Food Connection faz parte da divisão Informa Markets da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Sitemap


Articles from 2017 In April


Marca própria de vinho: prós e contras do investimento

Marca própria de vinho: prós e contras do investimento

As marcas próprias estão em evidência pelos motivos mais diversos, que vão desde a acessibilidade para o consumidor em busca de preços mais atrativos, à estratégia em expandir a participação da empresa no mercado.

No caso de vinhos, sequer podemos chamar a tendência de novidade, uma vez que estabelecimentos de todos os segmentos e portes já apostam na produção de um selo próprio há algum tempo.Acontece que, no setor varejista, muitas dúvidas podem surgir quando o assunto é o desenvolvimento de marcas próprias da bebida para encantar o consumidor. Confira, neste artigo, as vantagens desse tipo de investimento.

Vale a pena ter uma marca própria de vinho?

O setor varejista já está de olho em possibilidades de inovar e atrair para a sua marca consumidores ativos no aumento de consumo de vinho.Afinal, pesquisa recentemente divulgada pela Kantar Worldpanel apontou que 31,1 milhões de lares brasileiros fizeram uso de produtos de marcas próprias nos supermercados em 2015 -  500 mil a mais em relação ao ano de 2014.

Ou seja: mais empreendedores estão atentos às mudanças do mercado, visando adaptar os seus produtos para atrair novos consumidores e, ainda, expor a sua marca com itens que ajudem a agregar mais valor ao seu negócio.Para Carlos Cruz, diretor do IBVendas (Instituto Brasileiro de Vendas), trabalhar com marcas próprias pode ajudar a “desenvolver mais o seu próprio negócio e até mesmo garantir a redução de custo na produção do vinho”.Com isso, a empresa poderia desfrutar de resultados melhores com o tempo. O desafio, entretanto, está em atrair o consumidor e em se diferenciar no segmento, que ainda está em expansão no Brasil.

Por isso, muita cautela é necessária ao pensar no investimento de marcas próprias de vinho.

O que levar em consideração ao investir em marcas próprias?

Se, por um lado, a exposição de marca é um atrativo e tanto, o contraponto dessa balança de oportunidades fica por conta do pouco conhecimento do consumidor sobre vinhos, ainda, da mesma maneira que o desafio está em abrir mercado com um produto novo.

O interesse do consumidor em adquirir produtos com bom custo/benefício, no entanto, pode ser uma excelente janela de oportunidade para o setor. Por isso, a empresa deve fazer parcerias para que as suas necessidades e objetivos sejam atendidos.“O varejista deve encontrar especialistas que auxiliem a produzir seus rótulos próprios. Para isso, é importante criar um canal de desenvolvimento para obter todas as garantias de que o vinho terá a qualidade pretendida”, esclarece Cruz, que também aponta a relevância em contar com uma equipe que trabalhe tanto com a importação dos produtos quanto com a geração de demanda.

As marcas próprias são convenientes para o varejista?

Embora o custo de produção possa ajudar a reduzir gastos no setor, o varejista deve encontrar desafios múltiplos em inserir um produto novo no mercado. Cruz acredita que o empreendedor deve colocar na ponta do lápis os gastos. “Deve-se ter claro quanto custo desenvolver esse produto. Para o pequeno varejista pode ser arriscado e caro, não valendo a rentabilidade desejada”, diz.

Assim, as marcas próprias podem ser uma alternativa interessante, desde que você entenda que existem diversas oportunidades de mercado a serem exploradas no segmento, bem como riscos, que devem ser analisados até que você tome a sua decisão.

raio-x-vinho

Como fidelizar clientes mesmo com baixo investimento em marketing

É possível fidelizar clientes mesmo com baixo investimento em marketing

Atrair e fidelizar clientes devem ser duas premissas básicas para gerar lucro em qualquer estabelecimento de alimentação fora do lar. Para realizar essas ações, os gestores precisam investir em marketing de atração de novos clientes e fidelização de clientes já existentes.

No entanto, os investimentos em marketing precisam estar adequados à realidade de cada empresa e, sabemos que, normalmente, em estabelecimentos de alimentação fora do lar de pequeno porte o orçamento é baixo para esse tipo de ação. Mas isso não deve ser motivo para ficar parado.

Isso porque as ações de fidelização, geralmente, são mais baratas do que as campanhas publicitárias na busca de novos clientes, afinal o investimento naquele consumidor que já conhece a qualidade dos serviços irá gerar um marketing naturalmente positivo, visto que ele atrairá amigos e familiares, além de ter o seu próprio ticket médio aumentado ao consumir mais no estabelecimento.

Quer valiosas dicas sobre como fazer o investimento certo para continuar fidelizando clientes mesmo com baixo orçamento? Acompanhe este artigo!

O que significa a fidelização para o ambiente da alimentação fora do lar?

O processo de fidelização é a busca incessante de todo empreendimento (seja qual ramo de atividade for) que tenha como objetivo fazer com que o cliente volte a consumir o produto ou serviço oferecido.

Matheus Lessa, consultor de bares e restaurantes, diz que “apesar da fidelização parecer uma tarefa simples, ela não é nada fácil, já que é cada vez mais crescente o número de opções dentro do ramo”. Se destacar é uma tarefa que demanda empenho, treinamento, vantagens e, principalmente, resultados.

Para convencer um cliente a voltar mais vezes ao estabelecimento, nada melhor do que torná-lo especial. Ao se sentir o tratamento diferenciado, ele se tornará fiel ao que você oferece. “A fidelização mantém o cliente fiel a sua marca e seus valores, satisfazendo suas necessidades e mantendo (e até elevando) o giro e os lucros do seu negócio”, afirma Lessa.

Mas qual é o segredo para fidelizar? Ser competitivo no preço já resolve?

Certamente oferecer um bom preço pode ser uma ótima forma de fidelização, no entanto, não é apenas pelo preço que seu negócio torna-se competitivo, existem várias outras formas de se diferenciar da concorrência.

Para Lessa, a fidelização pode acontecer de várias maneiras. “Um atendimento bem feito, a oferta de um prato exclusivo, um menu variado e até um simples cartão de cortesia após um determinado número de visitas são ótimas opções. O ponto chave para o sucesso da fidelização é a mão dupla”, garante.

A fidelização precisa ser conduzida para que seja prazerosa e vantajosa tanto para o cliente quanto para o gestor do estabelecimento. Ambos precisam ser beneficiados com um bom plano de fidelização.

Além disso, criar ações de marketing utilizando Facebook, Instagram ou e-mail marketing, além de terem custo baixo, são ferramentas poderosas de divulgação para qualquer ação, inclusive para os planos de fidelização.

Programas de fidelidade x pontos para descontos

Certamente tanto os programas de fidelidade quanto os pontos para conseguir descontos são ótimas formas de fidelizar clientes nos estabelecimentos fora do lar. Mas qual é melhor? Qual trás mais vantagens?

É complicado sinalizar qual a melhor ou pior”, diz Lessa, para quem a viabilidade de qualquer fidelização é o estudo de viabilidade, com a possibilidade de parcerias, regulamento, treinamentos, divulgação e prazo pré-definido.

Se todas essas etapas forem muito bem estudas lhe garanto que você encontrará o perfil que melhor se enquadra sua realidade."

Oferta de combos é uma boa alternativa de fidelização

Os combos são uma ótima alternativa de fidelização. Quem não se sentiria mais inclinado a obter alguma vantagem quando fosse investir em alimentação?

Cada vez mais nos deparamos com ações do tipo: peça quatro chopes e ganhe uma porção de batata frita, ou na compra do hambúrguer super o refrigerante de 500 ml fica por nossa conta”, exemplifica.

Para isso, o co-branding (parceria entre empresas com o mesmo público alvo para um bem comum) pode ser uma ótima opção para alavancar os planos de fidelização e, consequentemente, enfrentar a crise. “Ações como essas podem ser realizadas em parcerias com as cervejarias ou fornecedores de refrigerantes” exemplifica.

Para isso é fundamental estudar os valores de investimento e de retorno das ações de combos ou qualquer outra promoção no seu estabelecimento.

Treinando a equipe: uma forma de fidelização silenciosa e muito eficaz

O treinamento da equipe de atendimento dentro do restaurante é um fator crucial para o sucesso do negócio. Um bom atendimento gera mais gorjetas, menos retrabalho e, claro, o elogio do cliente que tende a voltar. É ou não é um ótimo “programa de fidelização”?

"A partir do momento que o seu atendimento é diferenciado dos demais locais, o seu estabelecimento começa a criar de maneira inconsciente um padrão na mente do seu cliente”. Com isso, se torna muito mais difícil para o cliente trocar o certo pelo duvidoso.

Maiores desafios em manter os clientes fidelizados

Qualquer estabelecimento de alimentação fora do lar que atingiu o sucesso só se mantem no alto se tiver um padrão muito forte dentro da sua gestão.

Assim, o grande desafio dos negócios no segmento é manter o padrão de atendimento, pratos, bebidas e ações de marketing que os levarão ao sucesso nessa jornada.

Por isso, ao criar qualquer sistema de fidelidade tenha sempre uma data de início e final de ação, para que não só seja mais valoroso para o seu cliente obter as vantagens desse período, como também que será mais tranquilo manter o padrão de execução. Priorize a  eficiência.

Por fim, sempre tente buscar novos clientes, mas cuide muito bem da fidelização dos clientes já existentes. Eles podem ser ótimos propagandistas do seu negócio.

De segurança alimentar a redução de custos: veja os benefícios da embalagem por atmosfera para carne

De segurança alimentar a redução de custos: veja os benefícios da embalagem por atmosfera para carne

Por lidar diretamente com a qualidade e validade dos produtos cárneos fatiados, como presuntos e derivados, as embalagens utilizadas na indústria alimentícia estão constantemente sujeitas à inovação e aprimoramento tecnológico. As embalagens em atmosfera modificada, também chamadas simplesmente de embalagens por atmosfera, são ótimos exemplos dessa situação.

Por serem desenvolvidas com foco não apenas na conservação do produto em si, mas também na manutenção de sua qualidade sensorial e aspecto fresco, sem modificação de cor ao longo dos dias de prateleira, as embalagens em atmosfera modificada têm recebido cada vez mais atenção - tanto dos frigoríficos quanto dos distribuidores e varejistas.

Entendendo a tecnologia por trás das embalagens por atmosfera

O sistema de embalagem por atmosfera modificada é uma tecnologia resultante de uma dissertação de mestrado da USP (Universidade de São Paulo) de Piracicaba (SP). Segundo Anna Cecília Venturini, idealizadora e responsável pelo estudo, tecnologias similares já são práticas comuns em outros países mas, no Brasil, as tentativas até então fracassaram por falta de incentivo científico.

"Os frigoríficos rejeitaram o sistema e concluíram que ele não servia para o nosso clima. Mas o que faltava era sua otimização."

Na prática, o funcionamento da embalagem por atmosfera é bem simples: por meio de um equipamento específico, todo oxigênio no interior da embalagem (revestida por plástico resistente) é removido e em seguida substituído por CO2 (dióxido de carbono, ou gás carbônico) puro, que serve como inibidor bacteriológico - ou seja, impede o crescimento de novos micro-organismos, especialmente bactérias.

Após o procedimento, as embalagens são estocadas em câmara fria à temperatura de refrigeração de aproximadamente 4°C.

Benefícios das embalagens em atmosfera modificada em embutidos cárneos fatiados

A base tecnológica e científica das embalagens por atmosfera é, certamente, interessante. Mas afinal, para produtores e comerciantes interessados em redução de custos e qualidade dos seus embutidos cárneos fatiados, quais são as vantagens dessa tecnologia?

Prolongamento da vida de prateleira: segundo os distribuidores dessa tecnologia, a shelf-life (vida de prateleira) dos embutidos cárneos embalados com atmosfera modificada passam de dois dias para até duas semanas, dependendo das condições de refrigeração.

Segurança alimentar: como a atmosfera do produto é modificada para altas concentrações de dióxido de carbono (agente bacteriostático) e o plástico é inviolável, os produtos são altamente seguros do ponto de vista sanitário.

Maior rendimento: praticamente todo o processo é automatizado e, portanto, não há desperdício consequente de operação humana.

Preservação sensorial: como não há degradação bacteriológica do produto, sua qualidade sensorial é mantida durante todo o período de estocagem.

Preservação da cor: um defeito comum de produtos cárneos armazenados por muito tempo é o surgimento de uma coloração roxa, decorrente da degradação do produto pelo oxigênio. A tecnologia de embalagem por atmosfera elimina este problema, já que o produto não entra em contato com o oxigênio.

Redução dos custos: devido todas as vantagens citadas, pode-se afirmar com certeza que as embalagens por atmosfera são ótimas alternativas para redução de custos de produção, uma vez que os produtos não precisam ser repostos com tanta frequência, o rendimento é maior e a qualidade do produto é garantida (o que aumenta as vendas).

Além dessas vantagens, vale destacar que os equipamentos utilizados no processo geralmente possuem um sistema inovador de drenagem de líquidos, e as embalagens são projetadas para suportar empilhamentos, dado sua resistência e design.

Tudo isso, é claro, contribui muito para o transporte das embalagens por atmosfera modificada.

Solução para pequenos e médios supermercados

Um problema comum no sistema de distribuição de carnes em geral, mas especialmente presente em pequenos e médios supermercados, é a manipulação excessiva das carnes - o que, além de aumentar as perdas decorrentes de cortes e transportes inadequados, só aumenta o risco de contaminação do alimento.

Como no procedimento de embalagem por atmosfera o produto já chega ao supermercado totalmente embalado, pronto para ser vendido, pode-se dizer que este problema também é eliminado.

Além disso, com as tecnologias disponíveis hoje no mercado também é possível trabalhar com produtos congelados e em pequenas porções, o que torna o investimento viável até para frigoríficos de pequeno porte.

Futuras inovações

Apesar das embalagens por atmosfera apresentarem uma série de benefícios para o mercado brasileiro de carnes e embutidos, vale ressaltar a importância do investimento em inovação e pesquisa.

Afinal, como afirma a responsável pelo mestrado que deu origem à tecnologia, Anna Cecília:

“Embora a qualidade da carne in natura seja assunto exaustivamente estudado pelos cientistas de carne, futuras pesquisas são certamente necessárias para a compreensão de diferentes aspectos chaves que continuam sem esclarecimentos. Por ora, concluímos que sistemas de embalagem afetam diversos parâmetros de qualidade de carne, porém é necessária a compreensão dos mecanismos bioquímicos específicos ligados às alterações no produto, permitindo projetar estratégias e tecnologias mais eficazes na conservação dos atributos desejáveis ao consumidor.”

E você, qual é a sua opinião sobre a necessidade pesquisas científicas para o melhoramento da indústria brasileira?

Compartilhe este texto nas redes sociais e nos ajude a propagar informações relevantes e de qualidade para os profissionais da cadeia de proteína animal.

Como inovar no cardápio do seu restaurante: veja dicas práticas

Já pensou em inovar no cardápio do seu restaurante? Saiba por onde começar

Se fizéssemos uma enquete entre empresários de sucesso do ramo de alimentação fora do lar para eleger a maior riqueza em um bar ou restaurante, independentemente de seu porte ou clientela alvo, certamente a importância do cliente fiel seria uma das respostas primeiras respostas.

Isso acontece, pois segundo Steve Denning, autor de "A linguagem secreta da liderança", toda empresa que mantém o foco na fidelização do seu cliente, ou no que ele denomina “encantamento de clientes”, terá uma verdadeira equipe de propagandistas a sua disposição, que levarão a marca a um patamar superior. Esses clientes, com seu potencial de engajamento, funcionam como bons marqueteiros na atração de novos clientes, disseminando a boa imagem da marca.

E uma das melhores formas de fidelizar clientes é oferecendo um ótimo cardápio, já que, quando o assunto é alimentação, um bom prato é meio caminho andado para o encantamento.

Contudo, sabemos que há estabelecimentos que nunca ou pouco alteraram os pratos dos cardápios, passando a sensação de acomodação e dando margem ao cliente enjoar do que é servido diariamente, fazendo com que ele busque opções diferentes em estabelecimentos concorrentes de alimentação fora do lar.

Dessa maneira, chegamos ao ponto-chave deste artigo: uma eficiente forma de fidelizar clientes é inovando no cardápio e oferecendo novos (e saborosos) pratos.

Para nos ajudar com dicas para a inovação do cardápio, entrevistamos Thiago Bañares, chef e proprietário do Tan Tan Noodle Bar. Acompanhe!

Como inovar no cardápio de um restaurante?

O menu é considerado um potente e silencioso vendedor com grande capacidade de fidelização, que, se bem otimizado e precedido de uma inovação bem fundamentada, pode fazer as vendas atingirem altos patamares. Porém, segundo Bañares, é importante considerar alguns aspectos nesse processo de inovação.

A primeira consideração para inovar o menu de um estabelecimento é entender que tipo de estabelecimento de alimentação fora do lar estamos tratando. “Um restaurante de cozinha contemporânea vive da inovação do menu, baseados em estudos e técnicas, porém um restaurante de cozinha clássica italiana não conspira para isso. Uma das formas de inovação nesse sentido seria o resgate de receitas clássicas muitas vezes não exploradas”.

Posto isso, o chef complementa que, em seguida, deve-se analisar o tipo de clientela e a sazonalidade dos ingredientes. “Restaurantes tendem a ter clientelas muito diferentes, de habitues aos estrangeiros de passagem”, diz.

Assim, o mais importante é fazer um planejamento com antecedência, pois isso demanda um custo que, se mal calculado, pode levar o restaurante a um efeito colateral como o aumento do CMV(custo de mercadoria vendida), falta de padrão e falta de treinamento.

A inovação no cardápio está aberta a todos?

Todo estabelecimento de alimentação fora do lar, independentemente do seu tamanho, do faturamento ou do reconhecimento dos clientes, pode promover inovação no cardápio para fidelizar ainda mais a clientela.

Seria um ignorância dizer que existe algum tipo de bar ou restaurante que não se permite inovação no menu”, garante Bañares. Seja simples e clássico, informal ou contemporâneo, será a criatividade do administrador, do chef e dos demais colaboradores que valerá nesse momento, além de um claro estudo prévio.

Apesar de todos os estabelecimentos poderem inovar, não existe um caminho secreto, apenas muito estudo aliado a uma gestão muito eficaz do estabelecimento. Por isso, vale ressaltar que que cada número do restaurante é importante, sendo fundamental mapear todos os custos da operação. "Tais números servirão como filtros e orientadores de quem planeja a inovação”, complementa.

Quanto custa inovar no cardápio?

Com sua vasta experiência no ramo, Thiago Bañares cita que existem dois tipos de custo. O primeiro refere-se ao treinamento de equipe que em algum momento terá que dispensar seu tempo de expediente para tal, além do desperdício de matéria-prima na troca de menu, controle e adequação do estoque.

Já o segundo custo acontece de forma indireta e refere-se a insatisfação dos clientes mais conservadores e que muitas vezes gostam de determinado prato que foi trocado no cardápio. Afinal, a satisfação do consumidor diante da inovação nunca atingirá o patamar de 100%.

Além disso, a inovação do cardápio do restaurante não se relaciona somente com a troca de ingredientes, afinal, com os mesmos ingredientes será possível inovar e criar novos pratos, basta fazer uma nova combinação ou utilizar um tipo diferente de preparo dos pratos.

Qual linha seguir para a inovação?

Muitos administradores de bares e restaurantes já estão totalmente cientes da importância da inovação do cardápio dentro do seu estabelecimento de alimentação fora do lar, porém muitos não sabem qual linha de inovação seguir.

Deve-se escolher um prato que todo mundo gosta ou apresentar algo que represente o estabelecimento? Segundo o chef, deve haver um equilíbrio entre os carros-chefe do menu e pratos/bebidas que traduzam o conceito do estabelecimento. “Isso é importantíssimo para se atingir o objetivo de mudar o menu e fidelizar o cliente através da oferta de novos pratos no cardápio”, finaliza.

7 itens necessários a um sistema de tratamento de resíduos de frangos em abatedouros

7 itens necessários a um sistema de tratamento de resíduos de frangos em abatedouros

Mesmo sendo considerado uma das maiores potências na produção, consumo e exportação de carnes de frango, o Brasil ainda dá os primeiros passos no tratamento e reaproveitamento de resíduos gerados nos abatedouros. Por muito tempo, esses produtos foram considerados despejos não reaproveitáveis economicamente que deveriam ser eliminados.

Quer saber mais sobre tratamento de resíduos? Credencie-se na TecnoCarne 

Com a atual mudança dessa percepção, é importante ter um plano de tratamento de resíduos, que deve ser realizado em locais isolados e separados fisicamente das instalações onde os produtos destinados ao consumo humano são manipulados. Para decidir qual o tipo de tratamento deve-se considerar dois fatores:

  1.  Disponibilidade de área: independentemente do método escolhido para o tratamento dos resíduos, será necessária a construção de instalações específicas;
  2. Grau de remoção de poluentes requerido: quanto maior for a concentração de resíduos, mais rígido deve ser o tratamento.

Normalmente, o sistema de tratamento de resíduos de frangos em abatedouros possui:

  1. Dispositivo para coleta de penas, ao final da calha da seção de depenagem;
  2. Dispositivo para coleta de vísceras, ao final da calha da seção de evisceração e preparo da carcaça;
  3. Dispositivo para coleta de sangue, ao final da calha da seção de sangria;
  4. Unidades de tratamento biológico;
  5. Caixa de reunião de despejos, seguida de canal provido de telas finas,
  6. Caixa de retenção de areia, seguida de calha Parshall;
  7. Caixa de retenção de gordura.

Vale lembrar que como a construção dessas unidades demanda conhecimentos técnicos de engenharia, o mais recomendado é procurar uma empresa especializada na construção de sistemas para tratamento de resíduos gerados em abatedouros de frangos.

Mercado de alimentação saudável desponta como oportunidade de negócio

alimentos-saudaveis-crescimento-mercado-fispal-tecnologia

A busca pela saudabilidade está ganhando cada vez mais espaço na sociedade brasileira e na indústria de alimentos e bebidas nacional. No ano passado, o mercado de alimentos e bebidas saudáveis alcançou R$ 93,6 bilhões em vendas, o que colocou o Brasil na quinta posição do ranking dos gigantes desse setor. Entre todas as categorias do segmento, a de orgânicos foi a que teve o maior avanço dos últimos cinco anos: 18,5%. Os dados são de um estudo da agência de pesquisas Euromonitor Internacional, publicado em fevereiro deste ano.

Para se ter uma ideia, nos últimos cinco anos, as vendas de alimentos naturais avançaram a uma taxa média de 12,3% ao ano, enquanto no resto do mundo o percentual ficou em torno de 8%. E a previsão é a de que o mercado brasileiro de produtos saudáveis cresça anualmente 4,4% até 2021.

Diante desse cenário, a Superbom, empresa especializada na fabricação de produtos saudáveis, tem se destacado por produzir itens voltados para alimentação saudável, isentos de glúten, lactose, corantes e aromatizante artificiais. Fundada com o viés da saudabilidade por seguir os preceitos da Igreja Adventista, a companhia é uma das pioneiras desse setor, com mais de 100 produtos de fabricação própria, como sucos 100% naturais.

“Pautamos o nosso trabalho a partir de estudos de mercado que nos indicam a melhor forma de aplicarmos o conceito da saudabilidade. Além disso, ouvimos bastante o nosso SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), que serve como uma boa fonte do que o consumidor busca e ainda não encontra”, afirma David Oliveira, gerente de marketing da Superbom.

Para aproveitar o aumento da demanda por esse tipo de produto, a empresa pretende lançar novos produtos em 2017, como um queijo vegano, feito a partir da batata. Isso porque, embora a crise tenha impactado de forma geral os negócios, o mercado de produtos saudáveis tem sofrido menos do que o de alimentos convencionais.  Segundo o relatório “Tendências Mundiais de Alimentação e Bebidas 2017”, elaborado pela agência de pesquisas Mintel, quatro em cada cinco brasileiros estão dispostos a gastar mais se o alimento tiver maior valor nutricional. O documento revela ainda que 79% dos entrevistados já substituem produtos convencionais por outros mais saudáveis,44% dão preferência a produtos sem corantes artificiais e 24% dos adultos brasileiros comeriam mais grãos integrais, como linhaça e quinoa, se soubessem como utilizá-los no dia a dia.

Rastreabilidade diminui burocracia na movimentação da proteína animal em produtores

Rastreabilidade diminui burocracia na movimentação da proteína animal em produtores

Em 2002, o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), via Instrução Normativa nº 1, instituiu a rastreabilidade para produtos bovinos e bubalinos. O SISBOV (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina) regulamenta, normaliza e supervisiona as etapas de identificação e registro individual do rebanho nacional e credenciamento de entidades certificadoras.

Quer saber mais sobre rastreabilidade? Credencie-se na TecnoCarne.

A rastreabilidade é um conjunto de medidas que possibilitam controlar e monitorar todas as movimentações nas unidades de entrada e de saída, fornecendo informações aos consumidores, assegurando que apenas produtos de qualidade e permitidos entrem no sistema, além de localizar falhas e permitir o retorno de produto suspeito numa base precisa.

Segundo o professor titular da área de Automação da Poli/USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), Eduardo Mário Dias, a rastreabilidade desburocratiza processos e garante a segurança do lacre de contêiner que sai do frigorífico. “O que antes era anotado em papéis e podia se perder, mais as verificações de documentos, agora é digitalizado.”

O código de rastreabilidade corresponde ao número do estabelecimento de abate (SIF), data de abate, número do lote, sexo e idade aproximada do animal. Por exemplo, caso os números do código sejam “0337-12/11/98-01-1-2”; 0337 identifica o estabelecimento do abate; 12/11/98 quer dizer: 12 de novembro de 1998, a data do abate. “01” é o número do lote; “1” indica o sexo do animal (“1” para machos e “2” para fêmeas). “2” indica a idade aproximada do animal (1 - animais até 2 anos com dente de leite, 2 - animais até 3 anos com 2 a 3 dentes permanentes, 3 - animais até 4 anos com 6 a 8 dentes permanentes).

Revitalização de locais é oportunidade para estabelecimentos

Veja como a revitalização de locais pode ser oportunidade para estabelecimentos de alimentação for a do lar

Pensando em abrir um bar ou restaurante onde antes funcionava um teatro, uma oficina mecânica ou qualquer outro estabelecimento não relacionado à alimentação? Ou em reabrir um local famoso por algum prato ou bebida? Dica do CEO do Grupo Vegas, Facundo Guerra: “Mais importante do que a arquitetura é como você vai preencher aquele local com algo relevante”.

Guerra sugere que quem for montar um negócio deve contar uma história, além de estudar a história daquele local e se perguntar por que ele existiu e como fazer para voltar a ser relevante. “É mais fácil redimensionar uma história já contada do que ter uma folha em branco, começar do zero”, afirma. “Sem história, dificilmente o cliente vai criar empatia ou fidelidade”.

Produzida durante a feira Fispal Food Service, em 2016, a websérie é composta por 10 vídeos atualizados mensalmente no canal de conteúdo da feira e também no nosso canal do Youtube. Clique agora e entenda como melhorar os resultados do seu estabelecimento de alimentação fora do lar.

Pequeno varejista: como aumentar o ticket médio vendendo vinho?

Pequeno varejista: como aumentar o ticket médio vendendo vinho?

À medida que o mercado de vinhos ganha mais popularidade, cresce a necessidade em entender para onde o setor está se desenvolvendo e como o consumidor está se comportando com esse crescente interesse.

Para quem trabalha no varejo e tem dado mais atenção ao repertório de vinhos em seu ponto de venda, essa compreensão deve ser um alinhamento em todas as pontas do seu fornecimento de produtos, visando atrair e fidelizar mais clientes e aumentar seu ticket médio.

O caminho para essa realização, entretanto, esbarra em uma série de aspectos – todos dos quais daremos atenção neste artigo. Confira!

Pense menos em metas e mais no cliente

Hoje em dia, a experiência do consumidor tem valido tanto ou mais do que a venda em si. Em parte, isso se deve ao fato que fidelizar alguém que já conhece o seu negócio é uma estratégia mais em conta do que atrair novos clientes.

Mas é também um bom reflexo e como o consumidor tem se comportado com as marcas que ele se relaciona. Por meio da internet, ele passou a ficar mais informado e, no setor de vinhos, a sua equipe de vendas e atendimento deve ajudar a complementar o seu conhecimento.

“Para aumentar o ticket médio, é importante identificar a necessidades que aquele cliente em especial possui”, diz o diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas), Carlos Cruz, que também detalha a relevância dessa estratégia.“Às vezes, um cliente já sabe o que quer, mas outros pedem sugestões ao sommelier. E, quando o profissional identifica as necessidades da pessoa, consegue recomendar rótulos dentro daquilo que o consumidor tem na cabeça, seja dentro do orçamento ou da ocasião”.

Cruz também acredita que esse tipo de atenção do mercado varejista pode se desmembrar para que o vendedor realize um cross-selling, podendo complementar de maneira qualitativa a necessidade exposta pelo consumidor ou identificada pelo profissional.

É o caso, por exemplo, de um evento no qual o consumidor deseja um vinho tinto. Ao entender melhor o perfil do consumidor, os profissionais podem aumentar o ticket médio ao oferecer outro rótulo para acompanhar a sobremesa.

Outra dica para aumentar o ticket médio com vinhos é por meio do up-selling: a indicação de um vinho similar ao buscado pelo cliente, mas com um custo maior, ou mesmo incentivá-lo a levar mais unidades do mesmo rótulo quando existe uma boa oferta de valor.

Para isso, entretanto, vale a construção gradativa de confiança que a sua equipe vai gerar com os clientes. A recomendação, com o tempo, se torna mais valiosa.Consequentemente, a empresa pode aumentar o seu ticket médio visando especialmente a qualidade no atendimento. Gerar uma experiência mais rica, portanto, é mais benéfico do que forçar um tipo de produto que nada condiz com o perfil de um cliente.

Trabalhe o produto e gere experiências

No varejo – e no setor de vinhos, em especial –, aumentar o ticket médio pode ser complementado ao agregar mais valor aos produtos expostos.

E isso vai além do mero destaque decorativo para exibir os produtos. Carlos Cruz relata que “com a degustação, o consumidor cria a percepção de que pode ter um experiência mais rica com um vinho melhor”. Reside, aí, a relevância em gerar uma experiência que agregue mais valor ao próprio produto, e que será reforçada por uma boa argumentação de venda.

Valorize o produto e alinhe-o às necessidades do cliente

Como a degustação de vinhos já atua como uma verdadeira experiência, o varejo pode se apoiar nessa qualidade para aumentar o ticket médio.Faça mais eventos, interaja com o consumidor e conheça-os, oferecendo produtos que podem ser consumidos em combinação com outros elementos, como patês, chocolates e outras receitas elaboradas. E isso sempre em alinhamento com o perfil do cliente:“Aquela pessoa está acostumada a comprar um vinho mais acessível? Tente fazê-lo levar em uma quantidade maior? Ele valoriza a qualidade do produto? Então, gere valor agregado”, sugere Cruz, que reforça a importância em entrar na mente do consumidor:

“Conheça o cliente e alinhe isso à sua estratégia de venda. Olhe para ele não como um passo a mais para bater a sua meta, mas para solucionar o problema dele, em primeiro lugar”.

Dessa maneira, o varejo pode ganhar muitos pontos para aumentar o ticket médio. 

raio-x-vinho

Segurança alimentar: conheça as normas na produção de alimentos

seguranca-alimentar-normas-fispal-tecnologia

A operação comandada pela Polícia Federal, que ganhou o nome de “Carne Fraca”, abriu um amplo debate sobre a segurança alimentar no Brasil. Embora os cuidados com a higiene, a conservação e a manipulação dos alimentos não seja algo novo, a venda de carne adulterada por frigoríficos chamou a atenção da população, que anda mais atenta aos rótulos e a procedência dos alimentos.

Para a professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Federal de Santa Catarina, Suzy Cavalli, “boa parte da população desconhece a composição, os ingredientes e a procedência de diversos alimentos industrializados. Inúmeras indústrias acrescentam aditivos, açúcares e gorduras em percentuais não recomendados pelas organizações internacionais de saúde”, explica. A especialista ainda lembra que, embora uma produção de alimentos ambientalmente sustentável e saudável seja um direito, a realidade mostra que é preciso investir em um novo modelo de orientação para a produção, comercialização e industrialização dos alimentos.

Com o debate aberto, a população tende a questionar mais a indústria e os órgãos de fiscalização, por isso, é preciso estar atento aos cuidados da produção de alimentos para não perder a confiança do consumidor e, principalmente, o mercado.

Para saber mais sobre a segurança alimentar e sua importância no setor industrial, confira!

O que é a segurança alimentar?

Para que os alimentos cheguem ao mercado e possam ser consumidos de forma saudável, é preciso afastar uma série de riscos, que podem ter origem biológica, química ou física.

Fungos, bactérias, vírus, pedaços de metal, plástico ou cacos de vidro, presença de componentes como metais pesados, agrotóxicos, antibióticos e hormônios podem colocar em risco a saúde humana. Por esse motivo, a segurança alimentar estabelece uma série de normas específicas, voltadas à produção, transporte e armazenamento de alimentos visando mantê-los adequados ao consumo. De certa forma, a maior parte dessas regras é internacionalizada para que atenda não somente às condições sanitárias, mais também as comerciais que envolvem a alimentação.

Normas

Para garantir a implementação da segurança alimentar no mundo, uma série de normas são aplicadas pela indústria. Algumas das principais são:

HACCP

O sistema APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle), que vem da sigla original em inglês HACCP (Harzad Analisys and Critical Control Points), teve sua origem na década de 1950 na Grã Bretanha. Trata-se de uma das principais normas de segurança alimentar que dispõe sobre todas as etapas do processo de produção industrial.

BRC para a segurança de alimentos

A Norma Global BRC para Segurança de Alimentos – publicada originalmente em 1998 - está, agora, em sua sétima versão. A norma é voltada aos fabricantes de alimentos e contém requisitos para um sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle de acordo com o Codex Alimentarius, um sistema de gestão de qualidade e controle documentado de normas, produtos, processos e pessoas do ambiente fabril.

FSMA- Food Safety Modernization Act

O Food Safety Modernization Act - FSMA (Lei de Modernização da Segurança de Alimentos, em tradução livre) do FDA é uma lei assinada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em 04 de janeiro de 2011, que também vem sendo utilizada com referência pela indústria mundial.

ISO 22000

Trata-se da norma que embasa a certificação ISO 22000 e é aplicável a todas as organizações, atravessando a cadeia de fornecedores, do campo à mesa.

SMETA 4 pilares

A metodologia SMETA-4 pilares foi desenvolvida pela AIM (Association des Industries Marque) com o objetivo de atender às necessidades das organizações de bens de consumo. Essa norma vai além das exigências padrão da auditoria SMETA, e dá destaque às questões ambientais e à integridade dos negócios.

Segurança alimentar: uma questão dinâmica na indústria

Mesmo que a indústria e os órgãos reguladores trabalhem para que a produção e o processamento garantam alimentos saudáveis e seguros, a inexistência de riscos é praticamente uma utopia. Por isso, é preciso encarar a implementação da segurança alimentar como um processo dinâmico, que envolve não apenas toda a cadeia de produção, como, também, fornecedores, agricultores e até consumidores.

A crescente preocupação com a segurança alimentar vem gerando novas metodologias de fiscalização, visando sempre à prevenção. Por isso, é preciso estar atento e implementando constantes mudanças para atender as normas de regulação e promover uma relação de confiança com o consumidor.

Quais as medidas de segurança alimentar que você considera imprescindível para a indústria? Compartilhe a informação nas redes sociais!