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Articles from 2019 In May


Gestão por propósito organizacional

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Para aumentar a complexidade do assunto, quaisquer iniciativas ou ações devem considerar os ciclos de vida cada vez menores dos produtos e serviços; a necessidade de diversificação e a inovação, que é impulsionada pelos métodos ágeis, inicialmente adotados pelas startups e que começam a decolar também nas grandes empresas.

No que tange à gestão, tem-se ainda a necessidade de definição de objetivos claros e realistas, motivando a contratação e o desenvolvimento de pessoas para o atendimento das demandas organizacionais além de seus propósitos individuais (3). Aprofundando um pouco mais, o surgimento de ferramentas, técnicas e métodos associados à indústria 4.0, assim como a carência de profissionais qualificados no mercado para as funções associadas à tecnologia, constituem um importante desafio gerencial para as organizações. Assim, selecionar e reter profissionais altamente capacitados, como data scientists, desenvolvedores e gestores ligados diretamente à transformação digital dos negócios nas corporações e nas startups de tecnologia tem se tornado uma regra para as empresas que reconhecem o poder dos dados como parte de sua força competitiva.

Visando à integração desses fatores, a gestão parece caminhar para novos horizontes, considerando o propósito da corporação. Este propósito pode ser mapeado e associado a diretrizes globais, tais como os Objetivos de Desenvolvimento (ODS) da ONU, por exemplo. Um Sistema de Gestão robusto, que fomente uma boa governança e considere a legislação vigente, contingências sociais e ambientais, iniciativas e compliance, além de indicadores de desempenho (KPIs) para monitoramento do desempenho e da gestão das pessoas passa a ser altamente demandado pelas organizações.

Esse cenário vem sendo mapeado há anos pelos acadêmicos e seu gap sentido nas organizações. O SUPREMe (3), que tem seu esboço para aplicativo (app) apresentado ao lado, vem sendo testado e tem se apresentado como ferramenta viável para medição e monitoramento de desempenho. Um benefício atribuído ao SUPREMe consiste no cálculo, a partir de um algoritmo multicritério para tomada de decisão, do índice de competitividade das corporações. Tal índice permite a comparação entre empresas a partir da padronização das métricas utilizadas. A mesma lógica vem sendo desenvolvida para cálculo do índice de governabilidade de cidades e/ou instituições públicas (SUPREMe-P).

Independente de modelo, o ambiente global e competitivo moderno tem gerado agilidade e novos focos, e a integração dessas tendências tem se mostrado aplicável e pode determinar a sobrevivência no “darwinismo organizacional”. O próximo passo provavelmente será a evolução do Sistema de Gestão por propósito, válido para empresas e instituições públicas de quaisquer portes, possibilitando que as corporações sejam avaliadas, adequem-se e coloquem suas velas na direção dos ventos que as projetem para o futuro.

* Agradecimento especial ao Dr. Vinicius Picanço Rodrigues do INSPER, pela contribuição na elaboração do texto.

Referências:

  1. ABIA https://www.abia.org.br/vsn/
  2. CervBrasil http://www.cervbrasil.org.br/novo_site/dados-do-setor/.
  3. Gestão por propósito - https://digital.fispaltecnologia.com.br/gestao-por-proposito/.
  4. SUPREMe – modelo desenvolvido e em teste para empresas e cidades – ainda não está disponível para uso.

Como você deve fazer a correta pendura de aves em abatedouros

Como você deve fazer a correta pendura de aves em abatedouros

Em abatedouros, a máxima qualidade e a maior velocidade operacional do abate passam necessariamente pelos cuidados em todas as etapas do fluxograma de abate, que precisam ser bem realizadas, tais como a recepção, pendura de aves, atordoamento, sangria, escaldagem, depenagem e evisceração.

Dentre esses procedimentos do fluxograma de abate, a pendura de aves representa uma das etapas mais importantes, pois é responsável por reduzir a qualidade do produto final caso existam falhas. Nesta etapa, as aves são colocadas em suportes ligados à nória. Esse processo é realizado de forma manual, mesmo em uma indústria cada vez mais automatizada. Por isso, a pendura de aves deve ser realizada sempre com a máxima eficácia, onde o treinamento e a adoção de cuidados potencializam essa importante etapa do fluxograma de abate.

Segundo o professor do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia de Alimentos (PPGTAL) da UTFPR,Fábio Augusto Garcia Coró, a pendura é uma etapa dolorosa para as aves. “Existem vários receptores nervosos nas canelas que estão sendo comprimidas pela nórea, logo, quanto mais tempo os animais ficarem na pendura, maior será o desconforto e sensação de dor”. Além disso, o simples fato de a ave ser colocada de ponta-cabeça na linha de pendura de aves é o suficiente para ela sentir medo e estresse.

Falhas na pendura: problemas para o trabalhador e sofrimento para as aves

Quando realizada de forma incorreta, a pendura de aves pode ocasionar em sérios problemas à saúde do trabalhador de abatedouros, além de causar sérios danos e sofrimento às aves.

Para os trabalhadores desse setor os problemas relacionam-se principalmente à saúde e estresse dos mesmos. A atividade de pendura é geralmente realizada por uma equipe pequena que trabalha em um ambiente agressivo, a um ritmo intenso e submetida a um alto grau de exigência física, além do excesso de poeira e constante contato com o excremento das aves.

Como fazer a correta pendura de aves?

A tecnóloga em alimentos e o professor salientam que esta etapa deve ser bastante criteriosa e por isso depende da excelência dos trabalhadores bem como da adequação dos equipamentos em questão.

Hoje sabe-se que esta área deve ser iluminada de forma diferenciada, com menor intensidade luminosa ou com luz azul, propiciando um ambiente bastante calmo e com efeito calmante”, sugerem.

Os pesquisadores explicam também que a pendura das aves na nória deve ser feita sem movimentos bruscos, evitando estressar as aves. Além disso, a imobilização da pendura é necessária para que ocorra a aplicação adequada da insensibilização.

Para um eficiente procedimento, as aves devem ser retiradas pelas canelas das gaiolas e ser penduradas pelas duas pernas – nunca uma perna só - nos ganchos da trilhagem, sob força apropriada que evite o aparecimento de contusões e hematomas.

O tempo entre pendura e insensibilização (processo seguinte) é outro ponto fundamental a ser considerado. Os pesquisadores explicam que esse tempo deve ser o menor possível, a fim de evitar desconforto nas aves, devido à pressão das pernas com o gancho e a posição invertida em que a aves se encontram.

Recomenda-se um tempo máximo que não pode ultrapassar os 90 segundos”, sugerem os profissionais.

Caso haja problemas na linha, como por exemplo sua parada completa, as aves que não foram insensibilizadas devem ser imediatamente retiradas dos ganchos e retornar para as caixas até o reestabelecimento da operação.

Dicas para melhorar a eficiência da pendura de aves

Para minimizar os efeitos que comprometem à eficiência da pendura de aves, Tania e Coró sugerem algumas dicas essenciais.

Para aumentar o bem-estar as aves as dicas são:

  • Colaboradores devem ser devidamente treinados sobre os conceitos de Bem-Estar Animal, evitando força excessiva, movimentos e batidas desnecessárias;
  • Instalar um anteparo para apoio de peito em toda a extensão da nórea de abate, de modo a evitar que as aves se debatam, reduzindo o estresse;
  • O colaborador deve manter a mão sobre o corpo da ave para contê-la por 1 a 2 segundos, com isso as aves se acalmam e o bater das asas diminui;
  • A velocidade de linha de abate deve ser compatível com o número de colaboradores destinados à pendura de aves.

Ainda sobre essa questão, Coró lembra que a pendura de aves ainda é uma das poucas etapas onde há prevalência da mão de obra humana “comandando” o cenário. Tal fato reforça ainda mais a importância do treinamento dos colaboradores.

Já para melhorar a qualidade do trabalho dos operadores da linha de pendura de aves, os pesquisadores indicam que os frigoríficos devem respeitar o disposto na Norma Regulamentadora de Saúde e Segurança no Trabalho (NR 36).

Dentre os vários pontos que a NR aborda, os pesquisadores destacam:

  • Pausas para descanso (de acordo com a jornada de trabalho); e
  • Rodízio de atividades, como a alternância das posições de trabalho, alternância de grupos musculares, alternância de atividades sem exigência de repetitividade, redução de exigências posturais, redução de carregamento, manuseio e levantamento de cargas e pesos.

Neste contexto, Coró lembra que a pendura de aves ainda é uma das poucas etapas onde há prevalência da mão de obra humana “comandando” o cenário, “reforçando ainda mais a importância do treinamento dos colaboradores”, explica.

Agregado a tudo isso, fatores como ajuste dos equipamentos em relação ao tamanho das aves, condições ambientais na área de pendura e condições em que o animal chega para a realização da pendura são determinantes para a continuidade do processo, uma vez que quanto mais calmos estes estejam, melhor será fluxo de trabalho.

Arena FispalTec trará mais de 200 horas de programação

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Espaço com capacidade para receber cerca de 2,5 mil congressistas contará com palestrantes de marcas como AMBEV, Nestlé, Coca-Cola e Bauducco; Ricardo Amorim será Keynote Speaker do evento

Neste ano, a Fispal Tecnologia traz uma novidade para a indústria de alimentos e bebidas: a Arena FispalTec. O espaço 360°, que tem capacidade para receber 600 participantes, oferecerá uma série de palestras e terá como Keynote Speaker o economista Ricardo Amorim. A feira ocorre entre os dias 25 e 28 de junho, no São Paulo Expo, em São Paulo.

“Sempre nos preocupamos em oferecer novas experiências para os participantes, trazendo presidentes e diretores de importantes empresas e entidades para discutir novas oportunidades, tendências e entraves para o crescimento dos setores. Este ano, o conteúdo será ainda mais completo atendendo toda a cadeia da indústria de alimentos e bebidas”, comenta Clélia Iwaki, diretora da Fispal Tecnologia. 

Posicionada no mesmo piso do pavilhão do São Paulo Expo, a Arena FispalTec tem capacidade para receber 600 congressistas. Nos dias 26 e 27 de junho os participantes assistirão simultaneamente o Fórum Fispal Tecnologia, TecnoDrink e o Fórum de Emblagens.

Plataforma de Conteúdo

Já consolidado como uma das grandes atrações da feira, o Fórum Fispal Tecnologia volta em 2019 com a presença de grandes profissionais do segmento em palestras, debates e apresentações de cases de sucesso.

Entre os temas abordados estão a gestão fabril, qualidade, adaptação às novas necessidades do consumidor e muito mais. A Indústria 4.0 também será conteúdo de painéis, com destaque para o case da AMBEV, apresentado pelo Diretor de Suply Valdecir Duarte, que falará sobre os novos investimentos da empresa em Inteligência Artificial.

Voltado para o setor de bebidas, o TecnoDrink estreia na programação servindo de aquecimento para o salão bienal que ocorrerá na Fispal Tecnologia 2020. Entre os tópicos que serão debatidos estarão o entendimento das novas normas propostas pelo Ministério da Agricultura - MAPA e Anvisa para essa indústria, tendências para bebidas não alcoólicas, perspectivas para segmento de cerveja, inclusive as artesanais, entre outros assuntos.

O mercado de embalagens também terá espaço na Arena Fispal. No Fórum de Embalagens os participantes ficarão por dentro das inovações para o segmento e assuntos, como sustentabilidade, reciclagem, alternativas para a substituição do plástico e rastreabilidade.

Marketing e Parcerias

O Fórum de Marketing Digital retorna à Fispal Tecnologia no dia 28 de junho, abordando as novas oportunidades para as empresas dos setores de alimentos e bebidas no ambiente digital, assim como as estratégias de comunicação, engajamento, ROI, entre outros assuntos.

Um dos painéis mais esperados pelos congressistas contará com a presença de Carolina Sevciuc, Digital Transformation & Innovation Director da Nestlé, que apresentará um case sobre transformação digital realizado pela companhia com foco no consumidor. O Fórum terá ainda a presença de executivos da Coca-Cola, Heineken, Mars, Bauducco e de diversas outras grandes empresas.

Casa cheia: técnicas de atendimento

Contaminação por plástico em carnes: O que é preciso saber?

Contaminação por plástico em carnes: O que é preciso saber?

A segurança alimentar sempre foi uma das principais preocupações da indústria mundial da carne. Por essa razão, evitar a contaminação por plástico é motivo de constantes pesquisas relacionada a essa importante cadeia.

Entretanto, pesquisadores do laboratório Innovare, vinculado à Unicamp, criaram uma nova metodologia para a detecção de migração de compostos dos plásticos presentes nas embalagens para as carnes. Segundo os pesquisadores, esse método é mais eficaz que as metodologias regularmente seguidas.

Essa pesquisa causou certa preocupação na indústria da carne, isso porque os pesquisadores identificaram quatro compostos em cortes embalados a vácuo. Segundo eles, estes compostos são decorrentes da contaminação por plástico da embalagem e são considerados impróprios para consumo.

Mas, segundo a Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) a fabricação de embalagens alimentícias possui legislações específicas publicadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e, portanto, são seguras para acondicionar carnes.

Para saber mais sobre o assunto, conversamos com representantes da Abiplast. Eles nos indicam a importância das embalagens plásticas para o acondicionamento de carnes e explicam porque as pesquisas sobre contaminação por plástico são sempre necessárias.

Normas que regulamentam a indústria de embalagens

No Brasil, a Abiplast salienta que a fabricação de embalagens alimentícias, para acondicionar alimentos e bebidas, possui legislações específicas publicadas tanto pela Anvisa quanto pela ABNT, as quais devem ser seguidas por todas as empresas do setor, inclusive as indústrias do setor cárneo.

Alguns exemplos podem ser citados:

  • Resoluções RDC n° 56 e RDC n° 17. Regulamentam os monômeros (incluindo o Bisfenol A) e aditivos utilizados em materiais plásticos destinados à elaboração de embalagens em contato com alimentos;
  • Normas ABNT-NBR 14865-2012. Estas normas estabelecem os requisitos mínimos exigíveis para os copos plásticos descartáveis que são destinados ao consumo de bebidas e outros usos similares;
  • ABNT NBR 15403. Onde são apresentados os requisitos e métodos de ensaios para filmes estiráveis de PVC para contato com alimentos.

Os fabricantes da indústria plástica dizem também que tanto os processos da Anvisa quanto da ABNT são bastante dinâmicos, indicando toda a segurança dos produtos acondicionados nas embalagens plásticas.

Embalagens plásticas são seguras para acondicionar carnes”, diz Abiplast

A Abiplast ressalta que tem conhecimento sobre os resultados da pesquisa do laboratório Innovare, mas ela cita as legislações para informar que, até o momento, não foi emitido nenhum alerta para a indústria ou para a população relacionado aos protocolos nacionais de produtos embalados em plástico.

Atualmente, os órgãos responsáveis do governo não reconhecem haver problemas de contaminação por plástico em produtos cárneos. Caso venham a fazê-lo, seguramente a indústria se adaptará às novas regulações”.

A Abiplast diz ainda que as embalagens plásticas são uma eficaz alternativa para acondicionar carnes. “O que temos provado e em consenso é que as embalagens plásticas são importantes alternativas para a conservação de alimentos, aumentando a vida útil dos produtos embalados e reduzindo o desperdício de comida”, diz a associação.

E essa preocupação tem total fundamento, pois segundo dados da WWF, se o desperdício de alimentos fosse um país, ele seria o 3° maior em emissão de gases de efeito estufa, perdendo apenas para China e Estados Unidos.

Para se ter uma ideia do aumento da vida de prateleira dos produtos, carnes bovinas embaladas com plástico registram um aumento de 64% em sua vida útil. No caso do peixe, chega a 71%”, complementa a Abiplast.

Esse fato indica que boas embalagens plásticas são fundamentais para o acondicionamento de carnes do ponto de vista social e ambiental.

Pesquisas sobre contaminação por plástico em carnes são essenciais

A Abiplast indica que pesquisas relacionadas à qualidade e segurança alimentar de embalagens plásticas, como é o caso da pesquisa sobre contaminação por plástico em carnes, são sempre importantes.

Por isso, a Abiplast reitera que apoia qualquer tipo de pesquisa científica que venha a melhorar produtos plásticos e processos industriais.

A associação também reforça que a indústria do plástico se preocupa constantemente em desenvolver os melhores produtos à população, sem oferecer qualquer tipo de risco à saúde pública, impedindo qualquer tipo de contaminação por plástico de qualquer produto.

A associação também diz que acompanha os avanços em inovação e tecnologia, orientando seus associados para as melhores práticas do setor, tanto na questão da facilidade e comodidade, quanto na segurança alimentar.

Quanto ao estudo sobre migração de compostos da embalagem para a carne que foi realizado pelo laboratório dá Unicamp, a Abiplast diz que acompanhará seus desdobramentos.

Assim como o coordenador do laboratório Innovare ressalta, são necessárias novas pesquisas sobre toxidade e contaminação por plástico de embalagens que acondicionam carnes e a Abiplast estará acompanhando”.

Mercado Livre de energia é uma saída para produção sustentável e econômica

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Procurando reduzir seu impacto ambiental e custos, as empresas buscam novas soluções de energia para alcançar seus objetivos. Atualmente, soluções de geração distribuída, autogeração de energia, cogeração, além da contratação de energias renováveis no mercado livre, estão disponíveis para a indústria.

As indústrias de alimentos e bebidas estão cada vez mais convencidas dos benefícios de comprar energia no mercado livre como estratégia de realizar uma maior gestão dos gastos da eletricidade em seus processos produtivos e atingir suas metas de sustentabilidade.

Essa tendência pode ser confirmada quando analisados os dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O consumo de energia da indústria de alimentos cresceu 12,8% em abril deste ano comparado com igual mês em 2018. Da mesma forma, no caso da indústria de bebidas, houve crescimento de 11,4%. Uma parte desse crescimento de consumo é explicada pelo crescimento da produção, contudo, a maior parte é resultado da entrada de novas empresas no mercado livre.



O mercado livre é o ambiente de comercialização onde os agentes podem escolher o tipo de fonte de geração que quer consumir e negociar o preço da energia, por meio de contratos firmados com comercializadoras e geradores de energia. Consultorias e algumas empresas especializadas prestam serviços de gestão de contratos e orientação para que o cliente entenda as oportunidades e os riscos envolvidos.

O presidente da consultoria Excelência Energética, Erico Brito, explica porque é mais vantajoso para uma indústria consumir energia via mercado livre. Nesse ambiente, o consumidor deixa de pagar encargos e ainda tem um preço mais completivo para o insumo, podendo encontrar economia entre 15% e 20%.

"A compra no mercado livre não é a única saída. Têm muitas empresas procurando outras formas de economizar e consumir energia limpa. Uma delas é a autoprodução centralizada", disse. "Tanto que tem muitos geradores de fontes renováveis que têm estudado modelos de arrendamento de ativos para fins de equiparação de autoprodução centralizada", completou.

Com a queda nos preços da energia nos leilões do governo, geradores buscam modelos de negócio para viabilizar seus projetos. Uma nova modalidade em prática é buscar consumidores que queiram comprar energia de um novo empreendimento. Neste caso, o consumidor é para da solução de financiamento do empreendimento, por outro lado, o consumidor também é enquadrado como autoprodutor, deixando de pagar encargos, em alguns casos tem até isenção de ICMS, tornado a situação ainda mais atraente do que a compra no mercado livre.

Para ser consumidor do mercado livre, a empresa precisa ter uma carga de pelo menos 500 kW. Mas a tendência é que gradualmente essa barreira seja reduzida, permitindo a participação de empresas de porte menores.  Outra possibilidade é procurar uma comercializadora varejista, que pode encontrar soluções para realizar a migração do consumidor. Para agregar mais valor ao negócio, diversas instituições fornecem um tipo de selo verde que confere ao consumidor a garantia de estar consumindo energia de fonte renovável.

Essa busca por sustentabilidade faz parte de uma transformação cultural das companhias. A cervejaria holandesa Heineken, por exemplo, inaugurou no dia 16 de maio desde ano, um parque eólico em Acaratú, no Ceará. Com investimento de R$ 40 milhões, a usina produzirá energia suficiente para abastecer 30% do consumo das 15 cervejarias da marca no país.

Também nesse mês, a rede Walmart assinou, nos EUA, um contrato para receber energia fotovoltaica de 46 novas usinas. A rede de hipermercados quer chegar a consumir 50% de energia renovável em toda sua operação até 2025.

Para quem não pode ir para o mercado livre, também há solução que atingem resultados semelhantes mesmo para o cliente conectado às concessionárias de distribuição de energia. De acordo com Nelson Colaferro, presidente do Grupo Blue Sol, com o aumento da eficiência e a redução de custo na aquisição de painéis e instalação dos equipamentos, a energia solar fotovoltaica começa a ser uma alternativa até para pequenas indústrias.

"Para uma indústria que consome bastante água no processo produtivo, a geração de energia limpa pode ser um item bastante importante para trazer uma contribuição significativa para o meio ambiente", afirmou Colaferro. "Quando eu falo que a indústria já está aderindo é porque os custos estão tão viáveis que mesmo para uma indústria que consome em alta tensão a conta financeira pode ser bastante interessante", completou.

Quando a empresa tem um sistema de GD, ela passa a ter um hedge dos custos de energia. Complementarmente, a fonte pode ser importante para processos indústrias que precisem de pré-aquecimento em até 100 graus.  

O setor industrial também precisa ficar atendo as oportunidades que virão com a reforma planejada pelo Governo Federal par o mercado de gás natural. O novo programa pretende atrair recursos de até R$ 50 bilhões até 2030 e, com isso, dobrar a produção nacional de gás, saindo dos atuais 112 milhões de m³/dia para 220 milhões de m³/dia.

O gás natural é um insumo estratégico para indústria, tanto para fornecer energia elétrica, como para gerar calor, água quente e fria, bem como atuar como backup para casos emergências de cortes no fornecimento de energia.

O mercado livre é um dos temas do Energy Solutions Show, evento realizado pelo Grupo CanalEnergia/Informa Markets, nos dias 28 e 29 de maio, em São Paulo. O Energy Solutions Show trará todas as novidades e tendências do mercado de energia elétrica, que podem beneficiar o consumidor com um consumo mais sustentável e econômico.


Redução de desperdício de alimentos ganha destaque na Fispal Food Service

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A sustentabilidade também está na pauta da Fispal Food Service, que neste ano acontece de 11 a 14 de junho de 2019, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Na sua 35ª edição, a feira terá uma nova atração em parceria com o projeto Comida Invisível. A iniciativa quer conscientizar os empresários do setor de food service sobre o desperdício, eliminar a fome e reduzir a emissão de gás metano.

Ao longo dos quatro dias de evento, a feira contará com o envolvimento de visitantes, expositores e fornecedores para dar o destino correto para as sobras de alimentos não consumidos no pavilhão. O que for próprio para o uso será disponibilizado no app Comida Invisível. Já os itens que não poderão ser reutilizados serão compostados, transformados em adubo e distribuídos para os participantes da Fispal Food Service em comemoração aos seus 35 anos.

“O Comida Invisível surge para tornar real o direito à alimentação e o uso racional de recursos naturais. Isso só é possível ser feito através de um conjunto de ações para mudança de hábito. Com foco em educação e conscientização e o uso da tecnologia levamos para toda a cadeia do alimento soluções que reduzem o desperdício e geram resultados tangíveis para o homem, o negócio e o planeta”, explica Daniela Leite, fundadora do projeto.

Para dar um destino correto aos alimentos, o Comida Invisível atua em duas frentes. A primeira é por meio do app, disponível para Android, que conecta cerca de 400 estabelecimentos de food service de São Paulo com entidades e consumidores em busca dos produtos sobressalentes. Utilizando a geolocalização, os interessados em doar e receber os itens próprios para o uso negociam a entrega e retirada sem nenhum custo. O app fornece ainda informações sobre a data de validade e descrição do estado dos alimentos disponíveis para doação.

Já a segunda é através de um projeto que conscientiza donos de bares e restaurantes com palestras e consultorias gratuitas que estimulam o consumo consciente. Durante a Fispal Food Service, os visitantes poderão conhecer mais sobre esse importante tema em um espaço inovador com uma série de atividades educativas.

Outro destaque do Comida Invisível durante a Fispal Food Service será a palestra a ser realizada no estande da marca. O conteúdo abordará o olhar do homem que desperdiça e como é possível sair desta estrutura do desperdício por meio de soluções eficientes que reduzem o volume de alimentos descartados.

“Uma das soluções que entregamos para contribuir com a queda deste número, é o aplicativo Comida Invisível, que hoje funciona em Android - e possui uma média de 400 restaurantes cadastrados em São Paulo”, finaliza.

A importância de uma agenda permanente de eventos

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Eventos são ótimos para estimular o turismo e gerar novos negócios. Quanto mais rica a agenda de uma cidade, mais capacidade ela terá para atrair visitantes e movimentar também outros setores da economia. E não há dúvida de que são enormes os benefícios de um cronograma permanente de eventos: criação de postos de empregos, temporários ou não; aumento na ocupação de hotéis e pousadas; locação de espaços; ampliação de gastos de A&B, bebidas e frigobares, festas, reuniões, diversos serviços... Um ciclo de boas-novas, produtividade e geração de recursos para o conjunto da sociedade.

A realização de eventos já se mostrou uma estratégia eficaz para combater a sazonalidade do setor e surpreender com uma boa taxa de ocupação mesmo em períodos de baixa temporada. A rentabilidade proveniente de um evento é capaz de compensar eventuais descontos, dados em função de orçamentos concorrenciais.

O alto investimento de alguns hotéis na construção de espaços para eventos também pode valer muito a pena. Com planejamento adequado, iniciativas do gênero rendem visibilidade, atraindo eventos sociais da comunidade e possibilitando a utilização da área para outras demandas. Eventos de sucesso ampliam a capacidade de contabilizar novos e futuros hóspedes que, ao se sentirem satisfeitos com o serviço prestado, voltarão para lazer ou viagem de negócios. Esses clientes têm potencial para a fidelização e, em médio e longo prazo, farão a diferença na economia da cidade, trazendo mais e mais visitantes.

O investimento na capacitação da equipe também é primordial. Trata-se de um segmento que exige treinamentos regulares, avaliação de performances, busca por resultados e uma equipe de RH que possa disponibilizar candidatos que preencham os requisitos e alcancem bons resultados. Dependendo de tipo e do tamanho do evento, a expertise será um grande diferencial. É preciso encontrar pessoas com boa capacidade de comunicação, ótimo relacionamento social, com possibilidade de viajar a centros geradores de demandas para fazer a captação e realizar encontros técnicos, além de participar de feiras do setor para ampliar o networking.

Na verdade, o setor de eventos é muito abrangente e movimenta grande diversidade de serviços. Tem a sua representatividade para o turismo em geral por atrair turistas nacionais e internacionais que acompanham a agenda de eventos e melhoram o aquecimento do mercado nesses destinos. É um mercado promissor, com potencial infinito de crescimento. Basta nos engajarmos para conquistar mais experiência no segmento, infraestrutura, apoio de empresas e Poder Público  e espaço para realizações.

* Por Alexandre Sampaio, presidente da FBHA

Codificação na indústria de alimentos: como ser sustentável?

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A codificação na indústria de alimentos é um dos grandes desafios enfrentados atualmente. Afinal, estamos falando de uma realidade que a velocidade de produção precisa aumentar, ao mesmo tempo em que a quantidade de informações dos produtos é cada vez maior.

Neste cenário, somado às boas práticas exigidas pelo setor, a eficácia na codificação na indústria de alimentos é vital. É ela que vai garantir maior qualidade e agilidade na cadeia produtiva, melhorando a lucratividade e aumentando a segurança dos itens.

"Enxergar a sustentabilidade em qualquer processo industrial passa por dois fatores: a escolha da tecnologia adequada e boas práticas que estão ligadas à cultura da empresa. Nesses dois fatores, o porte da empresa independe, ou seja, é possível criar processos sustentáveis e ambientalmente amigáveis em empresas e linhas de produção de qualquer tamanho graças às tecnologias que hoje estão disponíveis", complementa João Fortes, gerente de produto da Sunnyvale.

Siga com a leitura e confira algumas dicas do especialista para codificar de forma eficiente e sustentável!

1 - Mudança na cultura interna

Para Fortes, o primeiro passo para melhorar a sustentabilidade nos processos industriais é criar a consciência sobre a importância da atividade nas equipes, além de tornar a produção segura para os operadores dentro das empresas: "isso envolve mudar a cultura, disseminar a informação de que sustentabilidade protege o ambiente de trabalho e, também, pessoas".

A codificação na indústria de alimentos deve partir de uma lógica e de estratégia. Ao mesmo tempo, ela demanda o uso de tecnologias de forma adequada. Portanto, é preciso rever processos e garantir que todos estejam cientes das mudanças que serão adotadas e dos respectivos impactos no negócio.

Só assim é possível manter todos focados nos objetivos e assegurar de que os processos serão realizados de forma correta, segura e sustentável.

2 - Implementação das tecnologias adequadas para a codificação na indústria de alimentos

Falando em tecnologia, a segunda dica está justamente em usá-la para agregar valor sustentável aos processos, mesmo que estejamos falando de pequenas e médias empresas. 

3 - Sustentabilidade deve ser uma atividade global

É importante estar atento ao fato de que a sustentabilidade não deve ser prioridade apenas na codificação na indústria de alimentos ou no processo produtivo. Para alcançar este patamar, é importante enxergar o negócio como um todo, incluindo os destinos que serão dados aos resíduos.

A codificação na indústria de alimentos é uma tarefa que visa melhorar diversos aspectos da produção, que vão desde a gestão do estoque até a segurança dos itens. Portanto, ela precisa ser enxergada e trabalhada de forma integrada para que tenha resultados eficazes e sustentáveis.

Afinal, é este tipo de postura que permitirá otimizar os processos ao mesmo tempo em que se gera mais valor para os consumidores finais!

Tecnologia e inovação na mesa dos brasileiros

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A indústria moageira brasileira, que processou 12,17 milhões de toneladas de trigo em 2018, volume 3,4% maior em relação aos 11,77 milhões relativos a 2017, está pronta para atender de imediato, sem pressão sobre os preços, à demanda do esperado crescimento da economia. Tal condição não se deve somente à atual capacidade ociosa do setor, em torno de 25%, mas também a qualidade da produção, em fábricas modernas e com tecnologia de ponta. São 160 plantas industriais em todo o país.

Consciente sobre a importância dos alimentos à base de trigo, como pães, macarrão, biscoitos, bolos, tortas salgadas e doces e sobremesas, presentes em 100% dos lares brasileiros e fundamentais para a composição da cesta básica da população, os moinhos têm investido em tecnologia e produtividade, mesmo num ambiente econômico e de mercado de estagnação. Por isso, estão preparados para atender não apenas ao crescimento do consumo, como à produção de farinha para responder à diversificação dos produtos na indústria de panificação e de alimentos em geral. 



A Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo), representante do setor e elo entre o campo e a indústria de transformação, aborda a tecnologia do setor como uma de suas prioridades. Nesse sentido, incluiu seu fomento no projeto da Política Nacional do Trigo (PNT), entregue ao Governo Federal no início deste ano.

No tocante às políticas públicas com impacto no aporte tecnológico, a PNT preconiza a desoneração de impostos para o desenvolvimento de P&D por parte da iniciativa privada e setor público. Sugere, também, a eliminação dos entraves que hoje enfrentamos nos processos de intercâmbio técnico-científico com entidades internacionais. Defende, ainda, a inclusão da cadeia produtiva do trigo como um dos setores prioritários para fomento tecnológico. As propostas seguem uma linha moderna, sintonizada com as mudanças pelas quais os mercados nacional e internacional vêm passando.

Inovação e tecnologia são marcas da indústria moageira de trigo, em respeito à qualidade dos alimentos e aos consumidores brasileiros.

* Por Dr. Rubens Barbosa, presidente-executivo da Abitrigo - Associação Brasileira da Indústria do Trigo.