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Sabia que açougue pode fechar por má manutenção de balcão refrigerado?

Sabia que açougue pode fechar por má manutenção de balcão refrigerado?

Por muitas vezes os balcões refrigerados deixam de atender as necessidades do açougue ou supermercado. Isso resulta em riscos que podem afetar o funcionamento do próprio balcão e até em riscos sérios à saúde humana; balcões refrigerados não higienizados e limpos corretamente são um prato cheio para a contaminação de produtos neles expostos.

Tanto o gerente de pós-venda da Gelopar, Sergio Jash, quanto o gerente técnico da Refrigeração Modelo, Valdeci Gonçalves, afirmam que o conglomerado de sujeira e os restos animais são elementos que aumentam o risco da proliferação de bactérias. E com a limpeza ineficiente, há o risco de o balcão ter sua vida útil reduzida, devido aos danos irreversíveis que o equipamento pode sofrer. Nestes contextos, a manutenção preventiva do equipamento é ação fundamental.

A conservação e refrigeração incorretas das carnes e derivados presentes nos balcões refrigerados podem resultar em sérias sanções ao supermercado ao açougue. No Brasil, os órgãos responsáveis pela fiscalização destes equipamentos de refrigeração são as vigilâncias sanitárias municipais e estaduais. Estas seguem toda a recomendação imposta pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Durante o processo de fiscalização, a Vigilância pode usar denúncias anônimas para identificar os estabelecimentos que não estão cumprindo com a regra de conservação dos alimentos. E caso o estabelecimento não atenda aos requisitos previstos na legislação, medidas cabíveis são adotadas pela vigilância. Tais medidas são a autuação, notificação, aplicação de advertências e de multas (penalidades pecuniárias). Se o estabelecimento persistir no descumprimento das normas sanitárias, o órgão competente poderá aplicar a medida da interdição, até que tudo seja regularizado.

Mudança de temperatura e 4 erros no uso de balcões refrigerados

Mudança de temperatura e 4 erros no uso de balcões refrigerados

Para manter as temperaturas correta dos balcões de produtos congelados e resfriados, o professor da Escola Senai Oscar Rodrigues Alves (SP), Marcos Gregório da Silva. diz ser necessário tomar alguns cuidados que se iniciam já na concepção do layout do mesmo.

Segundo o professor, esse layout deve ser concebido para evitar condições inadequadas como:

  1. Presença de luz solar e de correntes de ar quente;
  2. Conservação prévia dos produtos nas câmaras frigorificas;
  3. Procedimento de utilização do balcão expositor pelo funcionário; e
  4. Manutenção preventiva nos equipamentos.

Para evitar essas condições, da Silva sugere a contratação de um especialista em sistemas de refrigeração e com conhecimentos em logística na “cadeia do frio”, responsáveis tanto para o leiaute quanto para a manutenção dos balcões.

Estes especialistas farão a verificação das questões de projeto, procedimentos e leiaute, além da realização da manutenção preventiva dos equipamentos”, comenta.

Mudanças constantes na temperatura do balcão: um grande problema

Por diversos motivos, a temperatura correta de balcões pode sofrer variações que, em casos mais graves, representam um grande problema para o açougue, pois o resultado pode ser até a perda total dos produtos armazenados.

Para evitar que a variação de temperatura seja elevada, excedendo o chamado “range de temperatura”, o professor do SENAI sugere que se inicie uma investigação sobre qual pode ser causa desta variação.

Segundo da Silva, esta variação pode ser decorrente de vários fatores, como: procedimentos de aberturas e fechamentos inadequados e excessivos, produtos sendo expostos acima da temperatura de conservação, volume e quantidade de produto acima da capacidade do balcão, entre outros.

O professor reforça que equipamentos com elevada variação de temperatura podem ocorrer principalmente por falta de manutenção preventiva.

Investigado o fator que afeta a temperatura correta dos balcões é hora de projetar um plano de ação para a solução. Este plano de ação pode ser o treinamento de funcionários ou recomendação quanto ao uso correto do equipamento, ajuste da quantidade de produto armazenado ou manutenção preventiva, dentre outras ações.

Como promover boas experiências através da carta de vinhos

carta de vinhos

Ao entrar em um restaurante, não é apenas a decoração do ambiente e o atendimento dos garçons que faz com que a experiência seja agradável para os clientes.

A carta de vinhos também faz parte desse encantamento e, inclusive, pode ser uma peça fundamental para que as pessoas passem mais tempo no estabelecimento e voltem outras vezes.

A carta de vinhos deve ser condizente com a proposta do restaurante. Por isso, muito mais do que selecionar os rótulos, o cliente precisa notar algo especial nela, seja uma harmonização inusitada, uma boa apresentação e organização dos vinhos ou, até mesmo, um tema que permeie toda a carta.

Parece uma tarefa muito complexa? Então, veja como montar uma carta de vinhos que proporcione experiências inesquecíveis em seu estabelecimento!

Como o vinho colabora para a fidelização de clientes

O vinho pode sim ser um fator crucial para fidelizar clientes. Justamente por levar a experiência com o ambiente e refeições a outro nível, ele permite diferenciar o restaurante e deixar aquele gostinho de "quero mais" ao final.

Para tanto, é preciso oferecer um serviço de vinhos justo e eficiente. "Trabalhar o valor agregado a um preço justo, sem contar a importância de a carta de vinhos ter correlação com o menu de refeições do local. O trabalho de harmonização torna-se primordial nesse processo", diz Klaus Vidrik, professor do curso de Gastronomia do Centro Universitário Senac – Águas de São Pedro.

Dicas para transformar a carta de vinhos em um agente de vendas

Saiba que é possível inovar na carta de vinhos e torná-la um diferencial para o seu estabelecimento. Como dissemos, a bebida pode fazer com que o cliente fique mais tempo no restaurante e, assim, consuma mais.

"Estratégias de buscar vinhos de países ainda pouco explorados no Brasil têm sido um dos pontos para inovar. Algumas empresas buscam novas espécies de uvas e outras estão resgatando uvas que, até então, relatava-se que estavam dizimadas para produzir bons vinhos", ressalta Vidrik.

#1. Harmonização condizente

A carta de vinhos deve ser condizente com o tipo de cozinha do estabelecimento. É comum que restaurantes com cozinhas típicas de um país valorizem os rótulos da região, mas isso não é uma regra.

Agora, se o local é especializado em comidas picantes, por exemplo, a seleção de vinhos deve dar várias possibilidades para que o cliente enriqueça a sua experiência gastronômica. Nesse caso, uma carta de vinhos brancos frescos ou tintos leves cai muito bem.

Outra dica importante é sempre reservar um espaço para vinhos nacionais, especialmente quando o restaurante é brasileiro.

#2. Preços justos

O preço médio da carta de vinhos também precisa estar de acordo com o preço do restaurante. Isso não quer dizer que um local mais "premium" deve cobrar mais caro por um rótulo, mas que o cliente deve estar ciente que está pagando por outros tipos de experiências.

Em outras palavras, um restaurante que investe em decoração diferenciada, prataria de primeira linha, garçons altamente qualificados e uma experiência mais completa de forma geral tem um valor agregado maior. E todos esses pontos também impactam diretamente no preço final.

Já os estabelecimentos com propostas mais acessíveis e descontraídos devem ter uma carta de vinhos condizente. Nesses casos, é possível apostar, inclusive, na venda de taças ou de garrafas menores para incentivar o cliente a consumir os rótulos.

#3. Carta explicativa

Alguns restaurantes já têm optado por cartas de vinhos educativas. Nesse formato, cada prato traz o vinho ideal para harmonizar. As cartas explicativas podem ser uma boa solução para os restaurantes que não dispõem de equipe fixa ou que desejam diminuir os custos.

Quando essa for a escolha, é importante mostrar ao cliente que aquilo é apenas uma sugestão e ele pode sim "quebrar as regras" e tentar novas combinações que estejam mais de acordo com o seu paladar.

Tenha em mente que a carta explicativa tem como objetivo ajudar o cliente e não o intimidar.

#4. Qualificação de profissionais

Sempre que possível, trabalhar com profissionais qualificados na área é de extrema importância para que o estabelecimento consiga aumentar a venda de vinhos.

"Profissionais que efetivamente possam vender e satisfazer o cliente na busca ideal da bebida que procura, tenham um bom relacionamento com os clientes potenciais (por meio de eventos como um wine moment) e apresentem uma carta de bebidas em harmonia com o cardápio são pontos que colaboram para aumentar as vendas", diz Vidrik.

E você, como tem trabalhado a carta de vinhos do seu restaurante? Vamos usar o espaço dos comentários para a troca de experiências nesse tema!

Como não errar no transporte de animais para obter carcaças melhores

Como não errar no transporte de animais para obter carcaças melhores

O embarque dos animais é um ponto que merece muita atenção na obtenção de carcaças de qualidade. O embarcadouro não deve terminar em rampa, ou seja, deve ser projetado para ter um último lance horizontal. Isso evita com que os animais batam a garupa na entrada do caminhão boiadeiro, o que irá gerar perda nessa região de cortes nobres, com consequente perda no rendimento da carcaça”, explicam os especialistas da Marfrig.

O transporte também deve ter a atenção redobrada e ser feito por caminhoneiros experientes nos horários mais frescos do dia, com duração máxima de oito horas e com densidade de carga de carga ao redor de 400 kg/m2. Para um bom transporte, a Marfrig sempre investe em treinamento dos condutores de veículos boiadeiros, pois julga esse fator como imprescindível”, explicam os especialistas do frigorífico.

Por fim, o jejum pré-abate, além de ser obrigatório segundo a legislação, é um fator que exerce alta influência sobre o rendimento da carcaça. Segundo a empresa, o jejum visa promover a diminuição do conteúdo gástrico e ruminal do animal, evitando que, durante o abate, haja excesso desse conteúdo que pode ser liberado com o rompimento das vísceras, contaminando a carne (carcaça).

Neste sentido, sabe-se que o gado perde, em média, 6% do peso desde a sua pesagem até o período de espera para o abate. Esta perda não costuma afetar o peso de carcaça, porém, quando o jejum se prolonga por mais de 24 horas, começa a haver perda de fluido extracelular, que irá comprometer o rendimento da carcaça. Portanto, jejuns que extrapolem esse tempo não são recomendados.

Vale lembrar que no jejum o animal não recebe alimentos sólidos, porém, tem à disposição água à vontade durante todo o período pré-abate.

Como ter uma microcervejaria de sucesso

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O mercado de microcervejaria está em franca expansão. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em 2017 o Brasil computou o número de 610 cervejarias cadastradas - em 2016, esse número era de 522. Ainda conforme o MAPA, houve um salto nos últimos dez anos. Esse nicho aumentou em seis vezes em uma década. Esse crescimento e os altos números de empreendedorismo na área se devem em boa medida ao fato de o Brasil ser o terceiro maior consumidor de cervejas do mundo.

Os estados que mais investem em microcervejarias no país são Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Em relação ao consumo, cabe ressaltar que, em países como o Brasil, esse fato está atrelado à economia. Se a economia vai bem, o consumo aumenta, e se vai mal, esse consumo é resfriado.

Em muitos casos, a produção de cervejas artesanais começa como um hobby e acaba migrando para algo mais profissional, tornando-se uma microcervejaria, como explica o vice-presidente do Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul (ITESCS), Thiago Matsumoto.

“Algumas pessoas começam essa produção na garagem de casa, com os amigos, e depois descobrem que é possível vender o produto. Então, inicia-se o processo de profissionalização e é nesse momento que, quem começa dessa forma, precisa entender que a produção de cervejas é uma indústria”, destaca.

A importância do equipamento adequado

Por ser uma indústria, para entrar e permanecer no mercado de microcervejaria, é preciso tomar uma série de cuidados, em especial com o maquinário, conforme explica o sócio do Instituto da Cerveja, Estácio Rodrigues.

“Um maquinário de pouca qualidade pode render de 800 a 850 litros, enquanto um de melhor qualidade poderá render mil litros de uma só vez - ou seja, um maquinário inferior proporciona uma perda de produto ao longo do processo, enquanto um maquinário de boa qualidade faz com que o rendimento seja maior e se produza cerveja de melhor qualidade”, esclarece.

Oportunidades no mercado de microcervejaria

Por ser um mercado em expansão, ele traz inúmeras oportunidades. Matsumoto recomenda ter um olhar mais amplo para o negócio. “Para aproveitar as oportunidades desse segmento. Você não precisa ter a linha de produção, pode ter a fórmula e terceirizar a linha de produção, ou ainda, oferecer outros produtos que serão necessários para o funcionamento da microcervejaria como, por exemplo, o software que irá auxiliar na produção ou venda do produto ou a matéria-prima que irá originar a cerveja”, destaca.

No entanto, se o foco for a produção da cerveja, também há grandes oportunidades para empreender. Nos grandes centros, mesmo com o salto já dado, há muito espaço para crescer, na construção de lugares para fazer cerveja. Uma alternativa é a criação de bares com equipamentos para produzir cerveja, os conhecidos Brewpubs, onde existe uma microcervejaria dentro do bar ou restaurante.

Como chegar a esse mercado?

O brasileiro por si só tem uma veia bastante empreendedora, porém ela deve ser usada da maneira correta para obter êxito nos negócios. Para investir no mercado de microcervejaria, é preciso conhecer o mercado e seus meandros.

“Esse não é um mercado fácil de entrar. Não basta investir e achar que no dia seguinte se estará produzindo cerveja de qualidade e vendendo para um grande público”, enfatiza Rodrigues.

Portanto, o nicho das microcervejarias exige muitos conhecimentos técnicos e administrativos - e isso inclui descobrir os melhores fornecedores, os melhores maquinários e a matéria-prima mais indicada para utilizar na produção. Por isso, é importante frequentar cursos, eventos e buscar uma consultoria especializada no setor. O benchmarking  com quem já tem um negócio semelhante também pode ajudar bastante. Depois de buscar informação, é preciso entender o funcionamento do mercado de microcervejaria e buscar parceiros e a melhor estrutura para desenvolver um produto de qualidade.

“Estamos falando de um segmento que, embora esteja em expansão, é pequeno, com 1,2% de fatia de mercado. Então o ideal, principalmente se o empreendedor em questão não entende da área, é ter ao seu lado alguém que conheça profundamente o mercado”, aconselha o sócio do Instituto da Cerveja.

A Fispal Tecnologia deste ano terá um espaço dedicado ao mercado de microcervejaria. Faça seu credenciamento e venha ver de perto as principais soluções e assuntos que impactarão o setor em 2018!

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Como fidelizar clientes com bebidas especiais

Fidelizar clientes com chá e bebidas especiais

O chá é uma tendência mundial. No Brasil, o consumo da bebida teve um aumento de 168% em 2017, assim como o café especial que registrou 25% . No entanto, para mostrar um pouco a você como é importante investir nessas bebidas e ao mesmo tempo dar sugestões para inseri-las no cardápio do seu restaurante, preparamos este post.

Aqui você vai entender como a bebida pode agregar valor ao seu estabelecimento e ao mesmo tempo vai aprender como fidelizar clientes com as novidades que existem no mercado. Afinal, para ter sucesso em qualquer negócio é preciso investir em novidades - e nada melhor que oferecer ao seu cliente algo que vai além de café e refrigerantes. Boa leitura!

Por que o gestor precisa inovar nas opções de bebidas?

Segundo a proprietária da importadora Flavors, Kátia Nassuno, as bebidas como o chá, são itens que podem aumentar o ticket médio e o faturamento dos restaurantes.

De acordo com a empresária, bebidas comuns como refrigerantes e sucos têm valor comparativo direto com outros estabelecimentos e até mesmo com o varejo.

“O cliente sabe quanto custa a bebida no supermercado, não apresentando assim valor agregado nenhum e, portanto, não tendo disposição de pagar mais por isso", revela. 

No entanto, segundo Kátia, ao criar bebidas diferenciadas, o proprietário do restaurante também cria algo único que pode ser consumido em seu estabelecimento e, se bem preparado, pode fidelizar o cliente.

Além disso, como essa bebida é algo especial e preparada em “casa”, há um valor agregado e que muitas vezes tem um custo menor que as bebidas prontas e um lucro maior por unidade vendida.

“Quando se fala tanto de cafeterias, quanto de bares e restaurantes, o mercado brasileiro é bastante competitivo. Há novos estabelecimentos surgindo por aí e trazendo modelos de marcas estrangeiras, outras apenas se inspirando, mas o mercado está movimentado”, enfatiza.

Nesse cenário não há mais espaço para oferecer mais da mesma bebida. Segundo ela, o cliente quer o novo, a inovação e a qualidade. Para a empresária, o cardápio de bebidas é, nesse sentido, uma ferramenta poderosa para atrair os clientes, que muitas vezes, se deslocam para uma "casa" inicialmente em busca de determinada bebida.

Já a fundadora da Escola de Chá Embahú, Yuri Hayashi diz que um cardápio que segue as tendências atuais sempre vai atrair o público.

“No caso do chá especial é uma grande vantagem possuir sabores diferenciados, as possibilidades são muitas para este tipo de bebida tão versátil que pode ser preparada quente ou fria”, afirma.

Quais as bebidas podem ser inseridas no cardápio?

Há várias bebidas que podem ser inseridas no cardápio dos restaurantes. As possibilidades vão depender dos perfis do negócio do empreendedor e do público - além do faturamento.

No entanto, há algumas tendências no mercado que podem servir de ponto de partida, como por exemplo, o chá gelado, o café gelado, frapês e shakes. Segundo Kátia, essas bebidas atraem um público mais jovem e especialmente no caso do chá, o público busca uma alimentação mais saudável.

“As sodas, feitas de xaropes também têm feito muito sucesso, principalmente em restaurantes. Encontrar uma bebida diferente de sucos e refrigerantes valoriza o cardápio das comidas, pois mostra o cuidado em oferecer algo mais elaborado", enfatiza.

As limonadas aromatizadas, iced teas de diversos sabores são opções menos calóricas e mais leves. Já na opinião de Yuri, para o público mais geral, os blends de chás e infusões são sempre os atrativos principais pela familiaridade dos sabores que são comuns no cotidiano (frutas, especiarias, ervas, etc.).

Já os chás especiais puros e de origem chinesa, indiana e japonesa são os que mais atraem um consumidor mais seletivo e informado.

Como a bebida pode agregar valor ao estabelecimento?

O cardápio de bebidas, se bem desenvolvido, é uma ótima ferramenta para agregar valor aos estabelecimentos. Mesmo em caso de restaurantes em que as bebidas são coadjuvantes, uma boa oferta de não-alcoólicos e alcoólicos pode ser determinante no momento de definição de onde se vai.

Já a presença de determinadas bebidas no cardápio pode qualificar uma "casa" como saudável (no caso de chás gelados e smoothies, por exemplo) ou moderna (no caso das sodas italianas, de drinques da moda ou de cafés preparados em métodos diferentes).

Mas para fidelizar clientes com chá e bebidas especiais, é preciso oferecer qualidade, experiências diferenciadas, custo atrativo e padrão, ou seja, seu resultado no copo ou na xícara deve ser sempre o que o cliente espera.

As bebidas de assinatura, ou seja, o que pode ser consumido naquele estabelecimento, se bem elaboradas, farão o cliente voltar. Mas para que isso aconteça, é importante que o consumidor tenha sempre uma boa lembrança do que consumiu para sair com o gosto de quero mais.

Yuri acrescenta que o chá é uma bebida atual, que segue a tendência do mercado em busca de produtos saudáveis. “Disponibilizar diferentes tipos de chás especiais, que por terem processamentos mais nobres concentram maiores benefícios e sabores, atrai o público que busca qualidade de vida assim como os que possuem interesse gastronômico", afirma. 

Como fidelizar clientes com chá e bebidas especiais?

O primeiro passo para fidelizar clientes é o cardápio de bebidas estar alinhado com uma demanda do público daquele tipo de estabelecimento. Se o público é mais maduro, o empreendedor deve oferecer bebidas mais clássicas.

Se for "antenado", a ideia são bebidas que estão fazendo sucesso em outros países.  Já para um público que procura preço, a oferta dessas bebidas deve ser mais acessível ao bolso do consumidor.

Além disso, é preciso entender a qualidade do produto e o mercado onde se está inserido. O empreendedor deve manter o padrão do produto, pois se o cliente voltar e a bebida estiver diferente da sua última visita, o consumidor pode até dar mais uma chance ao estabelecimento. No entanto, não dará duas.

O menu de chás especiais necessita de informações específicas para que o cliente compreenda o valor da bebida. O restaurante também pode ter funcionários bem treinados para fornecerem as informações.

O menu também pode ser oferecido em conjunto de outros produtos que harmonizem com seus sabores como combos de alimentos e chás especiais. Entretanto, é necessário que o empreendedor tenha o equipamento correto e a atenção no preparo da bebida para que ela tenha boa qualidade.

Viu como o chá e as demais bebidas podem agregar valor e ainda atrair clientes para o seu restaurante? Agora que você já sabe, que tal seguir as dicas dos especialistas no assunto e acrescentar essas bebidas no cardápio do seu estabelecimento? Acompanhe mais informações do setor aqui na Fispal Digital!

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Artigo: Mulheres Suplementadas

suplementos-alimentares

Considerando que a revisão do marco regulatório de suplementos alimentares no Brasil está em pleno vapor, é quase impossível não falarmos sobre o tema “suplementos alimentares” durante o mês de março, quando celebramos o dia mundial da mulher. Por vários motivos.

O primeiro deles é porque nós mulheres somos grandes consumidoras de suplementos alimentares

Em 2016, a ABIAD encomendou a primeira pesquisa sobre o hábito de consumo de suplementos alimentares no Brasil, em parceria com outras entidades. O objetivo do estudo foi entender os hábitos de consumo destes produtos pela população brasileira. Algo como um mapeamento – quem consome o quê, como consomem, onde compram, assim como, identificar a motivação, influenciadores e “decisores” do processo de compra e consumo.

Foram mais de 1.000 consumidores de suplementos alimentares entrevistados, em 7 capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre e Belém) e 53% dos entrevistados eram do sexo feminino.

Alguns dados revelam o perfil das consumidoras de suplementos. Por exemplo, 44% costumam praticar algum tipo de atividade física, com destaque para caminhada. Outra informação interessante é que, desses consumidores de suplementos alimentares, 67% tem o hábito de ir ao médico de 3 a 4 vezes por ano, sendo que desse público 77% são mulheres. Ou seja: as mulheres que consomem suplementos alimentares se preocupam com a sua saúde.

A pesquisa também mostrou quais são os principais tipos de suplementos consumidos por nós: em primeiro lugar os multivitamínicos, seguido de ácidos graxos (especialmente o ômega 3), minerais (principalmente cálcio) e vitaminas específicas (a vitamina C é a campeã).

A maioria das mulheres começa a consumir suplementos na faixa entre 31-40 anos (25%) e o principal motivo que leva ao consumo é a busca pela saúde (ou seja, se manter saudável e/ou complementar a alimentação saudável) e/ou pela estética (definir massa muscular ou prevenir o envelhecimento). Ainda, ao consumirem suplementos, as mulheres também se sentem com mais disposição/menos cansadas (68%) e mais resistentes a doenças (54%).

O segundo motivo é que as mulheres tem sido grandes protagonistas nas discussões e contribuições para a revisão do marco regulatório de suplementos alimentares no Brasil

O mais interessante é que cerca de 70% dos representantes das indústrias, que atuam na área regulatória e afins e que participam das discussões junto a ANVISA, são mulheres. Ainda, a gerência geral da área de alimentos da ANVISA, que tem conduzido os trabalhos e discussões sobre suplementos alimentares, também é uma posição ocupada por uma mulher.

O prazo final para o envio de contribuições para as Consultas Públicas de Suplementos Alimentares é inicio de abril, que inclui desde a definição e regras gerais de composição, qualidade e rotulagem de suplementos alimentares, limites máximos e mínimos de vitaminas e minerais, listas de ingredientes e aditivos a serem utilizados, dentre outros temas. Um aspecto bastante positivo dessa proposta de regulamentação é a possibilidade de poder comunicar ao consumidor de forma adequada o beneficio do consumo do suplemento no rótulo do produto.

A nova regulamentação promete uma série de avanços, mas ainda restam pontos a serem discutidos e o setor produtivo segue bastante atento e ativo.

Assim, como consumidoras ou protagonistas, nós mulheres esperamos que o resultado dessa proposta seja um regulamento que traga benefícios principalmente aos consumidores – e consumidoras – de suplementos alimentares.

*Por Dra. Tatiana Pires, Engenheira em Alimentos, mestre e doutora em Ciência dos Alimentos, Presidente da ABIAD e parceira de conteúdo da Fispal Digital.

Entenda a importância do seguro para restaurante

seguro para restaurante

Se você é proprietário de restaurante ou padaria precisa ficar atento em relação a um assunto importante: o seguro para restaurante. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o Brasil possui mais de 16 milhões de empresas ativas. Dessas, menos de 20% contam com seguro destinado ao seu setor de atuação.

No entanto, quando o assunto são bares e restaurantes, o número é ainda menor: o percentual de empresas seguradas é de apenas 10%. Entretanto, é essencial que você como proprietário de restaurante entenda a importância do seguro. Quer saber o porquê? Acompanhe a leitura!

Por que contratar?

Segundo o superintendente de ramos elementares da Porto Seguro, Jarbas Medeiros, o seguro para restaurante é importante porque gera tranquilidade para os empresários, funcionários e clientes.

A existência de coifa, fritadeira, botijão de gás e outros utensílios de cozinha em operação aumentam o risco de incêndio nesse tipo de negócio. Por isso, além de proteger o estabelecimento, o seguro cumpre sua função social ao permitir o restabelecimento da operação e isso envolve manter empregos e honrar compromissos assumidos com fornecedores e prestadores”, afirma.

Quem também considera o seguro importante é o gerente de seguros PME da AIG Brasil, Cristian Achurra. De acordo com ele, a contratação do seguro para restaurante é fundamental, pois há vários riscos que envolvem a continuidade dos negócios.

Atualmente, percebemos que o pequeno e médio empresário têm profissionalizado seu negócio e um aspecto importante é saber mitigar os diversos riscos envolvidos. Seguros empresariais para bares e restaurantes contam com coberturas específicas para restaurantes, choperias, buffets, pizzarias, bares, botequins, lanchonetes e pastelarias”, explica.

De acordo com Achurra, há cobertura desde incêndios, quedas de raios e explosões até roubo e furto qualificado de bens e roubo de clientes e visitantes do estabelecimento. “É possível estender a cobertura, inclusive, para a proteção contra reclamações decorrentes a danos causados aos clientes por alimentos e bebidas consumidos”, enfatiza.

Quais são os benefícios?

Assistência 24 horas

Algumas empresas especializadas em seguro para restaurante oferecem assistência 24 horas. “Essa assistência inclui chaveiro, encanador, eletricista, reparos em ar condicionado, reparos em bebedouros e nas portas de aço onduladas, limpeza de caixa d’água, segurança e vigilância em caso de sinistro, entre outros”, diz Medeiros.

Segundo ele, os segurados também contam com vantagens e benefícios que geram economia como descontos da locação de veículos, transportadoras e prevenção de incêndios.

Equilíbrio financeiro

De acordo com Achurra, a própria contratação do seguro já pode ser um sinalizador de ações preventivas que podem ser tomadas. “Na eventualidade de um sinistro, o seguro pode significar o equilíbrio financeiro ou a remedição dos danos, permitindo, a continuidade do negócio e mais facilidade na reparação de danos a terceiros."

Contratar um seguro para restaurante tem as seguintes vantagens:

  • Contratação de vários locais em uma única apólice;
  • Desconto para estabelecimentos com sistema de alarmes monitorados;
  • Desconto para estabelecimentos em shoppings centers;
  • Pagamento facilitado.

Quais os futuros problemas que o seguro pode evitar?

Falência do estabelecimento

A existência de um seguro para restaurante pode até evitar a falência de uma empresa, dependendo da gravidade e da extensão dos danos causados por um sinistro”, afirma Medeiros.

Segundo ele, há empresas que garantem o patrimônio e danos provocados por terceiros, como acidentes ocorridos com funcionários durante o período de trabalho ou acidente de clientes dentro da instituição.

Danos à empresa

A contratação do seguro pode ser personalizada de acordo com a necessidade do segurado. Somente a cobertura básica é obrigatória, que garante proteção contra danos por incêndio, explosão, implosão e fumaça, onde quer que tenham se originado”, enfatiza Medeiros.

De acordo com ele, são mais de 20 opções de coberturas adicionais, entre elas: danos elétricos, vendaval, danos a vidros e espelhos instalados em janelas, vitrines, balcões, além de louças e porcelanas, responsabilidade civil por fornecimento de bebidas e alimentos, que cobre as despesas por danos materiais ou corporais a terceiros por consumo de alimentos no local e subtração de bens e valores que amparam também os bens e valores de clientes em caso de arrastão.

Perda de ponto comercial

O seguro para o restaurante oferece cobertura de perda de ponto comercial. “O seguro cobre as despesas para aquisição de um novo ponto comercial, em decorrência de incêndio, explosão ou fumaça limitados a 10% do limite máximo de indenização da garantia de despesas fixas”, informa Medeiros.

Prejuízos financeiros

O seguro protege a saúde financeira do estabelecimento, inclusive, a continuidade dos negócios diante de eventuais problemas. Segundo ele, isso é possível uma vez que o seguro oferece coberturas específicas para esse segmento de negócios, como por exemplo:

  • Roubo e Furto de Clientes e Visitantes: amparo para roubo e/ou furto qualificado de objetos de uso pessoal dos clientes que estejam em seu porte ou sob a guarda do estabelecimento;
  • Deterioração de Mercadorias: o seguro garante a perda de mercadorias e matérias-primas ocasionadas pela ruptura ou quebra da parte de sistema da refrigeração; falta de energia decorrente de acidente, queima de motor nas instalações do segurado ou da concessionária de energia (por 24 horas consecutivas);
  • Danos elétricos: garante que os prejuízos causados nas máquinas, equipamentos, instalações elétricas ou eletrônicas devido a variações de tensão, curto circuito, descarga elétrica sejam sanados;
  • Cobertura de Incêndio: proteção contra as avarias, perdas e danos materiais de origem súbita, imprevista e acidental em decorrência de incêndio, queda de raio e explosão;
  • Roubo de Valores no interior do Estabelecimento: evita prejuízos causados pelo roubo ou furto qualificado de valores ocorrido dentro do local segurado, estando dentro ou fora do cofre;
  • Perda ou Pagamento de Aluguel: cobre a despesa com o aluguel que o segurado tiver que pagar (a terceiros), caso tenha que alugar outro prédio em razão de um sinistro coberto.

Como escolher o seguro para cada tipo de estabelecimento?

É primordial ter o seguro adequado para garantir a continuidade das atividades da empresa em casos de incidentes. Para contratar uma apólice com coberturas e limites adequados para a empresa é importante consultar um corretor de seguros que poderá auxiliar o cliente sobre as coberturas e limites dimensionados para o seu risco.

Na opinião de Cristian, para escolher o seguro ideal é importante o contratante conhecer o seu negócio quando se fala de riscos. “Um bar ou restaurante pode apresentar diversas nuances que exigirão uma ou mais apólices específicas. Neste contexto, é importante contar com corretores especializados, que entendem o produto e os detalhes do negócio e sua operação, para que possam fazer a análise do perfil e as necessidades do cliente”, finaliza.

Viu como o seguro para restaurante é importante? Agora que você já sabe, que tal fazer o seguro do seu estabelecimento? Pense nisso e tenha sua empresa protegida contra diversos danos! 

Abate de cordeiro: todos os segredos para você fazer certo

Abate de cordeiro: todos os segredos para você fazer certo

No Brasil, é cada vez mais recorrente a procura do consumidor por cortes de carnes mais nobres e requintadas. Prova disso é que esse mercado vem tendo um crescimento bem grande ao longo dos últimos anos.

E, dentre essas carnes, a carne de cordeiro é um produto que vem ganhando o paladar do brasileiro. Assim, devido ao aumento da demanda, o número de abates de cordeiros tem tudo para crescer no Brasil.

Com isso, cresce também a importância dos cuidados no processo, visto que, como qualquer carne, a de cordeiro pode ter sua qualidade diminuída se não forem respeitados alguns requisitos de importância.

Por isso, conversamos com especialistas da área que mostram como deve ser o abate destes animais, garantindo que seja produzida uma carne com qualidade superior. Confira:

Principais cuidados para ter uma carne de cordeiro de qualidade

Para produzir uma carne de cordeiro de qualidade, serão necessários cuidados e ações pertinentes a qualquer produção comercial de carne, como explica o gerente de compras da VPJ Alimentos, Michell Araújo e Silva.

O bem-estar animal e as boas práticas de fabricação são fundamentais para produzir uma carne de cordeiro de qualidade. Assim, praticamente os mesmos cuidados que temos com os bovinos deverão ser realizados com cordeiros”, explica.

Vale lembrar que, para cordeiros, o jejum pré-abate deve ser de 12 horas.

Além disso, o pesquisador do Instituto de Zootecnia, Mauro Sartori Bueno, lembra que há algumas particularidades que também devem ser consideradas na produção de boas carcaças de cordeiros.

É muito importante que os cordeiros tenham peso adequado, de acordo com o peso exigido pelo mercado nacional”, Bueno explica ainda que na atualidade o peso de abate situa-se entre 35-40kg, o que garante carcaças entre 14-18kg.

O pesquisador ressalta ainda que animais abatidos fora dessa faixa de peso produzirão cortes comerciais (pernil, paleta, carrés, pescoço costela) com peso inadequado, desvalorizando-os. Além disso, o cordeiro deve estar em boa condição corporal no momento do abate, ao redor de 4, numa escala de 1 a 5.

Isso garante carcaças com leve cobertura de gordura, sem ser excessiva, em torno de 2-4 mm, desejável para conservação do produto em condições de armazenamento a frio, garantindo também sabor e suculência adequados ao consumidor brasileiro, que prefere carcaças de cordeiros sem excesso de gordura”, ressalta o pesquisador.

Mercado da carne de cordeiro no Brasil

Apesar do rebanho e abate de cordeiros estar em franca ascensão, “nossa capacidade de produção de cordeiros ainda é pequena, não sendo suficiente para suprir a demanda nacional”, afirma Bueno.

Essa afirmação é reforçada por Araújo e Silva. “Não temos mais que 10 frigoríficos com licença para a operação, por isso essa parte ainda tem muito a avançar no país”. Assim, uma grande parte da carne consumida no Brasil vem do Uruguai. “Nosso vizinho possui uma grande capacidade de produção de ovinos (borregos e capões), com estrutura eficiente de armazenamento e comercialização”, explica o pesquisador do IZ.

Normas técnicas e bem-estar: essencial para o abate de cordeiros

Assim como qualquer abate comercial para produção de carne, o abate de cordeiros deve seguir todas as normas técnicas de abate que garantam bem-estar aos animais e qualidade à carne, como explica Bueno: “o abate deve ser feito de acordo com as normas de abate humanitário, com correta insensibilização e só depois a sangria, seguindo sempre a legislação do Ministério da Agricultura”.

Além disso, o gerente de compras da VPJ Alimentos explica que cordeiros são animais bem menores, quando comparado aos bovinos. “Por isso a pistola pneumática tem que ser de um tamanho menor e devidamente calibrada”, explica. Vale lembrar que é preciso cuidado com a questão de possíveis contaminações, visto que o risco de contaminação tende a ser maior se houver o contato com a lã.

Certificação para o abate de cordeiros

Basicamente, o frigorífico destinado ao abate de ovinos deve ter as mesmas certificações e habilitações destinadas ao abate de outras categorias animais, além das devidas licenças operacionais e ambientais pertinentes.

Bueno lembra que a comercialização de carne de cordeiro só poderá ser realizada se os animais forem abatidos e as carcaças manipuladas de acordo com as normas do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), em abatedouros com as seguintes certificações;

  • Com SIF (Serviço de Inspeção Federal), para comercialização em todo território nacional e exportação;
  • Com inspeção Estadual, para comercialização dentro dos respectivos estados;
  • Municipal (SIM), para comercialização dentro do município.

Tudo indica que a ovinocultura de corte no Brasil terá forte crescimento, portanto se preparar para este mercado pode se configurar como uma ótima oportunidade para empresários do setor.

Qual a temperatura correta de balcões de açougue?

Qual a temperatura correta de balcões de açougue?

Armazenar carnes e demais produtos perecíveis corretamente deve representar uma preocupação constante em açougues. Esta atenção deve ocorrer tanto no recebimento e manuseio da mercadoria quanto no armazenamento em balcões refrigerados, garantindo que os produtos nele armazenados mantenham sua qualidade padrão.

Quanto ao armazenamento, os açougues devem se preocupar com a temperatura correta de balcões, pois temperaturas incorretas podem representar um sério risco à qualidade do produto, tanto na questão sensorial, quanto microbiológica, podendo afetar diretamente a saúde do consumidor.

Assim, para manter a qualidade dos produtos armazenados é fundamental que a temperatura correta de balcões seja acompanhada, evitando variações que podem até obrigar o açougue a inutilizar o produto por completo.

A temperatura correta de balcões de açougues depende do produto

Está comprovado que a temperatura correta de balcões diminui o risco de contaminação, retardando o surgimento e desenvolvimento de organismos nocivos e aumentando, por consequência, o tempo disponível para consumo de produtos perecíveis.

Porém, sempre fica uma dúvida: Qual deve ser a temperatura ideal? Ela é sempre a mesma? “A temperatura interna depende do tipo de produto a ser acondicionado em seu interior, além de suas condições de armazenamento”, explica o professor da Escola Senai Oscar Rodrigues Alves (SP), Marcos Gregório da Silva.

Além disso, da Silva ressalta que deve ser verificado se o produto é congelado ou resfriado e qual o tipo de embalagem utilizada, quando ela é necessária, fatores que interferem na temperatura ideal. Ainda de acordo com o professor, em média a temperatura correta de balcões expositores de carnes resfriadas deve variar da seguinte maneira:

  • De 0° e 3°C para peixes;
  • De 2ºC a 4°C para carnes bovinas, de aves e suínas resfriadas;
  • Para os produtos congelados a temperatura média de conservação é de, em média, -20ºC, também dependendo do tipo de produto a ser acondicionado e de suas condições de armazenamento.

Vale ressaltar ainda que seus dispositivos devem ser projetados para manter um nível de umidade relativa, capaz de não permitir que os produtos percam peso.

O professor lembra que para produtos embalados deve-se seguir as recomendações de conservação e armazenamento estipuladas pelos fabricantes. “Estas recomendações devem estar descritas nos rótulos das embalagens, obrigatoriamente”.