Food Connection faz parte da divisão Informa Markets da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Sitemap


Articles from 2016 In September


Vai comercializar carne bovina? Conheça 6 boas práticas para o varejo

vai-comercializar-carne-bovina-conheca-6-tecnicas-de-boas-praticas-tecnocarne

No Brasil, o consumo de carne bovina saiu de 7.188 mil toneladas em 2015 para 8.471 mil toneladas em 2025, sendo que 74,6% deverá servir o mercado interno, de acordo com uma projeção da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura e da Secretaria de Gestão e Estratégia da Embrapa. Perseguir essa crescente demanda, diante de um cenário em que o consumidor fica mais exigente em relação ao produto, é um desafio que ultrapassa as barreiras de abatedouros e frigoríficos, e chega a supermercados, açougues e butiques gourmet de todo o País.

Dois pontos de atenção são a segurança alimentar e a origem do produto. Esses aspectos, foram contemplados pela ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) em uma lista de orientações para o mercado varejista. De acordo com o vice-presidente da entidade, Márcio Milan, a proposta com essas ações é oferecer qualidade e segurança aos consumidores. Em 2013, o MPF (Ministério Público Federal), juntamente com a ABRAS, firmaram um Acordo de Cooperação Técnica para comercialização legal de carne bovina no Brasil, já com vistas a evitar a compra de proteína animal de propriedades que tenham, comprovadamente, problemas em âmbito ambiental e social.

Confira, a seguir, 6 boas práticas na comercialização de carne bovina no varejo.

1 - Adquirir somente carne que passou pelo SIF (Sistema de Inspeção Federal), com carimbo, uma garantia de que as carnes não vêm de frigoríficos clandestinos nem de fazendas com passivo ambiental.

2 - Incentivar os fornecedores da indústria de carne a monitorarem o risco socioambiental na origem da matéria-prima.

3 - Manter rigoroso cadastro de seus fornecedores e dos dados de aquisição de carne bovina.

4 - Valorizar os fornecedores e produtos da cadeia da carne que promovam a sustentabilidade.

5 - Manter programas ou sistemas de qualidade e segurança alimentar especialmente focados nas boas práticas da comercialização da carne bovina.

6 - Divulgar a seus fornecedores e a seus consumidores todos os cuidados que o supermercado mantém para comercialização da carne.tecnocarne_infografico_carcaca

Especialista mostra como aproveitar a importação de carne in natura pelos Estados Unidos

especialista-mostra-3-passos-importantes-para-aproveitar-importacao-de-carne-in-natura-pelos-estados-unidos-saiba-como-tecnocarne
especialista-mostra-3-passos-importantes-para-aproveitar-importacao-de-carne-in-natura-pelos-estados-unidos-saiba-como-tecnocarne

Começaram as exportações de carne bovina brasileira in natura para os Estados Unidos. Marfrig Global Foods e JBS já enviaram seus contêineres, de acordo com informações do MAPA (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento). O processo de habilitação dos frigoríficos foi concluído após um acordo comercial entre Brasil e EUA, firmado em agosto, após anos de negociação. Agora, 14 estados livres da febre aftosa com vacinação podem vender carne in natura para o mercado norte-americano, que já é tradicional importador de carne industrializada brasileira.

Frigoríficos interessados precisam pedir a habilitação ao MAPA, se já tiverem registro no SIF (Serviço de Inspeção Federal). O Ministério checa os requisitos sanitários que as autoridades americanas exigem. Se a empresa atender às exigências, o estabelecimento é indicado aos Estados Unidos, que faz a homologação baseada no acordo de equivalência. Depois, a exportação é autorizada. A seguir, Breno Felix, CTO da AgroTools, comenta sobre como aproveitar essa abertura de mercado.

Atenção aos acordos e às regras

"A abertura oferece mais possibilidades para os frigoríficos. Em relação aos produtores, algo que devem estar atentos é sobre os acordos e regras socioambientais referentes às terras usadas para a produção de bovinos, visto que com o fluxo de carne in natura para os EUA, esses acordos ficarão mais evidentes e exigidos pelas empresas compradoras de lá”, afirma.

Exigências fundamentais

"Principalmente as exigências quanto aos critérios prioritários de sustentabilidade, como o cumprimento do código florestal, controle do desmatamento, sobreposição com áreas protegidas, embargos ambientais e trabalho análogo ao escravo, deverão ser intensificados. E no caso de mercados mais exigentes por qualidade, os produtores deverão se preocupar mais com o melhoramento genético voltado a carnes com mais marmoreio e carcaças com melhor acabamento”, diz Felix.

Efeito positivo para novos mercados

"Um ponto importante é que ao obter o status de habilitado a vender para os Estados Unidos, somos beneficiados por um efeito de percepção positiva sobre a carne do Brasil, pois se eles liberaram, então significa que estamos aptos a atender todos os outros mercados em que a ‘régua’ de exigências seja balizada em linha com a deles”, comenta o especialista.

tecnocarne_ebook_residuo_animal

Descubra quais ações podem melhorar o abate de aves e dar mais qualidade à carne

conheca-as-6-acoes-essenciais-para-tornar-seu-abate-de-aves-mais-humanitario-tecnocarne

O frango é a proteína animal com maior perspectiva de crescimento para os próximos 10 anos, de acordo com estudo do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Qualidade da carne, segurança e rentabilidade da operação estão diretamente associados a boas práticas de bem-estar animal. A incidência de carne pálida por causa de problemas nesses itens é preocupante no Brasil e chega a 22%, principalmente em filés de peito, de acordo com a pesquisa. O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Elsio Figueiredo, indica como referência o material Abate Humanitário de Aves (Steps), da WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal) com apoio do Mapa e de outras instituições. Esse material complementa a regulamentação do RIISPOA (Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos).

Acompanhe, a seguir, 5 ações para fazer o abate humanitário de aves.

1 - Conheça o comportamento das aves. Isso facilita o manejo, pois as aves percebem o ambiente e reagem de acordo com comportamento inato e aprendido. Como possuem uma área cega atrás de seus corpos, isso facilita a apanha por detrás.

2 - Nunca apanhe as aves pela cabeça, pescoço ou uma única asa ou perna. A apanha deve ser feita pelo dorso, individualmente. Caixas com animais vivos nunca devem ser arremessadas, balançadas ou invertidas, devem estar em bom estado e fechadas antes do empilhamento, para não causar lesões e sofrimento aos animais. Devem ser empilhadas com espaço para ventilação. Somente pessoas treinadas devem fazer a apanha, o carregamento e o descarregamento das caixas.

3 - Ofereça conforto térmico. Aves no frigorífico podem sofrer estresse por calor ou frio. A equipe na área de espera deve identificar os sinais e proporcionar um ambiente para recuperação. Temperatura e umidade devem estar em uma zona de termoneutralidade. Ventilação, exaustão, nebulização e sombra devem ser manejados para evitar a morte das aves por hipo ou hipertermia.

4 - Somente operadores capacitados devem fazer a pendura, sem movimentos bruscos que gerem dores e lesões. As aves nunca devem ser penduradas por uma única perna. Devem ficar entre 12 e 60 segundos na linha de pendura até a insensibilização. A iluminação deve ser reduzida para acalmar as aves. A cabeça da ave deve ser imersa na cuba antes da asa para evitar o pré-choque.

5 - Monitore a corrente elétrica, pois ela insensibiliza a ave. Depois, corrente, frequência e voltagem devem ser ajustadas para provocar a morte por parada cardíaca. A sangria deve ser feita o mais rápido possível, pois não se pode garantir que todas as aves estejam mortas na cuba. Deve haver sempre funcionário capacitado para realizar abate emergencial, que possui diferentes técnicas.

tecnocarne_ebook_residuo_animal

Como unificar a gestão industrial, otimizar estoque e aumentar a produtividade

Apesar de não ser considerada em um primeiro momento em conjunto com plano de negócio e formatação de pessoal, para suportar um exponencial crescimento de uma indústria de pequeno ou médio porte é importante lançar mão de uma ferramenta que unifique a gestão interna, emissão de notas fiscais, prestação de contas e o controle de estoque e de informações gerais.

Ainda que esses controles sejam feitos manualmente com tabelas em programas instalados nos computadores, pode ser que no futuro as empresas não tenham tempo hábil para se adaptarem corretamente às mudanças relativas ao crescimento, além de que é possível que as companhias queiram mais.

“Quem antes emitia notas fiscais em papel, hoje o faz de forma eletrônica”, lembra o diretor do segmento de Manufatura da TOTVS, Carlos Valle, que emenda “o mesmo tende a acontecer com controle de estoque, prestação de contas e folhas de pagamento”, cita. A justificativa do executivo é embasada por um estudo da companhia com empresa que utilizam software de gestão. Ele aponta que o programa reduz de 5 a 15% seus estoques.

Isso tem puxa um resultado que representa o desejo de muitos industriais: mais capital de giro para novos investimentos e menos pessoas envolvidas no processo. Logo, uma equipe mais enxuta e com ganho de produtividade. Valle lista ainda que software desse tipo dá mais tranquilidade para seus gestores, pois colabora em tomadas de decisão uma vez que com as informações geradas, e devidamente analisadas, é possível saber:

1.    Qual produto dá resultado

2.    O mercado específico que vale algum investimento

3.    Quanto determinado cliente dá de resultado e se vale novos investimentos

4.    Se a empresa vai conseguir entregar o pedido contratado

O diretor explica que software de gestão é simples de ser utilizado, independentemente do tamanho da empresa, e que crescem acompanhando a expansão da companhia. Assim, não é preciso trocar de software a cada novo passo. “Para atualizar não é necessário que uma equipe vá até a empresa mexer nele”, pois ele pode ser rodado de dentro de um servidor do cliente.

Tecnologia brasileira promete diminuir entraves logísticos para exportação de carne; saiba como

tecnologia-brasileira-promete-diminuir-entraves-logisticos-para-exportacoes-saiba-mais-tecnocarne

Nosso País perde, aproximadamente, R$ 160 bilhões todos os anos devido a problemas de logística, de acordo com a Fundação Dom Cabral. Desse montante, R$ 13 bilhões são referentes à falta de estrutura dos portos, um modal em que nenhuma carga é liberada em 24 horas e apenas 5% a 10% dos casos são liberados em até 48 horas. Contudo, uma solução nacional promete mudar isso. Trata-se do Canal Azul.

Desenvolvida pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada) e Instituto de Tecnologia de Software, o projeto consiste em um lacre eletrônico aplicado em contêineres de carne destinados à exportação.

A ferramenta permite que contêineres não precisem de liberação ao chegar ao porto, pois a validação acontecerá previamente por um fiscal federal agropecuário no fluxo de saída do frigorífico. O lacre ajuda ainda no rastreamento da carga, economia com aluguel de contentores, energia elétrica, armazenamento e monitoramento, bem como a redução das intervenções no processo e o aumento da visibilidade operacional.

Segundo o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, a tecnologia possibilita uma redução drástica do tempo gasto com trâmites burocráticos na liberação de cargas nos terminais do Brasil. Testes mostraram que o Canal Azul pode reduzir em média 57 horas no porto de Santos (SP) e 109 horas no porto de Navegantes (SC). "O investimento dos frigoríficos nos lacres eletrônicos é baixo comparado à economia que será feita com a redução do tempo das cargas nos portos e em outros fatores também”, afirma Camardelli.  O lacre eletrônico para os frigoríficos será comercializado pela startup Pirus Tecnologia.

tecnocarne_ebook_residuo_animal

9 passos essenciais para montagem e funcionamento de um abatedouro modelo

9-passos-para-boas-praticas-em-abatedouros-tecnocarne

Como em qualquer instalação industrial, o abatedouro também possui regras ou manuais de boas práticas. Como sua produção final impacta diretamente na saúde do consumidor, há etapas fundamentais para o bom funcionamento, montagem e operação de abatedouros de diferentes espécies animais, de acordo com as dicas do pesquisador Elsio Figueiredo, da Embrapa  Suínos e Aves de Concórdia, em Santa Catarina. São licenças, documentos e ações dos profissionais envolvidos nos processos que garantem o bom funcionamento do local. Acompanhe, a seguir, 9 dicas que devem ser colocadas em prática.

1- Para a montagem de um abatedouro é necessário aprovar previamente o local com licenças do organismo oficial do meio ambiente e da prefeitura.

2- Projeto arquitetônico: planta de situação e plantas baixas de todos os compartimentos, acessos, tratamento de efluentes e de resíduos sólidos, produção de energia, pátio de manobra, área de descanso, rampa de lavagem de veículos, instalações para recepção e manejo dos animais, abatedouro, frigorífico e seus compartimentos

3- Memorial descritivo: informa-se quais os materiais, conexões, tubulação serão utilizados para facilitar a higiene e desinfecção sem corrosão.

4- Todas as plantas são concebidas privilegiando o bem-estar animal e dos trabalhadores: ventilação, temperatura, odores, luminosidade, ergonomia etc, e devem obedecer o RIISPOA (Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal). Somente após todas as plantas aprovadas nos órgãos oficiais é que será autorizado o início da obra. Além disso, devem ser seguidas todas as recomendações para carregamento, transporte, manejo pré-abate, descanso, condução nos bretes, insensibilização, sangria, esfola ou pelagem, toilette, evisceração, inspeção, resfriamento, espostejamento, cortes, processamento, embalagem e expedição.

5- Não pode haver contra-fluxo dentro do abatedouro. O animal e depois a sua carcaça devem seguir sempre em frente. Pendurados em uma corrente motorizada (nória) que os conduz para os passos seguintes da operação. Não podem retroceder a carcaça, e nem as carnes, sob pena de atrapalhar o fluxo de processo e de inspeção, contaminar se voltar para a área suja. Os materiais utilizados devem ser todos laváveis, resistentes à temperatura (vapor) e a produtos para lavagem e desinfecção. Os utensílios devem ser esterilizados com água quente e vapor para evitar contaminar as carcaças.

6- As práticas de operação devem seguir a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), utilizar equipamentos de proteção individual, ser executadas por operadores capacitados e supervisionadas por empregados supervisores.

7- A cada turno há necessidade de limpeza completa da linha de abate.

8- Abatedouros de diferentes categorias de animais possuem peculiaridades. Abatedouros de grande porte são praticamente um para cada espécie animal. Os de pequeno porte podem ser otimizados com o abate de mais de uma espécie animal no mesmo abatedouro, separadas pelo momento de abate, de acordo com o regulamento. Por exemplo, é possível ter um tipo de abatedouro para suínos e ruminantes, outro tipo para aves e coelhos, outro tipo para entreposto de pescado.

9- Cada categoria tem um conjunto de exigências específicos da espécie. Por exemplo, o tipo de instalação para os animais no pré-abate: aves ficam em caixas na área de descanso. Mamíferos ficam em baias. O tipo de insensibilização também difere entre espécies. O tipo de retirada da pena, pelo, pele e couro é diferente em cada espécie, e requer práticas e equipamentos diferentes. As alturas de pé-direito, mesas, máquinas, etc. também diferem em cada espécie.

tecnocarne_infografico_carcaca

Aproveitamento total: 6 resíduos de origem animal que podem gerar nova fonte de renda

6-residuos-de-origem-animal-que-podem-gerar-nova-fonte-de-renda-tecnocarne

Abatedouros, frigoríficos, casas de carnes, açougues e supermercados costumam gerar resíduos, também chamados de subprodutos de origem animal – comestíveis ou não. A lista inclui peles, ossos, vísceras, cascos e sangue. “Tudo pode ser reaproveitado de alguma forma”, afirma o pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Pesca e Aquicultura, Leandro Kanamaru.

A opinião é compartilhada pela professora associada do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), Carmen Contreras Castillo. De acordo com a docente, a carne é uma commodity, enquanto os subprodutos têm variedade de uso. Por esse olhar, é possível ampliar a receita com a comercialização completa de um animal, não apenas da proteína. Acompanhe 6 tipos de resíduos podem gerar lucro para sua empresa.

1. As peles dos animais vindos de frigoríficos bovinos vão para curtimento.

2. Vísceras como fígado, tripas e coração podem ser destinadas ao setor de miúdos, tornando-se alimento humano. E ainda que parte desses subprodutos não sejam desejados pelos brasileiros, alguns têm boa aceitação na América Latina e Ásia.

3. As vísceras podem ainda ser aproveitadas junto com ossos e sangue e outros tecidos na produção de farinhas.

4. Sangue também pode ser usado para alimentos. Plasma e células vermelhas podem ser utilizados em produtos quanto em meios de cultura, não especificamente para alimentos. Albuminas e proteínas, por exemplo, podem ser acrescentadas a alimentos e têm propriedades emulsificantes, inclusive em pó, para serem adicionadas a hambúrgueres e salsichas, desde que até um limite de 10% para não alterar o sabor.

5. Em abatedouros de frango, penas podem ser aproveitadas na elaboração de farinhas para alimentação animal.

6. Na categoria de subprodutos não comestíveis, a gordura por exemplo pode ser utilizada por empresas de cosméticos.

tecnocarne_infografico_carcaca

Empresários inovam no setor de food truck usando ônibus escolar

Empresários inovam no setor de food truck usando ônibus escolar e de dois andares. Conheça o case

Números do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) indicam que mais de 1 mil food trucks transitam pelo Brasil. Mesmo que já tenham sido chamados de moda passageira, ainda há espaço para inovar. Empresários do setor em São Paulo, Rodrigo Arjonas e Luciano Oberle faturam R$ 450 mil por mês vendendo, aproximadamente, 20 mil hambúrgueres nesse período em dois ônibus adaptados.

Os empresários compraram um veículo de dois andares, típico de Londres, único no Brasil, de 1965, e outro ônibus, escolar norte-americano, de 1987, encontrado pela internet, comprado por R$ 47 mil. O investimento total com reforma, pintura e cozinha foi de R$ 500 mil. Uma parceria com uma indústria de bebida ajudou a pagar esse investimento.

A parceria poderia ser classificada como casual: Arjonas foi até uma distribuidora da marca de cervejas para comprar uma chopeira. Conversando com o proprietário apresentou seu projeto de food truck e os planos para uma segunda unidade. O distribuidor levou a ideia até a fabricante de bebidas, que entrou em contato com criadores do Busger em busca de uma parceria exclusiva para fornecer chope, cervejas e refrigerantes.

Depois da reforma o ônibus londrino ganhou, além da cozinha em que antes era o corredor do andar inferior, mesas para acomodar até 24 pessoas no andar superior. No total, empregam 15 funcionários. Eles já abriram prospecção de serviço de franquias e, até 2019, pretendem ter mais seis ônibus próprios operando como food trucks.

Diversifique sua carta de bebidas com drinques à base de vinhos

Diversifique sua carta de bebidas com drinques à base de vinhos

Inovar é uma saída para atingir mais públicos, se destacar da concorrência e, por que não, aumentar seus lucros. Drinques feitos por barmen profissionais surgiram e podem ser uma boa opção. O líder da área de Marketing da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Marcelo Pontes, lembra da caipiroska, uma variação da tradicional caipirinha com vodca, e de como ela ajudou diversos estabelecimentos

“Será que junto com a feijoada, ao invés de oferecer bebidas com cachaça e vodca, não poderiam ser ambientes de experimentação para o desenvolvimento de drinques com vinho?” Pontes faz esse questionamento e afirma que valeria a pena analisar a questão com mais profundidade, avaliar se isso não macularia a imagem do vinho. “É preciso investigar para chegar a novos formatos de apresentação adequados para a bebida, mas as oportunidades estão aí.”

Claro que já existem drinques com vinho, talvez um dos mais famosos seja o Espanhola, com abacaxi, vinho tinto suave, leite condensado e gelo. Já o Penélope leva frutas tropicais picadas, gelo, vinho, uísque, rum e conhaque. No Chile, um dos maiores produtores e consumidores de vinho do mundo, bares e restaurantes atraem turistas e curiosos oferecendo jarras de Terremoto, bebida à base de sorvete de creme, suco de abacaxi e vinho, tudo batido em um liquidificador. Que tal usar a criatividade e incrementar o cardápio do seu estabelecimento hoje mesmo? Essa pode ser uma saída para aumentar a lucratividade.

Como a indústria pode se fortalecer com o uso da rastreabilidade

Saiba como a indústria pode se fortalecer com o uso da rastreabilidade em seus produtos

O apelo por alimentos saudáveis e sustentáveis dominou o mercado. A exigência hoje, de acordo com a resolução da Anvisa RD24/15 sobre Recolhimento de Alimentos, é de que não só o produto final tenha qualidade, mas que cada etapa da cadeia tenha amparo em iniciativas corretas. Assim, todo o processo precisa ser gradualmente controlado a partir de algumas questões: de onde vêm os alimentos que chegam à mesa? Qual é caminho eles percorreram? Quais os componentes presentes nesses produtos?

Rastreabilidade é a habilidade de se recuperar o histórico, aplicação ou localização de um determinado produto”, resume Nilson Gasconi, executivo de negócios da Associação Brasileira de Automação - GS1 Brasil. “O consumidor, cada vez mais preocupado com a segurança do alimento que leva à sua mesa, também impulsiona a adoção da rastreabilidade, e busca dia após dia ter acesso às informações precisas dos fabricantes como identificação do produto, número de lote e data de validade”, esclarece o especialista.

Se a empresa tem a capacidade de responder perguntas como: o quê? Quando? De onde? Por onde? Para onde?, provavelmente já se iniciou no processo de rastreabilidade, de acordo com o executivo. Para adotar o processo, ele acrescenta, o empresário precisa apostar em conceitos como identificação e investimento. “É importante lembrar que para ser rastreado o produto deve necessariamente estar identificado. Não é possível rastrear o que não está identificado. E a adoção de um programa de rastreabilidade prevê investimentos que são favoráveis.”

O tamanho desse investimento, por sua vez, vai depender de uma série de variáveis, como o escopo do projeto e o nível de rastreabilidade que a empresa pretende adotar. “Há cadeias de suprimentos, por exemplo, com três elementos (produtor, distribuidor e varejo). Outras são mais complexas, nas quais os produtos são identificados por lote, outros por número de série, cadeias de suprimentos com atores nacionais e outras internacionais”, detalha Gasconi.

Em um primeiro momento, no entanto, a indústria tem apostado mais no processo interno. Mas o executivo lembra que é preciso avançar no tema e abranger o maior número possível de elos, permitindo que a segurança alimentar seja plena ao consumidor, o que favorece a fidelização da marca e amplia as vendas.