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Conheça as soluções que ajudam a garantir segurança alimentar

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O tema segurança alimentar é uma das principais preocupações do momento, que vem influenciando não só a forma com a qual a indústria de alimentos e bebidas conduz seus processos produtivos, mas também o desenvolvimento de embalagens que apresentam informações impressas, devido aos riscos de contaminação relacionados ao uso de tintas e adesivos.

“Como parte integrante da cadeia de alimentos e bebidas, as embalagens devem ser cuidadosamente especificadas. Isso deve ser feito a fim de evitar a transferência de substâncias químicas do material para os produtos. Afinal, a embalagem não deve ser um veículo de contaminação microbiológica, física e, tampouco, química”, ressalta Aline Lemos, engenheira de alimentos da Universidade Estadual de Campinas.

Confira, portanto, a seguir, os tipos de materiais que podem ser utilizados nesse sentido para garantir a segurança alimentar.

Tintas UV

As tintas de impressão devem ser formuladas com matérias-primas desenvolvidas para oferecer baixa migração (ou seja, a menor taxa possível de transferência de substâncias químicas para os alimentos e bebidas) e oferecer a requerida resistência física e química, assim como estabilidade.

Nesse sentido, as tintas que secam por cura ultravioleta – as chamadas tintas UV – saem na frente por oferecerem inúmeros benefícios em relação à segurança alimentar.  Isso porque elas são formuladas por componentes selecionados que garantem a manutenção da taxa de migração em níveis aceitáveis – isto é, dentro do Limite de Migração Específica (LME).

A engenheira de alimentos explica que “a maior vantagem das tintas UV é que elas não emitem compostos orgânicos voláteis (COV), visto que neste tipo de cura, o oligômero e o solvente têm condições de reagir entre si, sendo o solvente incorporado ao revestimento, tornando-as, assim, uma alternativa ecológica às opções feitas com base solvente disponíveis no mercado”.

Além disso, as tintas UV garantem alta produtividade por causa das altas taxas de polimerização alcançadas com a radiação UV, permitindo a formação de polímeros sólidos e insolúveis em uma curta fração de tempo.

Outra tecnologia que apenas recentemente passou a ser utilizada, embora seus fundamentos já fossem conhecidos há bastante tempo, é a secagem por cura com feixes de elétrons (electron beam, EB). Estas tintas não utilizam solventes e, assim como ocorre no processo de cura UV, sua solidificação acontece após a exposição à radiação, que é promovida por feixes de elétrons emitidos por um gerador.

Adesivos à base d’água

Adesivos à base d'água são inteiramente livres de plastificantes para embalagens de alimentos, o que ajuda as indústrias a cumprirem todas as leis vigentes em termos de segurança alimentar.

No contexto dos adesivos à base d’água, o foco dos fabricantes está em assegurar a tranquilidade dos produtores de alimentos e bebidas ao investir sua energia em pesquisas e análises internas. O uso de substâncias críticas está sendo minimizado ao máximo e, quando possível, os componentes migráveis são eliminados completamente.

Além do poder de redução da migração de componentes químicos, os adesivos à base d’água também oferecem benefícios na produção: aplicação limpa e fácil por bico ou roda; poder de aderência igual ou superior aos adesivos convencionais para embalagens e significante aumento de eficiência .

Aline Lemos afirma que “o adesivo de baixa migração à base d’água promove progressos nas áreas de ‘segurança e saúde’, bem como nas áreas de ‘energia e clima’, além, obviamente, de aumentar a qualidade dos produtos.”

Quer saber mais sobre como garantir a segurança alimentar através das embalagens? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e até a próxima!

Você sabe como realmente identificar uma boa carcaça?

Você sabe como realmente identificar uma boa carcaça?

Uma pergunta que todo pecuarista costuma fazer é: Como saberei identificar a melhor carcaça entre meus animais enviados ao frigorífico? De acordo com a professora do curso de Zootecnia da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Ana Maria Bridi, a classificação e tipificação de carcaças servem para direcionar as carcaças, de acordo com a qualidade, para os diferentes tipos de mercado. Carcaças com piores tipificações serão comercializadas por um valor menor, para mercados com menor poder aquisitivo.

O primeiro atributo de qualidade de uma carcaça é a garantia da qualidade sanitária, livre de contaminações químicas, físicas ou biológicas. Essa qualidade antecede qualquer outro atributo é deve ser assegurada pelo processo de inspeção sanitária. Também, as carcaças não devem possuir lesões, como reações vacinais, hematomas e fraturas.

“Uma boa carcaça, independente da espécie, é aquela que garante uma grande quantidade de carne e que essa tenha uma boa qualidade sensorial (cor, sabor, maciez e suculência) ”, explica a professora. Profissionais da Marfrig Global Foods afirmam que o mercado valoriza cortes bem-acabados, macios e com boa área de olho de lombo (tamanho). Dessa forma, bovinos de cortes jovens com bom acabamento, pesados, com boa musculatura, possuem qualidades que atendem aos interesses dos consumidores exigentes. A avaliação completa da carcaça costuma priorizar:

  1. Avaliação subjetiva de maturidade, conformação, acabamento e peso da carcaça quente;
  2. Medidas de carcaça, como comprimento, profundidade, espessura e comprimento do perímetro do coxão;
  3. Área de olho de lombo (AOL), possibilitando a medição do grau de musculosidade;
  4. Proporção de carne, gordura e osso;
  5. A identificação da melhor carcaça passará também por alguns atributos da carne, dando a ela maturidade e a qualidade desejada pelo consumidor final. Os principais atributos são: Cor, maciez, suculência e pH.

Como implantar um projeto de marketing digital

Como implantar um projeto de marketing digital para seu estabelecimento

O marketing digital pode ser usado para qualquer tipo de estabelecimento que atua com alimentação fora do lar, independentemente do porte ou segmento. Seguindo as etapas e tomando ações práticas para torná-las realidade na sua empresa, é possível que em menos de um mês você já tenha uma estratégia de marketing digital para atrair novos clientes.

  1. Defina as suas Personas

Personas são personagens semifictícios usados para representar (para você e sua equipe) quais são os perfis dos seus possíveis clientes. Um exemplo de persona para restaurante de luxo, por exemplo, seria: José Cardoso, diretor de uma multinacional, renda acima de R$ 15.000 por mês, casado. Se interessa por esportes, cinema e livros de gestão. Seu maior desafio é encontrar um restaurante de qualidade, em São Paulo, para levar a sua esposa no dia do aniversário dela.

Como se percebe, essa persona pode ser dividida em três informações fundamentais: perfil social, interesse e desafio. Algumas empresas usam personas mais complexas e detalhadas, mas, inicialmente, essas informações são mais do que o suficiente para criar a sua estratégia de marketing digital.

Vale lembrar que as suas personas (recomenda-se não ter mais de três) devem ser semifictícias porque, apesar de surgir do imaginário, as informações devem ser baseadas na realidade. Caso você ainda não conheça o seu público, é importante fazer entrevistas e pesquisas na internet para saber quais são os comportamentos das pessoas que você quer atrair para o seu estabelecimento.

  1. Faça uma lista das palavras-chave

Agora que você já definiu qual é o perfil do consumidor que deseja atrair, pergunte-se o seguinte: o que ele pesquisaria no Google se desejasse comer fora de casa? Com base nessa pergunta, faça uma lista de pelo menos 10 palavras-chave. Em seguida, use o

Google Keyword Planner ou qualquer outra ferramenta para análise de SEO e veja qual é o volume de busca de cada uma delas.

Pronto, agora você já tem uma análise quantitativa de quais são as palavras-chave mais procuradas e, portanto, pode focar todas as suas próprias ações nelas. Dessa maneira, você já pode dar os primeiros passos em SEO (Search Engine Optimization), que é uma das áreas mais complexas do marketing digital, além de estar em constante atualização.

  1. Crie um site responsivo

Um site funciona como uma vitrine do seu negócio na internet. Por isso, contrate uma agência ou um profissional freelancer para criar um site responsivo (ou seja, que possa ser aberto sem problema no celular ou tablet) e insira nele informações básicas do seu negócio como nome, endereço, telefone, cardápio, fotos do local e formulário de contato.

Muitos estabelecimentos de alimentação fora do lar também gostam de criar um sistema de reserva online. Porém, este mecanismo é um pouco mais complexo e por isso não deve ser um limitante para você ter o seu site. Lembra das palavras-chave que levantamos no segundo passo? Use-as no seu site.

Além de passar uma mensagem mais clara para os seus potenciais consumidores, ter essas palavras-chave ao longo do conteúdo irá ajudar o Google a “reconhecer” o seu site e consequentemente colocá-lo no topo dos resultados de busca.

  1. Esteja presente nas mesmas redes sociais que o seu público.

Um erro comum de empresas que começam a se aventurar no Marketing Digital é criar um perfil no máximo de redes sociais possíveis, para só depois reconhecer que é impossível manter todas ativas com qualidade. Por isso, é muito importante para a imagem da sua marca (e seu bolso) que você esteja presente apenas nas redes sociais que o seu público-alvo está.

No contexto de alimentação fora do lar, certamente as redes sociais ideias para o seu negócio são o Facebook e Instagram. Crie a página da sua empresa em ambas, configure-as, deixe-as bonitas, mas, principalmente, procure utilizá-las diariamente com fotos, informações e dicas para seus potenciais clientes. Não esqueça de levar em consideração as personas.

Como destaca Márcia Calderon Sister, consultora especialista em marketing gastronômico: o consumidor agora tem voz ativa e ele tem que ser incentivado a falar, e bem. As pessoas indicam, colocam nas redes sociais, e até convidam amigos para participar de experiências extraordinárias em restaurantes. Seus clientes sempre se lembram de experiências positivas.

  1. Produza conteúdos úteis e relevantes

Entre profissionais de marketing digital é comum ouvir que “o conteúdo é o combustível do marketing digital”. Isso porque, tanto os seus clientes quanto os mecanismos de buscas, valorizam muito a relevância e qualidade das informações que você dispõe na internet. Por isso, crie o máximo de conteúdo que o seu orçamento permitir. Publique textos em seu site sobre como escolher um restaurante de qualidade, como fazer uma surpresa para a esposa ou porque todo mundo deveria comer aquele prato que você oferece no seu estabelecimento. Use as redes sociais para publicar fotos e dicas rápidas, grave vídeos e procure sempre agregar valor às pessoas - no fim, é isso que vai fazer a diferença entre elas escolherem você ou o seu concorrente.

  1. Tenha uma estratégia de divulgação

Conteúdo de qualidade é um dos principais pilares de uma estratégia eficiente de marketing digital, mas sem divulgação, como ele vai chegar até os seus potenciais clientes? A divulgação de um conteúdo pode ser paga ou orgânica. O que isso significa?

Paga: chamados de “links patrocinados”, são anúncios dispostos em sites de terceiros, no Google ou nas próprias mídias sociais. São fáceis e, quando direcionados de forma correta, podem apresentar um ótimo custo-benefício.

Orgânica: acontece conforme os sistemas de buscas como o Google reconhecem que o seu site é relevante para as pessoas que fazem buscas (usando certas palavras-chave) ou através de posts nas redes sociais, compartilhamentos e referências.

Apesar de ser mais trabalhoso, é a divulgação orgânica que apresenta o melhor custo-benefício no médio e longo prazo.

Não é preciso se esforçar muito para perceber como a internet mudou a forma como as pessoas e empresas interagem entre si. Hoje, qualquer pessoa com um smartphone consegue comparar, em alguns segundos, todas as opções disponíveis na cidade. O seu bar ou restaurante já está preparado para esta realidade?

Alcance alto rendimento em desossa de frango com treinamento de programas de boas práticas

Alcance alto rendimento em desossa de frango com treinamento de programas de boas práticas

Desde 2004, o Brasil ocupa a liderança mundial em exportações de carne de frango. Segundo o relatório da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), o país produziu, em 2016, um total de 12,9 milhões de toneladas de frangos de corte. E desse total produzido, 68% foi para o mercado interno e 32% ao mercado externo. Desta exportação, 62,7% eram de cortes de frangos, 33% de frangos inteiros e 4% de industrializados, o que evidencia a importância do corte de aves no cenário econômico da atividade.

O Brasil é também o maior exportador de pernas inteiras de aves desossadas do mundo. Porém, até poucos anos atrás, objetivando suprir as exigências, a desossa era realizada de forma manual e isso acarretava na diminuição da eficiência, além da alta rotatividade de colaboradores (devido a problemas ergométricos).

Para aumentar essa eficiência, todo ano diversas tecnologias e técnicas de desossa automática são apresentadas, visando o alto rendimento na operação e trazendo maior lucratividade quando comparada com a desossa manual.

Como alcançar melhores resultados?

O professor titular em avicultura da FZEA/USP (Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo), Douglas Emygdio de Faria, sugere que é necessário estabelecer um conjunto de atividades de treinamento (capacitando as habilidades) e bem-estar dos colaboradores, além do uso de tecnologia dentro do abatedouro.

Neste ambiente, o treinamento não pode ser um diferencial e sim uma necessidade. “Sem sombra de dúvidas, essa é uma questão de necessidade para esse tipo de operação”, explica Faria. É importante também que o colaborador tenha momentos de lazer, de atividades de fisioterapia ou de práticas esportivas visando a diminuição de problemas ergométricos e melhoria do seu trabalho.

“Todos os programas de BPF (Boas Práticas de Fabricação), Análise de Pontos Críticos de Controle e Produção, e outros também, deverão ser ponderados para alcançar o alto rendimento na desossa”, complementa o professor.

O uso da tecnologia também é fundamental na busca pelo alto rendimento. Para caracterizar a diferença entre processo manual e automático, Faria explica que um colaborador, em média, desossa 2,8 a 3,2 pernas por minuto, deixando de 10 a 12 gramas de carne presa nos ossos.

Já com o sistema automático, é possível operar 100 peças por minuto, deixando de 6 a 8 gramas de carne nos ossos, aceitando diferentes pesos e tamanhos de pernas. Isso é eficiência!

Tecnologia em busca do alto rendimento na desossa

O uso da tecnologia na desossa de frango visa combinar a maior produtividade com a melhor eficiência alimentar. A obtenção desse alto rendimento de carcaça eviscerada e carne de peito, juntamente com a melhor eficiência de produção de frango vivo, se configuram como um novo padrão neste setor industrial.

Ainda sobre a tecnologia, pode-se observar que ela traz ganhos imensos também para o trabalhador e para a gestão. Faria explica que são gastas de 4 a 6 semanas para o treinamento de um colaborador na desossa manual.

No entanto, para operar um sistema automatizado, são necessários menos de 7 dias! “Isso elimina problemas de ergonomia com consequente menor redução da rotatividade de funcionários”, explica Faria.

O professor conta ainda que a automação é segura em aumentar a eficiência e reduzir custos. No entanto, pode ser interessante a utilização de uma máquina que processe os ossos resultantes da desossa, dorsos e pescoços, que é a produção de CMS (Carne Mecanicamente Separada).

A CMS é utilizada para a confecção de nuggets, mortadela, salsicha, sopa em pó, salames, hambúrguer, linguiça e almôndegas”, finaliza. Isso gera valor ao abatedouro e reduz o desperdício.

De acordo com Faria o passo a passo dos cortes feitos nas carcaças para desossa depende do tipo de produto final. Basicamente, para se obter os filés de peito e coxas sem pele a sequência é a seguinte:

  • Abertura ou corte da pele na parte interna da coxa;
  • Deslocamento dos fêmures;
  • Corte longitudinal na pele, na parte posterior do dorso;
  • Corte transversal da pele, na parte posterior do dorso na altura das coxas;
  • Deslocamento e retirada das coxas;
  • Deslocamento das asas e parte superior do filé de peito, retirando-o;
  • Corte das asas: essa etapa pode ser realizada na nória antes da retirada do filé de peito, ou nas mesas ou esteiras de apoio;
  • Corte/deslocamento e retirada dos filés internos do peito (Sassami);
  • Corte da cabeça (se presente na carcaça);

O professor explica que as coxas inteiras têm sua desossa realizada em mesas e esteiras apropriadas para obtenção dos filés e cortes especiais, ou separadas na junta para obtenção das coxinhas e sobre coxas.

Como integrar o chão de fábrica com os conceitos da Indústria 4.0

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Diferentemente do que muita gente imagina, a Indústria 4.0 não exige, necessariamente, a inutilização total dos equipamentos mais antigos do chão de fábrica, mas, sim, a integração de todo o maquinário, além da comunicação e da coleta de dados referentes aos processos produtivos.

O grande objetivo dessa nova revolução industrial é, justamente, estudar maneiras de integrar as máquinas já empregadas nas empresas a fim de aumentar a produtividade, reduzir custos e favorecer a competitividade. Afinal, computadores, internet, robôs, sensores e, até mesmo, a impressão 3D são recursos já utilizados pela indústria há alguns anos, seja em maior ou menor escala.

“A integração de máquinas antigas com o conceito da Indústria 4.0 é possível. Porém, devemos fazer, em todos os casos, um estudo cuidadoso do custo envolvido e dos benefícios possíveis relacionados ao uso desses equipamentos adaptados”, ressalta Fernando Madani, coordenador do curso de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Mauá de Tecnologia, responsável pelo projeto.

A integração de máquinas antigas com a Indústria 4.0

A aplicação dos conceitos da gestão 4.0 é fundamental para viabilizar a manutenção e a competitividade da indústria nacional, sobretudo no ambiente globalizado em que vivemos. Mas não seria lógica - nem possível - a realização dessa tarefa sem o aproveitamento das máquinas existentes no parque industrial brasileiro. Nesse sentido, integrar um equipamento antigo com outro moderno, configurado de acordo com os preceitos da 4º Revolução Industrial que tanto falamos, não é só possível, como também recomendável.

Pensando justamente em mostrar, na prática, a transformação das plantas industriais de acordo com os moldes da Indústria 4.0, um grupo de alunos do curso de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Mauá de Tecnologia desenvolveu uma solução capaz de promover a conectividade entre máquinas diferentes, dos mais variados anos e modelos. Para isso, o maquinário de oito fabricantes diferentes foi colocado à disposição dos estudantes para a aplicação das funcionalidades necessárias, permitindo, assim que todos os equipamentos trabalhassem conectados e utilizassem os conceitos desse novo modelo de gestão.

“O ponto principal a ser destacado neste projeto diz respeito à aplicação de novas tecnologias em equipamentos industriais reais, já existentes, para que eles fossem inseridos no conceito da Indústria 4.0, além da consolidação de um conjunto de boas práticas que pode ser aplicado em pequenas e médias empresas do mercado nacional”, explica o professor.

A transição no chão de fábrica

São muitas as maneiras de migrar cada equipamento para os conceitos 4.0. Dependendo dos recursos existentes e dos resultados desejados, pode ser feito desde um retrofit completo (processo de modernização de algum equipamento considerado ultrapassado) até o uso e a adaptação de diferentes sistemas de sensores e padrões de comunicação já embarcados nesses dispositivos, mas que encontram-se fora de uso atualmente.

“As diferentes propostas não requerem uma alteração significativa na infraestrutura existente, apenas uma adaptação dos equipamentos, que pode ser a personalização da sua interface com os sistemas de gerenciamento industrial existentes, por exemplo”, completa o especialista.

Normalmente, os custos dessa adaptação costumam ser, obviamente, mais baixos em relação à renovação não justificada do parque industrial como um todo.

Quer saber mais sobre a implementação da gestão 4.0 na indústria de alimentos e bebidas? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e até a próxima!

9 tendências em embalagens para você se inspirar

9 tendências em embalagens para você se inspirar

As novidades têm tudo a ver com a forma como a tecnologia influencia a rotina das pessoas. Para nos ajudar nessa tarefa, conversamos com Erivan Witamar, que lidera a EW Design Studio, especializada em design de embalagens. “O foco das embalagens está mais em redução de materiais, uso de materiais biodegradáveis, uso de barreiras mais eficientes para preservar sabor e a experiência de consumo. Isso porque a renda do brasileiro ainda está comprometida e os consumidores estão dando preferência para alimentar-se no lar, mas não abrem mão de rapidez e praticidade, privilegiando o delivery e o take away”, afirma.

Conheça as 9 principais tendências no setor de embalagens para alimentação fora do lar:

1.Cores fortes e vibrantes - As marcas de alimentação fora do lar têm explorado cada vez mais o uso de cores fortes e vibrantes para gerar um impacto visual nos clientes – característica dos food trucks, por exemplo. E essa tendência continuará forte por um bom tempo, pois o efeito psicológico que as cores produzem contribuem para que o consumidor guarde a marca na memória;

2.Inspiração retrô - Já percebeu por aí aquelas garrafinhas de vidro bem ao estilo retrô sendo servidas em estabelecimentos de food service? E não é à toa. A inspiração retrô voltou a ser tendência nas embalagens e na identidade visual das marcas, gerando um sentimento positivo que ativa memórias antigas e, ao mesmo tempo, desperta a curiosidade nos clientes mais novos;

3.Uso de padrões e ilustrações - Ilustrações e padrões são ótimas ferramentas para se contar uma história e se criar um relacionamento emocional com os consumidores. Por isso, está sendo cada vez mais tendência em embalagens de comidas e também de bebidas, como as cervejas artesanais;

4.Formatos inusitados - Embalagens com novos cortes, customizados e personalizados, são uma forte tendência que continuará em alta pelos próximos meses. Desde que gere praticidade na hora de manipular o alimento – como cones de papelão onde são servidas batatas fritas em fast foods e food trucks – a relevância e o engajamento do público com a marca aumentam, pois ela se destaca das demais;

5.Tigela (BYOB: build your own bowl) - Essa expressão pode ser traduzida como “monte sua própria tigela” e a ideia é simples: o cliente faz suas escolhas entre vários ingredientes e o atendente monta seu pedido em uma tigela. Como o recipiente não é propriamente uma embalagem, a ideia é que o estabelecimento construa uma embalagem nesse sentido para que o cliente possa também ter a opção de levar a comida para casa.

“O consumidor brasileiro precisa de rapidez, pois tem um estilo de vida corrido e com muitas tarefas a serem desenvolvidas durante o dia, acrescentado, ainda, a necessidade de se deslocar em meio a um trânsito caótico. Mas não pode abrir mão de uma alimentação saudável e com baixo potencial de ganho calórico”, afirma o especialista;

6.Delivery por aplicativos - A praticidade e a alta aderência dos consumidores aos aplicativos obrigam os donos de restaurantes a oferecer seus produtos para delivery também por meio dessa funcionalidade. “Isso demanda embalagens que possam levar a identidade e a imagem de marca da empresa vendedora para o lar do consumidor, cuidando fortemente para não decepcionar ou frustrar esse consumidor, que deseja uma embalagem que seja condizente com a praticidade e a instantaneidade do delivery, preservando o sabor, o aroma e a frescura dos alimentos”, afirma Witamar;

7.Store in store- Store in Store é um conceito que significa, literalmente, “loja dentro de uma loja”. Sabe aquelas livrarias que disponibilizam espaço para que uma cafeteria possa ali se instalar e operar? O conceito funciona assim e já é utilizado há um certo tempo, principalmente em franquias. No caso dos estabelecimentos de alimentação fora do lar, a tendência é, basicamente, oferecer opções para que os clientes possam comprar produtos e levarem para serem consumidos em casa ou no caminho. “Um restaurante pode aproveitar para oferecer produtos para que sejam consumidos em trânsito, embalados de maneira prática, atraente e que garantam transporte e estocagem eficientes e seguros”, exemplifica;

8.Abordagem sustentável - Além de ser um requisito para gerar a simpatia e o engajamento do público consciente, o uso de embalagem sustentável continuará sendo tendência pelos próximos anos. Por isso, substitua as suas embalagens por materiais oriundos de fontes renováveis e, de preferência, que também sejam recicláveis. Além de contribuírem com o meio ambiente, essas embalagens também ajudam a posicionar o estabelecimento no mercado;

9.Mídia interativa - Com os avanços da tecnologia chamada NFC (Near Field Communication – Comunicação por Aproximação) e da realidade aumentada, uma tendência que já está sendo testada por marcas de luxo é tornar as embalagens mais interativas. A fabricante francesa de embalagens Obérion, por exemplo, integrou uma tela interativa à caixa que, quando aberta, o dispositivo traz informações e demonstrações de uso, além de vídeos e a permissão para que o cliente entrasse em contato com a empresa, recebesse e-mails privados e também tivesse acesso a um atendimento especial.

Descubra como reduzir a variação de peso em frigoríficos

Descubra como reduzir a variação de peso em frigoríficos

Você, que trabalha com a pecuária de corte, sabe que um “conflito” relativamente comum no relacionamento entre produtores e o setor de abate é quanto ao peso das carcaças pós-abate, já que isso influencia diretamente no valor pago ao produtor.

De tempos em tempos, ou de frigorífico para frigorífico, os produtores costumam reclamar sobre variações muito grandes nos rendimentos de seus animais, que são do mesmo tipo, pesados em condições semelhantes na propriedade antes do embarque, mas que variam muito no frigorífico. Qual pode ser o motivo?

Vários podem ser os motivos desse conflito, porém dois são os principais. O primeiro relaciona-se aos critérios de cada frigorífico quanto à toalete (“efeito faca”). Já o segundo pode ser em decorrência de problemas de pesagens das carcaças (efeito balança).

Para entender melhor essa situação, conversamos com João Gatto, da Industrial da Toledo do Brasil, sobre como podemos promover uma menor variação de peso em frigoríficos.

Principais motivos das variações de peso em frigoríficos

Os motivos da variação de peso em frigoríficos são diversos. Gatto explica que em todas as etapas do processo de “desmontagem”, resfriamento, congelamento e processamento das matérias primas, podem ocorrer variação de peso das carcaças. “As perdas principais presentes nas carcaças são desidratação por resfriamento ou congelamento e, também, pelo processo de limpeza das peças”, explica.

Ele explica ainda que há perda de peso dentro do frigorífico, nas seguintes ocasiões:

  • Quando o animal é abatido (perda de sangue e limpeza);
  • Quando se resfria o animal depois de abatido na câmara de resfriamento (perda peso provocado por resfriamento, resultado da queda da umidade);
  • Na desossa e limpeza da peça, que chamamos de toalete (ou “efeito faca”);
  • No túnel de congelamento (perda provocada pelo congelamento da carcaça).

Outro motivo da alta variação de peso no frigorífico pode estar relacionado a problemas nas pesagens das carcaças, ou seja, falha na balança ou falha do operador. Porém, esta ocorrência vem se tornando menos comum nos últimos anos. Tais fatos tornam a pesagem ainda mais complicada quando observamos que no Brasil ainda não existe um padrão de limpeza da carcaça oficial estabelecido.

O que ocorre, são alguns frigoríficos que, por iniciativas individuais, promovem suas padronizações, visando não apenas criar uma relação de maior transparência com os fornecedores, mas também para aperfeiçoar seus processos industriais internos, facilitando controles.

Importância do conhecimento dessas variações de peso no frigorífico

O conhecimento dos motivos das variações é fundamental para definirmos a menor variação de peso no frigorífico, garantindo continuidade e a saúde do empreendimento.

Gatto comenta que o baixo rendimento dos processos é o maior afetado. “Imaginemos que o animal entrou no processo com peso X+1, porém saiu do processo com peso X, isso implica em perdas financeiras que impactam no resultado final do processo, onde quem atua neste mercado, pode sofrer com baixas margens de lucro”.

Há casos onde na toalete da carcaça há a necessidade de serem retiradas lesões provocadas por contusões ou vacinações malfeitas. Tais lesões ocorrem na sua maioria no embarque dos animais, durante seu transporte até o frigorífico ou na vacinação em si. Portanto, estes casos não configuram como um “erro” do frigorífico.

Para Gatto, os motivos dessas variações devem ser devidamente conhecidos e interpretados para que sejam solucionados dentro de parâmetros disponíveis. Somente assim, é possível minimizar esses motivos, reduzindo o impacto negativo no resultado final de rendimento da carcaça.

É importante sabermos qual o peso correto e preciso em todas as etapas do processo, desde o abate até a expedição. Somente assim conseguimos tomar as atitudes para melhorar o processo”, explica.

Como promover menor variação de peso no frigorífico?

A melhor forma de conseguir menor variação de peso no frigorífico é através da melhoria e padronização dos processos. Os procedimentos de toalete, resfriamento e congelamento devem ser bem definidos e seguidos pelos colaboradores. Isso talvez não resolva a discordância do pecuarista quanto ao peso de suas carcaças. Ele pode até discordar do sistema de toalete do frigorífico, mas nunca desconfiar da falta de padronização.

E a pesagem? Exerce influência no peso?

Gatto explica que a pesagem por si só não resolve os problemas, nem resulta em menor variação de peso no frigorífico. “A pesagem pode não solucionar as perdas, mas a pesagem correta (e precisa) gera indicadores para que o frigorífico mapeie suas perdas, e possa atuar para minimiza-las”.

Ele sugere duas formas para que a menor variação de peso seja alcançada nos frigoríficos:

  • Aplicação de uma nova tecnologia ao processo: Neste contexto, Gatto sugere o uso de câmaras de resfriamento ou congelamento e estufas de cozimento que garantam menores perdas. As balanças automáticas, que não precisam da intervenção humana também são uma sugestão importante, “com essas balanças evita-se erros e até fraudes na pesagem”;
  • Treinando os colaboradores. Segundo ele, trabalhadores bem treinados minimizam desperdícios por “excesso de limpeza dos cortes” e com isso geram menor variação de peso.

Possivelmente, a variação de peso no frigorífico nunca chegará à zero, mas seguir alguns processos (na fazenda e no frigorífico) são fundamentais para melhorar todo o processo produtivo, e isso resultará em maior peso da carcaça na pesagem.

Coaching para equipe de vendas ajuda a melhorar desempenho da indústria

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Diante da retomada do crescimento e da competitividade cada vez maior do mercado de alimentos e bebidas, os profissionais de vendas – sejam eles vendedores ou gestores –  precisam investir em técnicas e metodologias para atingir a tão desejada alta performance. E é exatamente aí que o coaching exerce um papel fundamental.

No âmbito da indústria, as vendas acontecem indo a campo, além de envolverem um número grande de pessoas, com objetivos diferentes, o que exige do vendedor não só uma fundamentação técnica, mas, sobretudo, uma capacidade de se moldar ao mercado e de entender às necessidades de cada parte envolvida em um processo de venda.

“A grande preocupação está relacionada, agora, ao entendimento de como os clientes percebem suas próprias necessidades e de como imaginam resolvê-las, já que eles possuem mais opções de escolha e sabem tanto sobre o produto/serviço que está sendo vendido quanto o vendedor”, explica José Aquino é consultor e treinador do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas).

E é exatamente neste contexto que o coaching se torna importante para que os vendedores profissionais desenvolvam as oito grandes competências da alta performance: disciplina, comunicação, criatividade, capacidade investigativa, adaptabilidade, empatia, networking e tenacidade comercial. Cada pessoa tem, por característica, algumas dessas competências mais desenvolvidas do que outras, no entanto, é importante que cada uma conheça os próprios pontos fortes e os fracos para atingir melhores resultados.

Passar por um bom processo de coaching em vendas permite que o profissional desenvolva sua capacidade de ser um verdadeiro consultor, compreendendo o que cada pessoa necessita e valoriza. “O coaching vai olhar os objetivos da equipe de vendas na indústria, em termos de números e de comportamento, identificando falhas e analisando as competências individuais de cada vendedor para, então, traçar um plano de desenvolvimento técnico e comportamental”, resume o especialista.

Além disso, vai acompanhar o responsável pelas vendas no dia a dia para direcioná-los no seu trabalho na indústria em um processo que dura cerca de três meses. “Isso porque o nosso cérebro precisa de 20 dias para absorver uma coisa nova e de 60 a 70 dias para ‘ficar no automático’”, afirma José Aquino.

Quer saber mais sobre a atuação do coaching no âmbito industrial? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e até a próxima!

Conheça os vinhos mais indicados para dias quentes

Vinho cai bem com calor sim! Confira opções mais indicadas para dias quentes

Foi-se o tempo em que o vinho era consumido somente - ou quase exclusivamente - em dias mais frios. O consumo da bebida em dias das estações mais quentes do ano está cada vez mais difundido entre brasileiros. E a primeira ação para agradar os consumidores nesses casos é oferecer vinhos refrescantes.

Especialistas do setor afirmam que o ideal é procurar por bebidas com notas frutadas, frescor e uma boa acidez, caso de espumantes, rosés e brancos, que por serem mais leves e possuírem baixa presença de taninos, acabam por causar uma sensação refrescante e harmonizam com pratos mais consumidos durante a Primavera e o Verão, como canapés, aperitivos, queijos mais magros, pratos que levam frutos do mar entre seus ingredientes e saladas.Os três vinhos devem ser idealmente servidos em temperatura entre 8 e 10 °C, pois, assim, as papilas gustativas presente em nossas línguas não se "fecham",permitindo que a bebida seja melhor apreciada.

Para quem ainda não está acostumado com o vinho, os brancos são mais cotados para as estações mais quentes devido à sua acidez equilibrada, seu aroma de frutas cítricas e seu baixo teor alcoólico.

Para quem não abre mão de vinhos tintos, eles também podem ser degustados nessas épocas do ano. Sommeliers recomendam atenção as uvas usadas e na região na qual o vinho foi produzido, pois bebidas com notas frutadas, poucos taninos e com um corpo mais equilibrado, são melhores apreciados durante momentos de final de tarde e noite com temperaturas mais altas. Lembrando que a temperatura do vinho tinto deve estar entre 13 e 15 °C. é importante evitar colocar cubos de gelo na bebida, pois a água faz com o que o sabor original se dissolva.

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Por que você precisa investir em marketing digital?

Por que você precisa investir em marketing digital para?

Historicamente no Brasil, estabelecimento de alimentação, especialmente restaurantes e bares, são considerados um bom negócio no Brasil. Além de gostarmos de comer fora de casa e nos reunirmos com os amigos nesses estabelecimentos, o aumento na renda da população nos últimos anos fez com que uma grande parcela da população começasse a usufruir de todas as vantagens de comer fora de casa.

Porém, os tempos mudaram. Com a chegada da crise econômica, estabelecimentos que atuam com alimentação fora do lar precisam se adaptar às novas condições de consumo, reduzir a margem de lucro e pensar em novas estratégias de marketing para não apenas atrair novos consumidores, como também fidelizar aqueles que já são clientes. E, quando se trata de atrair e fidelizar clientes, o marketing digital certamente é uma ferramenta poderosa.

Não é difícil adivinhar o porquê: com mais de 100 milhões de usuários nas redes sociais e quase um smartphone por habitante, é praticamente impossível (ou pelo menos ineficiente) chegar no seu público-alvo sem usar a internet. Mas antes de irmos para a parte prática, é muito importante entendermos o que é, de fato, marketing digital. Segundo a Resultados Digitais, uma das maiores empresas do setor no país, marketing digital é “o conjunto de estratégias voltadas para a promoção de uma marca na internet”. Ele se diferencia do marketing tradicional, basicamente, por duas razões principais:

  1. Envolve o uso de diferentes canais online, muitos deles gratuitos;
  2. Usa ferramentas e métodos permitem a análise dos resultados e mudanças de estratégia em tempo real.