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Articles from 2017 In February


Design thinking como ferramenta estratégica para a pequena indústria

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Praticar as mesmas ações esperando resultados diferentes é um verdadeiro paradoxo, ainda mais quando falamos sobre inovação no mercado e encontrar diferenciais capazes de gerar boa vantagem competitiva no mundo dos negócios.

Nesse contexto, um termo vem abrindo alas e conquistando o seu espaço: o design thinking. E, ainda que tenha causado alarde por conta de seu conceito diferenciado, ele tem também sofrido por não ser detalhadamente bem compreendido e aplicado.

Por isso, reunimos, neste artigo, tudo o que você precisa saber sobre  design thinking e, principalmente, como idealizá-lo de maneira estratégica para o seu negócio. Confira!

O que é o design thinking?

Segundo o Dr. Charles Burnette, uma das autoridades em design thinking, esse breve conceito nada mais é do que “um processo de pensamento crítico e criativo que permite organizar informações e ideias, tomar decisões, aprimorar situações e adquirir conhecimento”.

Levando tal conceito para a aplicação no mercado, podemos dizer que se trata de “pensar como um designer” nos processos, desafios e soluções. Ou seja: aplicar ideais e princípios básicos do design à criação de estratégias em cada etapa de qualquer processo do seu negócio.

“O design thinking é um método de solução de problemas complexos, e que conta com uma abordagem sistêmica, mas sempre focada no ser humano”, explica Edgard Stuber, especialista e pesquisador dos processos criativos e da inovação e fundador da Stuber Capacidade em Inovação.

Para ele, todo esse processo deve passar pela compreensão das necessidades dos seus clientes, suas dores e desafios, para, somente então, serem aplicadas as possibilidades de solução.

Os princípios do design aplicados no mundo dos negócios

Essencialmente, o design thinking aplicado em qualquer tipo de projeto deve passar por 4 pilares estruturais:

  • Exploração;
  • Descoberta;
  • Ideação;
  • Prototipação.

O contexto implica, primeiramente, na observação do cenário à procura de valores atípicos. Ou seja: analisar, entrevistar e pesquisar para compreender toda a questão por trás de uma ideia.

Em seguida, o design thinking se traduz em identificar a viabilidade desses valores atípicos interpretados. E, dessa etapa, parte-se para a aplicação desse modelo que se equilibra na possibilidade financeira e sustentável.

“Não é um modelo fixo, pois podemos voltar para qualquer etapa a qualquer momento. Mas o primeiro passo pode ser considerado a exploração, em que se adquire o conhecimento a respeito do que seu cliente está passando. Em seguida, temos a descoberta, período de análise e síntese dos dados coletados na fase anterior, que nos leva à fase de Ideação: o momento de gerar ideias e alternativas para resolver o problema identificado. Por fim, temos a prototipação, na qual você tangibiliza a ideia e a apresenta para o cliente”, detalha Stuber, que já desenvolveu projetos em parceria com o hospital Albert Einstein, a 3M, a seguradora Porto Seguro, entre outras empresas.

Os benefícios de aplicar o design thinking na indústria de pequeno porte

O pensamento de designer integrado à realidade do seu negócio pode ser mais frutífero do que se imagina, afinal, trata-se de uma estratégia que passa a agregar mais soluções.

Isso significa compreender os desejos, expectativas e desafios dos seus clientes, consumidores e fornecedores, e propor algo que agregue a eles para não apenas ter um resultado prático, mas tornar o negócio mais desejável.

"O design thinking também é uma alternativa benéfica para todos os envolvidos. Para as empresas, porque ajuda a mudar a maneira como as pessoas abordam um problema, e para o profissional, que adquire novas perspectivas para lidar com a sua própria rotina”, analisa Stuber.

Dessa maneira, é possível tratar o seu negócio como um elemento mais humano da equação que todo cliente procura: uma solução para as suas dúvidas, anseios e desejos. Talvez, por isso, o design thinking esteja tão em voga – e sem pressa alguma de deixar de ser uma tendência de mercado.

E então, você pratica o design thinking nos seus negócios? Continue acompanhando nosso canal de conteúdo e até a próxima.

Como um grande sommelier compõe sua carta de vinho?

Como um grande sommelier compõe sua carta de vinho

Falamos bastante, por aqui, a respeito da importância de um sommelier em um restaurante, supermercado ou empórios. Afinal de contas, o conhecimento desse tipo de profissional pode conferir muito mais qualidade às escolhas do consumidor.Entretanto, é de ponderar como os sommeliers compõem as suas cartas de vinho, não acha? Isso porque ele deve saber não apenas quais rótulos caem como uma luva naquele local, mas uma série de outros aspectos – como o próprio conhecimento a respeito do perfil das pessoas que vão ao seu estabelecimento.Por isso, hoje vamos nos aprofundar um pouco mais nesse assunto e conferir como um grande sommelier compõe suas cartas de vinho. Confira!

O que compõe uma boa carta de vinho?

O sommelier é o ponto-chave para oferecer uma carta de vinho didática e informativa, mas idealizada em pontos que fazem toda a diferença, como:

  • O custo/benefício da bebida;
  • A harmonização com os pratos da casa (para restaurantes);
  • A qualidade do vinho.

Para Tiago Locatelli, sommelier do restaurante paulistano Varanda Grill, as melhores cartas de vinho possuem um diferencial. “O ponto principal da criação da carta é aquilo que o cliente quer tomar. Qual vinho ele tomaria? E se aquela bebida faz jus ao preço”, revela o profissional, que também aponta uma importância menor (mas não menos importante) à harmonização nas cartas brasileiras de vinho.“Harmonização é algo que acaba indo para segundo plano, pois o brasileiro não tem o hábito de harmonizar. Geralmente, costuma escolher o vinho antes de se decidir pelo que vai comer”, aponta o especialista.

Dicas para montar excelentes cartas de vinho

Dessa maneira, o profissional deve se preocupar com diversos aspectos-chave para conferir mais credibilidade à adega de vinhos do seu estabelecimento.E, para mantê-la com alta rotatividade, Locatelli também dá a dica. “Vale a pena investir nos vinhos mais procurados. Afinal de contas, não adianta ter vinhos de locais não muito conhecidos do público”, destaca, colocando as preferências do consumidor como um dos pontos mais importantes a serem considerados ao criar uma carta de vinhos.

Por outro lado, generalizar demais a composição do material não é uma opção atraente – nem para o sommelier e tampouco para o restaurante. “Criar uma carta só com vinhos considerados tradicionais também não funciona. O público brasileiro costuma gostar mais de Cabernet chileno e Malbec argentino”, ressalta Locatelli, que também se atenta à preferência do público geral, que fica no equilíbrio de uma bebida nem amarga e nem seca.Assim, a variedade tem que ser um ponto a se considerar, sim, e sempre de olho nas tendências que mais têm movimentado o mercado de vinhos.No caso dos afamados vinhos argentinos, Locatelli explica por que o brasileiro se encanta tanto com a produção dos nossos vizinhos hermanos. “Tem um pouco a ver com o fato de o brasileiro gostar de churrasco, assim como o argentino, e acreditar que o churrasco combina com vinho argentino. Ainda que na Itália se prepare carne e se tome vinho também”, destaca.

No caso da produção sul-americana, conta a favor que os produtos argentinos têm benefícios tarifários e chegam aqui com um valor mais competitivo. Por isso, até, a relação custo/benefício também deve fazer parte de uma boa carta de vinhos.

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Você sabe quais cuidados tomar para exportar frango para a Europa?

Você sabe quais cuidados tomar para exportar frango para a Europa?

A carne de frango é a proteína de origem animal mais exportada no Brasil, estando presente hoje em cerca de 160 países do mundo. No entanto, ainda existem muitas dúvidas em relação a essa cadeia de produção que, apenas nos últimos cinco anos, faturou 50 bilhões de reais e empregou mais de 3,5 milhões de pessoas.

De olho nisso, o objetivo deste artigo é esclarecer dúvidas relacionadas à exportação deste tipo de carne para a Europa.Vamos responder:

  • Quais cuidado tomar com os frangos?
  • Quais cortes de frango mais exportados?
  • Como começar a exportar frangos para a Europa?

Quais cuidado tomar com os frangos?

Como é o caso da produção de qualquer alimento de origem animal, os principais cuidados que os produtores precisam ter durante a produção de frangos estão relacionados à saúde dos animais.

Como ressalta Fátima Jaenisch, veterinária da Embrapa Suínos e Aves (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) :

“A biossegurança consiste no conjunto de medidas aplicadas em todos os segmentos da criação das aves, objetivando principalmente a diminuição do risco de infecções dos animais, contaminação do ecossistema e, consequentemente, a saúde alimentar dos consumidores.”

No Brasil, toda a produção avícola é regulamentada pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), sendo responsabilidade da ANVISA (Agência de Vigilância Sanitária) assegurar que todas as normas estão sendo cumpridas.

Hoje existem doze regulamentações para a produção de carnes de origem avícola no país, incluindo portarias, instruções normativas e circulares. Basicamente, elas indicam que:

  • As aves devem ser criadas no sistema “todos dentro, todos fora”, o que, na prática, significa organizar, em um mesmo aviário,  aves de igual idade e procedência.
  • Os bebedouros e comedouros nos aviários devem estar sempre devidamente higienizados.
  • Os frangos machucados (ou refugos) imediatamente retirados da produção e encaminhados para compostagem.
  • Todos os frangos devem ser monitorados e submetidos à vacinação contra Newcastle, Influenza aviária, salmoneloses e micoplamoses - distribuídas gratuitamente pelo MAPA.
  • Periodicamente também é importante verificar as fezes dos frangos a fim de detectar parasitas, que na maioria das vezes são consequências de alta umidade e falta de higienização no aviário.

Os ingredientes da ração, assim como todos os outros insumos utilizados na produção, devem ser inspecionados quanto à procedência, qualidade nutricional e microbiológica, uma vez que tais fatores influenciam diretamente a saúde dos animais.

Para assegurar a qualidade microbiológica dos frangos, o aviário deve ser mantido sempre limpo, livre de insetos e com temperatura e umidade controladas.

Quando se trata de exportação de frangos para a Europa, é importante levar em consideração que as empresas importadoras podem exigir medidas que muitas vezes não fazem parte das exigências do MAPA. Por isso, além das instruções acima, o produtor também deve estar atento às regulamentações dos países para os quais deseja exportar.

Quais os cortes de frango mais exportados?

Ao contrário dos cortes bovinos e suínos, os de frangos exportados são os mesmo comumente consumidos pelos brasileiros: peito com e sem osso, filé de peito, asa, coxa e sobrecoxa.

Contudo, mais importante do que os cortes, o produtor deve saber que as carnes de frango podem ser exportadas em quatro tipos distintos:

  • Frango inteiro;
  • Industrializados;
  • Carne salgada;
  • Frango em cortes.

Segundo levantamentos recentes do MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), todos os tipos descritos acima obtiveram um aumento significativo em relação ao volume durante os últimos anos, porém os preços apresentarem quedas.

Enquanto o volume total aumentou 28,51%, o preço médio recuou aproximadamente 20%. Por isso, mesmo com o crescimento significativo, a receita cambial da exportação de frangos cresceu apenas 2,75%.

Como começar a exportar frangos para a Europa?

A União Europeia concede isenções ou reduções tarifárias para produtos originários de diversos países e, por isso, é considerada uma das maiores importadoras de carnes de frango do mundo.

O Brasil e a União Europeia assinaram, em 1992, um “Acordo de Terceira Geração”, que apesar de não prever especificamente o comércio de carnes, facilita muito os processos regulatórios e burocráticos envolvidos na exportação e importação de proteína animal.

Por isso, exportar frangos para a Europa pode ser mais simples do que se imagina. Os passos, geralmente, são os seguintes:

  1. Entendimento das regulamentações impostas pela país importador;
  2. Regularização e padronização do aviário de acordo com as regulamentações brasileiras e europeias;
  3. Entrar em contatos com as instituições importadoras e solicitar a permissão para exportar;
  4. Assinar os contratos e termos internacionais seguindo as normas brasileiras e do país importador.

Devido à alta demanda, hoje em dia, existem empresas especializadas em conseguir as autorizações necessárias para exportar carne de frango para o Velho Continente.

Como conseguem agregar mais rapidez e segurança em todos os processos burocráticos, elas são na maioria dos casos as opções mais interessantes para o “exportador de primeira viagem” em questões de custo-benefício.

Gostou do artigo? Compartilhe-o em suas redes sociais e nos ajude a divulgar informações úteis e valiosas para os produtores brasileiros.

Como criar parcerias para desenvolvimento de produtos exclusivos

Como criar parcerias para desenvolvimento de produtos exclusivos de restaurantes

O desenvolvimento de produtos específicos para um estabelecimento alimentício pode ser uma excelente ideia para mudar a maneira de se relacionar com sua clientela.

Na maioria das vezes, entretanto, os estabelecimentos optam por fechar parcerias com nomes do mercado para poder conseguir desenvolver produtos de qualidade ainda maior e mais atrativos.

Estabelecer essas parcerias e definir os produtos a serem produzidos é uma tarefa que demanda cuidado, atenção e organização. Neste artigo separamos os principais pontos que devem ser levados em consideração na hora de criar o produto exclusivo para o seu restaurante.

Como desenvolver produtos exclusivos para o restaurante com empresas parceiras?

Qualquer que seja a sua intenção ao desenvolver um produto novo para o seu estabelecimento, é preciso pensar primeiro no público-alvo que você quer atingir e seu objetivo final. Essa definição norteia não somente o produto que será desenvolvido, como também qual é o tipo de empresa que você deve procurar para trabalhar em conjunto.

Compreendendo melhor a necessidade do seu público e, principalmente, o seu objetivo com essa ação (aumentar a fidelidade de clientes e o faturamento, trazer novas visitas ao seu restaurante), você já pode traçar um plano mais fidedigno de produto para o seu negócio.

Seguindo esse contexto, o CEO e Founder da DonCiotto (franquia tailandesa de sorvetes feitos na chapa), André Doraciotto cita que o primeiro passo é ter uma ideia inovadora para o seu negócio. Em um segundo momento, "é preciso pensar em como escalonar esse produto para justificar a parceria com uma grande empresa, o modelo de franquia ou em uma grande rede", parceria essa que deve se encaixar perfeitamente neste formato.

Quais as vantagens para o estabelecimento de alimentação fora do lar?

Muitas são as vantagens para o restaurante que opta por desenvolver um produto específico e especial para seus clientes. A primeira delas é, sem dúvidas, a sensação de valorização que você passa para seu público, ao oferecer um produto que está de acordo com suas expectativas e, é claro, é exclusivo para eles.

Outra grande vantagem é a oportunidade de associar o nome do seu restaurante com uma marca de sucesso, que pode melhorar ainda mais a sua imagem de qualidade e satisfação com o cliente.

Para finalizar, produtos exclusivos também podem ser responsáveis por ser o carro chefe do seu negócio, servindo para aumentar o faturamento da casa, seja com os clientes antigos, como também com os novos, que podem se interessar por essa oportunidade.

Um bom exemplo da parceria de sucesso nesse mercado é feita pela DonCiotto e a Duas Rodas (responsável pelas marcas de sorvete Selecta e Specialitá).

Em parceria, as empresas desenvolveram uma base de sorvetes artesanais e com toque gourmet para ser preparado diretamente na chapa. O faturamento de ambas cresceu significativamente desde o início dessa empreitada de sucesso.

Que sugestões o fornecedor dá neste caso?

Para Doraciotto, como em toda parceria, a "relação precisa ser boa para ambas as partes". O CEO ainda completa: "é importante escolher uma empresa que possa fornecer o mix completo para o restaurante e que possa firmar uma parceria de exclusividade de longo prazo".

Segundo ele, isso pode atrair os olhares da empresa e ser visto com bons olhos, justificando o investimento inicial com o retorno a médio/longo prazo, seja com o fornecimento de produtos, seja com a divulgação da marca de forma indireta.

O papel do fornecedor nessa relação é essencial, visto que ele é o especialista no desenvolvimento do produto que será oferecido pelo restaurante. Ele, após receber as orientações do restaurante sobre o público alvo que será atingido com essa ação, e os objetivos da mesma, vai apresentar as soluções que julgar interessante para o desenvolvimento do produto inovador.

É do fornecedor, portanto, a responsabilidade de propor algo que seja, ao mesmo tempo, diferente e inovador, tanto para o público que pretende atender, como também para o nicho em que ele e o restaurante pretendem atuar.

Objetivo da parceria: agregar valor à marca do restaurante

Qualquer tipo de novidade, que tem como objetivo agradar o cliente, agrega algum tipo de valor, tanto à marca do restaurante, como também à do fornecedor.

Atualmente, o consumidor já aceita investir mais em um produto que demonstra qualidade e, por isso, quando a inovação é um tiro certo, existe uma grande garantia de crescimento de faturamento e, é claro, de procura por parte de novos clientes.

Se o planejamento dessa ação for bem executado, avaliado e aproveitado, investir em um produto exclusivo é uma ótima oportunidade de melhorar os resultados do seu restaurante – e também é excelente para o seu parceiro.

André Doraciotto, um dos idealizadores da parceria entre a DonCiotto e a Duas Rodas, cita ainda que a parceria pode agregar não só um valor, mas vários. Porém, ele crê em dois principais:

1) A parceria de uma marca consolidada no mercado produzindo para o restaurante pode aumentar muito o valor agregado ao estabelecimento;

2) Ter uma padronização aliada a uma qualidade já conhecida do grande público pode ser algo muito interessante para quem ainda está fixando a sua marca no mercado;

Neste segundo caso, André finaliza: "no nosso caso, apesar de sermos uma empresa muito jovem, fechamos uma parceria com uma empresa de mais de 90 anos de mercado". Se bem planejada e com capacidade inovadora, a parceria para o desenvolvimento de produtos exclusivos tende a ser ótima para todos!

Conheça mais sobre o potencial da automação em abatedouros

Conheça mais sobre o potencial da automação em abatedouros

A Indústria 4.0, também conhecida como a 4ª Revolução Industrial, é o termo utilizado para se referir à grande revolução do trabalho que está acontecendo em praticamente todos os segmentos da indústria, como agricultura, prestação de serviços e produção de tecnologias.

Para aqueles que ainda não estão familiarizados com o termo, a Indústria 4.0 engloba tecnologias como Cloud Computing e Inteligência Artificial para automatizar a produção (e até transporte) dos mais variados produtos, inclusive de carnes.

Automação em abatedouros

Por ser uma peça de uma das indústrias mais importantes para a economia brasileira - afinal, o Brasil é atualmente o maior exportador de carne bovina do mundo -, os abatedouros foram certamente os empreendimentos que mais receberam investimentos com foco na automação de processos, como a pistola pneumática de box de abate (para bovinos) ou sensores infravermelhos para controle da qualidade do ar.

Todo esse investimento, é claro, não é “à toa”. A automação, quando feita de forma planejada e personalizada com a estrutura, pode trazer benefícios muitas vezes até inesperados para abatedouros de médio e grande porte.

Podemos citar como as três principais vantagens da automação em abatedouros:

Redução de custos: além de agilizar os processos, a automação em abatedouros pode reduzir os custos operacionais devido à diminuição da mão de obra e, principalmente, redução de perdas que tradicionalmente ocorrem na produção de carnes.

Escalabilidade: em muitos municípios brasileiros a escassez de mão de obra qualificada é um forte limitante para o crescimento do abatedouro em termos de quantidade de produção. Com a automação, a mão de obra deixa de ser um empecilho e a produção pode ser potencializada com muito mais facilidade.

Produção humanizada: com uma tendência cada vez maior ao abatimento humanizado, a automação dos abatedouros certamente é uma das opções mais viáveis economicamente para marcas que adotam um método de produção de carnes mais humanizado e, consequentemente, mais interessante para os consumidores mais exigentes com o sofrimento dos animais.

Como automatizar um abatedouro?

Apesar da automatização de abatedouros ser um processo relativamente simples e, como vimos anteriormente, interessante do ponto de vista de custo-benefício, o investimento inicial pode ser expressivo e por isso o primeiro passo é sempre avaliar a viabilidade econômica do negócio.

Existem atualmente dezenas de empresas especializadas na produção de equipamentos para automatização de abatedouros. Contudo, mais importante do que os equipamentos utilizados é o posicionamento dos mesmos dentro do abatedouro.

Isso porque, para tirar o máximo de proveito de todos os equipamentos e conseguir eliminar ao máximo a interferência humana, todas os equipamentos precisam estar posicionados de tal forma que a produtividade e qualidade microbiológica da carne sejam mantidas durante todo o processo.

Na prática isso significa:

  • Construir muros altos que bloqueiam a visão os animais durante o caminho até o abate, uma vez que tal prática reduz a chance de congestionamentos de animais e também assegura a qualidade da carne, uma vez que o estresse do animal antes do abate pode liberar substâncias que a “endurecem”.
  • Instalar um sistema de escoamento de resíduos (urina e fezes) para evitar a contaminação dos animais durante o caminho até o abate - inclusive é recomendado que os animais não sejam alimentados no dia do abate.
  • Configurar o box do abate de tal forma que o animal não tenha muito espaço para se debater e que o profissional responsável pelo abate tenha a visão necessária para não errar o tiro.
  • Usar uma pistola pneumática para o abate, uma vez que ela é mais rápida, econômica e fácil de ser operada.
  • Padronizar os procedimentos de cortes por parte dos funcionários com foco em produtividade e qualidade do produto final.

Em resumo, a automação de abatedouros não é só uma possibilidade como também já é realidade em muitos abatedouros do Brasil e do mundo. Como comenta o consultor Fábio Nunes sobre suas possibilidades:

"A automação em abatedouros se estendeu à classificação de carcaça por visão eletrônica e às áreas de corte e pesagem e embalagem de frangos inteiros e partes, que incorporaram, por distintas razões, equipamentos e tecnologias de finalidades variadas, com o intuito de permitir contornar a escassez de mão de obra; buscar ganhos de produtividade e a concomitante redução dos custos de processamento; dar maior consistência aos processos produtivos; aumentar a confiabilidade dos parâmetros de qualidade dos produtos, como o peso individual dos cortes e o peso final das embalagens, sobretudo daquelas voltadas ao mercado de exportação, entre outras”.

No entanto, é importante levar em consideração que os equipamentos de automação só são aproveitados se todos os aspectos do abatedouro também sejam ajustados para uma produção automatizada, como treinamento de funcionários, planejamento de estrutura e procedimentos padrões de higiene.

Conhece alguém que poderia aplicar essas dicas de automação de abatedouros? Compartilhe este texto e nos ajude a distribuir informações relevantes e inovadoras sobre a produção de carnes no Brasil!

Conheça as empresas de alimentos mais inovadoras do mundo

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Será possível um ranking global sobre inovação em negócios? A Fast Company acredita que sim, tanto que publicou a lista das empresas mais inovadoras do mundo há 10 anos.

A Fast Company é uma revista de negócios especializada em inovação, nos campos de tecnologia, economia ética, liderança e design. Desde 2008, ela publica a lista das 50 empresas mais inovadoras, que já se tornou uma referência para quem se interessa pelas melhores práticas de inovação.

Da lista geral, a revista faz um destaque setorial – e aqui veremos quais companhias de alimentos (indústria e serviços) foram selecionadas para o ranking de 2017.

Chobani (Estados Unidos)

A Chobani, do setor de laticínios, ficou em 9ª lugar na lista geral não apenas pelos lançamentos realizados em 2016. A empresa, conhecida pelo Iogurte Grego, lançou campanhas apontando o uso de aditivos de marcas – “um copo de iogurte pode não mudar o mundo, mas a forma com que fazemos, pode”: https://www.youtube.com/watch?v=fp5V9s1LoHg

Também lançou uma incubadora de alimentos saudáveis e distribuiu milhões em ações aos seus funcionários – apenas duas das formas com que a empresa pretende ter um impacto social nas comunidades em que atua.

O artigo completo sobre a empresa você encontra aqui.

Farmers Business Network (Estados Unidos)

A FBN ficou em 34º lugar na lista geral por fomentar a troca de informações em um dos setores mais isolados da economia – o agronegócio. Através do serviço da FBN, fazendeiros podem trocar informações sobre produtividade, uso de fertilizantes e tendências de mercado de forma anônima e imparcial.

A criação de uma rede de colaboração trouxe uma mudança significativa na disparidade de escalas que existe neste negócio (fazendas comprando isoladamente de grandes corporações agroquímicas, que regulam o mercado). Através da formação de uma rede de compras, a empresa possibilita aos fazendeiros a compra de agrotóxicos e fertilizantes com até 50% de desconto e está testando a venda de sementes.

O artigo completo sobre a empresa você encontra aqui.

Resy (Estados Unidos)

A terceira empresa de alimentos a figurar no TOP 50 das empresas de alimentos mais inovadoras, a Resy está em 38º lugar na lista geral.

Oferecendo um serviço de reservas tanto para os restaurantes quanto os consumidores, ela mudou as regras do setor ao oferecer taxas fixas aos restaurantes e permitir a troca de informações sobre as preferências dos usuários. Tudo pensado para que a experiência seja perfeita desde a primeira vez (UX está mudando de ponta cabeça o mundo dos negócios).

O artigo completo sobre a empresa você encontra aqui.

Beyond Meat (Estados Unidos)

Se você ainda não viu o vídeo de marketing da Beyond Meat, que ficou em 48º lugar na lista geral das empresas mais inovadoras do mundo, então reserve 50 segundos do seu tempo para vê-lo agora: https://www.youtube.com/watch?v=uWfEFfwzRmo

A Beyond Meat causou uma revolução no mercado, posicionando o seu hambúrguer vegetal – Beyond Burger – na gôndola refrigerada de carnes e oferecendo uma opção de carne análoga que “sangra” ao ser cortada.

A empresa pode não estar tão focada no público vegano/vegetariano quanto nos flexitarianos, mas atraiu um investimento massivo de um dos gigantes do setor de carnes: a Tyson agora é dona de 5% de suas ações.

O artigo completo sobre a empresa você encontra aqui.

Starbucks (Estados Unidos)

Entrou na lista por ter redefinido o seu programa de fidelidade – que cresceu 18% no ano de 2016.

O artigo completo sobre a empresa você encontra aqui.

Domino’s (Estados Unidos)

Os drones da Domino’s já apareceram no Sra Inovadeira, mas a companhia entrou na lista pelo sistema de pedido “zero-click” que está sendo implementado nos EUA.

O artigo completo sobre a empresa você encontra aqui.

Sweetgreen (Estados Unidos)

Uma cadeia de restaurantes que está expandindo o conceito de customização através de pedidos via aplicativo ou site – hoje, 30% do faturamento é proveniente destas transações. A empresa anunciou que em 2017 suas lojas serão completamente livres de dinheiro, o que pretende acelerar ainda mais a espera.

O artigo completo sobre a empresa você encontra aqui.

World Food Programme Innovation Accelerator (Alemanha)

Uma aceleradora criada pelas Nações Unidas com o propósito de alcançar a Meta de Desenvolvimento Sustentável de eliminar a fome até 2030, a ferramenta Zero Hunger, que mapeia as diversas tecnologias disruptivas em alimentos e seus estágios de maturação, já apareceu neste post.

O artigo completo sobre a empresa você encontra aqui.

SOSV (Estados Unidos)

Uma empresa de venture capital que foca em negócios disruptivos em alimentos e na forma como comeremos no futuro – investindo em uma diversidade de start-ups de alimentos análogos, como a Perfect Day, New Wave Foods e IndieBio.

O artigo completo sobre a empresa você encontra aqui.

 

Picobrew (Estados Unidos)

Seguindo a onda da cervejaria artesanal e customização 100% na mão do consumidor, a Picobrew lançou uma microcervejaria portátil para bancada. Os ingredientes são vendidos pela empresa em packs e as instruções de preparo podem ser ajustadas no software que acompanha o produto.

O artigo completo sobre a empresa você encontra aqui.

Notou uma tendência “leve” em direção a empresas americanas? Sim, a Fast Company é uma empresa americana, com jornalistas americanos, e acaba sendo bem tendenciosa geograficamente.

Por outro lado, temos bem poucos exemplos de companhias de outros países que pretendem ter uma pegada global. A maioria delas acaba focando nos problemas do seu mercado local, deixando o mercado externo para um possível “plano de expansão futuro”.

Há cada vez menos sentido nisso: conforme as barreiras entre países vão caindo com a tecnologia, os negócios poderão ter a escala que almejarem. A cada dia, fazer impacto global é mais possível.

Quem você acredita que estará na lista em 2018? Para colocar a sua empresa neste ranking, você pode começar aumentando a chance de sucesso dos seus lançamentos.

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Sobras de pães em padarias: dá para criar um novo produto?

Sobras de pães em padarias: dá para criar um novo produto?

Em tempos de crise econômica, com margens de lucro cada vez mais apertadas, as padarias vêm sofrendo para se manter fortes no mercado seguindo palavras de ordem como moderação e racionamento.

Porém, quem tem padaria sabe que o padeiro, por muitas vezes, não acerta na quantidade correta de pães e ao final do expediente, acabam sobrando. Seguindo a linha da moderação e do racionamento, as sobras de pão não devem ser simplesmente jogadas no lixo. É cada dia mais importante pensar no que pode ser feito com elas.

Em residências, as donas de casa são experts em reaproveitar alimento. Essa ação também deve sempre ser pensada em padarias, evitando o desperdício e até trazendo um produto novo ao estabelecimento.

O que fazer com os pães que não foram vendidos?

O pão francês é um alimento tradicionalmente consumido pela população brasileira, principalmente em refeições como café da manhã e lanche da tarde. Segundo os dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF – 2008- 2009) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o consumo per capta do pão de sal foi de 53gr/dia, sendo que a porção unitária média é de aproximadamente 53gr.

Mas mesmo com esse consumo, as padarias eventualmente se deparam com pães sobrando, e que, se não aproveitados, podem trazer prejuízos ao estabelecimento.

Joicy Priscila da Costa Maia, docente do curso de Nutrição da Unoeste de Presidente Prudente, cita uma informação muito importante. “Em toda padaria temos a chamada 'sobra limpa', ou seja, o alimento que foi produzido, mas que não foi para o balcão de distribuição/venda e que foi mantido o controle de segurança”.

Segundo ela, para esse pão podemos empregar várias técnicas de preparo para a produção de um novo alimento e assim, promover o seu reaproveitamento. Os principais exemplos para reaproveitar o pão francês são:

  • Torradas ou croutons;
  • Tortas e bolos;
  • Canapés
  • Farinha de rosca.

Porém, ela faz uma ressalva e diz que a “sobra suja” (ou seja, os pães que foram produzidos e levados para o balcão de venda e ou distribuição) deve ser descartada.

Vale ressaltar que todo novo produto decorrente do reaproveitamento do pão deve receber a rotulagem com data de fabricação, data de validade, informações nutricionais, modo de conservação, peso, preço e todas as exigências vigentes na legislação.

Quais novos produtos podem ser feitos?

Caso sejam seguidas todas as normas vigentes, as sobras de pão podem ser reutilizadas sem problemas, porém Joicy reforça que devemos utilizar somente a sobra limpa.

Dentre tantas formas de reutilização da sobra de pães, as tradicionais torradinhas, certamente são as mais comuns, podendo ser feitas nas padarias ou até em casa. Quando são inseridos alguns condimentos especiais, ficam ainda mais saborosas e crocantes.

Contudo, há receitas bem mais elaboradas e que podem até ser um diferencial para a padaria:

Pudim de pão: este tipo de doce é uma delicia. Para fazer um pudim tamanho padrão são necessárias aproximadamente 6 a 8 unidades de pães tipo francês, além de ovos, leite, margarina e leite condensado.

Farinha de rosca: certamente essa é, junto com as famosas torradinhas, a forma de reaproveitamento das sobras de pão mais utilizada. A Resolução RDC nº 90 de 18 de outubro de 2000, inclusive, conceitua a farinha de rosca como um produto obtido da moagem do pão obrigatoriamente torrado.

Nas padarias, a farinha de rosca pode ser comercializada em pacotes fechados ou ser usada em empanados.

Joyce complementa que “estabelecimentos que produzem salgadinhos como coxinha, rissoles, bolinha de queijo, entre outros, tanto sendo vendidos por cento ou unitários, também podem utilizar a farinha de rosca produzida pelo próprio estabelecimento”. Isso, além de promover a reutilização das sobras, irá gerar economia.

Sobras de pão não são sinônimos de pães estragados!

Como vocês viram, para qualquer padaria é muito simples e vantajoso reaproveitar as sobras de pão na criação de doces, salgados e farinhas. Além de resultar em produtos saborosos, o reaproveitamento de sobras de pão representa economia no orçamento do estabelecimento.

Mas atenção! Sobras de pães velhos são totalmente diferentes de pães estragados, muito velhos ou que apresentem qualquer sinal de bolor.

Importância do design higiênico de equipamentos para a indústria

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Dizer que a indústria de alimentos e bebidas deve focar em qualidade não é mais novidade para ninguém. O desafio já faz parte do dia a dia do setor, mas não se restringe apenas à textura de um produto ou ao tempo de prateleira. Afinal de contas, antes de chegar às lojas, a indústria deve garantir que o processamento, o envase e a manipulação dos alimentos sejam os mais seguros possíveis.

Juntos, esses procedimentos conferem o máximo de qualidade aos produtos, assim como o design higiênico de equipamentos, que também traz benefícios para a própria indústria, além de facilidades na higienização do maquinário, na manutenção das peças e, consequentemente, no controle de pragas no parque industrial.

Design higiênico de equipamentos: o que é?

O design de um equipamento é considerado higiênico quando incorpora, com caráter preventivo, características que visam reduzir - ou eliminar por completo - direta, ou indiretamente, todo tipo de fonte de contaminação em alimentos processados.

“Equipamentos projetados com essa finalidade ajudam a garantir que  o consumidor receba produtos de mais qualidade, além de promover, geralmente,  a redução nos custos,  já que o fluxo de trabalho é contínuo”, afirma o engenheiro de produção Leandro Ribeiro.

O maquinário, inclusive, agrega mais valor à marca, pois conserva a qualidade dos produtos ao máximo, colocando em prática o conceito da segurança alimentar, com a ausência de riscos de contaminação, infecção e outros tipos de doenças.

Na Europa e nos Estados Unidos já existe uma política rigorosa a respeito do design higiênico de equipamentos. Não à toa, por aqui, a preocupação é cada vez mais crescente.

Problemas que um design inadequado pode trazer

Da mesma forma que o design higiênico de equipamentos pode trazer benefícios diversos  para a indústria de alimentos e bebidas, fazê-lo de forma inadequada tende a causar problemas sérios. “Pode ocorrer o acúmulo de sujeira em diferentes áreas das máquinas, aumentando bastante o risco de contaminação das próximas produções”, ressalta Ribeiro.

Portanto, mais do que um diferencial tecnológico ou de design arrojado, estamos falando de um elemento capaz de valorizar uma marca, ou condená-la, caso os cuidados com a manutenção e higienização do maquinário não sejam respeitados.

Entre os riscos que podem ameaçar a indústria, caso ela não adote o design higiênico de equipamentos, destacam-se:

  • Prejuízo à qualidade dos produtos e segurança do consumidor;
  • Dificuldades no processo de limpeza, manutenção e higienização das áreas;
  • Aumento dos gargalos produtivos por conta de resíduos acumulados.

Mas engana-se, entretanto, quem acredita que o conceito vale apenas para os equipamentos. Outros fatores contribuem para manter e aperfeiçoar a qualidade dos alimentos, como, por exemplo:

  • Localização onde foi construída a fábrica;
  • Projeto estrutural do prédio em si;
  • Escolha de materiais para os acabamentos, assim como da fundação do prédio;
  • Controle de perigos ao maquinário, como a segregação de áreas de trabalho;
  • Fluxo e armazenamento de materiais e produtos;
  • Tráfego de pessoas autorizadas em cada setor;
  • Instalação de serviços como eletricidade, vapor e climatização.

Tudo isso é definitivo na busca por um processo produtivo mais eficiente, seguro e imune a corpos estranhos, substâncias químicas e outros agentes agressivos à indústria de alimentos e bebidas.

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Como o sommelier pode valorizar seu passe profissional?

Como o sommelier pode valorizar seu passe profissional

Profissão secular, de origem e pronúncia francesa, o sommelier é uma das figuras de maior impacto na arte de oferecer um bom vinho – seja em um empório, supermercado, restaurante entre outros estabelecimentos.

Acontece que, como em qualquer outro ramo, existe uma questão que se acumula entre a expectativa profissional e a realidade do mercado: a valorização do seu trabalho.

Afinal de contas, por trás de uma elogiada e concorrida seleção de vinhos, costuma existir um qualificado sommelier que pesquisou, analisou e ponderou diversos aspectos – contribuindo com o desenvolvimento do estabelecimento.Por isso, vamos conferir neste artigo algumas dicas que podem ajudar ao profissional se destacar e valorizar o seu passe em seu local de trabalho. Confira!

Estruture o seu plano de carreira

Valorizar o passe de um sommelier começa, justamente, em suas próprias expectativas com relação à sua profissão.

Isso porque esse planejamento é toda a estrutura do profissional. Do contrário, de nada adianta buscar especializações, realizar networkings e ir atrás de novas certificações porque elas pouco surtirão efeito caso você defina uma trajetória diferente para a sua carreira.

Aposte em cursos de especialização

Seja para aprender um novo idioma – algo interessante para expandir os horizontes na profissão – ou um assunto especial, cursos de especialização são excelentes maneiras de agregar mais valor ao tipo de profissional que você é e pretende ser.Sem falar que é de grande valia para ampliar seus contatos na área e promover tanto o seu nome quanto o da empresa que você trabalha.

Explore as qualidades de sua própria experiência

Sommeliers têm muito a trazer em suas bagagens profissionais. Afinal de contas, os rótulos degustados e o conhecimento adquirido são pontos-chave essenciais para agregar mais valor ao seu passe de mercado.

Dessa maneira, é importante explorar tais qualidades para que os estabelecimentos percebam que tudo aquilo vivido pode ser usado, reaproveitado e reinventado em novos ares profissionais.Para Silvio Celestino, sócio-fundador da Alliance Coaching, “todo profissional autônomo deve ser percebido pelo mercado como um grande especialista em sua área de atuação, se não o maior. Portanto, escrever artigos, produzir vídeos e podcasts com conteúdo relevante para o seu público, é a melhor maneira de valorizar-se perante o mercado”.

Assim, não se trata apenas de um resumo de suas qualidades, mas daquilo que você absorveu e transformou em conteúdo para suas próximas experiências.

Mantenha-se em atualização

Experiência, no mundo dos vinhos, é também consequência de degustações e uma base teórica ao custo de muita prática.Por isso, trabalhe o networking de diferentes maneiras. Seja indo a degustações, workshops e palestras – entre outros eventos do setor –, e mantendo contato com mais pessoas do ramo.

Tudo isso ajuda a colocar o seu nome em evidência e, consequentemente, o do local que você trabalha. Vale, portanto, estabelecer uma extensa rede de contatos para valorizar o seu passe como sommelier.

Sem falar que essa prática ajuda a calcular a média a ser praticada no mercado. “O melhor a fazer é conhecer quanto os clientes estão pagando, ter consciência de que nível de profissional você deseja ser e, então, fazer um valor que lhe posicione apropriadamente no setor. Portanto, a melhor maneira de calcular a média, é fazer networking e manter-se atualizado pelos clientes e eventuais colegas na profissão”, analisa Celestino, que também aponta os grandes desafios na carreira do profissional autônomo:

“Saber tudo desde o mercado, o negócio, a história até em qual momento se encontra. A partir daí, encontrar seu posicionamento, ou seja, como você será percebido de maneira única pelo mercado. Em outras palavras, a parte mais desafiadora é sempre o marketing que você deve realizar para que as vendas aconteçam. Não basta estudar sua área de atuação, você precisa saber comunicar-se e vender”.

Faça uma auto-avaliação das suas qualidades

Ser crítico é uma qualidade, ainda mais quando você busca aprimorar continuamente as suas características.Afinal de contas, um sommelier sempre em busca de atualização, no mercado, trabalha bem tais qualidades e se aprimora de maneira que, ao pedir por um aumento, ele pode apresentar seu desenvolvimento e os motivos para que o seu local de trabalho reconheça essa evolução.

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Como montar uma casa de carne gourmet?

Como montar uma casa de carne gourmet?

O sucesso econômico na produção e exportação de carnes no Brasil está intimamente ligado à tradição do consumo por sua própria população. Seja no bife do dia a dia ou o coraçãozinho no churrasco de domingo, a carne definitivamente faz parte da vida de praticamente todo brasileiro.

Contudo, apesar das carnes ainda serem um dos principais alimentos do país, uma pesquisa realizada pelo Datamonitor indicou que, desde 2009, já é notada uma mudança comportamental dos brasileiros em relação ao consumo de carnes.

Dentre elas, destacam-se a preocupação com a saúde, a mudança na quantidade consumida ao longo da vida e, principalmente, uma maior exigência das classes média e alta no que diz respeito aos produtos comercializados no varejo.

Como afirma Fabio Meideiros, gerente nacional do programa Carne Angus Certificada: "a busca por cortes com origem e qualidade garantidas é uma tendência muito forte".

Por isso, levando em consideração o consumo tradicional de carnes no Brasil e aumento na exigência por produtos mais finos, mais bem cortados e em embalagens de melhor qualidade, há alguns anos tem se notado um surgimento expressivo da quantidade de casas de carne gourmet - especialmente em São Paulo.

O que levar em consideração ao montar uma casa de carnes gourmet?

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, casas de carnes gourmet são modelos de negócios diferentes dos açougues tradicionais.

Elas se diferem, principalmente, nos tipos de cortes oferecidos, preocupação com o armazenamento dos produtos, atendimento personalizado e diversidade nos tipos de carnes vendidas que podem, inclusive, incluir carnes exóticas como carne de avestruz, javali, codorna, faisão etc.

Além disso, casas de carne gourmet também podem oferecer carnes temperadas e preparadas de acordo com as especificações de cada cliente e/ou evento.

Por isso, empreendedores que desejam montar uma casa de carnes gourmet devem se atentar à uma série de aspectos que muitas vezes são dispensáveis para açougues tradicionais.

Os principais aspectos a serem levados em consideração são:

1. Equipamentos

Os equipamentos utilizados nas casas de carne gourmet são basicamente os mesmos dos açougues. Contudo, por se tratar de produtos de alto valor agregados, todos os utensílios de cortes e armazenamento precisam ser impecáveis em termos de higiene e funcionalidade - nem pensar usar facas “cegas”, por exemplo.

Com exceção dos produtos desidratados, recomenda-se que as carnes sejam armazenadas em temperaturas entre 0 °C e 4 °C. Isso porque temperaturas muito baixas podem prejudicar a consistência da carne e muitos altas favorecem o crescimento de microorganismos no alimento.

2. Localização

Casas de carne gourmet oferecem produtos com valor muito mais agregado que açougues tradicionais e, por isso, precisam estar localizadas em regiões nobres da cidade em que o público-alvo deste modelo de negócio - classe média-alta e alta - está mais propenso a fazer compras.

Por via de regra, recomenda-se sempre fazer uma análise de mercado que inclua o mapeamento de concorrentes antes de escolher a localização da casa de carnes.

3. Mão de obra

Ao contratar funcionários para a casa de carnes gourmet, o empreendedor deve sempre ter em mente que os clientes que compram tais produtos são extremamente exigentes em termos de cortes, embalagens, higiene e, principalmente, atendimento.

Por isso, o ideal é sempre recrutar profissionais experientes em vários tipos de cortes e treiná-los de acordo com as boas práticas de higiene e atendimento. Caso não seja possível encontrar profissionais qualificados, uma opção é contratar alguém não tão experiente e matriculá-lo em cursos de cortes especiais.

4. Marketing

Os clientes de casas de carne gourmet levam em consideração aspectos que vão muito além do preço, como geralmente é o caso em açougues tradicionais.

Por isso, o empreendedor que deseja montar um negócio do tipo precisa também levar em consideração o investimento em marketing. Afinal, dificilmente apenas a localização e o “boca a boca” será o suficiente para atrair os clientes necessários para tornar a casa de carnes economicamente viável.

5. Custos

Por último mas não menos importante, os custos de operação precisam ser avaliados com seriedade e de forma analítica antes de montar uma casa de carnes.

Um erro comum é acreditar que, pelo fato dos clientes pagarem mais pelas carnes gourmet, o lucro do empreendimento seja consequentemente maior do que nos açougues tradicionais. Isso é um erro terrível porque, da mesma forma que os produtos são vendidos por preços mais elevados, o modelo de negócio também exige uma série de custos adicionais com energia elétrica, contratação de funcionários, insumos e marketing.

Além disso, casas de carne gourmet muitas vezes demoram para conquistar uma boa quantidade de clientes e, por isso, o empreendedor também precisa se atentar ao capital de giro, que é o dinheiro necessário para manter o negócio ativo em caso de não haver lucros.

Quais são os cortes considerados premium?

Estima-se que atualmente existam no mercado mais de 50 tipos de cortes finos, somente para carnes bovinas. Por isso, o mais recomendado é sempre vender os cortes mais pedidos pelos clientes da região onde a casa de carnes funciona.

Mas, em geral, os cortes premium mais populares independente da localização são:

  • T-Bone;
  • Bife Ancho;
  • Carré;
  • French Rack;
  • Baby-Beef;
  • Bife de Chouriço;
  • Fraldinha;
  • Maninha;
  • Picanha argentina;
  • Filé Mignon.

Quais as legislações que precisam ser seguidas?

A produção e comercialização de carnes no Brasil, sendo essas gourmet ou não, são inspecionadas pela Vigilância Sanitária (Anvisa) e Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Geralmente os inspetores vão até o estabelecimento comercial para avaliar os seguintes itens:

  • Qualidade sensorial e microbiológica dos produtos;
  • Data de vencimento dos produtos;
  • Processo de preparo e manipulação dos alimentos;
  • Condições higiênicas do local;
  • Trajes e uniformes dos empregados;
  • Ambientes reservados para o corte de carnes, estoque de alimentos e troca de roupas.

Informações sobre o cumprimento de cada um dos itens podem ser conferidas na lista de adequações para açougues fornecidas pela Anvisa e o descumprimento de qualquer uma das normas pode resultar em multas e/ou fechamento do ponto de venda.

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