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Consumo de produtos vegetais seguirá em alta nos próximos anos

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O novo perfil de consumo da população deverá impulsionar o crescimento de produtos substitutos ou alternativos à proteína ou lácteos de origem animal. A expectativa é que o crescimento seja de 5% ao ano, nos próximos cinco anos. Ao menos duas consultorias especializadas neste tipo de setor publicaram, nos últimos dois meses, projeções otimistas. No estudo da consultoria britânica ‘Research and Markets’, a expectativa é que o mercado de proteínas vegetais deverá crescer anualmente 5%, nos próximos quatro anos.

Em 2024, a receita do setor deverá chegar a US$ 6,6 bilhões. O número é cerca de 40% maior ao montante registrado em 2018, quando todo o setor acumulou US$ 4,8 bilhões em vendas. Ainda de acordo com a análise da consultoria britânica, a busca por um estilo de vida mais saudável é um dos maiores motores para o mercado de proteínas, leites e snacks alternativos. Segundo nutricionistas, a maior vantagem dos produtos à base de vegetais é a redução nos níveis de açúcar e gordura no sangue, além da redução do impacto ambiental e do sofrimento animal.

Transformação alimentar

O crescimento das doenças alérgicas e de intolerância à proteína dos leites de origem animal deve impulsionar de maneira semelhante o mercado sul-americano dos leites e derivados vegetais. Nos próximos cinco anos, a demanda deverá seguir o mesmo ritmo das proteínas e crescer mais de 5% por ano. O estudo da Mordor Intelligence calcula que 85% dos brasileiros possuem algum nível de intolerância à proteína do leite de origem animal, ante 69% dos chilenos e 60% dos argentinos. 

Mundialmente, cerca de 70% dos consumidores estão mudando de dieta para prevenir obesidade, diabetes e colesterol, segundo a rede de supermercados britânica Sainsburys. Ainda de acordo com projeções do estudo, um quarto da população britânica será vegetariana e metade ‘flexitariana’, em 2025.

Segunda Sem Carne (SSC)

Segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), o acesso à informação, a preocupação com a causa animal, com a saúde e com o meio ambiente favorecem essas dietas. No Brasil, a mudança alimentar ganha força com o projeto Segunda Sem Carne (SSC). Criado em 2003, nos Estados Unidos, o movimento está presente em mais de 40 países. Lançado em 2009 pela SVB, o movimento atingiu a marca recorde de 67 milhões de refeições à base de vegetais em 2018. Em números atualizados, mais de 80 milhões de refeições foram servidas em campanhas da SSC, apenas em 2019.

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