Os preços da carne atingiram recordes históricos em 2025, com um aumento global de 10% nos primeiros três trimestres do ano, segundo dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). Esse cenário reforça a necessidade de eficiência e sustentabilidade na produção de proteína animal, criando um momento oportuno para investimentos estratégicos por parte dos produtores. O ebook “Tendências na indústria de proteína animal para 2026” explora como o setor pode se preparar para atender às demandas do mercado interno e internacional, destacando tecnologias, estratégias e insights de especialistas.

Jaqueline Casale Pizzolato, diretora comercial da Casale, aponta que a valorização da carne bovina abre novas oportunidades para pecuaristas de todos os portes. “Esse é o momento de usar ferramentas modernas para otimizar custos, melhorar a qualidade do rebanho e se preparar para atender tanto o mercado interno quanto às exigências do mercado internacional.” A alta nos preços também estimula a adoção de inovações tecnológicas, como equipamentos que otimizam o manejo reprodutivo, reduzem desperdícios e melhoram a nutrição do rebanho.

O mercado global apresenta desafios e oportunidades. Enquanto a China mantém sua posição como principal importador de carne brasileira, os Estados Unidos impuseram tarifas que dificultam o acesso ao mercado norte-americano. Apesar disso, a produção de carne de aves e suínos deve crescer em 2026, com destaque para exportações de carne suína para mercados como Filipinas, Japão e Coreia do Sul. Contudo, o preço do milho, principal insumo para ração, pode pressionar as margens das agroindústrias.

Uma das tendências mais promissoras para 2026 é a retomada dos produtos híbridos, que combinam proteínas animal e vegetal. Augusto Ichisato, engenheiro de alimentos e executivo da FoodBrasil, explica que essa prática, antes comum, está voltando com força devido à necessidade de reduzir custos e emissões de gases de efeito estufa. “Quando você coloca uma proteína vegetal, de soja, por exemplo, ele passa a reter muito mais umidade e fica mais suculento, além de não dar alteração de sabor. Então, o uso de proteínas vegetais junto com proteínas animais é questão de sabor, de textura e de aumento do shelf life (prazo de vida útil do produto), além de uma redução de custo.”

A modernização do setor de carnes no Brasil também é destaque, com avanços significativos na pecuária e na indústria. Felipe Fabbri, zootecnista e analista de mercado da Scot Consultoria, ressalta que o peso médio de carcaça por bovino abatido aumentou consideravelmente nos últimos anos, enquanto a produção de carne cresceu 67,9% em 23 anos. Ele destaca a necessidade de maior aproximação entre indústria e produtores para verticalizar os sistemas produtivos e elevar os padrões de qualidade.

Tecnologias como inteligência artificial, automação e análise por imagem estão transformando a produção de proteína animal. Gustavo Bortotti, ex-gerente de Vendas da Yank Solutions, afirma que a IA pode aumentar a produtividade em até 40%, enquanto Talita Pugliese, gerente de Garantia da Qualidade da JBS, destaca que a automação reduz erros e riscos, além de otimizar processos logísticos. Mario Chizzotti, da Universidade Federal de Viçosa, aponta que ferramentas como ultrassonografia e análise 3D estão aprimorando a avaliação de carcaças e predições de rendimento.

O ebook “Tendências na indústria de proteína animal para 2026” oferece uma análise detalhada sobre como o setor pode enfrentar os desafios econômicos, ambientais e tecnológicos, garantindo eficiência e sustentabilidade. Com insights de especialistas como Jaqueline Casale Pizzolato, Augusto Ichisato e Felipe Fabbri, o material é essencial para decisores que buscam se preparar para o futuro da indústria de proteína animal. Baixe agora e descubra como transformar desafios em oportunidades.

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