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Desenvolvimento de gestores na indústria: coaching ou mentoring?

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Administrar equipamentos e materiais, lidar com sistemas produtivos integrados e unir todas as áreas envolvidas na gestão de uma empresa são tarefas comuns a todos os gestores da indústria. Além de administrar sistemas produtivos, recursos e processos a partir de uma visão sistêmica, esses profissionais precisam fundamentar sua atuação tanto em aspectos humanos, sociais e éticos, como, também, em econômicos e até ambientais.

Por se tratar de uma atividade que necessita do desenvolvimento de diversas habilidades e competências, cada vez mais gestores da indústria vêm buscando ferramentas corporativas como uma alternativa de desenvolvimento tanto para a carreira, como para lidar melhor com situações no dia a dia. Entre essas ferramentas estão o coaching e mentoring, duas metodologias amplamente utilizadas no universo de diferentes empresas e que vem ganhando espaço, também, no setor industrial.

Para entender um pouco mais sobre as diferenças entre essas metodologias e de que forma elas podem auxiliar as atividades dos gestores na indústria, acompanhe.

Desenvolvimento de gestores da indústria com coaching e mentoring

No meio corporativo, é muito comum escutar os termos coaching e mentoring sendo utilizados como sinônimos. No entanto, embora ambos sirvam para ajudar pessoas a alcançarem seus objetivos, superando limitações pessoais, a forma como são aplicados e a abordagem são completamente diferentes.

“Embora sejam muito parecidos, os caminhos aplicados em um processo de coaching são bem diferentes daqueles aplicados no mentoring. No mentoring existe a necessidade de um profissional experiente e com bons conhecimentos sobre a área na qual realiza sua mentoria, enquanto no coaching importam mais as técnicas utilizadas durante o processo”, esclarece Felipe Paiva, da Artisan Consultoria.

Se antes a ideia de contratar um profissional para conduzir os processos de coaching ou mentoring eram estranhas ao universo das indústrias, hoje, essas ferramentas estão ganhando cada dia mais espaço. “Muitos profissionais acreditavam que toda lógica da indústria se sustentava a partir de processos produtivos. No entanto, ainda que eles tenham sua importância, a gestão e o desenvolvimento de profissionais são cada vez mais necessários - já que sem pessoas capacitadas para a gestão, os processos acabam, cedo ou tarde, se mostrando falhos”, complementa Paiva.

Embora a demanda seja crescente pelo uso de metodologias no meio industrial, muitos ainda não sabem diferenciar os processos de coaching e mentoring, especialmente na hora de contratar um profissional para auxiliar internamente a empresa.

Coaching X Mentoring

Coaching vem da palavra coach, que em inglês quer dizer treinador. O coach, portanto, age como uma espécie de treinador, visando acelerar resultados.

Essa ferramenta envolve tanto o desenvolvimento de competências, como de habilidades. No entanto, o coachee (a pessoa que busca auxílio na metodologia) é uma peça fundamental, pois além de participar ativamente do processo, é a partir do seu desempenho, foco e ações efetivas que os resultados acabam ocorrendo.

O coach é um profissional que oferece apenas o suporte. Por meio de perguntas que despertam a ação do coachee, além do uso de outras técnicas, o "treinador" é um agente de motivação e mudança que auxilia seu cliente a sair do seu estado atual para, então, se colocar em movimento.

Ao contrário de um mentor, o coach não precisa ter um know-how ou experiência na área em que atua. Esse profissional conta com ferramentas e técnicas próprias que visam colocar o cliente em ação, projetando o resultado final. Por conta disso, esse profissional acaba sendo uma peça-chave no processo de autoconhecimento, já que, por meio de seus questionamentos e técnicas, o coachee desenvolve mais consciência de seus pontos fortes e fracos.

No mentoring, por sua vez, existe uma relação de tutoria, em que um profissional mais velho e com mais experiência compartilha seus conhecimentos, orientando a ação daqueles que estejam iniciando ou mesmo estagnados em algum aspecto relacionado ao desenvolvimento do negócio. O mentor, ao contrário do coach, orienta e dá conselhos sobre o desenvolvimento da carreira do profissional.

Dentro do processo de desenvolvimento de gestores na indústria, tanto o processo de coaching quanto de mentoring podem ser úteis, considerando as necessidades individuais de cada gestor. Ambos podem gerar benefícios no desenvolvimento profissional e, também, no dia a dia da indústria.

Você já conhecia a aplicação do coaching e mentoring no desenvolvimento de gestores da indústria? Continue acompanhando nosso canal de conteúdo para ficar por dentro das novidades do setor e até a próxima.

Terceirização da produção de sorvetes é oportunidade. Entenda

Sabia que terceirização da produção de sorvetes é oportunidade de testar sucesso do produto?

Boa parte das empresas produtoras de sorvete não possuem equipamentos que permitam produzir toda uma linha especial de sorvetes, como os produtos extrusados, de cone ou os bombons gelados. É o que afirma o diretor presidente a Artegel, Amadeu Gonçalves Filho.

“O investimento para fazer esse tipo de produto é bastante alto”, alerta. Dessa maneira, a indústria terceiriza a produção para testar a aceitação do produto ou até ter um volume que justifique o investimento na fábrica. Ainda segundo Gonçalves Filho, a terceirização contempla freezer, caminhão para distribuição, embalagens, freezers e câmaras frias.

Produzida durante a feira Fispal Food Service, em 2016, a websérie é composta por 10 vídeos atualizados mensalmente no canal de conteúdo da feira e também no nosso canal do Youtube. Clique agora e entenda como melhorar os resultados do seu estabelecimento de alimentação fora do lar.

Como é o treinamento de equipes redes varejistas para vender vinho

Descubra como é o treinamento de equipes redes varejistas para vender vinho

O investimento em equipes de vendas dedicadas especificamente para vinhos vem se mostrando um caminho confiável para aumentar o volume de vendas desse produto em supermercados brasileiros. A rede Pão de Açúcar, por exemplo, possui equipe focada na venda de vinhos em suas unidades. "Todas as lojas têm ao menos um atendente", informa João Paulo Cruz de Sousa, gerente comercial de Vinhos do grupo varejista.

Esses profissionais passam por um treinamento intensivo com sessões diárias durante uma semana, nas quais são abordadas parte da história do vinho e principais países produtores, clima, solos, métodos de produção, degustações e aulas de etiqueta. E nos dois últimos dias do treinamento, a equipe viaja ao sul do Brasil para conhecer as vinícolas e ver na prática a respeito de produção e equipamentos comentados durante o treinamento.

Quanto ao perfil desses profissionais, Sousa conta que normalmente são selecionados colaboradores do próprio grupo que demonstram interesse em trabalhar com vinhos. Além disso, eles passam por entrevistas no departamento de Recurso Humanos do grupo e também com o especialista Carlos Cabral, antes da seleção final.

Cabral é consultor de vinhos do Pão de Açúcar desde 1997, mas só recentemente a rede passou a utilizar sua figura como parte de uma campanha de posicionamento.A rede paranaense Super Muffato possui sommeliers em algumas de suas lojas para auxiliar os clientes, como informa Renata Cortês, gerente de importação do varejista.

"Nosso projeto é ampliar a contratação desses profissionais, mas temos tido dificuldades de encontrar pessoas qualificadas para a função", revela. O treinamento dos profissionais acontece em cursos periódicos com especialistas e escolas renomadas. "Inclusive, nossos profissionais já fizeram a Qualificação em Vinhos WSET Nível 1 e estamos programando a realização do nível 2." O WSET (Wine & Spirit Education Trust) é um órgão de certificação registrado como organização sem fins lucrativos, estabelecido na Inglaterra em 1969.

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Bem-estar de suínos começa no produtor: veja 11 cuidados indispensáveis que podem ser cobrados pelo abatedouro

Bem-estar de suínos começa no produtor: veja 11 cuidados indispensáveis que podem ser cobrados pelo abatedouro

Produtores devem garantir que animais sejam criados em condições adequadas às necessidades  de cada espécie. De acordo com o Instituto Certified Humane Brasil – representante na América do Sul – da HFAC (Humane Farm Care), os cuidados envolvem as características do ambiente em que os animais vivem e a forma como é feito seu manejo, disponibilidade de água, além de aspectos que envolvem alimentação dos suínos. Por meio das condições adequadas que o bem-estar pode ser garantido ao animal, ainda na fazenda, levando o abatedouro a fornecer uma carne reconhecida pela qualidade.

Então, por que não cobrar alguns cuidados indispensáveis do seu fornecedor de suínos? Conheça, a seguir, o que deve ser levado em conta.

  1. Oferecer instalações seguras, para que animais não se machuquem. O local não pode ter saliências ou extremidades pontiagudas. O material da superfície interna das baias precisa ser de fácil limpeza e desinfecção, para prevenir doenças;
  2. Instalações elétricas devem estar inacessíveis aos animais, isoladas e aterradas adequadamente, protegidas contra roedores e periodicamente testadas para suportar raios;
  3. O manejo deve ser realizado com tranquilidade e calma. É importante que os envolvidos no processo recebam treinamento. A ideia é que suínos se acostumem com a presença humana, para que não tenham medo nem sofram estresse quando tiverem de entrar em contato com os humanos;
  4. Na preparação para o transporte, deixe água disponível, embora recomenda-se período de jejum para evitar que os animais passem mal durante o transporte – o jejum deve ser de no mínimo quatro a no máximo 18 horas, antes do abate;
  5. Água limpa, fresca, potável e abundante. Altura dos bebedouros e vazão da água devem ser ajustados para garantir que todos os suínos possam saciar a sede. No caso das matrizes em lactação, o suprimento de água limpa deve ser contínuo. É importante manter provisões emergenciais para garantir o abastecimento de água por no mínimo 24 horas caso haja problemas com a fonte principal – como um período de seca ou a contaminação de um poço;
  6. Ar limpo e ventilado. Instalações devem ser projetadas para que a umidade não seja elevada, pois os animais são suscetíveis a doenças respiratórias. A concentração de amônia deve ser inferior a 10 ppme não deve exceder 25 ppm – exige-se que essa concentração seja monitorada e registrada pelo menos uma vez a cada duas semanas;
  7. Temperatura do ambiente nem frio excessivo nem calor demasiado. Para suínos acima de 70 quilos, por exemplo, a temperatura deve estar entre 10° e 25° C. No verão, algumas precauções ajudam a proteger os animais do calor excessivo, como o uso de áreas alagadiças (lama), sombras naturais ou artificiais, ventiladores, aspersores, sistema de gotejamento e nebulizadores.
  8. Área de repouso seca e confortável. Suínos criados intensivamente devem ter acesso a uma área de repouso de piso sólido, com área suficiente para que todos os animais possam se deitar e na qual haja uma angulação para que a água possa escoar, mantendo a superfície sempre seca;
  9. Espaço suficiente para livre movimentação. De maneira geral o objetivo é dar a cada indivíduo espaço suficiente para que possa se movimentar com liberdade.
  10. Alimentação suficiente e saudável. Volume de ração vai depender da idade e da fase de produção dos indivíduos, sendo proibido alimentar os suínos com proteína derivada de mamíferos ou de aves, com exceção de leite e seus derivados. Evite a competição por ração, o que pode resultar em brigas e ferimentos;
  11. Ofereça conforto para a matriz e os leitões. Fêmeas devem ser alojadas em baias de gestação coletiva com acesso a material de cama (de palha, por exemplo). Antes do parto, as fêmeas devem ser acomodadas em alojamentos limpos e confortáveis – e devem permanecer na área de maternidade por pelo menos 28 dias após o nascimento dos leitões. As baias com essa finalidade devem ter pelo menos 1,8 m por 2,4 m.

Veja os riscos de não gerenciar as pessoas nos processos de produção

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A gestão de pessoas é uma das atividades mais complexas e mais trabalhosas de se implementar dentro de qualquer empresa. Afinal, colaboradores são movidos por inúmeros fatores, e mantê-los motivados e produtivos não é uma tarefa simples.

No cenário industrial, o gerenciamento de pessoas conta com desafios ainda maiores. Isso porque o próprio sistema de linha de produção não foi planejado para ser agradável e incentivar a alta performance. Cheio de regras e com atividades extremamente repetitivas, é difícil fazer com que um trabalhador se mantenha gerando bons resultados em boa parte do tempo.

Independentemente do desafio, o gerenciamento de pessoas é extremamente necessário no setor industrial e pode evitar uma série de riscos que vão desde ações trabalhistas até o pagamento de pesadas indenizações.

Para saber mais quais são esses riscos e ter algumas diretrizes sobre qual metodologia adotar na hora de implementar um sistema de gerenciamento de pessoas, confira!

Baixa produtividade

Durante muito tempo, os gestores do setor industrial acabaram menosprezando, de certa forma, a importância de se promover a alta performance e a produtividade entre os colaboradores. “Dentro da lógica da linha de produção, muitos gestores acreditavam que bastava ter tarefas para realizar, que a produtividade viria automaticamente. Porém, eles olhavam apenas a produção, sem atentar para a alta taxa de rotatividade, absenteísmo e até acidentes de trabalho decorrentes do próprio desgaste pessoal do funcionário na indústria”, explica Antônio Rocha Leão, coordenador do curso de Gestão de Pessoas na Produção Industrial da Racine.

A produtividade está diretamente ligada com o bem-estar do funcionário. Portanto, se o ambiente não favorece a segurança, e a empresa não conta com políticas para garantir a satisfação do funcionário, mesmo que os resultados não sejam prejudicados considerando os números da produção, existem outros fatores a serem ponderados, tais como o alto número de faltas, demissões e até acidentes de trabalho.

Alta rotatividade

A legislação trabalhista determina o pagamento de verbas rescisórias sempre que o contrato de trabalho é suspenso. Independentemente do desligamento do funcionário ocorrer com ou sem justa causa, o empregador deve arcar com o ônus da demissão e pagar, quase que imediatamente ao funcionário, os valores que ele tem direito de receber.

Além de rescisão em si, como a legislação trabalhista tende a ser mais protetiva com o empregado, as chances de a empresa ser demandada judicialmente não são pequenas. Assim, além de gastar com os ônus da rescisão, muitas vezes, ela precisa gastar com advogados e processos, algo que certamente acaba tendo um alto custo.

Uma alta taxa de rotatividade, portanto, significa um impacto altamente negativo para qualquer empresa e que deve ser evitado por meio do gerenciamento de pessoas.

Acidentes de trabalho

Acidentes de trabalho não ocorrem apenas pela falta de instrução ou de uso dos equipamentos de proteção. A desmotivação, o cansaço e até um ambiente negativo podem contribuir para que o funcionário se distraia e acabe se acidentando. Os impactos financeiros dos acidentes de trabalho também devem ser analisados sob a ótica da gestão de pessoas. Mais do que a CIPA, projetos de prevenção e fiscalização do uso de EPI’s, a empresa deve contar com programas específicos voltados à motivação e a melhoria do desempenho nas linhas de produção.

O gerenciamento de pessoas é uma forma de a empresa mostrar ao funcionário que ela se preocupa com o seu desenvolvimento e também com o seu bem-estar. “Muitas industrias não se atentaram ao fato de que a automatização do trabalho pode trazer impactos negativos, afinal pessoas são diferentes, reagem de formas distintas à inúmeras situações. Cabe à indústria, também, investigar aquilo que promove a retenção de funcionários e também a alta performance dentro do ambiente de trabalho”, enfatiza Rocha Leão.

Além de adotar medidas para prevenir os riscos, a indústria deve apostar no desenvolvimento de seus gestores, para que os processos sejam acompanhados de perto e as rotinas modificadas de forma dinâmica e assertiva.

Você acha importante contar com o gerenciamento de pessoas no setor industrial? Não deixe de compartilhar nas redes sociais conteúdos que podem aprimorar a visão de mais gestores que atuam no setor.

Conselhos para evitar o fechamento do seu estabelecimento

Conselhos para evitar o fechamento de uma empresa de alimentação fora do lar

Empreender nunca esteve tão próximo da realidade de todos os brasileiros. Montar um negócio do zero se tornou uma das formas para fugir do desemprego ou uma oportunidade de ganhar mais do que como funcionário.

No segmento de alimentação fora do lar, por exemplo, já são mais de 1 milhão de empreendimentos formalizados - e o número está crescendo, segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Quando o assunto é empreender, nosso país é um verdadeiro celeiro de novas oportunidades. No entanto, o desafio é muito grande, com empreendedores iniciantes (e inexperientes) enfrentando vários tropeços e obstáculos que podem fazer a empresa quebrar e o sonho ir para o ralo.

Má gestão e inexperiência - erros comuns cometidos por empreendedores iniciantes

Com a sua vasta experiência no ramo de novos negócios, o analista de negócios do Sebrae-SP, Wilson Borges, aponta os três erros principais que todo empreendedor iniciante pode vir a cometer.

1. Falta de Planejamento: todo novo empreendedor tem pressa em iniciar o negócio rapidamente, porém, segundo o analista “muitos relevam a importância do planejamento e acabam criando dificuldades que poderiam ser sanadas antes mesmo de abrir as portas”.

Estudar a melhor localização do estabelecimento, o número de clientes e seus hábitos de consumo, fornecedores, capital de giro, concorrentes e qualificação são alguns pontos que devem ser planejados antes o início das atividades. Borges complementa: “muitos dos novos empreendedores também não levantam informações sobre a legislação do segmento”, e esse pode ser um grande erro.

2. Comportamento empreendedor mal trabalhado: a paixão pelo que se faz, o conhecimento do setor ou a gestão eficiente não irão, por si só, garantir a longevidade da empresa. O comportamento do empreendedor tem forte influência no sucesso (ou fracasso) da empresa, “não reconhecer os pontos fortes e fracos que devem ser trabalhados cria graves problemas na empresa” diz o analista.

3. Gestão empresarial falha: para o profissional “mesmo diante de tanta informação sobre gestão empresarial, este tema ainda é muito crítico dentro das pequenas empresas, muitas vezes o empreendedor coloca a ideia do negócio acima de tudo”, o que não é correto.

Não devemos esquecer que para a concretização do sonho será preciso que o empreendedor se organize e domine a gestão em pelo menos quatro grandes áreas: gestão financeira, marketing e vendas, gestão de pessoas e operação. Dominando essas áreas, a condução do negócio será muito mais eficientemente.

Porque o empreendedor ainda erra?

Os erros de empreendedores iniciantes são motivados por 4 vários fatores principais.

O primeiro fator comentado por Wilson é o empreendedorismo por necessidade. Para ele, as pressões externas (como a falta de dinheiro), forçam o empreendedor a montar logo qualquer negócio para sobreviver e manter uma condição mínima da família. Porém, por pressa, cometem erros por falta de conhecimento do mercado de atuação, não fazendo nenhuma pesquisa, não havendo envolvimento do futuro cliente na criação do negócio e muitos erros definindo quem é esse cliente.

O não aprendizado por parte do empreendedor é considerado o segundo erro. Geralmente, novos empreendedores colocam barreiras achando que seu concorrente é seu inimigo. Assim para o analista, ao invés de ter uma vivência prévia da operação do negócio, o empreendedor terá que viver na pele as consequências dos seus próprios erros. Talvez seus “concorrentes” tenham sofrido com os mesmo problemas no inicio, vale a pena usa-los como inspiração.

Realizar sociedades simplesmente por afinidade ou amizade será o terceiro erro. Por muitas vezes as sociedades são feitas sem pensar se os sócios realmente são competentes para entregar o produto ou serviço na qualidade que o cliente espera.

O empreendedor, apesar de ter anseio em cuidar de absolutamente tudo, acumula muitas funções na empresa, e este é nosso quarto erro. “Há muitas tarefas que só tomam o tempo do empresário ao invés de realmente contribuir com o resultado do negócio”, cita o analista do Sebrae paulista.

Para ele, o empresário que não tem tempo, não consegue criar novos produtos e serviços, não inova e nem busca conhecimento para aprimorar o negócio. Por muitas vezes, se preocupa com problemas pequenos, que tomarão seu tempo para coisas realmente importantes dentro da empresa.

Como resolver todos esses problemas?

Em qualquer lugar, para resolver um problema, e preciso saber qual é esse problema! Um empreendedor iniciante deve ter a mesma ação para colocar sua empresa nos trilhos. Wilson Borges indica que o empreendedor deve realizar um diagnóstico sincero de toda a gestão e do seu próprio comportamento. Isso irá ajuda-lo a traçar as prioridades e desenhar um plano de ação para melhorar a gestão e os resultados.

Portanto, estudar, ler, se informar e aprender serão ações essenciais para que o empreendedor trace um plano para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Não quero errar - Quais cuidados devo tomar?

Para não errar domine seu negócio! Entenda toda sua parte financeira, deixe seu marketing mais profissional, saiba gerir pessoas e todas as outras áreas da empresa. Dê funções certas, para pessoas certas.

Simplifique! Segundo o analista, se pararmos para analisar os fatores que estão impedindo a nossa empresa de sair do lugar, fatalmente encontraremos novas formas de agir, de um jeito mais simples e eficiente.

Calcule o seu risco! O bom empreendedor é aquele que enxerga uma oportunidade, dentro de uma necessidade. Será ele que conseguirá verificar se o produto ou serviço realmente irão atender determinado anseio das pessoas.

Algumas perguntas podem ajuda-lo a refletir: “as pessoas querem mesmo esse serviço/produto?” “Quanto pagariam?” “Eu consigo escalar minhas vendas?” “Quanto terei que investir?” “Qual o retorno?” “A previsão de lucro?”

Para finalizar o analista do Sebrae dá um conselho aos empreendedores iniciantes: “Pense e aja fora da caixa!” Coloque o pé na rua e troque o maior número possível de informações com outros empresários, vá visitar empreendimentos melhores que o seu, visite feiras com especialistas do segmento. Faça parcerias.

Nenhum empreendedor no mundo, por mais sucesso que teve, agiu sozinho! Portanto, entenda que ninguém consegue fazer tudo sozinho. Fortaleça seu networking!

Saiba o que esperar da rastreabilidade para proteínas de aves

Enquanto a rastreabilidade bovina e bubalina já é uma realidade, planeja-se o desenvolvimento de um plano para rastrear a cadeia de aves. Espera-se que sejam tratados desde a produção dos avós até os pintinhos de corte, granjeiro que criou o lote, ração e insumos utilizados até o frigorífico. Porém, diferentemente dos bovinos, a identificação dos animais será por lote e não individualmente. Para isso, é necessário que os animais de um mesmo lote tenham a mesma idade, origem e sejam alojados sob condições id

Enquanto a rastreabilidade bovina e bubalina já é uma realidade, planeja-se o desenvolvimento de um plano para rastrear a cadeia de aves. Espera-se que sejam tratados desde a produção dos avós até os pintinhos de corte, granjeiro que criou o lote, ração e insumos utilizados até o frigorífico. Porém, diferentemente dos bovinos, a identificação dos animais será por lote e não individualmente.

Para isso, é necessário que os animais de um mesmo lote tenham a mesma idade, origem e sejam alojados sob condições idênticas, em uma mesma unidade de produção ou aviário. A proposta é que o banco de dados registre, inicialmente, pelo menos nove informações.

  1. Origem dos lotes de matrizes que originou o ovo, local de postura, idade, linhagem, status sanitário da matriz, drogas utilizadas, mortalidade/idade e desempenho zootécnico;
  2. Visitas técnicas realizadas no lote e parecer técnico;
  3. Partidas e lotes de vacinas;
  4. Medicações terapêuticas, nome do produto, partida, idade, período de carência, responsável técnico;
  5. Data de alojamento dos pintos;
  6. Taxa de crescimento das aves (peso X idade);
  7. Incubatórios com rastreabilidade para a origem do ovo, data de postura, data de incubação, performance de incubação, vacinas utilizadas, local e horário de nascimento, horário de entrega e condições sanitárias de incubação, nascimento, armazenagem e entrega;
  8. Mortalidade na vida do lote e suas causas;
  9. Controle das partidas de ração recebidas e consumidas.

Confira as vantagens da Indústria 4.0 para o setor de alimentos e bebidas

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A indústria mundial vive um processo de transformação que pode redimensionar sua capacidade produtiva e estabelecer novas diretrizes. Tecnologias como internet móvel, inteligência artificial, automação, além do aperfeiçoamento de sensores, no campo genético e na nanotecnologia, trazem possibilidades econômicas ilimitadas. Mais do que meras mudanças, estamos em meio a uma verdadeira revolução, conhecida pelo termo de Indústria 4.0.

 “Quando analisamos os impactos da Indústria 4.0, podemos perceber que os benefícios se estendem muito além do ganho de produtividade no chão de fábrica. Em resumo, vamos observar que as empresas do setor de alimentos e bebidas que primeiro se prepararem para este novo ambiente conseguirão fidelizar mais clientes, além de aumentarem sua lucratividade pelo controle do processo produtivo e de sua cadeia de valor”, aponta Paulo Roberto dos Santos, consultor especialista em Indústria 4.0

No que se refere à produção, os benefícios são imensos. A maior conectividade entre as máquinas, por exemplo, ampliará o controle dos processos. “A conectividade e a comunicação entre máquinas e equipamentos nos processos produtivos proporcionarão uma transparência e um controle na produção jamais imaginados, trazendo dados reais a todo momento, facilitando o planejamento e a tomada de decisão”, avalia Santos.

Até mesmo a manutenção dos equipamentos pode ser beneficiada pela adoção dos novos conceitos. Os sensores que monitoram as máquinas conseguirão detectar pequenos desvios de funcionamento e possibilitarão antecipar as ações. Assim, propiciarão um aumento significativo de disponibilidade e evitarão as perdas por paradas de produção.

Outra vantagem na adoção da Indústria 4.0 é a dinamização no fornecimento. Algo que, para a indústria alimentícia, dependente de diversos segmentos de matéria-prima, tem importância crucial. “Olhando para a cadeia produtiva, destacamos a grande troca de informação entre clientes e fornecedores, de maneira que seja possível antecipar muito as demandas e proporcionar o equilíbrio nos processos produtivos”, salienta.

Ao se analisar as possibilidades de intercâmbio com os consumidores, por sua vez, os ganhos do setor de alimentos e bebidas podem ser inestimáveis. O especialista lembra que os clientes poderão, por exemplo, interagir com aplicativos no ponto de venda e ganhar um auxílio para escolher opções mais adequadas ao seu perfil. O dinamismo é tamanho que não parece irreal pensar em personalização imediata de produtos e até mesmo de embalagens.

“Imaginemos que o consumidor tenha em sua família diferentes preferencias em relação ao sabor de iogurte e queira adquirir uma bandeja somente com os sabores que atendam sua família. Isso será possível”, garante Santos. “Também dá para pensar em máquinas nos pontos de vendas que criem embalagens personalizadas conforme cada necessidade, sem aumento no custo de produção”, conclui.

Saiba como melhorar a relação com as importadoras de vinho

Saiba como melhorar a relação com as importadoras de vinho

Para conseguir oferecer os melhores serviços e produtos para o consumidor, os estabelecimentos de alimentação fora do lar devem se preocupar em manter uma boa relação com os seus fornecedores. E para quem lida com vinhos em seu estabelecimento é preciso ter muita atenção às importadoras com as quais negociam constantemente.

Afinal, uma relação comercial sadia também se desenvolve em outros atributos de qualidade para trazer novidades ao consumidor, sempre no prazo e com condições atrativas que só tendem a contribuir para o crescimento do restaurante. Confira a seguir, como seu o restaurante pode melhorar a relação com as importadoras de vinho.

Um diálogo claro sobre as necessidades é importante

Como em toda negociação, é importante que ambas as partes saiam satisfeitas, do contrário, dificilmente teremos um desfecho interessante. Por isso, é importante encontrar mediação entre os seus objetivos e o que algumas importadoras têm a oferecer. Algo que se inicia, justamente, em saber o que você necessita para impulsionar a venda de vinhos no seu restaurante.

Na parte da mediação, já existem, inclusive, serviços especializados nesse sentido, como o representado pela sommelier Gabriela Bigarelli. “Hoje, a minha empresa presta exatamente esse tipo de aproximação, diretamente com os proprietários de ambos, mediando negociações e oferecendo a melhoria geral da parte de bebidas”, explica a profissional com mais de dez anos de atuação no mercado.

Com isso, fica fácil se aproximar de algumas das melhores importadoras de vinho para construir, abastecer ou reformular o portfólio de vinhos do seu restaurante. Sem falar nos trabalhos posteriores e específicos de “humanização das pessoas, conhecimento e treinamentos completos”, etapas que Gabriela considera importante nessa etapa também.

Os caminhos para melhorar a negociação por meio dos preços

Restaurantes que possuem um norte específico, por onde se guiar, têm mais chances de desenvolver um bom relacionamento com as importadoras. Afinal, é o primeiro passo para encontrar, por exemplo, um mínimo e máximo de preços para as garrafas desejadas.

Gabriela também aponta que essa relação pode se equilibrar como em uma gangorra, na qual “o restaurante e a importadora devem entrar em acordo, em que um reduz a margem de lucro e o outro proporciona descontos mais atrativos. Assim, é possível conseguir o melhor preço para o consumidor”.

Aproximar essa relação também funciona, propondo parcerias mais sólidas e diversificadas – como em eventos, por exemplo. A aproximação de ambas as partes é benéfica nessa relação entre os restaurantes e as importadoras.

As vantagens a curto e médio prazo desse relacionamento

Com o tempo, o restaurante passa a se preocupar menos em buscar novidades e inovações em sua carta de vinhos, pois a relação de parceria com a importadora pode se traduzir em confiabilidade nesse sentido.

Além disso, Gabriela aponta que “a longevidade da parceria depende de uma relação saudável, confiável e de extrema clareza. Esse é o melhor caminho, pois a colaboração e a constante presença no cotidiano do restaurante permitem as melhores propostas”, que também destaca a relevância nesse estreitamento de relações, garantindo sempre vantagens de um para o outro. Assim, é possível fazer com que a sua carta de vinhos evolua cada vez mais.

Aprenda a escolher o invólucro certo para linguiças e embutidos

Aprenda a escolher o invólucro certo para linguiças e embutidos

No contexto de fabricação de linguiças e embutidos, chamamos de invólucro - tripa ou peles sintéticas - a substância tubular responsável em revestir a proteína animal, manter sua forma e manter a maciez de sua textura.

Apesar de ser um insumo indispensável para a produção de linguiças, infelizmente as informações sobre os tipos e aplicações dos invólucros ainda são bastante escassas no Brasil, tanto na literatura científica quanto na própria internet.

Pensando nisso, a partir de agora iremos ensinar tudo o que os produtores de linguiças precisam saber para escolher, de forma correta, os invólucros que serão utilizados em seus produtos.

Vamos responder as seguintes perguntas:

  • Quais são os tipos de invólucros?

  • Como escolher os invólucros ideias para linguiças?

  • Quais são as exigências legais em relação aos invólucros?

Tipos de invólucros para linguiças

Os invólucros para linguiças possuem, basicamente, duas formas: natural e sintética. A escolha vai depender da característica final que se deseja no produto: invólucros (ou peles) naturais costumam deixar a textura do produto mais macia, como em salsichas e linguiça, já os sintéticos são usados com a função de compactar e manter a forma do produto, como são os casos das embalagens de mortadela.

Invólucros sintéticos: as peles (ou tripas) sintéticas são mais resistentes e possuem uma forma muito mais uniforme do que as naturais. Por ser mais barata e não precisar de refrigeração, os invólucros sintéticos são os mais populares dentre os fabricantes de salsichas e mortadela. Por serem feitas de celulose ou plástico, os invólucros sintéticos não são comestíveis.

Invólucros naturais: produzidos a partir de intestinos (limpos) de animais como ovelhas, porcos e vacas, as tripas naturais são usadas mais na produção de linguiças defumadas devido a sua característica de encolhimento junto ao produto. Além disso, a tripas naturais são comestíveis e podem ser armazenadas por tempo ilimitado no refrigerador e em salmoura.

Invólucros de colágeno: outro tipo de invólucro natural que merece ser citado é o produzido a partir de colágeno, originado de pele bovina. As tripas de colágeno, além de comestíveis, podem ser fabricadas em tamanhos uniforme e são extremamente resistentes para produtos maiores, como linguiças ou salames defumados. Também é possível adicionar aromas neste tipo de invólucro para melhorar o sabor do produto final.

Como escolher o invólucro de linguiças?

Assim como a maioria dos insumos disponíveis hoje para alimentos em geral, escolher o melhor invólucro para a fabricação de linguiças vai depender muito das características que se deseja obter em cada produto.

As tripas naturais não possuem tamanhos uniformes e por isso são mais recomendadas para produtos que “secam” ao longo do tempo, como é o caso dos defumados. Além disso elas precisam ser refrigeradas para não estragarem.

Já as tripas sintéticas não precisam ser refrigeradas, por serem artificiais, podem ser fabricadas no tamanho que o fabricante quiser.

Em termos de custos, as tripas naturais são muito mais caras do que as sintéticas, o que torna o seu uso mais popular entre produtos artesanais de linguiças ou produtos premium (ou gourmet) - raramente os invólucros naturais atraem o interesse das grandes indústrias.

Legislação sobre os invólucros para linguiças

A responsabilidade sobre as regulamentações e especificações técnicas dos invólucros utilizados no Brasil para a produção de embutidos é da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Atualmente, existem 9 regulamentos (portarias, decretos e resoluções) abordando as normas e especificações técnicas relacionadas à produção de embutidos e produtos cárneos no Brasil - clique aqui para ter acesso a elas na íntegra.

Em se tratando de invólucros sintéticos, as empresas fabricantes precisam usar os insumos (celulose e plástico) certificado e autorizado pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e comercializados de acordo com as normas estaduais e federais (SIF).

Já os invólucros naturais, por serem de origem animal, precisam ser biologicamente seguros para consumo e apenas comercializados sob autorização do Mapa.

Apesar de não existir uma fiscalização ativa sobre os invólucros naturais, em caso de intoxicação alimentar os fabricantes devem comprovar que o produto passou por um processo de pasteurização (química ou térmica) ou, caso contrário, podem sofrer punições severas como multas ou sanções comerciais.

Independente da legislação, o importante é o produtor de linguiça sempre levar em consideração, além do custo, a qualidade (sensorial e microbiológica) dos seus produtos.

Como ressalta a especialista Gabriela Machado sobre a ausência de fiscalização ativa do Mapa.

A falta de padronização para as ações de fiscalização é um desafio. Por ser um país muito grande com regiões distintas, as entidades de inspeção sofrem com o problema da ausência de metodologia única definida e publicada, que determina a frequência de fiscalização e os parâmetros para estabelecê-la. Além disso, falta especificação por área de produção – pescado, laticínios, carne e mel.

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