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Cuidados com o transporte de alimentos refrigerados

Para fazer o transporte de alimentos refrigerados, é preciso adotar algumas boas práticas

O transporte de alimentos refrigerados é um importante aliado para reduzir a perda de produtos e garantir a segurança e integridade dos alimentos. No entanto, para isso, ele não deve abarcar apenas cuidados de logística para levar os produtos de um ponto a outro: é preciso compreender como alimentos específicos precisam ser transportados com base em sua perecibilidade e garantir que os métodos de transporte utilizados para mover os produtos estejam em conformidade com as suas exigências.

O transporte de refrigerados é um elemento central para a cadeia do frio. Ainda que o produto tenha sido corretamente manejado nos depósitos, se ele não for adequadamente transportado, sua integridade e qualidade poderão ser comprometidas. E isso representa grandes perdas para a indústria alimentícia.

Por isso, o crescimento e o desenvolvimento de muitas empresas desse setor dependem, também, da cadeia do frio. E essa parceria deve ser cada vez mais consolidada: de acordo com a empresa de pesquisa e consultoria MarketsandMarkets, o mercado global de transporte refrigerado deverá atingir US$ 21,6 bilhões em 2025.

Entre os impulsionadores disso estão o desenvolvimento do comércio internacional de produtos perecíveis, Inovações tecnológicas em sistemas e equipamentos refrigerados e o aumento do uso de câmaras frias mais avançadas. Entretanto, para aproveitar essas oportunidades, é preciso adotar cuidados específicos no que diz respeito ao transporte de alimentos refrigerados.

Boas práticas para o transporte de alimentos refrigerados

Claudio Biscola, Gerente de Vendas Latam da Thermo King, resume os principais pontos de atenção que a indústria deve ter para o transporte de alimentos refrigerados: "o pré-resfriado do baú é fundamental, assim como a certificação de que as entradas e saídas de ar do equipamento de refrigeração não estão obstruídas. Além disso, todos os produtos têm de ser embalados corretamente, assim como a acomodação desses no baú. O fluxo de ar frigorífico adequado é também um dos principais fatores para garantir a temperatura correta em toda a carga".

Cuidados pré-transporte de alimentos refrigerados

Os cuidados devem iniciar antes do carregamento dos produtos. É preciso se certificar de que a cabine do condutor do veículo seja isolada da área de acondicionamento dos alimentos - que precisa ser revestida de material liso, resistente, impermeável, atóxico e lavável. Além disso, o veículo deve ser exclusivo para esse tipo de produto, e ter um termômetro calibrado e de fácil leitura.

O responsável também deve ter a garantia de que os equipamentos de refrigeração e demais materiais utilizados para proteger e fixar a carga não apresentam risco de contaminação para o alimento a ser transportado. Esses devem ser desinfetados antes do carregamento dos produtos.

Pré-resfriamento do baú

Para manter os atributos dos alimentos, como lembrou Claudio Biscola, é importante fazer o pré-resfriamento do baú. Essa prática ajuda a retirar o calor residual do equipamento, para que ele não seja absorvido pelos alimentos depois do carregamento. Essa ação também ajuda na checagem do funcionamento do equipamento de refrigeração.

Atenção ao uso da temperatura ideal para o transporte de alimentos refrigerados

Temperatura e segurança alimentar andam de mãos dadas. São necessários apenas alguns graus de diferença de temperatura ideal para causar a deterioração dos alimentos mal refrigerados. A temperatura também afeta a umidade, que pode causar estragos nas embalagens e nos próprios alimentos.

Por isso, o cuidado com a temperatura certa no transporte é tão crucial. Quanto a esse aspecto, cabe salientar que a ABNT NBR 14701, norma que estabelece os procedimentos e critérios de temperatura para o transporte de alimentos refrigerados, define esses como os "submetidos ao processo de resfriamento ou de congelamento em equipamento especialmente projetado, objetivando manter suas características próprias para o consumo ou processamento posterior".

Desse modo, há diferentes temperaturas ideais, que variam entre o resfriamento ou congelamento, e que precisam ser adotadas conforme os produtos alimentícios em questão - há diferenças, por exemplo, entre lácteos e carnes. Essa temperatura deve ser de conhecimento do transportador e do recebedor do produto, garantindo que se mantenha a mesma temperatura do alimento ao sair do depósito, ser transportado (devendo ser constante ao longo de todo o trajeto) e, novamente, ao ser armazenado no destinatário.

O Gerente de Vendas Latam da Thermo King explica que "quando se trata do transporte de alimentos que necessitam de refrigeração, a integridade dos itens depende de boas práticas adotadas no transporte. Calcular a temperatura ideal para a carga e ter a atenção redobrada com produtos congelados é primordial".

Checagem às entradas e saídas de ar

Para o correto transporte de alimentos refrigerados, também é fundamental que os equipamentos sejam capazes de manter a temperatura estipulada e o fluxo de ar demandado para cada tipo de produto.

Por isso, é importante fazer a checagem do funcionamento das entradas e saídas de ar, verificando se não há obstruções, visto que qualquer alteração na temperatura pode comprometer ou avariar por completo os alimentos transportados.

Embalamento e acondicionamento adequado dos alimentos

É preciso adotar cuidados para que a integridade do produto seja mantida e para que a sua embalagem primária chegue até o consumidor final intacta. Entre os recursos auxiliares para isso, conforme o produto, podem ser utilizados isopores, embalagens plásticas adicionais, gelo seco, géis congelados, neve carbônica, entre outros.

Normas importantes para o transporte de alimentos refrigerados

Além da ABNT NBR 14701, é importante, também, considerar outras diretrizes como:

  • ABNT NBR 15773: sobre transporte refrigerado e equipamento de refrigeração por dispositivo de armazenamento térmico;

  • RDC Nº 275 da Anvisa: que prescreve, entre outras coisas, regras para o transporte de alimentos;

  • Normas da ANVISA e da vigilância sanitária estadual e municipal.

Rastreamento e monitoramento do transporte de alimentos refrigerados

O rastreamento é um recurso de controle que auxilia a prevenir imprevistos que comprometam a integridade dos alimentos refrigerados em transporte. Por meio de um sistema, faz-se a conexão entre a central de logística e os veículos, acompanhando em tempo real as condições de transporte (incluindo o baú refrigerado), as paradas não agendadas, etc.

Algumas dessas soluções adotam tecnologias de blockchain e Internet das Coisas (IoT) para sofisticar as possibilidades de acompanhamento da carga, auxiliando na rápida detecção de riscos e permitindo a ação ágil para que se evite a perda dos alimentos.

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