Food Connection faz parte da divisão Informa Markets da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Lácteos plant-based: o que saber sobre o novo segmento

06.08.21_Lácteos plant-based - o que saber sobre o novo segmento.jpg
Descubra mais sobre o potencial dos produtos alternativos lácteos plant-based, um mercado que só cresce.

A categoria de produtos lácteos está enfrentando desafios importantes em meio a mudanças no comportamento dos consumidores. Entre as mais notáveis, está a crescente demanda por alternativos lácteos plant-based.

Embora o mercado de alternativos lácteos já exista há vários anos, agora ele está em grande evidência, impulsionado especialmente por consumidores preocupados com a saúde, que buscam produtos sustentáveis que são melhores para as pessoas e para o planeta.

De olho nesse segmento, muitas marcas já estão buscando soluções para inovar e diversificar seus portfólios de produtos com fontes plant-based que ressoam com as necessidades do consumidor.

A seguir, saiba mais sobre o mercado atual e projeções de tendências feitas para o segmento de lácteos plant-based.

O que são os lácteos plant-based e como eles são feitos?

Os lácteos plant-based são produtos alternativos aos lácteos tradicionais feitos com ingredientes à base de plantas.

A aceitação do "leite" à base de plantas pelos consumidores lançou as bases para o crescimento em outras categorias de lácteos plant-based, como iogurtes, sorvetes, queijos e outras.

Este mercado vai além do nicho composto por pessoas que evitam laticínios devido a alergias ou por seguirem uma dieta vegana. As alternativas lácteas também são opções cada vez mais requisitadas também por flexitarianos e adultos em todo o espectro dietético.

"Quando à produção, as marcas devem considerar a disponibilidade e funcionalidade dos ingredientes junto com as preferências do consumidor ao desenvolver produtos lácteos plant-based", recomenda Caroline Assunção, consultora independente, engenheira de alimentos e doutora em ciência e tecnologia de alimentos.

A especialista explica ainda que "existem diversos ingredientes que estão sendo utilizados neste tipo de formulação. No mercado, há alternativas à base de pistache, noz-pecã, caju, além de novas combinações de nozes, grãos e proteínas. Diferentes sabores também estão sendo adicionados aos lácteos à base de plantas, proporcionando uma verdadeira diversidade de escolha ao consumidor".

Quanto à produção de alternativas ao queijo lácteo, Assunção explica que "algumas empresas criam 'proteínas lácteas' a partir de fontes vegetais usando fermentação microbiana. Depois de produzir essas proteínas em um fermentador, elas adicionam outros ingredientes vegetais - incluindo açúcares e outras proteínas - para, basicamente, fazer uma base alternativa ao leite que possa passar pelo processo tradicional de fabricação de queijos".

Que benefícios os lácteos plant-based oferecem?

Além dos veganos e daqueles que estão tentando consumir mais alimentos vegetais, os alternativos lácteos plant-based também são direcionados a pessoas que têm alergia aos laticínios ou são sensíveis à lactose encontrada em produtos lácteos convencionais. A intolerância à lactose é cada vez mais comum, dessa forma, um dos benefícios é fornecer opções de alimentos para estes públicos com restrições alimentares.

Além disso, os consumidores podem encontrar alternativos lácteos plant-based com uma variedade de perfis de sabor, ingredientes, propriedades funcionais, benefícios nutricionais e histórias de sustentabilidade, atendendo às suas preferências e alinhando-se aos seus valores.

"Há fabricantes que adicionam, por exemplo, proteína de ervilha e sementes de girassol para produzir um produto que tenha valor proteico comparável ao do leite lácteo", complementa a especialista, apontando que a inovação para produtos com mais saudabilidade também é um benefício encontrado neste segmento.

Os consumidores que se preocupam com a sustentabilidade também encontram alternativas como o "leite" de aveia, uma opção atrativa. A aveia é um ingrediente de cultura rotativa benéfica, usa pouca água e terras para ser cultivada, emite menos CO2 do que o leite tradicional, entre outros diferenciais alinhados à sustentabilidade.

Quais as tendências desses produtos no mercado?

A tendência é que o mercado de lácteos plant-based continue crescendo. Conforme relatório da Research and Markets, o segmento de alternativas lácteas deve representar o maior mercado para as bebidas plant-based até 2023.

"Uma tendência que destaco é o maior uso de ingredientes diversificados que deixem as amêndoas com um uso mais restrito, diante dos impactos no meio ambiente negativos relacionados a esse ingrediente. Lácteos formulados com sementes, como sementes de gergelim, também devem crescer", prevê a especialista.

Há também a tendência dos produtos híbridos, que combinam os inovadores leites vegetais com o leite tradicional. Esse tipo de formulação, voltada a flexitarianos e consumidores em busca de experiências gastronômicas surpreendentes, alia a proteína de alta qualidade e a funcionalidade do leite convencional com os fitonutrientes e a redução de gordura e calorias de alguns alternativos vegetais. 

"Também devemos ver uma sofisticação cada vez maior em termos de sabor, textura e perfil nutricional. Especificamente, com o uso de bases novas para esses produtos, as marcas conseguirão oferecer mais facilmente um perfil de sabor mais neutro e uma textura mais cremosa tão visada pelo consumidor dessa categoria", projeta Assunção.

As sobremesas congeladas com ingredientes à base de plantas, como alternativas ao sorvete tradicional, também devem se destacar daqui para a frente, além de alternativas ao queijo e à manteiga convencional. 

O que saber antes de comercializar esses produtos?

Para empresas que estão planejando diversificar seu portfólio para incluir alternativos lácteos plant-based, é importante ter muita atenção a regulamentações que vão do nível federal ao municipal.

Embora não haja ainda uma regulamentação mais robusta para os produtos plant-based, a ANVISA atua para prevenir situações que possam conduzir o consumidor ao erro. Por isso, é fundamental utilizar nos materiais de comunicação apenas os termos expressamente definidos pela Agência.

Além disso, buscar certificações adicionais, como produto kosher, vegano, orgânico e outras também será um diferencial e um argumento extra para conquistar clientes. 

Para saber mais sobre esse mercado e suas particularidades, baixe gratuitamente o e-book Plant-based no Brasil: cenário e perspectivas.

 

Ocultar comentários
account-default-image

Comments

  • Allowed HTML tags: <em> <strong> <blockquote> <br> <p>

Plain text

  • No HTML tags allowed.
  • Web page addresses and e-mail addresses turn into links automatically.
  • Lines and paragraphs break automatically.
Publicar