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Festas de fim de ano: oportunidade de lucro para seu negócio

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As confraternizações de fim de ano podem aumentar em até 30% o fluxo de bares e restaurantes. Além disso, a época é excelente para atrair novos clientes e fidelizar os atuais. Afinal, estamos falando de meses com muitos feriados em que o movimento costuma cair naturalmente, ao mesmo tempo em que as despesas do estabelecimento com férias e 13º são maiores.

"Criando pacotes de confraternização, ativações, um bom atendimento, um espaço que possa ser semi-reservado e um produto que combine com a proposta da confraternização, é possível aumentar o faturamento do estabelecimento na época", recomendam Carolina de Vilhena, consultora.

Equilíbrio e planejamento

Antes de tudo, é importante ter em mente que o foco do estabelecimento durante a época não pode ser o de atrair clientes a todo custo. Afinal, é preciso ter cuidado para não perder os clientes habituais por conta de mau planejamento ou pelo restaurante estar fechado para um grupo em alguma data importante.

O primeiro passo, portanto, é definir quais as datas que serão direcionadas para as confraternizações de fim de ano, assim como as condições para aluguel do espaço, como mínimo de pessoas, cardápio etc.

O ideal é que a atividade seja realizada nos dias de menor movimento e em apenas um dos períodos de funcionamento. Assim, você não transmite a impressão errada de que o estabelecimento não vai funcionar no final do ano e ainda consegue aumentar o movimento de clientes.

Para os estabelecimentos maiores, uma boa dica é reservar uma área específica para as confraternizações. Dessa forma, você consegue aumentar o ticket médio e ainda oferecer mais privacidade aos participantes do evento.

Não perca a essência

É importante que as confraternizações de fim de ano também mantenham um equilíbrio entre a essência do restaurante e as possibilidades de personalizações.

Vale a pena flexibilizar para que o grupo possa decidir entre opções do cardápio e, até mesmo, personalizar drinks. Ainda assim, é importante manter a personalidade do estabelecimento e trabalhar dentro dos itens disponíveis do menu. Afinal, essa atitude colabora para que o estoque não saia dos níveis normais e o estabelecimento consiga fazer o seu abastecimento de acordo com o movimento de clientes.

Outro ponto muito importante aqui é o atendimento oferecido nas confraternizações, que precisa ser dedicado ao grupo e altamente personalizado e qualificado. Além disso, é importante contar com uma estrutura bastante eficiente para que seja possível atender ao grupo durante todo o evento.

Como divulgar o atendimento para confraternizações de fim de ano

As opções para as confraternizações de fim de ano também devem ser divulgadas com antecedência. Assim, as empresas e grupos de amigos já podem se programar a partir do momento que começam a planejar o evento.

"Crie um material promocional, uma identidade dos eventos, e-mail marketing, display de mesa, material para porta-contas, apresentação institucional, posts, entre outros... E faça uma prospecção ativa em empresas", recomenda a consultora.

A especialista ainda dá a dica de criar pacotes de confraternizações e produtos que combinem com a proposta de cada evento. Com isso, é possível dar um toque ainda mais personalizado e fidelizar os clientes para que eles voltem a realizar a confraternização nas próximas ocasiões no estabelecimento.

Pensar de forma inovadora e usar o espaço com propostas diferentes é fundamental para manter o movimento e não perder dinheiro, especialmente em épocas mais difíceis como o Natal e o Ano Novo.

Embalagens Interativas: sim, o Brasil é uma referência mundial

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Essa história começou em 2015, mais precisamente na Fispal Tecnologia. Em parceria com um grande player de embalagem longa vida, a Massfar Realidade Aumentada apresentou ao mercado diversos protótipos com conteúdos específicos para diferentes categorias de produtos. A reação foi muito positiva. Pouco tempo depois da feira, alguns produtos já estavam no ponto de venda. Marcas como Marajoara, Quatá e Frimesa foram pioneiras no uso da tecnologia aplicada em embalagens longa vida.

No ano seguinte, a Zappar, uma das principais plataformas de Realidade Aumentada do mundo, elevou o modelo da parceria iniciada no Brasil para o nível global, mergulhando definitivamente na era da "Connected Pack", como os gringos definem lá fora.

Embalagem Interativa BoingUm dos casos mais recentes é da marca de sucos Boing, muito popular no mercado mexicano. Com projeto todo desenvolvido no Brasil, a Boing colocou no mercado 15 embalagens interativas, em diferentes sabores e formatos, transformando seus produtos em experiências interativas. O consumidor mexicano aprovou e a marca já está criando conteúdos temáticos para a embalagem, iniciando agora pelo Natal. (Imagem anexa).

A facilidade de atualização de conteúdos virtuais é uma das grandes vantagens da tecnologia de Realidade Aumentada. Ou seja, se por um lado, alterar a arte da embalagem exige operação cara e lenta, por outro, atualizar o conteúdo interativo é uma operação simples e muito rápida, além de atender uma forte demanda por novidades vinda dos consumidores mais conectados.

Não é de hoje que a criatividade brasileira faz sucesso lá fora. Agora, até no mundo da tecnologia.

 

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Vai abrir uma sorveteria? Conheça a legislação

O sorvete pode ser um bom negócio para quem deseja investir. No entanto, se você deseja saber como abrir uma sorveteria é necessário ficar atento à legislação que precisa seguir.

Para se ter uma ideia, há várias exigências que envolvem desde o registro da empresa até a comercialização do produto.

Para ajudá-lo a entender um pouco sobre essa legislação, preparamos este post. Confira!

 

O que é necessário para abrir uma sorveteria

 

Se você deseja saber como abrir uma sorveteria, deve ter em mente que o primeiro passo é registrar a empresa. Segundo o administrador de empresas Mateus de Souza, para dar entrada no registro, é necessário contratar um contador. O profissional vai auxiliar na escolha da forma jurídica mais adequada para o projeto.

Apesar das sorveterias estarem dispensadas do registro ou da autorização de funcionamento específico, é necessário seguir algumas etapas importantes.

“Em relação ao registro, o proprietário deve procurar a junta comercial. Depois, é preciso ir à Secretaria da Receita Federal para dar entrada no CNPJ da empresa. Também é importante ir a Secretaria Estadual de Fazenda e a Prefeitura para tirar o alvará de funcionamento”, orienta.

Outra orientação é fazer o enquadramento na entidade sindical patronal e o cadastramento junto à Caixa Econômica Federal. Também é preciso cadastro no sistema Conectividade Social INSS/FGTS. Além disso, há necessidade de solicitar uma vistoria do Corpo de Bombeiros Militar.

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Qual legislação seguir?

 

Além de ficar atento à Lei que institui as Normas Básicas sobre Alimentos, se você quer saber como abrir uma sorveteria, deve também prestar atenção nas principais leis:

 

  • Lei nº 7967, de 22 de dezembro de 1989, que dispõe sobre o valor das multas por infração à legislação sanitária;
  • Código de Defesa do Consumidor, que estabelece normas de proteção e defesa do consumidor;
  • Portaria nº 1.428, que regulamenta e dispõe diretrizes gerais para o estabelecimento de boas práticas de produção e prestação de serviços na área de alimentos;
  • Resolução RDC nº 275, de 21 de outubro de 2002, que dispõe sobre o regulamento técnico de procedimentos operacionais padronizados aplicados aos estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos e a lista de verificação das boas práticas de fabricação em estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos;
  • Resolução RDC nº 175, de 08 de julho de 2003, que aprova o regulamento técnico de avaliação de matérias macroscópicas e microscópicas prejudiciais à saúde humana em alimentos embalados;
  • Lei nº 123/2006, Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, que institui um tratamento simplificado, diferenciado e favorecido para as Micro e Pequenas Empresas.

 

 

Onde solicitar os registros necessários para abrir uma sorveteria?

 

De acordo com Souza, informações detalhadas sobre a legislação e a obtenção dos registros necessários de como abrir uma sorveteria podem ser obtidas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Outra dica importante do administrador de empresas é quanto a manipulação e a montagem dos cardápios alimentares.

 

“É preciso cuidado ao escolher os profissionais que vão trabalhar com a manipulação e a montagem dos cardápios. A Resolução CFN nº 218, de 25 de março de 1999, do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), estabelece os critérios relativos à responsabilidade técnica exercida pelo nutricionista, seu compromisso profissional e legal na execução de suas atividades”

 

Agora que você já sabe como abrir uma sorveteria, que tal investir nesse tipo de negócio? Fique de olho na legislação, conte com um profissional capacitado para orientá-lo e tenha muito sucesso em seu empreendimento!

Gostou do nosso conteúdo? Tem mais alguma dúvida? Escreva pra gente nos comentários!

A indústria 4.0 e a economia circular

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Segundo a ONU e relatório da Circle Economy1, somente 9% da economia global e circular, o que na prática diz que das 92,8 bilhões de toneladas de resíduos que geramos em nossas indústrias e nas nossas casas, menos de 10% voltam para a cadeia produtiva, ou, em outras palavras, mais de 80 bilhões de toneladas de plásticos, combustíveis fósseis, biomassa etc. são destinados de forma inadequada no meio ambiente prejudicando a qualidade ambiental dos diversos ecossistemas e, consequentemente, afetando o equilíbrio do planeta. Mas não precisamos ficar preocupados porque a culpa toda está hoje nos canudos de plástico que estão sumindo das gôndolas dos supermercados e dos restaurantes e lanchonetes.

Logicamente que a produção e o consumo são impulsionadores da economia e substituir insumos nocivos ao meio ambiente é sempre desejável. Entretanto, produzir e consumir de maneira responsável é um ato de cidadania acima de tudo, e envolve novas formas de pensar produtos e serviços, inovando em soluções de menor impacto ambiental e maior valor social. Nesse sentido, surge o conceito de negócios circulares, pensados para aumentar a vida dos materiais e produtos ao longo de vários “ciclos de uso” e a partir de soluções inteligentes, inovadoras e regenerativas, em contraponto com os convencionais modelos lineares “extrair, transformar, descartar”2.

No âmbito doméstico, cresce o número de consumidores que cobram atitudes diferenciadas e sobretudo, na perspectiva da economia circular, optam por produtos e serviços sustentáveis que se diferenciam quanto à responsabilidade socioambiental, desde a fabricação até a destinação final das embalagens pós consumo. Assim, os consumidores têm cobrado inclusive a rastreabilidade das ações divulgadas pelas indústrias, visando evitar o chamado greenwashing, que reflete o oportunismo de organizações que se apropriam indevidamente de virtudes ambientalistas.

No que tange ao Estado, é no mínimo triste verificarmos que temos ainda três mil lixões no país, poluindo solo e águas a despeito de sua erradicação prevista pela Política Nacional de Resíduos Sólidos de 2010. A cidade de São Paulo reciclou em 2018 somente 7% das 76 mil toneladas de resíduos coletadas3 enquanto países como o Japão fazem-se exemplo, as Olimpíadas de 2020 em Tóquio terão suas medalhas cunhadas com 32 Kg de ouro, 3.5 T de prata e 2.5 T de bronze coletadas de 78 toneladas de eletrônicos doados aos organizadores4.

Na indústria, a história caminha no mesmo sentido, e grande parte dos resíduos industriais ainda são destinados a aterros sanitários e as empresas tem dificuldade em recuperar sobretudo suas embalagens. As grandes organizações e as efetivamente comprometidas com o meio ambiente têm agido não somente no sentido de destinar corretamente resíduos, subprodutos e produtos, como também em adotar soluções corretas no caminho da economia circular. As embalagens estão aos poucos assumindo um papel de protagonistas neste processo, visto que após o consumo dos produtos em geral são descartadas.

São vários os exemplos de iniciativas empresariais que demonstram o pensamento sustentável voltado à economia circular de embalagens pós consumo, assim como os da indústria de bebidas, que promovem a coleta seletiva e regionalizada de vidro em bares e restaurantes. Outra ação divulga em curso a importância da devolução de embalagens para a reinserção na cadeia produtiva, oferecendo cupons de descontos para os consumidores que retornam as garrafas de vidro ou plástico em pontos de entrega voluntária (PEV).

Uma solução difundida em países de primeiro mundo e que se inicia no país, visa assegurar o ganho de escala em logística reversa de embalagens e se mostra eficiente é o sistema de aquisição de Certificados de Reciclagem de Embalagens (CRE), emitidos com base na comprovação da comercialização dos materiais recicláveis por meio de notas fiscais. Nesse processo participa a indústria como geradora, cooperativas de reciclagem e operadores privados, sendo auditado por entidades certificadoras que garantem a rastreabilidade de todas as suas etapas.

A indústria 4.0 estimulará a produção cada vez maior de componentes eletrônicos que devem integrar produtos, equipamentos, vestimentas e tudo o mais que pudermos imaginar. Há até pessoas com chips embutidos nos pulsos, que servem tanto de rastreadores quanto como sensores eletrônicos para abrir portas ou executar outras tarefas. Estima-se que existirá milhares de computadores (grande parte do tamanho de grãos ou chips) numa escala de produção de 25 bilhões ao ano, sendo que nos próximos anos deveremos ter cerca de mil computadores para cada pessoa no planeta5.

A transformação digital, embora pareça mais “limpa” que as tecnologias antecessoras, gerará um legado ainda mais nocivo e difícil de ser controlado se não trabalhado com sabedoria. Assim, a economia circular surge como uma alternativa atraente para redefinir a noção de desenvolvimento com foco em benefícios para toda a sociedade, envolvendo o pensamento “lean” ao eliminar ou reduzir a geração de desperdícios (resíduos) na atividade econômica. Um caso típico nesse sentido é o uso do modelo circular de transição energética para fontes renováveis, que permite a construção de capital econômico, natural e social, mantendo produtos e materiais em ciclos de uso e regenerando os sistemas naturais.

A associação da Indústria 4.0 à economia circular envolve diretamente os stakeholders da cadeia produtiva, gerando fluxos eficazes de materiais e informações, conectando ideias, pessoas e lugares, o que gera oportunidades. A gestão da sustentabilidade alinhada à dinâmica da indústria 4.0 implica na gestão sustentável da cadeia de suprimentos e traz o desafio de aprender, reaprender e desenvolver novos conceitos, com a aplicação de novas ferramentas, tecnologias e digitalização. Essa perspectiva tenha talvez gerado um grande número de startups e inovações de intra-empreendedorismo nas organizações, trabalhando com os diversos blocos da economia circular(*).

O segredo do jogo da sustentabilidade e da economia circular está em reduzirmos drasticamente a geração de resíduos que retornam para o meio ambiente quer seja com o desenvolvimento de novos produtos ou com a conscientização de empresas e da sociedade para o comprometimento com o correto destino dos resíduos. O planeta agradece!

 

(*) Alguns conceitos – os blocos da Economia Circular:

A Fundação Ellen MacArthur6 descreve a Economia Circular em quatro blocos aplicáveis na indústria1:

(1) Design – envolve durabilidade e facilidade de reutilização com base no ciclo de vida de cada recurso, matéria-prima e produtos, assim como a classificação ou separação de produtos e materiais na busca de possíveis subprodutos e usos para os “resíduos”;

(2) Inovação Aberta – trata da prospecção de novos modelos de negócio inovadores em substituição aos existentes ou aproveitamento de novas oportunidades para impulsionar a abordagem circular aos negócios convencionais num processo disruptivo que estimule ideias inspiradoras para a cadeia de stakeholders de maneira a acelerar a transição por meio da internalização de valor;

(3) Ciclos Reversos –induzem o “cascateamento” de produtos na cadeia do processo produtivo, ou seja, o resíduo de um processo se torna input de outro;

(4) Mecanismos Capacitadores e de Condições Sistêmicas – visam encorajar a reutilização generalizada de materiais e aumentar a produtividade de recursos, que poderá revelar novas oportunidades de criação de valor e novos incentivos.

* O artigo tem a colaboração de Kelvin Coutinho, Especialista Corporativo de Meio Ambiente e Sustentabilidade no Grupo Petrópolis, Biólogo e Engenheiro Ambiental.

Referências:
  1. Economia circular pode ajudar países a combater mudanças climáticas, diz relatório –  https://nacoesunidas.org/economia-circular-pode-ajudar-paises-a-combater-mudancas-climaticas-diz-relatorio/
  2. WEETMAN, C. Economia circular: conceitos e estratégias para fazer negócios de forma mais inteligente, sustentável e lucrativa. 1ª. Ed. São Paulo, pág.52, 2019.
  3. São Paulo reciclou apenas 7% do lixo reciclável recolhido em 2018 – https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/05/17/sao-paulo-reciclou-apenas-7percent-do-lixo-reciclavel-recolhido-em-2018.ghtml
  4. Estas são as medalhas de lixo reciclado que serão dadas nas Olimpíadas Tóquio 2020 – https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2019/07/estas-sao-medalhas-de-lixo-reciclado-que-serao-dadas-nas-olimpiadas-toquio-2020.html
  5. O mundo virtual e as inovações tecnológicas – https://www.usp.br/espacoaberto/?materia=o-mundo-virtual-e-as-inovacoes-tecnologicas
  6. BUILDING Blocks of Circular Economy. Ellen MacArthur Foundation – https:// www.ellenmacarthurfoundation.org/ circulareconomy/ building-blocks
 

White Paper: Change Management: Mudanças estratégicas em diferentes níveis da gestão

Change Management Como implementar uma cultura de mudnaças estratégicas em diferentes níveis da gestão fabril.jpg

O Change Management na indústria é um processo que colabora para fomentar e motivar as mudanças tão necessárias em tempos de evolução de mercado. Afinal, transformações profundas demandam também uma mudança de cultura interna. E, sem o engajamento de todos, evoluir pode se tornar uma tarefa bastante difícil, demorada e improdutiva.

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Como entrar no mercado de refeições coletivas?

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O mercado de refeições coletivas está bastante aquecido. Afinal, ele vai de encontro à algumas mudanças e tendências de comportamento da população, como a busca com um estilo de vida mais saudável e que preze o bem-estar. 

De acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas (ABERC), o setor emprega 230 mil colaboradores no país e conta com uma previsão de crescimento na produção anual de R$ 20,6 bilhões em faturamento até o final de 2019.

Dessa forma, esta pode ser uma excelente oportunidade para quem busca diversificar a atuação da empresa e, consequentemente, aumentar o faturamento.

Siga com a leitura e veja algumas dicas sobre como entrar no mercado de refeições coletivas!

Panorama do mercado de refeições coletivas

De acordo com Rogério da Costa Vieira, vice presidente da ABERC e presidente da FENERC (Federação Nacional das Empresas de Refeições Coletivas), o mercado de refeições coletivas é bastante extenso e conta com vários segmentos, como alimentação em plataformas de exploração de petróleo, escolas, universidades, construção civil,  saúde, hospitais, aviação e para as indústrias. "Alimentar coletividades pressupõe alimentar pessoas nas mais variadas situações e circunstâncias, em grupo e em um site, com mais de 100 pessoas", explica.

Como entrar no mercado de refeições coletivas?

"Uma política de qualidade precisa e rigorosa e ser implantada de imediato", recomenda. Além disso, Vieira ressalta a importância de contar com um bom capital para empreender na área. "No passado, éramos uma atividade de mão-de-obra intensiva, mas o mercado mudou e hoje temos a característica de capital intensivo. Ou seja, não adianta ter na família alguém que cozinhe bem, é necessário ter capital".

Outro ponto importante para saber como entrar no mercado de refeições coletiva está no controle financeiro"Considerando que o preço de venda é fixado por 12 meses, porquanto as matérias-primas seguem o curso de um mercado livre de ofertas e procura suscetível às sazonalidades climáticas, a estrutura de uma área de compras é parte do sucesso. As matérias-primas e insumos correspondem a 55% do custo de uma refeição, portanto, parte dos ganhos vem daí".

Ainda, Vieira recomenda um bom controle contábil, inclusive, contemplando até a quarta casa milésima, como R$0,0001. Para o profissional, é justamente neste detalhe que pode estar o segredo para a lucratividade.

Como criar diferenciação no mercado?

Aprender a como entrar no mercado de refeições coletivas também demanda criatividade para inovar ou atender segmentos pouco explorados. Afinal, é neste olhar que estarão as grandes oportunidades de crescimento.

"No geral, o empreendedor terá que fugir de um conceito de commodities no âmbito de fornecer uma refeição. As tendências são muitas nesta área, cada subsegmento apresenta suas demandas no geral", diz Vieira.

É fundamental contar com um leque de soluções. Afinal, o que se aplica a um cliente pode não se aplicar para outro. Ainda assim, Vieira cita os pontos mais importantes para uma empresa no mercado de refeições coletivas:

  • Oferecer um bom atendimento;
  • Segurança alimentar; 
  • Transparência aos consumidores sobre como são produzidas as refeições;
  • Variedade da oferta dos alimentos.

Cresce busca por alimentos plant based

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A indústria plant based está em alta e conta com um elevado potencial de consumo. Em tradução livre, plant based significa dieta a base de alimentos plantas e vegetais. Portanto, esse tipo de alimentação vai diretamente em encontro à tendência de busca por um estilo de vida mais natural e saudável.

E não se engane ao achar que a indústria plant based ainda está longe de ser uma realidade no Brasil. De acordo com relatório do Euromonitor, em 2015, o país vendeu US$ 27,5 bilhões em produtos saudáveis. Não é à toa que o Brasil já é o quinto maior mercado de alimentos saudáveis do mundo.

Agora, a demanda por produtos vegetais está aumentando e ganhando destaque. Portanto, ficar atento à esta forte tendência é fundamental para aumentar a força da marca.

Demanda por produtos de origem vegetal

A demanda por produtos de origem vegetal está crescendo paralelamente à busca por alimentos saudáveis. Para você ter uma ideia, cerca de 30% dos brasileiros decidiram reduzir o consumo de produtos com origem animal, preocupados com os impactos negativos à saúde, de acordo com pesquisa conduzida pela Snapcart em parceria com o GFI.

O crescimento da indústria plant based, no entanto, não representa uma ameaça à agropecuária. Ao contrário, esta é uma excelente oportunidade para que as empresas diversifiquem seus produtos e, com isso, atraiam uma gama maior de consumidores.

Ainda, as indústrias que estiverem dispostas a voltar os olhares para os alimentos plant based podem ganhar uma importante vantagem competitiva, além de desempenharem um papel importante de liderança na transformação do sistema de alimentos como um todo.

Para Marcos Leta, fundador da Fazenda Futuro, este é um mercado em crescimento e com diversas oportunidades. "Apontaria que a sustentabilidade é um dos principais fatores, pois as pessoas estão se tornando mais conscientes e, consequentemente, em busca de um caminho de equilíbrio. Entre eles, a redução no consumo de carne por vários motivos, como, por exemplo, saúde ou sustentabilidade".

Produtos com foco em saúde e bem-estar

O relatório Brasil Food Trends 2020 trouxe algumas características que os consumidores têm valorizado nos produtos, muitas delas relacionadas à saúde e bem-estar. Entre elas, estão:

  • Produtos com benefícios ao desempenho físico e mental;
  • Produtos para dietas específicas, restritivas ou com alergias alimentares;
  • Produtos com aditivos e ingredientes naturais;
  • Produtos vegetais (frutas, legumes, verduras, hortaliças, flores e plantas medicinais);
  • Produtos com propriedades cosméticas;
  • Produtos com selos de qualidade de sociedades médicas.

Além das tendências acima, 27% dos brasileiros dizem estar reduzindo o consumo de carne, segundo o Kantar Worldpanel.

Olhar com atenção para pesquisas do tipo pode trazer valiosos insights e oportunidades de negócio para quem deseja ingressar na indústria de plant based e alimentação saudável.

A indústria plant based na prática

Muitas empresas do setor de alimentos e bebidas já estão atentos à tendência de alimentos plant based e, inclusive, começam a obter resultados expressivos no segmento.

No Pão de Açúcar, por exemplo, o plant based já representa 30% da venda de hambúrgueres em apenas quatro meses desde o início de sua comercialização. No período, a participação desses produtos foi de 3% para 30%.

Os hambúrgueres são feitos com ingredientes à base de plantas e congelados. E, em razão do sucesso de vendas, a rede estuda criar em algumas lojas um espaço próprio para os alimentos plant based para que os consumidores tenham uma visão mais completa da oferta de produtos.

O Pão de Açúcar foi o primeiro entre as grandes redes varejistas a entrar na indústria plant based, oferecendo uma das primeiras marcas do tipo no país.

Agora, acompanhar a evolução do setor e pensar em abordagens mais saudáveis aos produtos é fundamental para marcas que desejam ganhar destaque no mercado e a preferência na mesa dos brasileiros.

Como fazer uma ficha técnica de produto?

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Um dos principais documentos em um restaurante é a ficha técnica. Com ela, é possível padronizar os pratos e ainda ter uma melhor gestão de estoque. Veja dicas para aprimorar a sua ficha técnica!

Mais detalhes sobre o bem-estar animal!