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Tendências e perspectivas de mercado de carne suína na crise

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Conheça as tendências e perspectivas do mercado de carne suína na crise e na pós-crise e qual será a importância do consumidor neste cenário.

O Brasil está em plena pandemia do novo coronavírus, causador da COVID-19. Essa pandemia causou uma crise sem precedentes, afetando todos os setores. E um dos setores que também foi afetado foi o mercado de carne suína.

No início do ano, muitas projeções indicavam que o mercado de carne suína teria um 2020 excelente, com aumento na produção, consumo interno em crescimento e exportações cada vez maiores.

Mas o novo coronavírus chegou e mudou todas as projeções, inclusive dentro desse mercado que estava em ascensão. Mas, o empresário desse setor não pode parar e precisa estar pronto para o mundo pós-pandemia.

Para ajudar o empresário a enfrentar essa crise Leticia Marodin, consultora da Markenz Consultoria traçou em um Webinar organizado pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) quais são as maiores tendências e perspectivas para o consumo da carne suína pós-crise.

Mercado de carne suína estava antes da COVID-19

 Diversas análises indicavam que o Brasil teria uma excelente recuperação da sua economia, com a atividade econômica avançando e o consumo das famílias crescendo.

O nível de confiança do empresário estava bastante alto, as empresas estavam adotando muita tecnologia, a geração y e z estão estrando no mercado e com um poder de compra crescente”, disse Leticia.

Além disso, de acordo com o IBGE, a taxa de investimento no ano de 2019 foi de 15,4% do PIB. “Essa era a indicação de uma ótima recuperação!”, completa a consultora.

No mercado de carne suína, as expectativas também eram muito animadoras para o Brasil, com crescente volume de exportação. Quanto ao consumo interno, as expectativas eram de crescimento ou ao menos de mantença dos 15,6 kg/per capita/ano.

As projeções viraram de cabeça para baixo!

Como vemos, as projeções para o Brasil, mesmo sendo tímidas, eram positivas para a economia brasileira. Mas, o novo coronavírus chegou com bastante força e mudou todas as projeções para baixo.

A prova mais forte dessa alteração das projeções e do PIB brasileiro. Segundo as projeções mais atualizadas do Ministério da Economia haverá queda do PIB de 4,7% em 2020.

Letícia ainda ressalta que em pouco mais de um mês de crise, houve significativa queda do consumo geral.

Em pouco tempo tivemos redução do consumo geral de todo tipo de produto. O mercado mudou, passando do consumo em restaurantes, para a compra em supermercados e consumo em casa, e tudo isso afetou também a carne suína”, cita.

Porém, todos os elos da imensa cadeia suína brasileira não podem simplesmente esperar a crise passar. Para Leticia Marodin, os empresários do setor devem conhecer o novo consumidor e suas necessidades durante a crise e para quando ela for, ao menos, controlada.

Como sobreviver na crise? O consumidor é a chave de tudo!

O mercado de carne suína é muito grande e complexo. Mas independente disso Leticia Marodin indicou que o setor é muito dependente do consumidor. “O consumidor é a chave de tudo! Será ele o responsável por guiar as diretrizes do setor. Ouvir suas dores e desejos será fundamental”.

Neste cenário, a consultora indica que para o setor de alimentação, inclusive da cadeia da carne suína, as tendências a curto-médio prazo quanto ao consumo serão:

- Ter maior responsabilidade e respeito com o dinheiro;

 - Prioridade à saudabilidade e bem-estar;

 - Economia circular e foco no preço;

 - Prioridade ao movimento de escolher produtos locais

 - Aumentar a relação e os valores da família.

Dessa forma, Leticia Marodin acredita que essas mudanças do comportamento exigirão do mercado de carne suína a atenção a alguns pontos de grande importância para atender os desejos do “novo cliente” durante a após a crise.

  • Compras no varejo alimentar

Segundo Luciana, pesquisas indicam que as compras durante a pandemia estão ocorrendo em maior volume e menor frequência. Já após a crise a tendência é que as compras sejam em menor volume e maior frequência. “Após a pandemia, o consumidor que está seguindo a quarentena à risca irá querer sair de casa e fazer mais compras”, explica.

  • Maior importância ao pequeno varejo alimentar

Leticia crê que o pequeno varejo alimentar terá maior importância em razão da crise. Para isso, aprimorar o crédito e a logística, além de pensar em menores volumes serão essenciais para o setor.

Para que essa expectativa se confirme, o pequeno varejo terá o desafio de melhorar o aprendizado e promover melhorias em sua forma de produzir e de vender. A ABCS terá papel importante nesse cenário”, acredita Leticia.

  • Indulgência - valorização dos momentos em família

Com a crise, houve significativo aumento do preparo de refeições e consumo, com estes ocorrendo em família. Neste caso, a consultora crê que o diálogo entre associações, frigoríficos e produtores com o consumidor será muito importante.

Esses setores precisam estar muito bem alinhados com os desejos e anseios do novo consumidor, devendo oferecer receitas, indicar a qualidade do consumo da carne suína, entre outras ações”.

  • Transparência

O consumidor moderno quer, mais do que nunca, saber de onde vem o alimento que ele vai consumir. Quer também adquirir conhecimento sobre a característica do alimento e seus ingredientes. Também prioriza a rastreabilidade, ética, segurança do trabalhador, meio ambiente e saudabilidade.

Por isso, para ouvir o consumidor é essencial que as empresas se conectem com seu consumidor, mostrando os benefícios do consumo da carne suína.

Priorizar a comunicação da carne suína é essencial

Por fim, Leticia Marodin acredita que para ficar mais próximo do consumidor, é fundamental que o mercado de carne suína do Brasil precisa priorizar a comunicação da carne suína, tirando a crença de falta de qualidade desse tipo de carne.

O setor precisa adotar, incrementar e comunicar as práticas de produção com segurança humana e alimentar, promovendo os benefícios da carne suína para a saúde. Precisa também priorizar os valores e propósitos da sua marca, desenvolvendo práticas de produção sustentáveis, tais como embalagens e informações claras”.

Por fim, a consultora acredita que o mercado de carne suína e todos seus elos precisam ter as respostas para as perguntas: Quem está comprando? Como está comprando? Quanto está comprando? Como atender esse consumidor?

Neste cenário, se preocupe com o futuro do consumidor, observe, ouça, colete dados de qualidade e crie estratégias para atender esse consumidor. Quem estiver mais preparado, irá sair dessa crise melhor!”, finaliza.

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