Na indústria de alimentos, estruturar um plano de logística é essencial para reduzir custos, otimizar processos e garantir entregas eficientes e seguras. Produtos perecíveis, exigências regulatórias e margens apertadas tornam mais urgente que nunca executar essa estratégia com rigor.

A seguir, confira o passo a passo sobre como fazer um plano de logística integrada aplicável à operação de alimentos.

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Passo 1 – Mapeamento da cadeia logística

A primeira etapa é o mapeamento completo de toda a cadeia, desde fornecedores, insumos e processos de produção, até transporte, armazenamento e distribuição. 

Identifique os fornecedores-chave, insumos críticos, etapas da produção e os meios de transporte utilizados. 

Em seguida, avalie os seguintes gargalos: 

  • quais processos atrasam;
  • quais custos disparam;
  • onde ocorrem perdas. 

Por exemplo, estudos mostram que na indústria de alimentos brasileira cerca de 30% das perdas logísticas derivam de falhas na cadeia de suprimentos e no transporte.

A imagem é um close-up que destaca uma grande quantidade de maçãs frescas em primeiro plano, contrastando com um ambiente de armazém ou centro de distribuição no fundo.

Utilize ferramentas como mapas de fluxo, softwares de gestão da cadeia de suprimentos (SCM) e sistemas ERP para documentar os processos. 

Um estudo brasileiro mostrou que a adoção de ERP melhorou o desempenho e promoveu uma cultura de precisão e eficiência em uma empresa do setor alimentício. 

Ao mapear, define-se a base para as fases seguintes. Somente com visibilidade é possível agir de forma eficaz.

Passo 2 – Definição de objetivos e KPIs

Com o mapeamento concluído, defina metas claras para tempo, custo, qualidade e nível de serviço. Por exemplo: reduzir custo de transporte em 10%, garantir entrega em até 24h para determinada região ou zerar avarias na expedição. 

Estabeleça indicadores estratégicos (KPIs) como:

  • custo por KM; 
  • taxa de entrega no prazo (T.D.P.);
  • nível de estoque de segurança;
  • porcentagem de devoluções. 

O monitoramento contínuo desses KPIs permite que o plano de logística integrada seja ajustado com base em dados reais — e não apenas em suposições.

Segundo o modelo SCOR (Supply Chain Operations Reference), esses indicadores ajudam a quantificar processos de abastecimento, produção, distribuição e logística reversa.

Com objetivos bem definidos, o plano de logística integrada passa de plano teórico para ação concreta.

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Passo 3 – Integração de processos e tecnologia

Agora que você já mapeou e definiu metas, chega o momento de entender como unir tecnologia, processos e organizações.

Produção, estoque, transporte e distribuição precisam estar conectados. Sistemas ERP, TMS (Transportation Management System), WMS (Warehouse Management System) e plataformas de rastreamento em tempo real são necessários. 

Por exemplo, uma empresa alimentícia de Santa Catarina obteve nota “A” em nível de integração de sua cadeia ao aplicar processos que envolviam fornecedores, produção e distribuição de forma alinhada.

Benefícios concretos incluem:

  • redução de duplicações de processo;
  • maior visibilidade dos fluxos e estoques;
  • melhor reação a falhas ou interrupções;
  • otimização de rotas e transporte;
  • melhoria na satisfação do cliente final.

No setor de alimentos, onde a perecibilidade e exigência de qualidade são elevadas, essa integração tecnológica faz diferença competitiva real.

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A imagem retrata dois trabalhadores de logística ou entregadores em meio ao processo de carregamento ou descarregamento de mercadorias em um caminhão ou van.

Passo 4 – Planejamento de contingência e melhoria contínua

Nenhum plano surge perfeito. Por isso, a etapa de contingência e melhoria contínua é fundamental para uma implementação sólida.

  • Preparar-se para falhas: rotas alternativas, fornecedores backup, estoques de segurança, planos de emergência para ruptura de cadeia. 

Exemplo: em operações alimentícias, veículos refrigerados fora de rota ou falha em doca podem gerar perdas significativas. Um plano bem definido evita impacto ao cliente.

  • Revisão periódica: use os KPIs definidos para avaliar performance, identificar desvios, instaurar melhorias e requalificar processos. Treinamento da equipe e comunicação interna são pilares para mudança cultural e operacional.

Saber como fazer um plano de logística integrada é um dos pilares para elevar a competitividade e reduzir custos. Investir em mapeamento, definição de objetivos, tecnologia integrada e contingência faz toda a diferença para as empresas do setor alimentício.