Pequenas e médias indústrias buscam inovação em embalagem

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Em 2020, a demanda por embalagens industriais teve forte alta; confira em quais tipos vale investir

A escolha de uma embalagem adequada para produtos é uma preocupação de grande parte dos empresários do setor de alimentação. Em 2020, por causa da pandemia do novo coronavírus, essa preocupação aumentou ainda mais: com a alta do delivery, tanto de mercados quanto de restaurantes, e a maior atenção do público para a sustentabilidade, as empresas tiveram que buscar novas alternativas.

De acordo com a Neotrust, as vendas on-line tiveram crescimento de 73,9% em 2020, em comparação com o ano anterior. Isso impactou diretamente o setor industrial, que precisou criar opções para atender essa demanda.

Segundo Vivian Leite, diretora de Marketing da Tetra Pak Brasil, as embalagens do tipo longa vida despontaram nesse cenário. "Elas equacionam força e resistência com bom desempenho logístico", comenta. "Embalagens cartonadas ocupam menos espaço em comparação com outros formatos, otimizando o seu transporte e armazenamento em centros de distribuição". 

Pensando em auxiliar as pequenas e médias indústrias nas escolhas de produção de embalagens, o Food Connection analisou o mercado de 2020 e 2021 e selecionou tipos de embalagem que têm maior demanda e que ganharam destaque nos últimos meses. Confira.

Embalagens longa vida

Com a alta das entregas em domicílio, os consumidores passaram a exigir embalagens que preservem melhor os alimentos. Segundo Vivian, as embalagens longa vida são uma ótima opção. "Além da proteção e da preservação dos alimentos e seus nutrientes, as embalagens conquistam pela força e robustez, tendo em mente o aumento da demanda on-line. A cadeia de distribuição do e-commerce possui mais pontos de atrito e, portanto, exige mais resistência das embalagens", explica.

Vivian aponta, ainda, que o maior crescimento entre as embalagens longa vida foi no segmento de leites e sucos. "No último ano, notamos o maior consumo de embalagens family pack (de um litro). Isso se deve ao maior número de refeições reunindo toda a família dentro de casa, um comportamento que foi estimulado com a pandemia e as medidas de distanciamento social", diz. "Também notamos maior saída de embalagens portion pack para o envase de leite condensado e creme de leite, o que reflete o hábito de mais pessoas fazendo refeições dentro de casa e, por isso, cozinhando mais".

Outro ponto importante é que as embalagens cartonadas fornecessem um maior prazo de validade aos alimentos - já que há mais pessoas fazendo compras maiores, para evitar ir ao supermercado presencialmente muitas vezes. "A tecnologia da caixinha impede que o alimento em seu interior tenha contato com a luz, ar e umidade, fazendo com que ele tenha validade maior sem que para isso seja preciso adicionar conservantes à formulação", afirma Viviane.

Embalagens sustentáveis

A sustentabilidade é um dos assuntos que entrou em pauta durante a pandemia. A preocupação ecológica com os alimentos é um dos novos hábitos de consumo da população. Isso também reflete, claro, nas embalagens: caixas e garrafas recicláveis, por exemplo, são mais atraentes.

A Tetra Pak, por exemplo, lançou o modelo Tetra Stelo™ Aseptic Edge, que une sustentabilidade e praticidade. "Além de ser reciclável e composta majoritariamente de matérias-primas renováveis, a caixinha também conta com modelo de tampa desenvolvida para garantir aderência e um ponto de abertura que fica facilmente identificável. Esta é uma característica que visualmente reforça que a embalagem está com seu conteúdo protegido e apropriado para consumo", afirma Viviane.

Latas de alumínio

A alta do delivery também impulsionou a demanda por latinhas de alumínio para bebidas. 

Segundo a Associação Brasileira de Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), o segmento apresentou um crescimento de 7,3% nas vendas em 2020. No total, foram 32 bilhões de latas comercializadas no último ano, com faturamento de R$ 17,5 bilhões.

A lata de alumínio pode ser reciclada, o que cativa os consumidores preocupados com a sustentabilidade. Mas também traz praticidade: a bebida gela mais rápido, e a latinha ocupa menos espaço na geladeira de casa.

Demanda continua mesmo após a pandemia

Novas demandas e novos movimentos no mercado de embalagens industriais surgiram em 2020. Mas será que a tendência continuará, mesmo com o recuo da pandemia? Vivian Leite acredita que sim.

Segundo ela, a pandemia apenas acelerou tendências que já existiam. "O hábito do supermercado on-line, por exemplo, foi um dos mais exaltados", comenta. "A pandemia também acentuou algumas características da embalagem, sobretudo aquelas que reforçam a segurança do alimento. Mas isso não significa que não caminhávamos neste sentido. Apenas demos alguns passos a mais em direção a demandas e tendências que já tomavam forma".

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