma nova dieta alimentar adotada pela população, fato que vem proporcionando uma revolução na indústria de proteínas, que precisa conciliar a produção de proteínas vegetais e animais.

A soma de esforços em tecnologia e inovação proporcionam a complementaridade do segmento com a inclusão de proteínas alternativas para este novo consumidor, que está sempre em busca de produtos ligados à saudabilidade”, explica.

Proteínas vegetais e animais: complementares na dieta do consumidor

Segundo o executivo da PlantPlus Foods, o investimento da indústria de proteínas vegetais em proteínas alternativas, caso das proteínas vegetais, é um movimento natural em busca da complementação de produtos.

Enxergamos a carne bovina como uma aliada em uma dieta balanceada, assim como as proteínas à base de plantas trazem novas opções para o consumidor que deseja diversificar sua alimentação - sem esquecer do sabor e da nutrição”, diz John Pinto.

No entanto, o executivo lembra que a categoria de proteína vegetal ainda está em desenvolvimento no Brasil. 

Nosso propósito é expandir as opções e ajudar na educação dos consumidores, que ainda não entendem todos os benefícios de uma dieta alternativa, nem mesmo como preparar os produtos”, ressalta.

Neste cenário, Jonh Pinto salienta que a PlantPlus Foods tem uma vantagem única: “Unimos a experiência de duas gigantes nos seus respectivos segmentos, a Marfrig, com escala de produção e distribuição de carne bovina, e a ADM, na liderança global e expertise em nutrição”. 

Ou seja, proteínas vegetais e animais serão produzidas e distribuídas com a mesma qualidade, devido à expertise da companhia.

Carne bovina e carne vegetal: lado a lado dentro do supermercado

A PlantPlus Foods e as demais foodtechs que aliam a produção de proteínas vegetais e animais acreditam que este é o presente e o futuro quando se fala em proteínas. “Ambas as proteínas estão lado a lado no supermercado e nos cardápios dos restaurantes, atuando de forma complementar e não excludente”, cita o executivo.

Neste cenário, o executivo acredita que a forma de divulgação de proteínas vegetais e animais contém características próprias entre si. 

O objetivo é expandir o consumo de plant-based e a joint venture tem a posição única no que tange liderança em experiência sensorial de ponta somada a nutrição”, diz.

John Pinto explica a estratégia da PlantPlus Foods neste sentido:

Alinhada com a nossa estratégia de atingir os consumidores mais jovens, sedentos por experimentar novidades, focamos no canal digital e nas principais redes sociais. Para isso, temos um plano de mídia robusto, multicanal, vídeos e peças diversas de acordo com o comportamento dos nossos consumidores”.

John Pinto explica ainda que o mote da campanha de lançamento dos produtos da PlantPlus Foods, baseada no comportamento dos consumidores e presente nos canais digitais e em pontos de vendas, é “a vida vale cada mordida”. 

Com ela convidamos o público a experimentar novos sabores, experiência sensorial única e saudável fundidos em cada mordida”, complementa.

As embalagens de proteínas vegetais e animais, por fim, reforçam também os atributos nutricionais importantes para contribuir para uma dieta equilibrada, com ingredientes naturais e a presença de proteína e fibras, aliados ao baixo teor de sódio e colesterol, sem abrir mão do sabor.

Portanto, proteínas vegetais e animais podem conviver no supermercado ou na mesa do consumidor ou até mesmo na indústria sem nenhum problema.

Para isso, cabe ao setor investir na máxima qualidade de seus sistemas de produção e em um marketing diferenciado e moderno.

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