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Como usar e comercializar vinhos próximos de oxidar?

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Não são raros os casos de enófilos que conservam seus rótulos favoritos por anos na adega em busca de uma complexidade no sabor, o que demanda paciência – principalmente – para que o ponto ideal seja atingido.Acontece que nem todo profissional que trabalha com a bebida sabe o suficiente a respeito do assunto e, no afã de buscar reproduzir a façanha, acaba por servir uma bebida com pouca intensidade e, até mesmo, sabor.

Não se trata apenas da maneira de conservar as garrafas, mas do produto ideal para cada tipo de finalidade. E, por isso, vamos falar neste artigo sobre como usar ou mesmo comercializar vinhos quando o ideal é consumi-los mais rapidamente. Confira!

Vinhos têm prazo de validade?

Cabe dizer que, dificilmente, um vinho expira a partir de uma data, como a maioria dos produtos perecíveis. No entanto, o representante comercial na importadora Devinum, André Santos, diz que “um vinho tem um ciclo de vida, como nós também temos. Mas isso não significa que ele possua uma data de vencimento. Por exemplo, vinhos jovens envelhecem com mais facilidade, e isso poucos consumidores sabem”.

Isso significa que existem rótulos, sim, que devem ser consumidos em tempo hábil, enquanto outros podem acumular poeira, na adega, que a sua complexidade será trabalhada à medida que os anos passarem.Sem falar que a conservação interfere também nesse processo. Até por isso, os cuidados para acomodar as garrafas são tão significativos (armazenar sempre em áreas climatizadas, deitados e ao abrigo da luz).

Mas, quando o processo de produção do vinho não é pensado para essa conservação longeva, não há adega no mundo que consiga manter as características da bebida por muito tempo.

Por que o vinho oxida?

“A acidez é predominante para o vinho envelhecer com qualidade. Ela causa frescor no vinho e, pra envelhecer com qualidade, a bebida tem que ter frescor” afirma André.

Entretanto, não são todos os rótulos que contam com essa qualidade. Existem vinhos que são produzidos para saírem das produtoras e passar apenas por uma breve estadia em supermercados e restaurantes.São, por exemplo, os vinhos mais acessíveis e de custo/benefício pensado em curto prazo. Nesses casos, André adverte que os tintos podem resistir ao processo de oxidação por 4 a 5 anos, no máximo. Os brancos, por sua vez, resistem por não mais do que 4 anos.Essa atenção pode ser pensada para usar o vinho em um prazo determinado, mas que não seja considerado um elemento decisivo para se considerar uma data de vencimento.

Afinal de contas, para o consumidor – ou mesmo quando adquirido para ser usado na cozinha –, o vinho é um produto de consumo, não devendo se limitar às datas, mas às ocasiões ideais para merecer o brinde.

O que fazer com os vinhos que oxidam em menos tempo?

Para o consumidor e empreendedores que fazem da milenar bebida um especial ingrediente em seus cardápios, os vinhos mais jovens podem ser grandes destaques na cozinha.André dos Santos aponta uma refinada receita que faz bom uso dos vinhos tintos que são fabricados pensando em um consumo imediato: o beef bourguignon, um ensopado de carne considerado patrimônio da culinária francesa.

Já para os vinhos brancos, desses cujo consumo também não deve ultrapassar a marca de três a quatro anos, as opções gastronômicas são tão ou até mais acessíveis do que o rótulo, já que risotos podem ser agraciados com o sabor da bebida, em seu preparo.“Além disso, o vinho branco pode ser usado, na cozinha para regar carnes e frangos, além de ser um ingrediente importante para o preparo de caldos também”, revela André Santos.

Ou seja: ainda que você esqueça do vinho por alguns anos, ou ele não saia com aquela frequência esperada, não há com o que se preocupar com data de vencimento ou algo parecido. Basta usar a criatividade no aromático calor da cozinha!Por fim, então, caso você esteja à procura de um rótulo que vá figurar em sua adega por anos – ou mesmo décadas –, André dá a dica. “Para vinhos de guarda, de alta gama, sempre consulte um profissional qualificado para indicar as melhores opções”.

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O que há de inovação em alimentos e bebidas saudáveis?

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Até um tempo atrás, sabor e saúde pareciam opostos que nunca se atraíam ou encontravam, como as faces de uma mesma moeda. Com o tempo, entretanto, o consumidor começou a optar por algumas opções mais saudáveis nos supermercados e lojas especializadas.

Isso levantou o alerta nos grandes produtores, que entraram na onda da saudabilidade, e trouxe uma série de inovações no setor de alimentos e bebidas, mostrando que os então opostos tinham tudo para ser parceiros.

Confira, portanto, o que vem sendo considerado inovador na produção de alimentos e bebidas com foco na saudabilidade!

O que é saudabilidade?

O conceito de saudabilidade não se trata de uma aposta da indústria alimentícia: ele foi sendo gradativamente modelado a partir da demanda do próprio consumidor.

E isso passou a ser melhor percebido entre os anos de 2008 e 2013, quando diversos produtos das indústrias de alimentos e bebidas passaram a ser reintegradas ao mercado com uma nova roupagem e composição, mais focada em vegetarianos, alérgicos, veganos e diabéticos, entres outros nichos.

Essa primeira percepção foi o resultado de um estudo realizado pelo Instituto Mintel. Ou seja: o consumidor passou a se interessar e a ler mais os rótulos daquilo que fazia parte do seu lar há um bom tempo.

“A procura por uma alimentação focada no conceito de saudabilidade teve início a partir da necessidade de algumas pessoas em consumir produtos específicos, seja por restrições alimentares ou opções alimentícias, e também pelo aumento do acesso a informação. Ou seja: o estilo de vida saudável passou a repercutir mais, fazendo com que as pessoas buscassem alternativas para obter um estilo de vida saudável -algo que a indústria de alimentos e bebidas também identificou com o tempo”, analisa o nutricionista André Garcia D’Elias, que ainda apontou um relevante estudo sobre o tema.

Estamos falando de uma análise que pegou carona nesse comportamento do consumidor: o Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos) e a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), com o apoio de outras instituições e colaboradores, apresentaram o projeto conhecido como "Brasil Food Trends 2020". Nele, constam as tendências para um futuro próximo e que hoje já estão sendo desenhadas.

Quer um exemplo prático? A versão especial da Coca-Cola, que, no lugar de açúcar, apostou no uso de stevia em sua sigilosa fórmula. E esse é apenas um dos casos, já que o estudo aponta 5 tipos de inovação para alimentos saudáveis:

Sensorialidade e prazer

São os produtos considerados gourmet, que aliam a experiência ao sabor, o que compreende alimentos e bebidas mais sofisticados e que visam explorar o paladar a partir de produtos naturais.

Saudabilidade e bem-estar

São os segmentos de inovação mais focados na resolução das estatísticas elevadas no número de pessoas com excesso de peso e obesidade, o que estimulou a criação de produtos cujo foco é a dieta e a eliminação de substâncias calóricas.

Conveniência e praticidade

É o foco de consumidores em busca de refeições prontas, mas que não percam o sabor e o valor nutricional, podendo servir tanto para lanches quanto para um almoço ou jantar.

Mas, para se manterem alinhados às tendências de alimentos saudáveis, os alimentos e bebidas são destinados às demandas por vegetais, iogurtes e outros itens menos calóricos.

Confiabilidade e qualidade

Agregar valor à marca também vem sendo um cuidado que diversas empresas têm seguido, visando conquistar sua fatia de mercado e fidelizações a partir de boas práticas de fabricação e uma série de medidas para o devido controle de riscos.

Sustentabilidade e ética

A alimentação saudável tem sido levantada não apenas como uma alternativa para o consumidor, mas como uma boa solução para reduzir o impacto ambiental consequente de nosso consumo diário.

Assim, o foco na inovação desse segmento reside em alimentos naturais, no uso de embalagens e rótulos recicláveis e, até mesmo, no engajamento em causas sociais que agregam valor à marca e a ajuda a se posicionar no mercado.

Alimentos saudáveis inovadores no mercado

Preparamos uma lista de alguns alimentos que têm rodado o mundo em testes com consumidores a partir dessas tendências. Confira alguns deles.

InSpiral Visionary Products: snack à base de folhas de couve seca e aromatizado com hortelã fresco, pimenta caiena e azeite, garantindo uma leve porção das legumes ao dia e abrigado em embalagem compostável.

Homus Le Grand Classik: alternativa vegana, cuja produção concentra ingredientes naturais, sem glúten, organismos geneticamente modificados e adição de açúcar ou conservantes.

Suntory Ovi Hydration: australiano, o produto oferece uma infusão de água, frutas, mel e minerais com antioxidantes e sem a presença de corantes, conservantes ou sabores artificiais.

Tudo o que você precisa saber sobre exportação de carne suína para a Ásia

Exportação de carne suína para a Ásia Tudo o que você precisa saber

A China atualmente é o país que mais consome carne suína no mundo. Historicamente, o país sempre conseguiu manter sua autossuficiência na produção de suínos mas, devido ao aumento exponencial do consumo, desde 2007, precisa importar a carne para suprir a demanda interna.

Para se ter uma ideia, desde 2007 o crescimento anual da importação de carnes suínas pela China é de aproximadamente 150%.

Os números são impressionantes, mas o alto consumo de carne suína não se limita à China. Outros países da Ásia, como Taiwan e Coreia do Sul, também têm se destacado cada vez mais como grandes potências importadoras desse tipo de carne.

Consumo per capita de carnes suínas em alguns países asiáticos

  • China: 40 Kg / Ano
  • Taiwan: 39 Kg / Ano
  • Coreia do Sul: 81 Kg / Ano

Para fins de comparação, o consumo per capita de carne suína no Brasil é de apenas 14 Kg / Ano.

Exportação de suínos no Brasil

Segundo dados da  CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o Brasil é quarto maior produtor e exportador de carne suína do mundo, devendo manter-se nessa posição até 2018.

Contudo, apesar do país produzir aproximadamente 37 milhões de cabeças de suínos por ano, o volume ainda é bastante inferior quando comparado aos líderes mundiais de exportação de suínos: China, União Europeia e Estados Unidos, com respectivamente 51% e 20% e 10% do mercado mundial.

Como exportar suínos para países asiáticos?

Devido ao crescimento exponencial no consumo de suínos dos países asiáticos como China e Coreia do Sul, o desejo de exportar carnes suínas têm sido cada vez mais comum entre os produtores e empreendedores brasileiros.

Afinal, não é à toa que a exportação de carnes suínas no Brasil tem batido recordes atrás de recordes, chegando a crescer 39% entre Setembro de 2015 e Setembro de 2016.

O crescimento, segundo o presidente-executivo da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Francisco Turra, também é consequência de uma redução dos custos de produção:

"Vimos uma reação do preço médio cambial no mercado internacional, o que ajudou a compensar a valorização do real frente ao dólar. O fator 'custo de produção' também influenciou esse contexto".

Todo o processo no Brasil é regulamentado pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e devem também seguir as legislações específicas da Anvisa para produção de carnes e produtos cárneos.

No geral, o processo para se exportar carnes suínas no Brasil consiste três etapas básicas:

1. Obtenção do SIF

O SIF (Serviço de Inspeção Federal) é a certificação do MAPA que atesta a regularidade sanitária, técnica e legal das instalações, equipamentos e processos utilizados na produção de qualquer alimento comercializado no âmbito nacional.

2. Habilitação para exportar

A habilitação para exportar é regulamentada e concedida pelo Dipoa (Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal), da SDA (Secretaria de Defesa Agropecuária) do Ministério da Agricultura.

Além de permitir que os produtos sejam vendidos no comércio exterior, essa habilitação também inclui o nome do produtor na lista geral dos estabelecimentos exportadores - disponível no site oficial do MAPA e consultada regularmente pelas entidades importadoras.

3. Contrato Internacional

Uma vez que o produtor está habilitado pelo Governo Brasileiro a exportar carnes suínas, o mesmo deverá entrar em contato com as empresas interessadas em importar o produto para a Ásia e, a partir disso, discutir particularmente as exigências e condições do contrato.

Vale lembrar que, além das exigências do MAPA, o produtor também deve se atentar às exigências do governo do país para o qual deseja exportar a carne suína. Geralmente essas exigências são passadas pelo produtor no momento da prospecção e estão mais relacionadas à segurança alimentar do produto.

Quais são os cortes mais procurados?

As preferências em relação ao corte da carne suína podem variar bastante de acordo com o país asiático. Por exemplo:

  • Japoneses preferem o lombo e a parte superior da paleta.
  • Chineses gostam de sabores mais fortes e por isso dão preferência às partes menores, como toucinho e costela.
  • Sul-coreanos, por sua vez, preferem as partes mais ricas em gorduras e por isso importam mais cortes da parte superior da paleta, barriga e lombo.

Cuidados ao exportar suínos para a Ásia

Apesar do mercado asiático ser menos exigente à qualidade do produto como os países europeus - característica resultante de uma demanda com crescimento constante e exponencial -, existem alguns cuidados que o produtor de carne suína deve ter ao exportar seus produtos para a Ásia.

O custo é um deles. Por se tratar de uma região muito mais distante, o produtor deve estar atento aos custos envolvidos no transporte e comercialização internacional do produto. O ideal é sempre solicitar que o importador arque com todos os custos de transporte, mas caso não seja possível, os gastos também devem ser levados em consideração na hora de determinar o preço.

Outro cuidado fundamental está relacionado às exigências particulares de cada país importador. A Ásia é uma região extremamente diversificada e, por isso, o mesmo produto que cumpre as exigências de um país não irá necessariamente cumprir as exigências de outros - os cortes citados anteriormente são ótimos exemplos disso.

Com isso em mente, sempre procure obter o máximo de informações com a empresa importadora antes de enviar o produto.

Gostou do artigo? Compartilhe-o e nos ajude a divulgar informações importantes e úteis para os produtores de carne suína do Brasil!

Entenda por que seu estabelecimento deve aceitar vale-refeição

Entenda por que seu estabelecimento deve aceitar vale-refeição

É cada vez mais comum empresas adotarem o tiquete-refeição (ou vale-refeição) como um dos benefícios oferecidos para seus funcionários, o que abre uma grande oportunidade de rentabilidade para estabelecimentos de alimentação fora do lar ao aceitaram essa modalidade de sistema de pagamento.

Entretanto, ainda existem restaurantes, padarias e bares que relutam em contar com essa opção de pagamento. Nesse artigo, você vai conferir alguns motivos que podem incentivar o seu negócio a começar a aceitar um serviço de voucher-refeição. Confira!

Como estabelecimentos de alimentação podem adotar o vale-refeição?

Diretora-presidente da Assert (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador), Paula Cavagnari afirma que não existe necessidade de se inscrever no Programa de Alimentação do Trabalhador, definido pelo Ministério do Trabalho, ou algum outro tipo de programa de benefícios oferecidos por qualquer área governamental.

Todo e qualquer estabelecimento comercial que deseja adotar o voucher-refeição (ou até mesmo o alimentação) como forma de pagamento pode fazer o contrato diretamente com a empresa responsável por oferecer esse serviço”, diz a especialista. Define-se, portanto, o contrato do vale-refeição como um acordo particular entre empresa e estabelecimento, sendo suas regras definidas pelo contrato que for selado entre ambos.

Os estabelecimentos interessados podem optar por diversas operadoras disponíveis no mercado e fazer suas negociações individualmente, não sendo necessária a exclusividade de contratação de alguma bandeira”, esclarece.

Como funciona o serviço de vale-refeição para os restaurantes?

Cada serviço de voucher-refeição contratado pelo estabelecimento tem um tipo de contrato de funcionamento diferente. Em resumo, todas oferecem um cartão para o funcionário, entregue e abastecido pela empresa em que eles trabalham, que será usado nas maquininhas de pagamento estabelecidas para cada tipo de bandeira.

O gerenciamento do valor transferido para o estabelecimento alimentício, portanto, é feito pela operadora, de acordo com prazo combinado em contrato.

É preciso pagar alguma anuidade?

O pagamento de anuidade para o estabelecimento participar dos programas de vale-refeição varia de acordo com a bandeira contratada. Algumas empresas oferecem isenção dessa taxa no contrato, enquanto outras preferem cobrar um valor mensal ou anual. Essa questão, portanto, deve ser avaliada, levada em consideração e discutida no momento de análise e assinatura dos contratos.

Qual a rentabilidade para o estabelecimento?

A porcentagem do valor pago por um cliente por meio do voucher-refeição, que é repassado para a operadora responsável por esse gerenciamento, também varia de contrato para contrato.

Em média, as operadoras cobram valores similares às operadoras de cartão de crédito, girando em torno de 6% a 13% (taxas que podem variar de acordo com contrato e tipo de serviço selecionado).

Por isso, ao selecionar a empresa que o seu estabelecimento vai se conveniar, é bom fazer uma simulação de valores para entender quanto deve ser o seu faturamento, para que o desconto realizado nessa atividade não seja prejudicial para o seu negócio.

Vale a pena sempre relembrar que oferecer a oportunidade ao cliente de pagar a conta com vale-refeição pode lhe garantir um volume maior de dinheiro entrando em caixa, visto que boa parte das pessoas aprecia o conforto de poder pagar com essa modalidade de cartão.

Resumidamente, apesar de ser necessário pagar taxas e, em algumas situações, anuidades, a filiação do seu estabelecimento alimentício a uma empresa de vale-refeição e alimentação, é definitivamente um bom negócio.

Segundo uma pesquisa realizada pela FIA (Fundação Instituto de Administração), as refeições comercializadas por meio do vale-refeição compõem uma parte significativa da receita dos estabelecimentos: entre 914 entrevistados, 60,4% eram restaurantes e 12% lanchonetes e na percepção de 91% dos participantes da pesquisa, oferecer voucher-refeição aumenta sim o faturamento dos restaurantes e das empresas alimentícias.

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Conheça o controle microbiológico na indústria

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Hoje em dia, ainda que a internet tenha ampliado o alcance e acesso à informação, é fato inegável que muitos dos alimentos e bebidas consumidos no dia a dia do consumidor são escolhidos baseados na confiança que ele tem nas indústrias alimentícias.

Afinal de contas, muitos dos produtos que chegam aos supermercados e outros tipos de comércio são prontos para consumo, bastando apenas que os consumidores removam a embalagem para consumi-los.

E isso leva à uma importante reflexão: como as indústrias de alimentos têm trabalhado a questão do controle microbiológico? E qual é a sua importância nesse tipo de indústria?

Para saber um pouco mais a respeito dessa realidade nas indústrias de alimentos, acompanhe.

Como é o controle microbiológico nas indústrias de alimentos?

Diversos conceitos inovadores influenciaram a indústria de alimentos nos últimos anos, visando mais qualidade de vida e saúde aliadas ao sabor dos produtos produzidos e comercializados.

Uma delas é o conceito de saudabilidade. E traduzi-lo de maneira ágil, qualitativa e eficiente para suprir a demanda do consumidor é um dos grandes desafios do setor. Isso porque o controle de qualidade prestado deve permanecer em contínuo desenvolvimento, principalmente para garantir que essas novas tendências não ofereçam riscos à sociedade.

Daí, a importância do controle microbiológico, um processo característico a uma série de indústrias, como a de cosméticos, a farmacêutica e, claro, a alimentícia.

Sua função, portanto, é a de conduzir mais precisão no controle de qualidade, pois microrganismos são uma das melhores ferramentas de verificação na qualidade de um produto. Isso se deve ao fato de que eles são seres sensíveis a alterações dos portes ambientais, comportamentais ou por componentes da formulação.

Ao verificar o comportamento microbiano em produtos alimentícios em toda a sua cadeia produtiva (desde a colheita/abate ao processamento, armazenamento e à distribuição e preparação), é possível:

  • Estudar os patógenos em alimentos;
  • Verificar e garantir a higiene nos alimentos;
  • Identificar aspectos benéficos dos microrganismos nos alimentos;
  • Garantir o controle da qualidade dos produtos.

Dessa maneira, é perceptível a importância do controle microbiológico, bem como o seu amplo espectro de atuação nas indústrias alimentícias.

O controle microbiológico em outras escalas

Já existe, atualmente, uma série de procedimentos que oferecem o controle necessário e exigido para que os alimentos cheguem às prateleiras e pontos de venda para o consumidor.

São as conhecidas Boas Práticas de Laboratórios (BPL), que necessitam, inclusive, de contínuo aperfeiçoamento para garantir o constante suprimento qualitativo que a indústria necessita, o consumidor exige e a lei demanda.

Para o Professor Eduardo César Tondo, do Centro de Pesquisa e Processamento de Alimentos (CEPPA-UFPR), todo esse processo, e os futuros, podem ser feitos em um trabalho colaborativo entre a indústria e o lado acadêmico.

Afinal de contas, segundo ele, “estabelecer essa comunicação é muito benéfica para ambas as partes, pois alia o conhecimento de doutores e professores com a infraestrutura, recursos e organização cabível e regulamentada da indústria.”

Sem falar que, para Tondo, algumas das vantagens desse trabalho colaborativo seriam de grande ajuda ao setor alimentício como um todo, como, por exemplo:

  • Capacitação de pessoal;
  • Controle de matéria-prima;
  • Prevenção de perigos físicos;
  • Controle higiênico sanitário;
  • Design higiênico de equipamentos;
  • Prevenção de contaminação cruzada;
  • Controle de pragas;
  • Desinfetantes.

Ainda assim, ambos devem vencer as próprias barreiras e desafios do seu setor, como a necessidade urgente por prazos e qualidade nos serviço prestado, mão de obra altamente especializada, competitividade e as burocracias do setor.

Um diálogo que se estende à burocratização da indústria

Sobre a normatização, inclusive, é apontada a importância na padronização das normas utilizadas para preservar todas as suas aplicabilidades e segurança.

Assim, não há dificuldades para definir a norma mais eficiente para diferentes tipos de produtos – sejam eles associados ao conceito de saudabilidade ou não – em relação a possibilidades de exportação por parte das indústrias alimentícias.

E então, deu para entender um pouco mais sobre a importância e aplicação do controle microbiológico em indústrias de alimentos? Compartilhe em suas redes sociais.

Exportação no mercado de proteína animal: o que o seu negócio ganha com isso?

Exportação no mercado de proteína animal: o que o seu negócio ganha com isso?

A exportação de proteína animal sempre foi uma área importante e promissora para a economia brasileira. Nos últimos 20 anos, o Brasil obteve um crescimento de 643% no valor das exportações de produtos de origem agropecuária e atualmente é um dos principais exportadores de carne bovina e de frango do mundo.

No entanto, segundo especialistas do agronegócio brasileiro poderia ter crescido muito mais se não fosse o alto custo da logística, que chega a ser quatro vezes maior no Brasil em relação aos Estados Unidos e Argentina.

O que o seu negócio pode ganhar ao exportar proteína animal?

Exportar proteína animal traz uma série de vantagens para produtores brasileiros que desejam atuar no mercado internacional, sendo as principais:

  • Benefícios fiscais: produtores brasileiros que desejam exportar proteína animal têm imunidade de pagamento do IPI (Imposto de Produtos Industrializados), COFINS (Contribuição para Financiamento do Seguro Social), PIS (Contribuição para Integração Social) e a não-incidência do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Além disso, é possível fazer a manutenção dos créditos fiscais de IPI e ICMS relativos à compra de matérias-primas, produtos intermediários, materiais de embalagem, entre outros.
  • Maior abrangência: além do mercado internacional ser muito mais abrangente e ilimitado em termos de quantidade, é importante levar em consideração que produtos de qualidade (gourmet e premium) costumam ser mais valorizados economicamente em países europeus e árabes. Portanto, focar nesses mercados pode ser uma alternativa na hora de agregar valor ao produto e aumentar a margem de lucro.
  • Vantagem mercadológica: levando em consideração os benefícios fiscais e de abrangência, é fácil concluir que a exportação de proteína animal é uma excelente maneira de reduzir os custos, aumentar os lucros e se diferenciar dos concorrentes nacionais.

Vale ressaltar que os benefícios podem variar bastante (para melhor ou pior) de acordo com as políticas dos países compradores.

Custo de produção: como lidar com esse desafio?

Apesar da consolidação do Brasil como um dos principais exportadores de proteína animal do mundo, nosso País enfrenta o desafio de reduzir custos de produção que, segundo especialistas, é o que mais impede as exportações de crescerem ainda mais.

Como fazer isso?

Segundo o presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro, para reduzir os custos e aumentar a competitividade das exportações no Brasil é necessário focar os investimentos em transporte, infraestrutura e logística.

Estamos atrasados, o momento ideal para as reformas já passou. No Brasil, temos o dobro de empresas importadoras em comparação às exportadoras, ou seja, estamos comprando mais produtos de fora do que vendendo”, afirma Castro.

Como exportar proteína animal?

Além dos requerimentos impostos pelo próprio País importador, qualquer exportação de produtos de origem animal no Brasil deve ser controlada e autorizada pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Por isso, o primeiro passo para quem deseja exportar proteína animal é obter o registro do estabelecimento no SIF (Serviço de Inspeção Federal), que atesta a regularidade sanitária, técnica e legal das instalações, equipamentos e processos utilizados na produção do alimento - vale lembrar que a comprovação da sanidade animal também pode estar sujeita à empresa (ou país) para qual o produto será exportado.

Em seguida, o produtor deve solicitar a habilitação para exportar junto ao Dipoa (Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal), da SDA (Secretaria de Defesa Agropecuária) do Ministério da Agricultura.

Se aprovada, a empresa estará habilitada ao comércio internacional e será incluída na lista geral dos estabelecimentos exportadores, disponível no site oficial do MAPA.

Conhece alguém que poderia se beneficiar com essas informações? Compartilhe o artigo nas suas redes sociais e nos ajude a divulgar informações relevantes para os produtores brasileiros de proteína animal.

Dicas para permitir a entrada de animais no seu estabelecimento

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São cada vez maiores os gastos do brasileiro com os mais de 100 milhões de animais de estimação (números do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) que vivem no País. Considerados membros da família, é comum ver seus tutores em diversos estabelecimentos de alimentação fora do lar. Mas como se preparar para atender a esse público?

A engenheira de alimentos da COVISA (Coordenação de Vigilância da Saúde) da Prefeitura de São Paulo, Mariana Uenojo, lembra que há Leis e Portarias que regulam o funcionamento de estabelecimentos de alimentação fora do lar, como a Portaria Municipal 2619/2011 e a Lei Municipal 13725/2004, que tratam de boas práticas de manipulação de alimentos.

Mariana, comenta ainda, que de acordo com o Decreto Municipal 48914 de 08/11/2007, a proibição ou liberação da entrada de animais fica a critério dos proprietários ou gerentes dos locais, obedecidas às leis e normas de higiene e saúde, e lembra que não há uma certificação especifica para esses locais.

Aos estabelecimentos comerciais varejistas que fabriquem, manipulem, beneficiem, preparem ou vendam produtos alimentícios será permitida permanência dos animais de estimação somente na área de consumação, desde que os estabelecimentos possuam espaço reservado, exclusivo e adequado para recebê-los, de acordo com as leis e normas de higiene e saúde.

A área de consumação destinada para os consumidores e seus animais, deve ser revestida de material sanitário, protegido contra sol e chuva, provido de ponto de água para higienização frequente. “Esse espaço deve ser isolado das áreas de recepção de matéria prima, armazenamento, preparo, venda e consumação, para evitar contaminação cruzada de alimentos e incômodo aos demais consumidores.”

Vale lembrar, que além dos locais específicos para a presença de animais de estimação e seus tutores, é necessário a presença de um funcionário destinado apenas para a manutenção desse local, sem manipular alimentos. E que o descumprimento dessas boas práticas pode resultar desde multas até o cancelamento de autorização para funcionamento de empresa.

Entenda a importância de uma Sala Limpa para a segurança alimentar da carne

Entenda a importância de uma Sala Limpa para a segurança alimentar da carne

Sala Limpa: o que é e qual sua importância para casas de carnes gourmet?

Podemos definir a Sala Limpa como um ambiente especialmente planejado para a preservação das qualidades microbiológicas (contaminação) e físicas (textura, coloração, consistência etc) dos produtos ou processos que exigem um controle mais rígido sobre as partículas presentes no ar.

Para que esse objetivo seja alcançado, as Salas Limpas devem possuir quatro características fundamentais:

  • Superfícies lisas e de fácil limpeza;
  • Acabamento impecável;
  • Agilidade na instalação;
  • Isolamento térmico.

Por se tratar de ambientes extremamente limpos e controlados, a Sala Limpa é comumente utilizada para produção de alimentos, medicamentos, cosméticos, componentes eletrônicos e procedimentos relacionados à biotecnologia.

Para casas de carnes gourmet ou premium, as Salas Limpas são indispensáveis pois permitem que os produtos sejam processados da forma mais higiênica possível, evitando alterações no produto e permitindo que o mesmo chegue ao consumidor final com o máximo e qualidade possível, tanto nos aspectos sensoriais quanto estéticos.

Afinal, carnes gourmet são direcionados a um público muito mais exigente e, oferecer uma carne com aparência e sabor mediano certamente não é uma prática aceitável.

Como construir uma Sala Limpa?

Por ser uma área crítica para processamento de carnes e abranger diversas áreas de conhecimento (como físico-química, biologia etc), a construção de Salas Limpas na maioria das vezes não é um projeto simples, sendo na maioria das vezes necessário contratar um profissional especializado.

Mas, basicamente, o responsável pelo projeto da Sala Limpa deve estar atento a cinco pontos críticos:

1. Função

No caso do processamento de carnes gourmet ou qualquer outro tipo de alimento de origem animal, é fundamental que a Sala Limpa possua condições específicas de temperatura, umidade do ar, classificação e pressão atmosférica.

Saber isso é importante porque são essas condições que determinarão quais serão os materiais de acabamento utilizados na construção da Sala Limpa, localização dos equipamentos de ar-condicionado, planta do local, móveis e muito mais.

Em outras palavras, é impossível construir uma Sala Limpa eficiente sem definir claramente qual será a função da mesma.

2. Localização

Por se tratar de uma etapa do processo de produção de carnes, a Sala Limpa deve ser projetada como uma área integrada às outras dependências da casa de carnes ou supermercado, considerando sempre a sequência operacional do processo de produção e em qual local a construção da Sala Limpa trará mais produtividade para a empresa.

Por isso, fluxos de pessoas, logísticas e serviços auxiliares devem ser avaliados de tal forma que a Sala Limpa não se transforme num “obstáculo” dentro da empresa. Nessas horas, consultar os colaboradores mais próximos da linha de produção pode ser uma boa ideia.

3. Materiais

Como já mencionamos anteriormente, os materiais utilizados na construção de uma Sala Limpa irão depender diretamente de sua função.

Na área de produção, geralmente os materiais utilizados são as  divisórias, portas e forro em chapa de aço branca e visores de vidro duplo. Para a área de lavagem, divisórias em aço inox e, para a área de embalagem, além das divisórias em aço branco, também pode-se trabalhar com divisórias e biombos de vidro simples.

Todos os materiais (incluindo móveis e equipamentos) utilizados no interior da Sala Limpa deverão ser lisos, impermeáveis e brancos, facilitando a limpeza e evitando ao máximo o acúmulo de partículas contaminantes, como poeira ou produtos químicos.

As portas, janelas e visores devem seguir o mesmo princípio de facilidade de limpeza, podendo ser constituídos de aço inox, vidro ou qualquer outro material sugerido pelo engenheiro responsável pelo projeto e compatível com os recursos da empresa.

4. Operação

Na hora de estabelecer um fluxo de operação para as Salas Limpas é importante levar em consideração que, por ser tratar de uma área controlado e de higiene impecável, qualquer contaminação no ambiente pode afetar de forma significativa a qualidade final da carne.

Mas como evitar a contaminação da Sala Limpa e garantir qualidade máxima da carne gourmet?

Manter uma Sala Limpa livre de contaminação é uma função que requer disciplina e treinamento dos funcionários. Podemos citar como algumas boas práticas:

  • Nunca transitar pela Sala Limpa com roupas sujas ou previamente utilizadas em ambientes altamente contaminados, como depósitos e oficinas;
  • Sempre higienizar as mãos e as botas (se for o caso) antes de entrar na Sala Limpa;
  • Se possível, restringir o acesso à Sala Limpa aos funcionários que desempenham alguma função no local;
  • Realizar treinamentos regulares que enfatizem a importância da higiene na Sala Limpa;
  • Evitar deixar portas e janelas abertas.

Além dessas práticas, também é recomendado o planejamento de manutenções periódicas (2 vezes por semana) e preventivas (1 vezes por semana) na Sala Limpa, evitando acúmulo de sujeiras em locais de menor circulação e identificando pontos de contaminação antes que eles se tornem um problema.

5. Legislação

Independentemente da função ou materiais utilizados para a construção da Sala Limpa, leve sempre em consideração as especificações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para processamento de alimentos e das normas internacionais caso seu objetivo também seja exportar.

Checklist: passo a passo para criar uma Sala Limpa

Apesar do cronograma da construção de Salas Limpas variar muito de acordo com cada projeto, existem alguns passos básicos que devem ser seguidos independente do caso.

São eles:

  • Definição do projeto de arquitetura (layout) e materiais utilizados;
  • Construção da estrutura de sustentação;
  • Fixação dos tirantes e suportes de forro falso;
  • Instalação do forro falso;
  • Instalação das divisórias e portas;
  • Instalação dos visores;
  • Acabamentos gerais da sala;
  • Limpeza final.

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Raio-x do mercado de sucos

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O consumo de refrigerantes ainda pode ser o carro-chefe da indústria de alimentos e bebidas, mas é fato inegável que os supermercados já estão reservando uma ala cativa para bebidas mais coloridas e naturais: os sucos.

Isso mesmo, aqueles em embalagens, concentrados e com uma série de nutrientes que estão abocanhando fatias cada vez maiores do mercado, gerando uma competitividade que se destaca, principalmente, pela inovação desses produtos.

Quer entender um pouco mais a respeito dos sucos e do seu papel na indústria de alimentos e bebidas? Acompanhe.

Ser saudável está em alta

Não é à toa que a Coca-Cola trabalhou exaustivamente na aquisição da Ades – que, antes, pertencia à Unilever: ser saudável é uma tendência que tem tudo para se manter pelos próximos anos.

Dessa maneira, quem apostava exclusivamente nos refrigerantes percebeu que a diversificação no portfólio era uma saída sadia economicamente, e que ainda rendia mais qualidade de vida aos seus consumidores.

Entretanto, o mercado ainda está em estágios iniciais de desenvolvimento. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerante e Bebidas não Alcoólicas (Abir), o consumo do brasileiro desse tipo de produto foi de 3,3 litros por habitante em um ano, em 2014.

Mas sabia que isso pode ser uma ótima oportunidade de penetração no mercado?

Afinal de contas, especialistas apontam que o Brasil está entre os cinco maiores produtores de alimentos saudáveis, e em 11º lugar quando o assunto é a produção de sucos e bebidas naturais.

Há um crescimento no setor de 10% ao ano. E, se a indústria de alimentos e bebidas já está nessa corrida, empresas menores podem apostar em produtos naturais para abocanhar uma nova fatia desse mercado.

Os desafios do setor

Vender produtos naturais, como um suco regional, por exemplo, é bastante trabalhoso.

Isso porque empresas como a carioca Green People, que trouxe inovação ao setor com um suco 100% natural, encontram resistência nas lojas e supermercados. Afinal de contas, como apostar em um produto cuja validade é de apenas 3 dias?

É esse o período de consumo de um produto fresco e sem conservantes. A saída tem sido encontrar espaço fora dos varejistas, erguendo um nicho específico em quiosques e lojas especializadas.

“Há oportunidades para a indústria, pois os sucos naturais são muito nutritivos, já que as frutas possuem fibras, micronutrientes (vitaminas e minerais) e substâncias antioxidantes” relata a nutricionista Giovanna Maia Graciano, que ainda ressalta existir ampla variedade de produtos, no mercado. São aqueles em caixinha, mas feitos pela própria fruta, garantindo mais praticidade ao consumidor.

Existem muitas oportunidades para que o suco natural invada os lares do brasileiro. Ainda mais levando em conta a pesquisa da Mintel, que destaca o consumo de suco natural, pelo menos uma vez no ano, de 86% dos entrevistados em 2015.

Já a parcela de consumidores acostumada a beber semanalmente sucos naturais chega a 69% do grupo analisado. Ou seja: com um bom alinhamento e uma estratégia de mercado direcionada, o suco regional, como o da Green People, tem muito a crescer ainda.

Dados do setor de sucos que animam ainda mais o consumidor

Vale lembrar que a mesma pesquisa da Mintel destacou que a indústria de alimentos e bebidas pode se beneficiar muito desse tipo de consumo de produto. Afinal de contas, os jovens entre 16 e 24 anos estão entre os maiores consumidores dos sucos naturais, o que revela o grande potencial nesse mercado.

Assim, enquanto o setor ainda se divide na comercialização de néctares, bebidas mistas, concentrados, sucos em pó, refrescos e sucos naturais, os produtores podem encontrar diferentes caminhos para adentrar no mercado.

Principalmente, pelo motivo que uma pesquisa do Instituto TNS revelou: 60% dos consumidores estão evitando produtos com muitos aditivos artificiais. Para eles, por exemplo, baixo teor de gordura é um fator relevante na decisão de compra, enquanto 51% se atentam ao teor de açúcar reduzido.

“Os sucos industrializados são bons desde que não tenha adição de açúcar e que sejam feitos apenas da fruta. A grande vantagem, neles, é a praticidade” completa Giovanna.

Para o mercado de sucos, portanto, há como encontrar o nicho ideal valendo-se de mais qualidade na produção para explorar o seu diferencial. Afinal de contas, como vimos, há demanda para abrigar sucos cada vez mais naturais e saudáveis na mesa do brasileiro.

Certificação Kosher: um guia para produtores

Certificação Kosher: um guia para produtores

A Certificação Kosher (ou Kasher, seguindo a pronúncia hebraico israelense) tem sido vista por muitos produtores como uma oportunidade de alcançar novos mercados e aumentar as vendas de produtos de origem animal, principalmente quando se trata de exportação.

Prova disso é o aumento significativo no consumo de produtos kosher ao redor do mundo, causado pela associação cada vez maior da Certificação com produtos saudáveis e de qualidade - e não estritamente por razões religiosas, como era o caso de alguns anos atrás.

Mas será que todos os produtores realmente entendem o que é a Certificação Kosher e quais são os benefícios que ela pode proporcionar ao produtor?

Neste artigo, vamos explicar tudo sobre ela. Acompanhe.

O que é a Certificação Kosher?

A Certificação Kosher pode ser definida como o selo de qualidade usado para comprovar que um determinado alimento foi produzido, abatido (no caso de produtos de origem animal) e transportado de acordo com as leis da religião judaica, baseadas na Bíblia Judaica (Torá) e Talmude.

Hoje essas leis ainda são seguidas por judeus, muçulmanos e adventistas de todo o mundo, especialmente aqueles presentes em países europeus e do Oriente Médio.

Por muito tempo a Certificação Kosher era usada como uma referência voltada exclusivamente para esse público religioso, mas com a popularização do termo e associação do selo com produtos de qualidade absoluta, atualmente atende muitas pessoas sem vínculos religiosos, mas que buscam alimentos de origem animal mais saudáveis e humanizados.

Como disse Felipe Kleiman, especialista e consultor em Certificação Kosher:

“No Brasil existe uma abertura para um mercado de pessoas de uma classe social mais alta, que circulam em viagens internacionais, e que têm acesso a esse conhecimento. E que seriam pessoas altamente permeáveis ao consumo de produtos Kosher porque eles representam uma garantia a mais em relação ao produto não Kosher.”

Como funciona o processo de certificação?

O processo para obtenção da Certificação Kosher é relativamente simples, mas pode demorar mais ou menos dependendo das condições da empresa solicitante e da velocidade nas adequações exigidas pela organização que emite o documento.

O primeiro passo é procurar uma entidade judaica capaz de emitir a Certificação Kosher no Brasil.

Após o primeiro contato, que geralmente é realizado por meio de um formulário detalhado sobre as informações da empresa solicitante, se inicia um processo de análise minuciosa sobre os ingredientes que compõem o produto e o processo de fabricação.

Essa etapa geralmente é feita por e-mail ou telefone (sob caráter sigiloso) e demora o tempo suficiente até que todos os documentos sejam enviados e analisados pela entidade emissora.

Caso todos os documentos sejam aprovados, é agendada a visita de um rabino ortodoxo à fábrica, para que o mesmo possa avaliar presencialmente se todos os processos e ingredientes estão de acordo com as leis de alimentação kosher.

Caso tudo esteja de acordo, a entidade judaica emitirá o Certificação Kosher e a empresa terá a permissão para usar o selo em suas embalagens e/ou como garantia de qualidade para exportação de seus produtos.

Quem acompanha o processo?

Mesmo após a emissão da Certificação Kosher, a entidade judaica pode solicitar documentos ou mesmo uma visita presencial do rabino à fábrica a fim de verificar se todas as exigências continuam sendo cumpridas.

É importante destacar que todo o processo de certificação e acompanhamento é baseado na transparência e confiança entre ambas as partes envolvidas.

Portanto, todas as mudanças nos processos e ingredientes de fabricação devem ser previamente comunicadas à entidade judaica que emitiu o certificado, sob pena de cancelamento da Certificação Kosher por período indeterminado.

Qual a validade e abrangência do certificado?

A Certificação Kosher tem abrangência nacional e internacional. A validade do certificado pode ser de até um ano e poderá ser renovado a partir de uma nova visita do rabino à fábrica.

Quanto custa?

Como o documento é emitido a partir de uma avaliação individual de cada fábrica, os preços podem variar de acordo com os honorários da entidade judaica que emitirá o certificado e também os investimentos necessários que a empresa solicitante deve fazer para se adequar às normas.

Por isso, não existe um “preço padrão” para se obter a Certificação Kosher, sendo sempre recomendado é entrar em contato com a organização escolhida para informações mais detalhadas de acordo com as características únicas de sua empresa.

Gostou do texto? Compartilhe-o nas redes sociais e ajude a espalhar as informações sobre uma das certificações de qualidade mais importantes da atualidade.