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Articles from 2020 In October


O futuro dos laticínios: os aprendizados de 2020 e as oportunidades para o mercado

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Para driblar a crise e o alto custo de insumos, marcas investiram em inovação para conquistar o consumidor com novos produtos que ofereçam sabor, saudabilidade e novidade. E num mercado altamente competitivo, os desafios são inúmeros.

Para entender o cenário do mercado de laticínios e como a inovação se faz presente, no episódio de hoje você confere grandes especialistas trazendo sua visão sobre o cenário de 2020 e suas perspectivas para o próximo ano. Conheça os entrevistados:

✔ Eduardo Eisler, diretor geral e sócio da Leite Letti;

✔ Sergio Martins Barbosa, diretor da RAR;

✔ André Shibata (Ki), Coordenador de Marketing na Fermentech

A harmonia perfeita da enogastronomia vegana

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Se você pensava que vinhos não combinam com comidas saudáveis, sustentáveis e livres de sofrimento animal, está na hora de rever seus conceitos. Tradicionalmente associados ao consumo de carnes e queijos de maneira geral, o mercado de enogastronomia pode oferecer uma boa oportunidade de negócios, uma vez que o público vegano e vegetariano tem crescido cada vez mais no Brasil e no mundo. Diante de tamanha oportunidade, vale abordar algumas combinações e curiosidades que podem fazer toda a diferença na hora de montar um cardápio que ofereça uma boa harmonização com vinhos.

Mas antes de começarmos com as sugestões de pratos, é importante entender que nem todo o vinho é vegano. É isso mesmo. Embora o processo de produção de vinhos seja algo muito simples, pois usa como base leveduras presentes na casca das frutas ou adicionadas industrialmente, o processo conhecido como clarificação da bebida pode usar produtos de origem animal. Além da albumina, proteína presente na clara do ovo, também podem ser aplicadas a gelatina (proteína animal) e a caseína (proteína do leite), que ajudam a acelerar a produção e a reduzir o custo.

Teoricamente, esse tipo de informação deveria estar presente no rótulo do produto. Mas nem sempre funciona assim. O mais fácil é procurar por expressões como "não filtrado", "não afinado" ou "métodos de autoclarificação natural". Em outras palavras, isso significa que nenhum produto de origem animal foi usado, liberando o consumo para os veganos.

Uma vez esclarecida a questão relacionada à composição dos vinhos, agora é a hora de partirmos para a famosa harmonização dos pratos com a bebida. Vale aqui ressaltar algumas dicas. A escolha está diretamente relacionada à textura e ao molho que acompanha a comida. Vinhos mais marcantes e intensos combinam bem com pratos que têm cogumelos, temperos vegetais e aromas fortes. Os leves e refrescantes, por sua vez, são ótimos para tomar com saladas de folhas. Já os vinhos frutados e com notas ácidas vão bem com comida apimentada, uma vez que amenizam a picância e ajudam a refrescar.

As combinações são variadas e oferecem uma experiência marcante e deliciosa. Que tal agora escolher a sua? Para ajudar, deixo aqui uma contribuição por meio da receita de uma deliciosa Paella vegana, que serve quatro pessoas e harmoniza muito bem com vinho branco de notas.

Paella Vegana – Chef Camila Botelho

Tempo de preparo: 1h30

Serve quatro pessoas

Ingredientes:

meia couve-flor; 10 vagens; uma cebola; cinco dentes de alho; um tomate; duas folhas de alga nori; uma xícara de ervilha fresca; uma colher sopa de açafrão em pó; uma cenoura; sal, pimenta e salsinha fresca a gosto; quatro xícaras de caldo de legumes; uma xícara de arroz cateto; e 100 gramas de tofu.

Modo de Preparo:

Corte a cebola em lâminas finas e refogue. Corte o alho em lâminas finas e refogue. Acrescente o caldo de legumes à panela. Depois, despeje o arroz. Acrescente a vagem (reserve 4 vagens para enfeitar no final). Corte a cenoura em finas tiras e acrescente (reserve 4 tiras para enfeitar). Corte e reserve 2 lâminas de couve-flor, pique o restante e acrescente à panela. Tempere com sal, pimenta e metade da salsa picada. Acrescente o tofu cortado em tiras, a ervilha e misture tudo na panela e tampe por 30 min em fogo baixo.

Após este tempo, acrescente o tomate cortado em tiras e tampe até o arroz ficar bem macio. Caso esteja duro, acrescente mais 1/2 xícara de água e tampe. Lembrando que o arroz precisa ficar molhadinho com uma água no fundo da panela, não pode secar tudo. Grelhe os legumes que você reservou, e enfeite por cima. Finalize com salsinha picada e azeite.

 

Suplementos Alimentares: qualidade como estilo de vida

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Uma pesquisa realizada pela Euromonitor revelou que a produção de alimentos “livres de”, tiveram um crescimento de 8% ao ano, no período de 2012 a 2017. Neste cenário, é fundamental compreender o comportamento do consumidor, que passou a adquirir produtos que não contenham em suas formulações corantes artificiais, conservantes, glúten, lactose, açúcares e gordura trans, comparado com as versões tradicionais.

Desta maneira, para acompanhar as mudanças de hábitos dos brasileiros, é importante identificar o empenho que o setor de suplementos alimentares apresentou nos últimos anos.

Como diferencial, esses produtos tem o objetivo de auxiliar o público que busca tanto obter como manter um estilo de vida mais saudável. Podemos citar alguns fatores que também impulsionam essas escolhas como o poder de compra, a busca de maior custo-benefício, além de existir uma crescente preocupação da sociedade com questões relacionadas à manutenção da saúde e qualidade de vida.

Segundo o presidente da Brasnutri, Synésio Batista da Costa, muitas marcas entenderam essa necessidade. “As pessoas buscam funcionalidade e praticidade. A tendência é que continuem com esse comportamento. Por isso, a indústria da suplementação passou por diversas inovações, entre elas, a adequação rápida do segmento em produtos mais gourmetizados. Temos hoje, por exemplo, a categoria de proteínas, com sabores diversificados, agradáveis ao paladar e sem adição de açúcares, sódio, gordura, entre outros componentes que não passam pela lista de saudáveis”, explica.

Todo esse contexto experienciado pelo setor identifica um cenário cada vez mais exigente em relação à informação dos ingredientes. Trata-se de um movimento que ganha espaço no varejo e com oportunidade de desenvolvimento para diversos canais de distribuição.

Processos de inovação para o mercado de ingredientes

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Novas tecnologias, mudanças no comportamento do consumidor e alterações nas regulamentações exercem impactos em todas as áreas. Na indústria de ingredientes isso não é diferente. Questões como a percepção do alimento como "remédio", a busca por maior transparência nos rótulos, a comoditização e hipersegmentação do mercado, acordos e obrigatoriedades de redução ou substituição de ingredientes como sal e açúcar, entre outras têm levado a uma aceleração na inovação na indústria de ingredientes e de alimentos.

"A indústria de ingredientes está passando por uma mudança sísmica. Há muita ênfase em proteínas alternativas, aplicações veganas e, claro, Clean Label. Isso tudo se torna a expectativa e cada vez menos a exceção", afirma Flávia Santos, Engenheira de Alimentos e Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos. E isso, ao mesmo tempo que cria desafios, também oferece oportunidades valiosas para as indústrias, como indica a especialista.

"Não há dúvida de que estamos em uma espécie de renascimento dos ingredientes. Em resposta às necessidades dos consumidores e de demandas relacionadas ao meio ambiente e escassez de recursos naturais, cientistas e empresas de alimentos estão inovando em ingredientes mais sustentáveis, menos alérgenos e alinhados à saudabilidade. Alguns desses ingredientes são as últimas e maiores descobertas, enquanto alguns foram reinventados (como a aveia) e outros foram criados para trabalhar em conjunto e melhorar os antigos. É empolgante considerar o que os próximos cinco ou dez anos representarão na inovação de ingredientes alimentícios", afirma.

Inovação na indústria de ingredientes: combustível para a inovação em alimentos

Há diversos caminhos para a indústria de alimentos inovar. Porém, boa parte deles inicia com os processos de inovação na indústria de ingredientes. Ilustrativamente, uma recente publicação da British Nutrition Foundation (BNF) projeta que novos ingredientes serão a chave para garantir um futuro mais sustentável para o fornecimento global de alimentos.

Com isso, a inovação na indústria de ingredientes ganha cada vez mais espaço, permitindo que as indústrias de alimentos consigam se adequar às mudanças mandatórias para permanecerem competitivas. Isso inclui, por exemplo, ingredientes inovadores para facilitar a redução do açúcar ou da gordura saturada e ajudar a aumentar a quantidade de fibras ou gorduras saudáveis ​​nos alimentos.

Um exemplo disso é o desenvolvimento da polpa de cacau pela Nestlé como um ingrediente substituto para o açúcar do chocolate. A polpa do cacau é, geralmente, um resíduo do grão do cacau, porém, nesse caso, ela foi pasteurizada, congelada e seca para criar um ingrediente viável para a fabricação de chocolate com redução de açúcar. Como resultado, essa inovação possibilitou o desenvolvimento de um chocolate com cerca de 35% menos açúcar total e, ainda, mais rico em fibras, o que permitiu ao produto atingir outros perfis de consumidores.

Tecnologia de alimentos para processos de inovação no mercado de ingredientes

Quando se trata de ingredientes alimentícios, tecnologia nem sempre é a primeira coisa que vem à mente do consumidor, embora ela seja essencial para os processos de inovação na indústria de ingredientes.

De acordo com um estudo do programa mundial de alimentação da Organização das Nações Unidas (ONU), 128 tecnologias deverão impactar a indústria de alimentos nos próximos anos. Isso ajuda a demonstrar o potencial da tecnologia para acelerar, reduzir custos e trazer mais assertividade para os processos de inovação na indústria de ingredientes.

À medida que as tecnologias de alimentos e o mercado continuam amadurecendo e os níveis de competição tornam-se cada vez maiores, percebe-se com mais clareza a importância da inovação na indústria de ingredientes.

Entretanto, hoje o desenvolvimento de produtos alimentares é bastante dependente da percepção e aceitação do consumidor e, portanto, é de extrema importância incluir o consumidor no processo de desenvolvimento para minimizar as probabilidades de insucesso. As análises sensoriais e os estudos de mercado estão entre as ferramentas adequadas para atender a esse objetivo. "Conforme os consumidores exigem mais transparência, ingredientes mais saudáveis e rótulos mais limpos, o caminho da inovação na indústria de ingredientes fica ainda mais claro", indica Flávia.

Nesse contexto, as recentes inovações em tecnologias de alimentos levaram ao uso de muitas tecnologias tradicionais, como fermentação, extração, encapsulamento, reposição de gordura e tecnologia de enzimas, para produzir novos ingredientes de alimentos alinhados à saudabilidade, reduzir ou remover componentes alimentares indesejáveis, entre outras aplicabilidades.

Ainda, essas tecnologias têm ajudado também a reduzir custos, desenvolver produtos mais sustentáveis e diferenciados para as necessidades atuais do mercado, como explica a especialista. "A biotecnologia moderna tem ajudado a revolucionar essa indústria. Descobertas recentes na ciência dos genes estão tornando possível manipular os componentes dos alimentos naturais. Em combinação com a biofermentação, compostos naturais desejáveis ​​agora podem ser produzidos em grandes quantidades a um custo baixo e com pouco impacto ambiental".

A tecnologia como aliada para os processos de inovação

Ao longo dos anos, a tecnologia tem mudado a forma como são produzidos os alimentos, por meio de robótica, inteligência de dados e novas técnicas de processamento.

Hoje, a incorporação de tecnologia em laboratórios de P&D pode tornar os processos mais custo-eficientes e melhorar a segurança alimentar. A Internet das Coisas (IoT) permite uma precisão sem precedentes na coleta de dados, fluxos de trabalho e experimentação para que os engenheiros de P&D possam capturar, repetir e construir para melhorar os resultados e desenvolver ingredientes sob medida para as necessidades das marcas alimentícias.

A utilização de máquinas equipadas com inteligência artificial e habilidades cognitivas com a aplicação do conceito de aprendizado de máquina (machine learning) também estão entre as tecnologias que devem impactar daqui para a frente os processos de inovação na indústria de ingredientes.

Empresas como a NotCo, por exemplo, já estão explorando essa aplicabilidade. Nesse caso, a foodtech desenvolveu uma inteligência artificial que, entre outras coisas, analisa em nível molecular a estrutura dos produtos de origem animal e busca ingredientes alternativos plant-based para substitui-los.

Ainda, a tecnologia será cada vez mais uma grande aliada para se desenvolver ingredientes para alimentos com maior valor agregado, especialmente em termos de saudabilidade, porém, sem comprometer sabor, textura e aparência desejados pelo consumidor. 

Isso deve se evidenciar, por exemplo, para determinados produtos com ingredientes nutracêuticos terem palatabilidade mais agradável e familiar ao consumidor. "Um exemplo disso é o uso de tecnologia de encapsulamento para entrega de ingredientes ativos. O encapsulamento pode manter a estabilidade e a viabilidade desses ingredientes sob condições de processamento adversas e mascarar os sabores estranhos inerentes a muitos desses ingredientes nutracêuticos. Desse modo, podemos perceber que o desafio do sabor é uma grande força motriz para inovações em tecnologia aplicadas à indústria de ingredientes e alimentos", finaliza Flávia Santos.

Halloween já tem espaço no mercado nacional e impulsiona setor de balas e gomas

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De acordo com dados da Euromonitor, o valor de venda no varejo de confeitos de açúcar e goma de mascar, colocou o Brasil na quarta posição do ranking mundial em 2019, faturando US$ 3.762 milhões, atrás apenas de mercados como Estados Unidos, China e Japão. Este valor representou a venda de 292 mil toneladas de produtos.

Ubiracy Fonsêca, presidente da Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas), conta que o Halloween já está incorporado no calendário dos brasileiros sendo uma data de extrema importância para o setor de Balas & Gomas. "Nossos associados se programam com até seis meses de antecedência para atender a demanda por esses produtos nesta época do ano, além de produzirem embalagens e produtos temáticos para incrementar a data", diz.

O presidente da entidade também destaca o resultado positivo da categoria, mesmo em um ano de crise, o que mostra uma grande oportunidade para a produção deste produto. "Mesmo em um ano tão atípico como 2020, a balança comercial do setor de Balas & Gomas teve um resultado positivo entre janeiro e setembro, com um superávit de US$ 64,6 milhões. Os principais destinos das exportações desse segmento são os Estados Unidos, Paraguai e Argentina.", explica Fonseca.

O Brasil das gostosuras

Quanto ao gosto dos brasileiros, a pesquisa Conecta, encomendada pela Abicab em 2016, mostrou que 69% dos brasileiros afirmaram que as balas, que mais gostam e compram, são as de caramelo/toffee, seguido das pastilhas, com 40% de preferência dos entrevistados. Já os sabores favoritos são os de fruta (37%) e o de menta/hortelã (34%).  A indústria brasileira nestes setores fatura cerca de R$ 28 bilhões e gera mais de 37 mil empregos diretos.

 

5 Dicas para aumentar a venda de carne e o faturamento de seu açougue

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O crescimento de qualquer açougue exige que exista um equilíbrio adequado entre a gestão dos recursos disponíveis e a aplicação de boas táticas de vendas. Assim, para aumentar o faturamento do açougue e a venda de carne é preciso muita estratégia.

Mesmo diante de um momento de crise, esse é um segmento ainda apresenta bons resultados na venda de carne, afinal o consumidor brasileiro tem a carne como componente da sua dieta.

Assim, com uma abordagem um pouco diferente e ficando sempre de olho no mercado é possível aumentar o faturamento do açougue e ter maiores resultados nas contas do estabelecimento.

Confira 5 dicas para aumentar a venda de carne e consequentemente o faturamento do seu açougue.

1: Invista em cortes e produtos diferenciados

Uma das melhores estratégias para que um açougue que já tem clientela formada é, na opinião de Antonio Cesar Marchi, proprietário da Tec Meat - Tecnologia em Carnes, investir em agregação de valor aos produtos já comercializados pelo açougue.

Segundo Marchi, uma linha de produtos temperados e semiprontos são boas opções. “Cortes de frango, bovino e suíno já preparados para churrascos e para o dia a dia e cortes de cordeiro temperado são desejados pelo cliente, principalmente porque eles quase sempre não sabem temperar esse tipo de carne”.

Além disso, espetinhos e kaftas, bifes à milanesa e uma linha de linguiças especiais são opções interessantes citadas por Marchi para agregar valor aos produtos do açougue.

Neste caso é preciso dar treinamento aos funcionários para a realização desses tipos de produções. Estes funcionários precisam ter conhecimento especializado e moderno com agregação de valor e sabores diferenciados”, recomenda.

2: Invista na venda de carne para churrasco, cortes certificados e hambúrgueres

Outra dica bastante importante para aumentar o faturamento com venda de carne é entender os hábitos de consumo do consumidor e investir em linhas especializadas, como a linha para churrasco e a linha de carnes certificadas.

O proprietário da TecMeat explica que a linha de cortes com osso para churrasco, como Porterhouse, Prime Rib, T-Bone, Tomahawk, Short rib, Capitão Steak, Assado de Tiras, Costela Rojão, são fundamentais para agregar valor, representando um diferencial competitivo bastante convidativo ao açougue.

A linha de cortes certificados, caso da carne de Angus são, na concepção de Marchi bastante interessantes. “Esse tipo de carne tem demanda muito aquecida, representando também boa oportunidade de agregação de valor”, diz.

Além disso, o desenvolvimento de linha de hambúrgueres com blenders diferenciado também tendem a chamar a atenção do consumidor, tendo boa aceitabilidade.

3: Quer aumentar o faturamento do açougue? Então reduza custos

Uma das melhores formas para aumentar o faturamento do açougue é adotar estratégias que resultem na redução de custos. Neste cenário, para Paulo Tadeu, especialista em gestão de açougues, é preciso gerenciar o açougue muito bem! “Ter total domínio e informações sobre o açougue em geral, sobre seus custos fixos, variáveis, operacional e saber qual é a produtividade de cada colaborador são fatores primordiais para reduzir custos no estabelecimento”.

Mas, dentro de uma visão mais específica, Antonio Cesar Marchi explica que alguns pontos precisam ser considerados pelo proprietário ou gerente do açougue.

  • Treinamento da equipe

Segundo Marchi o treinamento intensivo da equipe em POP e procedimentos de higiene e limpeza são essenciais, principalmente em carnes com osso. “No açougue existe muita manipulação da carne e se a higiene não for rigorosa haverá uma maior contaminação diminuindo a vida útil do produto com a geração de quebras e aumento do custo”, indica.

  • Conhecimento da carne e do mercado

Se a modalidade for carne desossada à vácuo, Marchi diz ser importante que o comprador tenha conhecimento profundo de carne e mercado.

No Brasil não existe nenhuma padronização e tipificação da carne normal conhecida como “bica corrida”. Esse fator faz que cada fornecedor tenha um tipo de limpeza e diferentes padrões a cada entrega”, explica o especialista.

4: Tenha maior comunicação entre área comercial e de produção

Uma das formas de aumentar a venda de carne no açougue é melhorar a comunicação entre a área comercial e a área de produção que, segundo Marchi é, para não dizer inexistente, muito falha. Marchi explica que por muitas vezes, as compras são feitas levando em consideração somente o preço e isso afeta as informações de rendimento e custo colocadas no sistema de gestão. “Existem cortes que chegam a dar 15% de quebra de limpeza, por isso é importante que o comprador tenha maior conhecimento e a comunicação com a produção seja permanente”, diz.

Por isso, o mais importante é buscar parcerias com fornecedores que se disponham a entregar produtos padronizados com limpeza dos cortes especificadas em fichas técnicas, e com preço realistas. “Sem padronização o barato pode sair caro, prejudicando a gestão e elevando o percentual de quebras com consequente aumento dos custos”, complementa Marchi.

5: E-Commerce/delivery: Adeque seu açougue às demandas do mercado consumidor

No atual momento da sociedade e em tempos de pandemia, estratégias de E-commerce e delivery já não são mais opções e sim quase que uma obrigação comercial para que açougues aumentem a venda de carne.

Paulo Tadeu entende que estas sejam boas opções para os açougues, com ressalvas. “Penso que seja necessário um planejamento muito estratégico para isto. O cliente destes dois segmentos engloba o público A e B, porém, o grande consumidor de carnes no Brasil é o público C e D”. Dessa forma, se quiser entrar nesse mercado, o proprietário do açougue deve estruturar essas estratégias com ajuda de pessoas especializadas.

O E-commerce deve ser profissional, ativo e eficiente com a criação de banco de dados e cadastro de clientes com histórico de compra, com oferecimento permanente de ofertas dentro do perfil de grupos de clientes.

Já o delivery deve ser bem estruturado, com um canal de comunicação exclusivo para atendimento rápido e eficiente, veículo adequado para transporte de produtos perecíveis, identidade visual, funcionário uniformizado e treinado com conhecimento de produtos.

Portanto, se você quer aumentar a venda de carne e o faturamento do seu açougue o primeiro passo é ter uma estratégia muito bem estruturada, investindo em diferenciação e sempre entendendo os hábitos do consumidor.

Seja encontrado na Internet: como divulgar seu negócio

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Hoje em dia, saber como divulgar seu restaurante na internet é essencial para ter sucesso com esse tipo de negócio. Isso é relevante não apenas para os estabelecimentos que vendem por delivery, mas também para aqueles que têm como principal fonte de renda, o consumo no salão.

Para você ter uma ideia, segundo uma pesquisa feita pela empresa Bia Kelsey,  97% das pessoas faz buscas e lê reviews na internet antes de fazer compras ou frequentar estabelecimentos. Logo, estar presente nos ambientes digitais é essencial para ser encontrado pelo público e aumentar as vendas no seu restaurante.

Entendido que é necessário estar presente nos ambientes online, você deve estar se perguntando sobre como fazer uma divulgação de forma eficiente, já que existem muitos canais e meios digitais. Para esclarecer esse questionamento, conversamos com especialistas no assunto. Siga a leitura e veja algumas dicas que eles compartilharam conosco!

1. Saiba quais são as melhores redes sociais para investir

Estar nas redes sociais é muito importante para se relacionar com os públicos e conquistar uma melhor reputação com os clientes. Porém, não basta sair criando perfis em todas as mídias que surgirem. Você precisa descobrir em quais delas o seu público está.

Ana Paula Jacinto, jornalista e especialista em marketing de conteúdo, orienta: “O ideal é que os donos de bares e restaurantes descubram onde seus clientes estão. Não adianta ter perfil no Facebook, no Instagram, no Twitter, no LinkedIn, no YouTube e no Pinterest, se não consegue postar conteúdo com frequência e de forma relevante em nenhum deles.  Então, antes de tudo, identifique quais são as redes sociais que os clientes e potenciais clientes utilizam e verifique se vai conseguir se dedicar a todas”.

2. Tenha constância nas publicações

Além de saber em quais mídias os seus clientes estão, também é importante definir um cronograma de conteúdo, com as datas e horários que os posts devem ser feitos. Quem dá essa dica é Luiz Fernando Elias Felipe, administrador do grupo “Amigos ajudam amigos”, criado para ajudar os estabelecimentos de alimentação fora do lar a sair da crise.

O especialista dá a dica: “A melhor estratégia é a constância. No Facebook e no Instagram, faça, no mínimo, uma postagem no feed (de preferência fotos e vídeos) e três stories por dia”.

3. Use o Google Meu Negócio

O Google Meu Negócio é uma plataforma gratuita, disponibilizada pelo Google, na qual os restaurantes podem criar perfis e preencher informações, como o horário de funcionamento, o endereço, o telefone etc. Além disso, os clientes podem deixar avaliações. Estar nessa rede faz toda a diferença!

Jacinto exemplifica: “Quando o cliente em potencial busca por ‘restaurante em São Paulo’, ‘restaurante perto de mim’, ‘restaurantes italianos na zona oeste’ ou ‘restaurantes veganos no Rio de Janeiro’, se o estabelecimento estiver cadastrado, preenchido todas as informações do Google Meu Negócio e tiver avaliações de clientes, ele vai aparecer nas buscas orgânicas e no mapa da cidade, com grandes chances de ocupar as primeiras posições”.

4. Crie estratégias para os aplicativos de delivery

Para Felipe, os aplicativos de delivery devem ser encarados como plataformas de marketing, que servem para que a sua marca seja conhecida por novas pessoas. Depois que o cliente faz o pedido pelo app, podem ser criadas outras estratégias, para que as vendas sejam sem intermediários, com um preço mais atrativo para o cliente e que seja isento de taxas para o restaurante.

Sobre as estratégias de como divulgar restaurante na internet, o consultor sintetiza: “Para estar entre os primeiros, participe sempre das promoções, ofereça descontos agressivos, tenha produtos impecáveis, mas nunca se esqueça, é um investimento em marketing. Coloque isso na ponta do lápis para identificar o quanto está disposto a investir!”.

5. Invista em mídias próprias

“Investir tudo apenas em redes sociais ou nos apps é arriscado, pois, de uma hora para outra, toda sua base de seguidores/clientes pode desaparecer, seu posicionamento no aplicativo pode cair, pois, você terá construído sua casa no terreno de outra pessoa”. Quem faz essa constatação é Jacinto, ao explicar sobre a importância do investimento em mídia própria.

Para a especialista, estar nas redes sociais e nos aplicativos é crucial, mas antes de tudo, deve-se ter um site próprio, um sistema de relacionamentos com os clientes, uma lista de e-mails para praticar o e-mail marketing e também contatos para conversar por telefone ou WhatsApp.

Esperamos que com essas dicas você consiga divulgar o seu restaurante na internet e potencializar os seus lucros. Comece a colocar tudo em prática hoje mesmo!

Consumo de produtos vegetais seguirá em alta nos próximos anos

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O novo perfil de consumo da população deverá impulsionar o crescimento de produtos substitutos ou alternativos à proteína ou lácteos de origem animal. A expectativa é que o crescimento seja de 5% ao ano, nos próximos cinco anos. Ao menos duas consultorias especializadas neste tipo de setor publicaram, nos últimos dois meses, projeções otimistas. No estudo da consultoria britânica ‘Research and Markets’, a expectativa é que o mercado de proteínas vegetais deverá crescer anualmente 5%, nos próximos quatro anos.

Em 2024, a receita do setor deverá chegar a US$ 6,6 bilhões. O número é cerca de 40% maior ao montante registrado em 2018, quando todo o setor acumulou US$ 4,8 bilhões em vendas. Ainda de acordo com a análise da consultoria britânica, a busca por um estilo de vida mais saudável é um dos maiores motores para o mercado de proteínas, leites e snacks alternativos. Segundo nutricionistas, a maior vantagem dos produtos à base de vegetais é a redução nos níveis de açúcar e gordura no sangue, além da redução do impacto ambiental e do sofrimento animal.

Transformação alimentar

O crescimento das doenças alérgicas e de intolerância à proteína dos leites de origem animal deve impulsionar de maneira semelhante o mercado sul-americano dos leites e derivados vegetais. Nos próximos cinco anos, a demanda deverá seguir o mesmo ritmo das proteínas e crescer mais de 5% por ano. O estudo da Mordor Intelligence calcula que 85% dos brasileiros possuem algum nível de intolerância à proteína do leite de origem animal, ante 69% dos chilenos e 60% dos argentinos. 

Mundialmente, cerca de 70% dos consumidores estão mudando de dieta para prevenir obesidade, diabetes e colesterol, segundo a rede de supermercados britânica Sainsburys. Ainda de acordo com projeções do estudo, um quarto da população britânica será vegetariana e metade ‘flexitariana’, em 2025.

Segunda Sem Carne (SSC)

Segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), o acesso à informação, a preocupação com a causa animal, com a saúde e com o meio ambiente favorecem essas dietas. No Brasil, a mudança alimentar ganha força com o projeto Segunda Sem Carne (SSC). Criado em 2003, nos Estados Unidos, o movimento está presente em mais de 40 países. Lançado em 2009 pela SVB, o movimento atingiu a marca recorde de 67 milhões de refeições à base de vegetais em 2018. Em números atualizados, mais de 80 milhões de refeições foram servidas em campanhas da SSC, apenas em 2019.

Meios de pagamentos digitais no food service: do PIX ao cashback

 

A tecnologia vai além da cozinha e traz praticidade em toda a experiência de compra do consumidor – facilitando também a vida do empresário. No entanto, é preciso alguns cuidados para proteger seu bolso e garantir mais controle no caixa.

Com novas formas de pagamento chegando no mercado, como o PIX e ofertas interessante para o consumidor, como o cashback, vale ficar de olho no que é interessante para o seu negócio e se preparar para oferecer as melhores opções para o consumidor – tudo com segurança nos dados e controle financeiro.

No episódio de hoje, especialistas trazem orientações importantes para o gestor do food service. Conheça os entrevistados:

✔️ Patricia Peck, advogada especialista em Direito Digital;

✔️ Jorge Duro, especialista em gestão comercial e vendas.