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Qual é a dos orgânicos em 2020?

A Lei 10.831, que rege os orgânicos no Brasil, só saiu em 23 de dezembro de 2003. A sua regulamentação só veio em 2007. Já a instrução normativa do Ministério da Agricultura, que estabelece o regulamento técnico para os sistemas orgânicos de produção animal e vegetal, só veio em 2011. Há menos de nove anos, portanto.  

Começar o ano traçando essa linha do tempo é um exercício útil, porque nos ajuda a perceber que o período necessário para que os produtos orgânicos ganhassem importância no mercado brasileiro foi relativamente curto. Há nove anos, consumir orgânicos por aqui era para os poucos iniciados que se davam ao trabalho de ir até os produtores locais. Hoje, em praticamente qualquer supermercado é possível encontrar orgânicos na seção dos alimentos in natura ou nas gôndolas dos produtos processados.  

Quando as unidades produtivas começaram a ser cadastradas, em 2012, eram 5,4 mil delas. Em 2020, já contabilizamos mais de 21 mil unidades. Quatro vezes mais! Estes números revelam duas questões importantes: primeiro, é cada vez maior o número de interessados em produzir orgânicos; segundo, é cada vez maior o número de produtores que conseguem cumprir os requisitos necessários para certificar seus produtos como orgânicos.  

Mesmo que alguns ainda considerem pequeno o número de unidades produtivas no Brasil, não podemos subestimar esse crescimento vertiginoso. Ele foi alcançado à custa de muita capacitação técnica, muito investimento em práticas ambientalmente corretas e muito esforço de desenvolvimento pessoal e profissional por parte dos nossos produtores. Em apenas nove anos, demos um salto conceitual que preparou o terreno para aquilo que, ao que tudo indica, deverá vir nos próximos anos: um amento da demanda por parte de consumidores de todas as classes sociais e um crescimento na oferta de produtos orgânicos de todas as categorias.  

As principais feiras do setor de alimentos já estão se preparando para um aquecimento no volume de negócios com orgânicos. Os varejistas estão investindo no desenvolvimento de fornecedores orgânicos e na formação de parcerias estratégicas para atender seus clientes. A indústria de alimentos trabalha para sair na frente com novidades, adicionando linhas de orgânicos às suas famílias de produtos.  

É fácil justificar o otimismo dos produtores orgânicos neste início de ano. De um lado, a pesquisa Consumidor Orgânico 2019*, realizada pela Organis em parceria com o Instituo Brain, mostrou que há uma grande predisposição dos consumidores em ampliar o consumo, movidos pela percepção de que os produtos orgânicos trazem benefícios para a saúde, tanto da família como do planeta. De outro lado, há o interesse de novos consumidores em começar a consumir esse tipo de produto, na medida em que a haja mais oferta, melhor distribuição e preços mais competitivos.  

Otimismo, no entanto, não é novidade nesse mundo dos orgânicos. É uma premissa! Basta retomar a nossa linha do tempo, desenhada no início deste artigo, para perceber isso. Muito antes das regulamentações técnicas, dos decretos e dos primeiros rascunhos da Lei dos Orgânicos, nossos produtores já enxergavam um futuro promissor, engajados que estavam em deixar um legado positivo para as futuras gerações. Perseverança, garra, obstinação e confiança no futuro eram qualidades presentes nas inúmeras ações conduzidas por entidades públicas e privadas que, desde o final da década de 90 vinham trabalhando para desenvolver o setor de orgânicos no Brasil.  

Mas essa história, apesar de valiosa e decisiva, já ficou para trás. O que vem pela frente promete ser a melhor parte!  

* A Pesquisa Consumidor Orgânico 2019 pode ser acessada gratuitamente.

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