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Estratégias para recuperação econômica do food service no Rio Grande do Sul

Article-Estratégias para recuperação econômica do food service no Rio Grande do Sul

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Recuperação econômica do food service gaúcho pós-desastre: estratégias para negócios de alimentação fora do lar no Rio Grande do Sul

Os desastres naturais recentes no Rio Grande do Sul causaram devastação significativa, afetando diretamente o setor de alimentação fora do lar. Com chuvas intensas, inundações e deslizamentos de terra, muitos estabelecimentos enfrentam a difícil tarefa de recuperação do food service gaúcho.

Escrever este artigo, para mim, é uma forma de apoiar um estado onde vivi por mais de 10 anos, onde passei uma parte da minha infância, onde meus 2 irmãos (Gremistas) nasceram, e que recebe minhas consultorias e treinamentos com muito carinho!

Motivado pelo amigo gaúcho, o chef de cozinha Arthur R. Lazzarotto, e resultado de uma extensa pesquisa minha e da equipe da J. Pontara, este artigo detalha um plano passo a passo para ajudar esses negócios a se reerguerem de forma eficaz e sustentável, incluindo uma visão sobre os aspectos psicológicos que os empreendedores enfrentam e estratégias para lidar com esses desafios, citando fontes e estudos relevantes.

Aspectos de negócios e econômicos

 1. Avaliação de danos e planejamento

A primeira etapa crucial é a avaliação detalhada dos danos materiais e financeiros causados pelo desastre. Segundo estudos da FEMA, uma avaliação minuciosa permite entender a extensão dos danos e identificar as necessidades específicas de cada estabelecimento. Com base nessa avaliação, é possível desenvolver um plano de recuperação personalizado que aborde todas as áreas críticas afetadas.

 2. Solicitação de apoio financeiro

Os negócios devem explorar programas de assistência e subsídios oferecidos por governos estaduais e federais. Além disso, linhas de crédito emergenciais com condições facilitadas podem ser uma alternativa viável. Segundo a Walden University, o acesso rápido a recursos financeiros é essencial para a estabilização inicial e para evitar falências. O SEBRAE também oferece orientação e apoio para micro e pequenas empresas em situações de crise.

 3. Reestruturação e redefinição de modelos de negócio

Considerar a reestruturação do negócio pode ser necessário para adaptar-se às novas circunstâncias. Isso pode incluir mudanças no cardápio, implementação de serviços de delivery e adoção de cardápios digitais, que se tornaram uma tendência crescente no setor. A utilização de tecnologia pode ajudar a alcançar novos mercados e manter o fluxo de receita mesmo em tempos de crise.

Considere que se manter fechado por um tempo, pode ser uma estratégia relevante para essa fase inicial pós tragédia.

 4. Implementação de medidas de resiliência

Investir em infraestrutura resistente a desastres é fundamental para minimizar danos futuros, considerando a ineficiência do Estado de nos proteger. A FEMA recomenda a adoção de medidas de prevenção, como a instalação de barreiras contra inundações e o reforço estrutural dos edifícios. Além disso, desenvolver planos de resposta a emergências e treinar funcionários para situações de crise pode aumentar significativamente a resiliência do negócio.

 5. Engajamento com a comunidade e marketing

Manter uma comunicação clara e transparente com os clientes sobre os passos de recuperação é vital. A comunidade local pode ser uma grande aliada na recuperação, e utilizar redes sociais e outras plataformas de marketing pode ajudar a atrair a clientela de volta. Campanhas promocionais e eventos podem fortalecer o relacionamento com os clientes e gerar tráfego para o estabelecimento.

 6. Monitoramento contínuo e ajustes

Monitorar continuamente o progresso da recuperação econômica do entorno, e ajustar estratégias conforme necessário é essencial para garantir o sucesso a longo prazo. Buscar feedback dos clientes pode fornecer insights valiosos sobre áreas de melhoria e novas oportunidades. A adaptação constante às mudanças do entorno e às necessidades dos clientes ajuda a manter o negócio relevante e competitivo.

Aspectos psicológicos

Além dos desafios financeiros e operacionais, os empreendedores enfrentam impactos psicológicos significativos após um desastre natural. A perda do negócio, incertezas sobre o futuro e o estresse de reconstruir podem levar a problemas de saúde mental, incluindo ansiedade e depressão. De acordo com a American Psychological Association (APA), é essencial que os empreendedores cuidem de sua saúde mental durante o processo de recuperação.

Estratégias para lidar com o estresse

1. Buscar apoio social

 - Compartilhar experiências e preocupações com amigos, familiares e outros empreendedores pode proporcionar um senso de comunidade e apoio emocional.

 - Participar de grupos de apoio ou redes de empreendedores locais pode ajudar a compartilhar recursos e estratégias de recuperação.

2. Terapia e aconselhamento

 - Considerar a terapia ou o aconselhamento psicológico para lidar com o estresse e a ansiedade. Profissionais de saúde mental podem fornecer técnicas de enfrentamento e ajudar a desenvolver resiliência emocional.

3. Praticar cuidados com a saúde física

 - O mundo caiu sobre sua cabeça, o local onde você treinava ou caminhava está tão destruído quanto o seu negócio, MAS... manter uma rotina de exercícios físicos, alimentação saudável e sono adequado é fundamental para a saúde mental.

 - Atividades como meditação e ioga podem ajudar a reduzir o estresse e promover o bem-estar geral.

4. Estabelecer metas realistas

 - Definir metas alcançáveis e celebrar pequenas vitórias ao longo do caminho pode ajudar a manter a motivação e o otimismo.

 - Evitar a sobrecarga de trabalho e delegar tarefas quando possível para evitar o esgotamento.

5. Educação e capacitação

 - Participar de workshops e cursos sobre recuperação de negócios e gestão de crise pode fornecer novas habilidades e conhecimentos.

 - O SEBRAE e outras organizações oferecem recursos educacionais que podem ser úteis neste processo.

Fonte adicional: Marcia Schanoski Pontara, Psicologia Comportamental.

*Jean Pontara, sócio da J.Pontara Consultoria, especialistas em vendas pra o Food Service e Embaixador da Fispal Food Service.

 

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